Archive for category Matéria Escura
Galáxias furtivas vizinhas espreitam a Via Láctea e escapam da detecção
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Galáxias, Matéria Escura, Via Láctea on 29 de janeiro de 2010

A nossa galáxia, a Via Láctea, brilha gloriosamente no céu noturno. No entanto, galáxias obscuras vizinhas podem ser tênues demais para serem vistas. Aqui vemos um fantástico panorama de todo o céu criado por Axel Mellinger a partir de 3.000 imagens que ele gerou ao longo de 22 meses. Crédito ©Axel Mellinger.
Embora nossos poderosos telescópios sejam capazes de detectar galáxias distantes nos confins de Universo, cuja luz pode levar até 13 bilhões de anos para chegar até nós, eles às vezes se mostram ineficientes ao tentar ver o que acontece em nossa vizinhança. Novos cálculos estimam que centenas de galáxias anãs vizinhas bem próximas podem estar escapando da detecção devida a sua tênue luminosidade intrínseca.
Em 2008, em entrevista no Instituto de Astrofísica de Canárias, Steven R. Majewski falou da influência das galáxias satélites anãs na formação da Via-Láctea e salientou a provável existência de galáxias escuras, ou seja, galáxias constituídas essencialmente de matéria escura.
TED: Patricia Burchat esclarece sobre Matéria Escura e Energia Escura
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Energia escura, Matéria Escura on 23 de janeiro de 2010
O excelente site TED colocou legendas em Português em diversas palestras. Assim, nós aproveitamos para divulgar a excepcional aula da Patrícia Burchat sobre Energia Escura e Matéria Escura.
A física Patricia Burchat elucida dois ingredientes básicos de nosso universo: a matéria escura e a energia escura. Formando 96% do universo, elas não podem ser medidas diretamente, mas sua influência é imensa.
As estrelas primodiais alimentadas pela matéria escura conteriam os segredos do Universo?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Matéria Escura on 17 de novembro de 2009

Visão artística do Universo Primordial. Crédito: Adolf Schaller NASA-MSFC
As primeiras estrelas do Universo podem ter sido muito diferentes das estrelas que vemos na atualidade, até podem trazer pistas para compreender algumas das misteriosas características do Cosmos. Estas “estrelas obscuras”, teorizadas pela primeira vez em 2007, poderiam crescer e até tornar-se muito maiores que as estrelas modernas. Assim estas estrelas primordiais poderiam ter sido alimentadas por partículas de matéria escura que se aniquilariam em seu interior, no lugar da fusão nuclear. No início do Universo, as estrelas obscuras devem ter emitido luz visível como o Sol, mas atualmente sua luz estaria desviada de forma extrema para o vermelho (pelo efeito Doppler da velocidade da expansão do Universo), chegando até nós na faixa de freqüências do infravermelho. Desta forma, considerando este desvio, as estrelas primordiais seriam obscuras para nós, isto é, invisíveis para nós à primeira vista.
Experimento QUaD: os cosmologistas descobrem mais evidências para a Matéria Escura
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Matéria Escura on 5 de novembro de 2009

Os pesquisadores do QUaD usaram o telescópio de 2,6 metros mostrado aqui para ver a temperatura e polarização do fundo de microondas cósmico, uma tênue relíquia brilhante do denso e quente universo jovem. Crédito da imagem: Nicolle Rager Fuller, NSF
Um grupo de pesquisadores usando como base as medidas da radiação de fundo de microondas cósmico (uma tênue relíquia brilhante do denso e quente Universo jovem) diz que seus resultados proporcionam um apoio ao modelo cosmológico do Universo, uma previsão de que a matéria escura e a energia escura formam cerca de 95% de tudo o que existe, enquanto que a matéria convencional constitui apenas 5% do todo.
Conforme publicaram na revista The Astrophysical Journal, os pesquisadores deste projeto utilizaram o telescópio QUaD e publicaram mapas detalhados da radiação de fundo de microondas cósmico (CMB). Os cientistas centraram suas medidas nas variações de temperatura da CMB e a polarização para conhecer a distribuição de matéria nos primórdios do Universo.
Estará a Via Láctea condenada a sofrer o bombardeio cósmico?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Matéria Escura, Via Láctea on 7 de setembro de 2009

Esta imagem de uma simulação em supercomputador mostra a densidade da Matéria Escura da Via Láctea. A variação do brilho (azul -> violeta -> vermelho -> amarelo) corresponde à taxa crescente da concentração da matéria. A região central mais brilhante corresponde aproximadamente à matéria convencional brilhante (bariônica) dos gases e estrelas. As bolhas ao redor indicam as galáxias anãs satélites orbitando a Via Láctea, o que chamamos de ‘subestrutura galáctica’. A simulação prevê que os halos de matéria escura das galáxias espirais estão espalhados, preenchidos com centenas de subestruturas de matéria escura que passam através do disco estelar da galáxia, deixando sua assinatura e trazendo perturbações durante o processo. Crédito: Stelios Kazantzidis, Universidade do Estado de Ohio, EUA.
À medida que os cientistas tentam aprender mais sobre a evolução e desenvolvimento das galáxias e em particular o conhecimento sobre a nossa galáxia, há uma questão que permanece em aberto: as colisões com galáxias satélites anãs vizinhas irão um dia fragmentar o disco da Via Láctea?
Não será bem assim… Há um novo estudo que sugere que este infeliz destino não acontecerá.
Embora os astrônomos considerem que tais colisões já tenham ocorrido diversas vezes no passado, as novas simulações computacionais mostraram que em vez de destruir a galáxia, estas colisões na verdade “incharam” (estufaram) o disco galáctico, principalmente em torno das bordas e produziram estruturas chamadas ‘anéis estelares’.
Este novo estudo tenta resolver dois mistérios: o provável destino da Via Láctea associado às influências de suas galáxias-satélite (tais como a Grande Nuvem de Magalhães, a mais massiva) e a origem das suas bordas estufadas, “tipo algodão-doce”, que os astrônomos já observaram em outras galáxias no Universo e as chamaram de “brilhos fulgurantes”.
O estudo também conclui que a misteriosa matéria escura, a qual constitui a maior parte da matéria do Universo, desempenha também aqui um papel importante nas interações galácticas.
O ‘gole escuro cósmico’ foi responsável pela formação dos buracos negros supermassivos primordiais?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Buracos Negros, Matéria Escura on 31 de agosto de 2009

Imagem de simulação computacional que mostra uma nuvem de gás caindo dentro de um buraco negro supermassivo
Não! O “gole cósmico” não é uma campanha de venda de refrigerantes ou bebidas… O “Dark gulping” (gole escuro / deglutição negra cósmica / o trago negro) é uma hipótese inovadora sobre como os gigantescos buracos negros centrais das galáxias primordiais surgiram a partir do colapso da matéria escura.
Os buracos negros supermassivos são um mistério. Esses behemoths cósmicos conseguem empacotar massas de bilhões de sóis e ficam espreitando os cosmos no centro das galáxias, como a Via Láctea. Os cientistas não sabem ao certo como eles surgiram e nem como eles conseguiram ficar tão massivos.
Um processo chamado ‘Dark Gulping’ (Gole Negro) poderá resolver o mistério sobre como os buracos negros supermassivos se formaram quando o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos de idade.
Dr. Curtis Santox apresentou novo estudo na European Week of Astronomy and Space Science na Universidade de Hertfordshire em Hatfield.
CL0024+1654: Hubble mostra como um aglomerado galáctico atua como lente gravitacional
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Galáxias, Matéria Escura on 23 de agosto de 2009

O aglomerado galáctico CL0024+1654 atua aqui como Lente Gravitacional. Crédito: NASA, ESA, H. Lee & H. Ford (Johns Hopkins University)
O que são estes estranhos objetos azuis nesta imagem? Vários dos objetos azuis mais brilhantes são imagens de apenas uma única, incomum, galáxia azul em anel. Esta singela galáxia, por uma feliz coincidência cósmica, está alinhada exatamente atrás de um gigantesco aglomerado de galáxias.
Os aglomerados galácticos aqui aparecem em amarelo e junto com a matéria escura existente no aglomerado atuam como uma lente gravitacional, um fenômeno previsto na teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Os buracos negros galácticos supermassivos são muito maiores do que pensávamos?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Buracos Negros, Galáxias, Matéria Escura on 6 de julho de 2009

Este gráfico mostra a relação entre a massa do buraco negro central de uma galáxia e a massa do seu bojo central. O novo cálculo da massa do buraco negro da M87 feito por Gebhardt e Thomas, que aumentou para 6,4 bilhões de massas solares, poderá mudar este relacionamento. Crédito: Tim Jones/UT-Austin after K. Cordes & S. Brown (STScI)
Através de novo modelo de simulação computacional, os astrônomos determinaram que o buraco negro supermassivo central da galáxia ativa M87 possui pelo menos duas vezes mais massa do que se pensava anteriormente: cerca de 6,4 bilhões de vezes a massa do Sol. A nova metodologia de medição sugere que as massas estimadas de outros buracos negros em grandes galáxias vizinhas podem estar também sub-dimensionadas. Tal estudo poderá trazer conseqüências para as teorias sobre como as galáxias se formam e crescem e pode ajudar aos astrônomos resolverem um antigo enigma sobre o paradoxo do desenvolvimento galáctico.
A descoberta foi anunciada anteontem na 214ª reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS). O achado é “importante para a relação entre os buracos negros e as galáxias,” disse o membro da equipe Jens Thomas do Instituto Max Planck para a Física Extraterrestre na Alemanha. “Se alteramos a massa do buraco negro, o modo como este se relaciona com a galáxia também muda”.
Devido a esta relação, este novo modelo de cálculo da massa dos buracos negros centrais poderá trazer fortes impactos nas teorias astronômicas que tentam explicar como as galáxias se formam e crescem.
Hubble encontra evidências da matéria escura nas galáxias anãs do aglomerado Perseus
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Astrofotografia, Cosmologia, Energia escura, Galáxias, Matéria Escura, Telescópios on 9 de junho de 2009

Aglomerado galáctico de Perseus. Crédito: NASA, ESA, and Z. Levay (STScI)
O telescópio espacial Hubble descobriu uma forte linha de evidências que as galáxias estão de fato imersas em halos de matéria escura. Observando o aglomerado galáctico de Perseus, o Hubble fotografou um grande número de pequenas galáxias que permaneceram intactas enquanto que as galáxias maiores ao seu redor foram distorcidas e reformatadas pelas forças gravitacionais em interação com outras galáxias. “Fomos surpreendidos ao encontrar tantas galáxias anãs no núcleo desse aglomerado galáctico com formato tão suave e redondo que mostra-nos a eviência da falta de qualquer perturbação sofrida”, disse o astrônomo Christopher Conselice da Universidade de Nottingham, UK, líder do time que trabalhou nessas observações. “Essas galáxias anãs são galáxias muito antigas que pertencem a esse aglomerado há bastante tempo. Então, se alguma força tivesse que deformá-las, tal já teria acontecido até hoje. Essas mini-galáxias devem ser fortemente dominadas pela matéria escura“.
Cosmologia: as primeiras supernovas destroçaram ou formaram as galáxias primordiais?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Cosmologia, Galáxias, Matéria Escura, Supernovas on 4 de junho de 2009

Uma supernova gera ondas de choque destrutivas. Aqui vemos a nebulosa remanescente E0102-72 formada pelas explosão de uma colossal supernova tipo II.
As primeiras estrelas do Universo destruíram as pequenas galáxias que as hospevam quando de sua explosão, o que efetivamente prejudicou a formação de estrelas próximas, confome novo estudo de astrofísicos japoneses.
A teoria, baseada em cálculos analíticos da energia destrutiva e os efeitos das supernovas primordiais adicionam mais uma peça ao quebra-cabeças da verdade sobre as primeiras estrelas do Universo e como elas influenciaram na formação das galáxias.
As primeiras estrelas do Universo se formaram cerca de 200 milhões de anos após o Big Bang em nós de matéria escura denominados ‘halos de matéria escura’ – os blocos de construção originais das galáxias.




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