Archive for category Marte

MRO revela vastas geleiras escondidas em Marte

Mapa de Marte gerada pelo instrumento Shallow Radar da MRO mostra depósitos glaciais. O mapa cobre uma área de 1050 por 775 km. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/University of Rome/Southwest Research Institute

Mapa de Marte gerada pelo instrumento Shallow Radar da MRO mostra depósitos glaciais. O mapa cobre uma área de 1050 por 775 km. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/University of Rome/Southwest Research Institute

Imagens de radar recentemente capturadas pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) mostraram que vastos glaciares (de água congelada em Marte) são comuns na região de latitude média ao norte de Marte, mas temos que procurar sob a superfície para encontrá-las.

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ESA: a sonda Mars Express vai dar um rasante passando a 50 km de Fobos lua de Marte

Mars Express em sua órbita polar em torno de Marte. Crédito: ESA

Mars Express em sua órbita polar em torno de Marte. Crédito: ESA

A sonda orbital Mars Express iniciou uma série de aproximações de Fobos, a maior lua de Marte. A missão irá alcançar o seu ápice em 3 de março de 2010, quando a sonda irá estabelecer um novo recorde passando de raspão por Fobos, a apenas 50 km de distância da superfície desta lua marciana. Espera-se que os dados recolhidos nesta visita poderão ajudar a desvendar a origem desta lua misteriosa.

Esta campanha de aproximação de Fobos iniciou-se na quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010, às 06h52m CET (05h52m UT), quando a Mars Express passou a 991 km da superfície de Fobos. As aproximações irão continuar em altitudes variadas até 26 de março, quando a Fobos se deslocará para fora do alcance da sonda. Estas aproximações irão proporcionar notáveis oportunidades de investigação científica adicional com a Mars Express, uma espaçonave originalmente concebida para estudar o planeta vermelho.

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Para chegar até Marte primeiro temos que estabelecer uma base em Fobos

Será Fobos o próximo grande passo da humanidade na exploração espacial?

Será Fobos o próximo grande passo da humanidade na exploração espacial?. Crédito: HiRISE

Fobos (Phobos) é possivelmente um nome que você começará a ouvir intensamente nos próximos anos. Embora Fobos tenha as dimensões de um asteróide, com apenas dois bilionésimos da massa da Terra, atmosfera nula e gravidade muito fraca, trata-se da maior das duas luas de Marte e está destinada a tornar-se nosso próximo posto avançado no espaço. Fobos será nossa segunda casa.

Como chegar lá?

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HiRISE revela contornos pseudo-geométricos em alto-relevo na paisagem marciana

Em 13 de janeiro de 2010 o time do programa HiRISE da Universidade do Arizona liberou intrigantes novas imagens de Marte. Alfred McEwan, membro do time do programa HiRISE, Universidade do Arizona, comentou as descobertas.

1) Relevos intrigantes na bacia de Hellas

Interessantes contornos em alto-relevo na bacia de Hellas em Marte. Crédito: HiRISE

IMAGEM 1: (ESP_016022_1420) interessantes contornos em alto-relevo na bacia de Hellas em Marte. Crédito: NASA / JPL / Universidade do Arizona / HiRISE

O piso da bacia de Hellas em Marte é muitas vezes obscurecido pela névoa atmosférica e a poeira, mas tende a ser bastante claro nesta época do ano, quanto ocorre a primavera no norte e outono no sul do planeta vermelho.

Na imagem acima HiRISE nos apresenta relevos intrigantes no chão da bacia de Hellas, em formatos muito estranhos. Aqui, explicou McEwan, os materiais parecem ter corrido de maneira viscosa, como o gelo, na superfície da bacia de Hellas. As características de fluxo viscoso são mais comuns nas latitudes médias de Marte, mas os da bacia de Hellas são especialmente únicos, por razões desconhecidas.

Esta sub-imagem mostra uma área interessante colorida (as áreas avermelhadas têm mais poeira).

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Material em queda gera nuvem de poeira sobre as dunas marcianas [atualizado]

Material em queda gera nuvem de poeira sobre as dunas marcianas  (PSP_007962_2635). Crédito: NASA / JPL / University of Arizona

CO² em sublimação ejeta nuvem de poeira sobre as dunas marcianas (PSP_007962_2635). Existe uma vasta região de dunas de areia no norte de Marte, em altas latitudes. No inverno marciano, uma camada de gelo de dióxido de carbono (CO²) cobre as dunas, e na primavera o gelo se evapora quando o sol aquece o solo. Este é um processo muito ativo e a areia é deslocada abaixo das cristas das dunas, formando manchas escuras. Como a resolução da imagem é 32 cm/pixel os objetos presentes com mais de 96 cm de diâmetro são discerníveis. Crédito: NASA / JPL / University of Arizona

Não! Não são arbustos no deserto marciano…

A ilusão marciana

Nuvens de poeira em erupção natural em Marte criaram nesta imagem estruturas surpreendentes que se parecem com ‘arbustos’, nesta paisagem próxima ao pólo norte marciano. Mas não se iluda: trata-se apenas de uma ilusão de ótica.

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O mistério sobre origem do metano na atmosfera marciana ganha novas pistas

Os cientistas ainda não sabem o suficiente para dizer com certeza qual é a fonte do metano em Marte. Nesta ilustração, a água subsuperficial, o dióxido de carbono e o aquecimento interno do planeta Marte se combinam para libertar metano. Embora não tenhamos evidências da haver atividade vulcânica atual em Marte, metano aprisionado em "gaiolas de gelo" poderá ter sido liberado. Crédito: NASA/Susan Twardy

Os cientistas ainda não sabem o suficiente para dizer com certeza qual é a fonte do metano em Marte. Nesta ilustração, a água subsuperficial, o dióxido de carbono e o aquecimento interno do planeta Marte se combinam para libertar metano. Embora não tenhamos evidências de haver atividade vulcânica atual em Marte, o metano possivelmente aprisionado em "gaiolas de gelo" poderá ter sido liberado. Crédito: NASA/Susan Twardy

A presença do metano sempre causa frisson nos astrônomos…

O mistério da presença do metano na atmosfera de Marte continua intrigando os cientistas. Agora, em novo estudo publicado em 9 de dezembro de 2009, na revista Earth and Planetary Science Letters, os cientistas eliminaram a possibilidade do metano ter sido trazido à Marte por meteoritos, levantando novas esperanças que o gás tenha sido gerado por atividades biológicas no Planeta Vermelho.

O metano tem um curto ciclo de vida em Marte, cerca de poucas centenas de anos, porque é constantemente destruído pelas reações químicas na atmosfera do planeta, causadas pela luz solar. Assim, o metano não resiste muito tempo sob a luz do Sol que o destrói rapidamente, formando outras moléculas orgânicas. Por esta razão o descobrimento de metano em qualquer ponto do Sistema Solar sempre causa frisson nos astrônomos,  já comentado em “Como Titã conseguiu sua atmosfera rica em Metano?“.

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Se fossemos obrigados a desocupar a Terra, para onde iríamos?

A habitabilidade no Sistema Solar. Crédito: UPR Arecibo, NASA PhotoJournal

A habitabilidade no Sistema Solar. Crédito: UPR Arecibo, NASA PhotoJournal

Se os seres humanos fossem obrigados a desocupar a Terra, onde seria o próximo lugar em nosso Sistema Solar para nós vivermos melhor? Um estudo da Universidade de Porto Rico em Arecibo proporcionou uma avaliação quantitativa da habitabilidade para identificar os habitats potenciais em nosso Sistema Solar. O Professor Abel Mendez, que produziu o estudo, também analisou a forma como a habitabilidade da Terra mudou no passado, e constatou que em alguns períodos a habitabilidade da Terra foi até mesmo melhor do que hoje.

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Viagem até Marte? Cuidado com as bactérias!

Missão tripulada a Marte. Crédito: NASA

Missão tripulada a Marte. Crédito: NASA

Missões de longa duração no espaço podem ser muito perigosas para a saúde, assim diz o novo relatório publicado no The Journal of Leukocyte Biology. Além da forte probabilidade em contrair câncer devido à exposição demorada aos raios cósmicos somada à intensa radiação espacial, os astronautas terão outros problemas à enfrentar relacionados com sua saúde.

O novo estudo argumenta que futuras missões humanas a Marte, assim como outras jornadas de longa duração no espaço podem ser seriamente comprometidas pelos micróbios que também seguirão viagem, acompanhando os astronautas. Isto ocorre uma vez que as viagens de longo prazo trazem dois graves problemas para os seres humanos: o seu sistema imunológico é enfraquecido e por outro lado a virulência e a velocidade de reprodução dos micróbios podem ser incrementadas neste tipo de ambiente.

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Novas discussões sobre a formação do Sistema Solar parte 2: Marte e Mercúrio foram formados das sobras da Terra e Vênus?

Ao olhar a comparação acima dos 4 planetas telúricos várias dúvidas surgem: Vênus tem um diâmetro de 95% do da Terra e 81,5% da massa terrestre. Até aqui tudo bem... Mas e os outros dois? Mercúrio e Marte são planetas nanicos! Mercúrio tem apenas 5,5% da massa da Terra. Marte tem somente 10,7% da massa terrestre. Quais seriam as razões destas discrepâncias se o disco de matéria do Sistema Solar primordial, segundo a teoria tradicional, se distribuiu uniformemente? Há algo errado neste modelo?

Ao olhar a comparação acima dos 4 planetas telúricos várias dúvidas surgem: Vênus tem um diâmetro de 95% do da Terra e 81,5% da massa terrestre. Até aqui tudo bem... Mas e os outros dois? Mercúrio e Marte são planetas nanicos! Mercúrio tem apenas 5,5% da massa da Terra. Marte tem somente 10,7% da massa terrestre. Quais seriam as razões destas discrepâncias se o disco de matéria do Sistema Solar primordial, segundo a teoria tradicional, se distribuiu uniformemente? Há algo errado neste modelo?

Introdução – o debate em 2009 da Divisão de Ciências Planetárias:

O Sistema Solar primordial foi uma verdadeira galeria de tiro. Nossa lua se formou quando um objeto, denominado Theia, do tamanho de Marte chocou-se com a Terra e ejetou para o espaço uma gigantesca nuvem escombros que por acresção criou o nosso único satélite natural. Agora, no recente encontro anual (2009) da Divisão de Ciências Planetárias em Fajardo, Porto Rico, Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz reportou que o objeto (Theia) chocou-se com a Terra em uma velocidade bem baixa. Se a velocidade fosse maior os escombros teriam sido expelidos para o espaço interplanetário, isto é, seriam ejetados em velocidade superior a velocidade de escape do nosso planeta e assim, não teríamos a nossa Lua. Com esta afirmação Asphaug reacendeu a discussão sobre “Por que Vênus não tem nenhuma lua?”. Como é que Vênus conseguiu desviar-se de todos os demais objetos do Sistema Solar primordial? A resposta é simples, segundo Asphaug: Vênus não escapou dos violentos choques… Talvez até Vênus pode ter tido um destino ‘pior que o nosso’, tendo talvez ejetado um outro planeta (?) E onde está este tal planeta agora? Será Mercúrio o resultado de uma colisão sofrida por Vênus? Afinal, Mercúrio se formou a partir de uma colisão entre Vênus e o outro objeto ou mesmo a partir de um segundo impacto sofrido pela Terra? Marte e Mercúrio foram formados dos restos da Terra e Vênus?.

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Marte é um planeta vermelho. Qual é a razão disso? Pesquisa recente trás novas explicações…

A idéia antiga e largamente aceita de que Marte é vermelho está com seus dias contados. A explicação tradicional diz que a aparência avermelhada de Marte é devido à ferrugem de rochas por água que há muito tempo atrás inundou o Planeta Vermelho. Recentes estudos em laboratórios mostram que a poeira vermelha pode ter se formado pela abrasão constante de rochas superficiais e que a água líquida não deve ter desempenhado um papel fundamental no processo de formação da poeira avermelhada que colore o 4º planeta. Estes achados reabrem o acirrado debate sobre a história da água em Marte e a discussão se já alguma vez o Planeta Vermelho foi realmente habitável. Dr. Jonathan Merrison apresentou seus estudos no Congresso Europeu de Ciência Planetária.

Marte deveria ter uma cor escurecida como na imagem à direita se não fosse pela poeira avermelhada que cobre sua superfície. Crédito: NASA/ESA/Hubble Team/Europlanet

Marte deveria ter uma cor escurecida como na imagem à direita se não fosse pela poeira avermelhada que cobre sua superfície. Crédito: NASA/ESA/Hubble Team/Europlanet

Na verdade, “Marte deveria efetivamente parecer negro, entre as suas calotas polares brancas, pois a maioria das rochas nas latitudes médias é basáltica. Durante décadas nós assumimos que as regiões vermelhas em Marte estão relacionadas com uma história antiga rica em água no planeta, e que, pelo menos em algumas áreas, estão presentes minerais de ferro altamente oxidados pela água,” disse Dr. Merrison, do Laboratório Aarhus de Simulação de Marte, na Dinamarca.

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