Archive for category Lua

O martelo e a pena em queda livre na Lua

David Scott, comandante da Apollo 15, se prepara para deixar cair um martelo geológico de 1,32 kg e uma pena de falcão de 0,03 kg na Lua.

David Scott, comandante da Apollo 15, se prepara para deixar cair um martelo geológico de 1,32 kg e uma pena de falcão de 0,03 kg na Lua.

Ao final da última caminhada na Lua, em 1971, o comandante da Apollo 15, David Scott, realizou uma demonstração ao vivo para as câmeras de televisão. Ele segurou um martelo geológico e uma pena, deixando-os cair ao mesmo tempo. Uma vez que na Lua não há atmosfera, o experimento foi feito praticamente no vácuo. Assim, sem a resistência do ar, que temos aqui na Terra, a pena caiu ao mesmo tempo que o martelo, uma conclusão que Galileu Galilei inferiu séculos atrás: todos os objetos liberados ao mesmo tempo caem na mesma taxa de aceleração independentemente de sua massa.

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LCROSS: Agora é oficial! Há grande quantidade de água confirmada na Lua

Imagem da câmara no vísivel, que mostra a pluma de detritos, cerca de 20 segundos após o impacto da LCROSS na Lua. Crédito: NASA

Imagem da câmara no vísivel, que mostra a pluma de detritos, cerca de 20 segundos após o impacto da LCROSS na Lua. Crédito: NASA

Boas notícias! Agora é oficial! Há água na Lua, muita água! Se derretida, a água poderá ser usada não só para o futuro consumo dos astronautas como também para extrair dela o hidrogênio e oxigênio que poderão ser usados nos foguetes dos veículos espaciais.

A sonda LCROSS da NASA descobriu camadas de água gelada no pólo sul da Lua quando lá colidiu no mês passado, conforme anunciado pelos cientistas da missão. As descobertas confirmam as suspeitas anteriormente divulgadas, em grande estilo.

“De fato, é verdade, nós encontramos água. E nós não achamos pouca água, descobrimos uma quantidade significativa”, disse Anthony Colaprete, cientista líder do projeto LCROSS, do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA.

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LRO passa sobre o Mar da Tranqülidade e nos apresenta novas fotos da missão Apollo 11

Última olhada no local de pouso da Apollo 11 pela câmera LROC da sonda Lunar Reconnaissance Orbitr. Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University

Última olhada no local de pouso da Apollo 11 pela câmera LROC da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter. Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University

Vemos as primeiras imagens do local de pouso da missão Apollo 11 na Lua desde que a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA atingiu a sua órbita operacional de 50 km de altura. O Sol está acima da imagem o que impede a visão de sombras. A LRO deverá tirar novas fotos em breve e assim veremos sombras do Módulo Lunar e dos equipamentos deixados na base lunar no Mar da Tranqüilidade.

Vejamos a seguir o vídeo do zoom da imagem e mais informações sobre este tema.

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LRO atingiu sua órbita destino e fotografou a bandeira deixada na Lua pela Apollo 17

A bandeira hasteada pelos astronautas foi fotografada pela câmera LROC quando a sonda LRO atingiu a órbita lunar de 50 km de altura.

A bandeira (Flag) hasteada pelos astronautas da Apollo 17 na Lua foi fotografada pela câmera LROC quando a sonda LRO atingiu a órbita lunar de 50 km de altura.

A sonda robótica LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) chegou finalmente ao seu destino, orbitando a Lua a 50 km de altura. Nessa altitude a câmera LROC passou a ter a maior capacidade visual já alcançada por qualquer outra sonda lunar, uma resolução da ordem de 50 cm por pixel. Tomando partido disso a LRO deu uma passada sobre o local de pouso da Apollo 17 e o que encontrou? A bandeira hasteada deixada pelos astronautas!

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A Lua é maior quando está próxima do horizonte?

A Lua sobre o céu de Seattle por Shay Stephens

A Lua sobre o céu de Seattle por Shay Stephens

Afinal, a Lua aparece maior quando ela surge próxima ao horizonte? Certamente que NÃO.

Como podemos ver acima, nesta bela seqüência de fotos, a Lua aparece sempre do mesmo tamanho, não importa sua posição nos céus.

Nesta seqüência de imagens tomada em intervalos sucessivos de tempo a Lua foi capturada sucessivamente a cada 2,5 minutos, com a última exposição super exposta para permitir a visão belíssima do panorama da cidade de Seattle.

Mas o que causa a ilusão da Lua?

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A presença de água foi confirmada na Lua? Como extraí-la?

área próxima a uma cratera no lado oculto da Lua mostra (em azul, cor-falsa) uma abundância relativamente alta de materiais que contem água. Crédito: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown U.

Área próxima a uma cratera no lado oculto da Lua mostra (em azul, cor-falsa) uma abundância relativamente alta de materiais que contem água. Crédito: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown U.

A excelente notícia aqui é que a presença de água foi confirmada na superfície da Lua. É claro que não foi encontrado nenhum lago lunar, mas o instrumento Moon Mineralogy Mapper a bordo do Chandrayaan-1 lunar orbiter da Índia informou sobre partes da superfície lunar que absorvem uma cor especifica a qual se associa exclusivamente com a presença de água.

Conseqüentemente, os cientistas estão tentando encaixar esta descoberta com outros fatos conhecidos sobre a Lua para estimar a quantidade de água existente por lá e até mesmo sob que forma está armazenada.

Infelizmente, mesmo os cenários mais positivos deixam a nossa Lua mais seca que o mais seco de todos os desertos da Terra.

Uma pista intrigante que está sendo debatida é se o sinal indicador da presença de água aumenta e diminui durante ao longo da duração do longo dia lunar (27 dias, 7 horas e 43,1 minutos).

Se positivo, o variação no sinal poderia ser explicável pelo hidrogênio expelido pelo vento solar interagindo com o oxigênio no solo lunar. Tal interação, em tese, poderia gerar uma camada singela e fina de água, possivelmente com algumas moléculas de espessura. Assim, parte desta água subseqüentemente evaporaria com o intenso brilho solar durante o dia, apontando uma variação nas medidas.

Na imagem acima, a área próxima a cratera no lado oculto da Lua mostra (em azul, cor-falsa) uma abundância relativamente alta de materiais que contem água.

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LRO: local de pouso da Apollo 11 foi revelado com mais nitidez pela câmera LROC, um mês depois

LROC: a segunda olhada no local de pouso da Apollo 11 na Lua. Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.

LROC: a segunda olhada no local de pouso da Apollo 11 na Lua. Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.

Um mês depois da primeira imagem feita pela câmera LROC da sonda robótica lunar LRO do local de pouso da Apollo 11 a LRO passou novamente pela área e conseguiu imagens mais detalhadas deste local histórico. Agora o Sol estava 28º de inclinação no céu lunar, gerando sombras menores e trazendo brilho e diferenças sutis nas sombras da superfície. A visão do local mudou drasticamente desde a última tomada da LRO, um mês atrás.

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A sonda robótica lunar LRO revela fotos com detalhes inéditos da missão Apollo 12 na Lua

Local de pouso da Apollo 12: base do módulo lunar (Intrepid Descent Stage), ALSEP, as trilhas deixadas pelos astronautas e os escombros da sonda Surveyor 3

Local de pouso da Apollo 12: base do módulo lunar (Intrepid Descent Stage), ALSEP, as trilhas deixadas pelos astronautas (nas setas sem anotações) e a sonda Surveyor 3

Em julho de 2009 a missão LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) liberou imagens inéditas dos diversos locais de pouso das missões Apollo, mas não conseguiu mostrar as imagens de uma das missões, a Apollo 12.

Agora a LRO deu uma boa olhada no Oceanus Procellarum e valeu a pena esperar!

Vemos agora uma riqueza de detalhes com o estágio de descida do Módulo Lunar, o equipamento  Apollo Lunar Surface Experiment Package (ALSEP), as trilhas deixadas no solo lunar pelos astronautas além da sonda robótica lunar Surveyor 3 que operou na Lua de 20 de abril a 03 de maio de 1967.

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A Lua já deu uma ‘meia-volta’ no passado? A sua face oculta já esteve visível a partir da Terra?

A face oculta da Lua vista pela Apollo 16

A face oculta da Lua vista pela Apollo 16. Era esta era a face visível há 3,9 bilhões de anos?

Há pouco mais de 3,9 bilhões de anos, a Lua poderá ter realizado a sua derradeira “meia-volta” quando um asteróide fez que a Lua alternasse a face visível que nos é familiar.

O lado oculto da Lua nunca se mostra visível para nós aqui na Terra, porque a Lua roda em torno de seu eixo em velocidade sincrônica: uma vez para cada órbita que completa em torno da Terra. Mas uma análise das crateras de impacto mostra que o lado oculto da Lua talvez já tenha apontado em nossa direção.

A idéia do ‘giro lunar’ não é totalmente nova. Em 1975 pesquisadores nos EUA propuseram que se um asteróide de tamanho significativo se chocasse contra nosso satélite o resultado da colisão poderia gerar uma oscilação para frente e para trás como um pêndulo, antes de se fixar novamente na rotação sincrônica, com uma face voltada fixamente para a Terra. Até agora, contudo, não haviam evidências para suportar essa teoria.

Mark Wieczorek e Matthieu Le Feuvre do Instituto de Paris para a Física Terrestre da França estudaram a idade relativa e a distribuição de 46 crateras conhecidas, formadas por impactos do grande bombardeamento tardio no Sistema Solar.

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Foram os cometas os verdadeiros culpados pelo grande bombardeamento na Terra e Lua?

LHB (Late Heavy Bombardment). Crédito: Julian Baum

Impressão artística do "Último Grande Bombardeamento" (LHB - Late Heavy Bombardment). Crédito: Julian Baum

Foram os cometas gelados e não os asteróides rochosos os objetos responsáveis pelo tremendo bombardeio que a Terra e a Lua sofreram há cerca de 3,85 bilhões de anos, sugere novo estudo sobre rochas antigas da Groelândia. O trabalho sugere que grande parte da água existente na Terra foi, de fato, trazida aqui por cometas.

“Nós conseguimos ver crateras na superfície da Lua a olho nu, mas ninguém sabia ao certo que fenômenos as causaram. Foram objetos rochosos, corpos de ferro, ou de gelo?” perguntou Uffe Gråe Jørgensen, astrônomo do Instituto Niels Bohr em Copenhagen, Dinamarca. “É interessante descobrir agora evidências que apontam para objetos compostos de gelo”.

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