Archive for category Júpiter

Astrônomos revelam o mistério das origens da Luz Zodiacal

A poeira entre os planetas que espalha a luz do Sol em nossa direção não é proveniente do cinturão de asteróides (em verde), mas é originada a partir de cometas destruídos que são afetados por Júpiter.

A poeira entre os planetas que espalha a luz do Sol em nossa direção não é proveniente do cinturão de asteróides (em verde), mas é originada a partir de cometas destruídos afetados por Júpiter (a família 'Júpiter' de cometas).

Finalmente, a origem do brilho no céu noturno, conhecido como Luz Zodiacal, foi descoberta por cientistas que examinaram as partículas que compõem a luminosa nuvem de poeira que origina este fenômeno. Os pesquisadores constataram que milhões de pequenas partículas provocam o brilho, ao longo do percurso seguido pelo Sol, pela Lua e pelos planetas, também conhecido como eclíptica.

Este brilho tênue e esbranquiçado pode ser observado no céu noturno, mesmo depois do pôr-do-sol ou antes do nascer-do-sol tanto na Primavera quanto no Outono. A Luz Zodiacal foi identificada corretamente por Joshua Childrey em 1661 como luz solar espalhada na nossa direção por partículas de poeira no Sistema Solar.

Ainda assim, a fonte desta espessa nuvem de poeira tem sido foco de debates.

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VLT do ESO revela as condições meteorológicas da Grande Mancha Vermelha de Júpiter

A imagem à esquerda foi obtida com o dispositivo VISIR no VLT, no Chile, em 18 de maio de 2008. Ela foi capturada no comprimento de onda de 10,8 mícrons, que é sensível as temperaturas atmosféricas de Júpiter, na faixa de pressão 300-600 milibares. Esta gama de pressão é próxima à altura dos aerossóis brancos, vermelhos e marrons vistos na imagem em luz visível, à direita, que foi obtida pelo Hubble Space Telescope (NASA/ESA), em 15 de maio de 2008. Estas imagens mostram as interações entre três das maiores tempestades de Júpiter: a Grande Mancha Vermelha e duas tempestades menores chamadas de Oval BA e Pequena Mancha Vermelha. Crédito: ESO / NASA / JPL / ESA / L. Fletcher

A imagem à esquerda foi obtida com o dispositivo VISIR no VLT, no Chile, em 18 de maio de 2008. Ela foi capturada no comprimento de onda de 10,8 μm, que é sensível as temperaturas atmosféricas de Júpiter, na faixa de pressão 300-600 milibares. Esta gama de pressão é próxima à altura dos aerossóis brancos, vermelhos e marrons vistos na imagem em luz visível, à direita, que foi obtida pelo Hubble Space Telescope (NASA/ESA), em 15 de maio de 2008. Estas imagens mostram as interações entre três das maiores tempestades de Júpiter: a Grande Mancha Vermelha e duas tempestades menores chamadas de Oval BA e Pequena Mancha Vermelha. Crédito: ESO / NASA / JPL / ESA / L. Fletcher

No interior da maior tempestade do Sistema Solar

Esta é a primeira vez que estudamos com refinado detalhe o interior da maior tempestade existente no Sistema Solar,” disse Glenn Orton, que liderou a equipe de astrônomos que fez este estudo. “Antes pensávamos que a Grande Mancha Vermelha era uma oval simples sem grande estrutura, mas estes novos resultados mostram que, de fato, ela é extremamente complicada.”

As observações revelam que o vermelho mais intenso da Grande Mancha Vermelha corresponde a um núcleo quente no interior de um sistema de tempestade frio. As imagens mostram zonas escuras na periferia da tempestade, onde os gases descem para regiões mais internas do planeta. Nas observações, descritas em detalhe no artigo científico da Icarus, os cientistas detectaram padrões de circulação no interior deste sistema de tempestade.

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05 de março – Voyager 1 deu um rasante em Júpiter

Não Há Dia Sem História
Voyager 1 fez sua aproximação máxima de Júpiter

As sondas Voyager estão voando através das fronteiras externas da heliosfera em direção ao espaço interestelar. Um campo magnético, destacado aqui em amarelo, foi relatado por Orpher et al. na edição de 24 de dezembro de 2009 da revista Nature. Crédito©: The American Museum of Natural History

As sondas Voyager estão voando através das fronteiras externas da heliosfera em direção ao espaço interestelar. Um campo magnético, destacado aqui em amarelo, foi relatado por Orpher et al. na edição de 24 de dezembro de 2009 da revista Nature. Crédito©: The American Museum of Natural History

No dia 05 de março de 1979, há 31 anos, a sonda  Voyager 1 atingiu o ponto mais próximo de Júpiter, após o qual deu início a uma nova trajetória para intercepção do sistema de Saturno ao qual chegou no dia 12 de Novembro de 1980. Esta trajetória mais rápida e desenhada por forma a permitir uma posição mais favorável à observação de Io e de Titã não permitiu à sonda a continuação da missão em direção a Urano e/ou Neptuno. Assim, a Voyager 1, seguiu uma trajetória que a levaria a sair do sistema solar numa direção oposta à da sonda Pioneer 10.

Voyager 1 é uma sonda espacial interplanetária que foi lançada a 5 de Setembro de 1977 pela NASA. Inserida no programa Voyager que previa o desenvolvimento de duas sondas de exploração interplanetárias (Voyager 1 e 2). As missões tinham como objetivo a realização de um Grand Tour aproveitando o posicionamento favorável dos gigantes gasosos do sistema solar.

Agora, as duas sondas Voyager da NASA estão navegando para fora do Sistema Solar há mais de 30 anos. No momento ambas estão muito além da de órbita de Plutão e quase na fronteira do espaço interestelar. Durante a década de 90, a Voyager 1 tornou-se no objeto feito pelo homem mais longínquo existente no espaço.

Estima-se que a Voyager 1 está a uma distância da ordem de 113 UA do Sol e viaja a uma velocidade de quase 17,1 km/s, em relação ao Sol. No Heavens Above você obterá os dados atualizados das espaçonaves que estão escapando do Sistema Solar, clicando aqui.

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03 de março – lançamento da Pioneer 10

Não Há Dia Sem História

03 de março de 1972

Lançamento da Pioneer 10

A sonda Pioneer 10 da NASA foi lançada em 03 de março de 1972

A sonda Pioneer 10 da NASA foi lançada em 03 de março de 1972

No dia 03 de março de 1972, há 38 anos, foi lançada a sonda Pioneer 10 a partir do complexo de lançamento 36A do Cabo Canaveral (Air Force Station) a 01h49m UTC.

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As mais belas visões de Júpiter segundo a Cassini

nove anos a sonda robótica Cassini-Huygens passou de raspão por Júpiter para pegar um impulso gravitacional e acelerar em direção a Saturno. Na sua passagem (fly-by) pelo maior planeta do Sistema Solar a Cassini capturou belíssimas imagens, como esta aqui, a 10 milhões de km de distância:

O maior retrato de Júpiter. Crédito: NASA/missão Cassini

O maior retrato de Júpiter. Crédito: NASA/missão Cassini

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Será Europa capaz de suportar vida? Há oxigênio suficiente neste mundo oceânico?

Europa fotografada pela sonda robótica Galileu

Europa fotografada pela sonda robótica Galileu. Crédito: Projeto Galileo, JPL, NASA; reprocessada por Ted Stryk

Europa: A sonda robótica Galileu capturou imagens de Europa durantes sua longa missão orbitando Júpiter  de 1995 a 2003. Aqui vemos planícies de gelo brilhante, fissuras que se estendem até o horizonte e fraturas (trilhas) escuras que possivelmente contem tanto gelo como poeira. Uma superfície mais elevada aparece particularmente perto do zona de penumbra desta foto, onde sombras são projetadas. Europa tem quase o mesmo tamanho da nossa Lua, mas seu relevo é muito mais suave, mostrando poucas áreas elevadas ou largas crateras de impacto. Europa é uma lua que pode ser classificada como um mundo habitável tipo 3, segundo a classificação de Jan Hendrik Bredehöft da Open University no Reino Unido: “Os corpos que possuam água líquida, mas que fica embaixo de uma camada de gelo ao invés da sua superfície”.

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Ganimedes: a maior lua do sistema solar visível em detalhe

Ganimedes: a maior lua do sistema solar foi fotografada pela sonda Galileo

Ganimedes: a maior lua do sistema solar foi fotografada pela sonda Galileo

Como se parece a maior lua do Sistema Solar?

Ganimedes, maior em tamanho que o planeta Mercúrio e que o planeta-anão Plutão, este satélite natural gigante tem uma superfície repleta de crateras jovens e brilhantes sobrepondo uma mistura de crateras antigas e escuras em um solo riscado de cânions e sulcos. Ganimedes possui 2,5% da massa da Terra em uma densidade média de 1,936 g/cm³.

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Júpiter guardião ou inimigo? Cometa ficou retido em sua órbita por 12 anos e foi ejetado de volta ao espaço

Rota orbital do cometa Kushida-Muramatsu: A ilustração mostra o caminho do cometa Kushida-Muramatsu ao redor de Júpiter. Crédito: Ohtsuka/Asher

Rota orbital do cometa Kushida-Muramatsu: A ilustração mostra o caminho do cometa Kushida-Muramatsu ao redor de Júpiter. Crédito: Ohtsuka/Asher

Eventualmente um planeta gigante consegue capturar um cometa por algum tempo, como um satélite. Este foi o caso do cometa Kushida-Muramatsu que orbitou Júpiter entre 1949 e 1961 e a sua descoberta foi apresentada por David Asher em 14 de setembro de 2009 no congresso europeu de Ciência Planetária em Potsdam.

Cometas capturados ou luas temporárias?

Um time internacional de cientistas liderado pelo Dr Katsuhito Ohtsuka modelou as trajetórias de 18 cometas “quase-Hilda”, objetos com potencial para se transformar em satélites temporários capturados por Júpiter que em seqüência são libertados ou se juntam ao grupo “Hilda” de objetos do cinturão de asteróides. A maioria dos casos de captura temporárias foram de fly-bys (passagens próximas ao planeta) onde os cometas não chegaram a completar uma órbita completa em torno de Júpiter. Entretanto, o time liderado pelo Dr. Ohtsuka usou recentes observações do rastreamento do cometa Kushida-Muramatsu por 9 anos para estimar centenas de possíveis caminhos orbitais para este cometa no durante o século XX. Em todos os cenários simulados o cometa Kushida-Muramatsu completou duas voltas completas em torno de Júpiter.

Dr. Asher disse: “Nossos resultados demonstram que algumas das rotas seguidas pelos corpos cometários através do espaço interplanetário que permitem aos mesmos tanto entrar quanto escapar de situações de retenção temporária na órbita do planeta Júpiter”.

Asteróides e cometas podem ser fragmentados ou distorcidos pelos efeitos de maré induzidos pelos campos gravitacionais de o planeta que os capturou e até mesmo podem impactar o planeta. O cometa mais famoso que foi vítima de ambos esse efeitos foi o D1993 F2 (Shoemaker-Levy 9), que foi fragmentado ao passar próximo de Júpiter e posteriormente seus pedaços colidiram com o planeta gigante em 1994. Estudos computacionais anteriores mostraram que o comenta Shoemaker-Levy 9 deve ter sido um objeto ‘quase-Hilda’ antes da sua captura por Júpiter.

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Júpiter levou uma violenta pancada cósmica [ATUALIZADO com imagens do Hubble e Gemini]

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter e seu tamanho em comparação a Terra. Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter, seu tamanho em comparação a Terra (Earth to scale) e em relação a Grande Mancha Vermelha (Great Red Spot). Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Astrônomos usando o observatório Keck no Havaí capturaram os resultados de um objeto que se chocou com Júpiter, o material ejetado da atmosfera joviana pelo impacto, sob a visão infravermelha da câmera do Keck II, exatamente 15 anos após os impactos que Júpiter sofreu com a queda dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9.

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Io: a lua vulcânica de Júpiter um dia vai ficar inerte

A massa gigante de Júpiter somada a pequena distância orbital de Io, expõe esta lua a intensas forças gravitacionais. Estas forças constantemente deformam a Io, gerando a energia que alimenta o seu vulcanismo. Crédito: V. Lainey/IMCCE - Observatório de Paris

A massa gigante de Júpiter somada a pequena distância orbital de Io, expõe esta lua a intensas forças gravitacionais. Estas forças constantemente deformam a Io, gerando a energia que alimenta o seu vulcanismo. Crédito: V. Lainey/IMCCE - Observatório de Paris

Io parece estar próximo do equilíbrio térmico, de acordo com o estudo publicado na revista Nature. Se essa nova tese estiver correta esta lua infernal tornar-se-á livre do jugo jupteriano e assim perderá seu esplendor vulcânico.

Io, a lua vulcânica de Júpiter, o planemo mais ativo do Sistema Solar acaba de receber uma ‘sentença de morte’. Um novo estudo, que analisou mais de 100 anos de observações, sugere que Io, cuja superfície está recheada de vulcões ativos, vai ficar inerte futuramente.

Io tem aproximadamente o mesmo tamanho da nossa Lua e é o satélite mais próximo de seu planeta dos 4 grandes satélites de Júpiter. Io apresenta atividade vulcânica intensa, coberto por fluxos de lava e dúzias de vulcões ativos.

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