Archive for category Galáxias
ESO NTT revela os segredos da galáxia canibal Centaurus A
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Astrofotografia, Galáxias on 12 de fevereiro de 2010

Esta imagem da região central da galáxia elíptica Centaurus A revela os restos em formato de paralelogramo de uma galáxia elíptica menor canibalizada pela galáxia gigante. Crédito: ESO/Y. Beletsky
Usando uma técnica especial que utiliza imagens na faixa de freqüências próximas do infravermelho, através telescópio do ESO New Technology Telescope (NTT) de 3,58 metros, os astrônomos foram capazes de olhar através das camadas espessas de poeira da galáxia canibal gigante Centaurus A. Assim, conseguiram nos revelar sua última refeição com detalhes inéditos: uma galáxia espiral menor canibalizada, atualmente torcida e deformada. Esta imagem extraordinária mostra igualmente, espalhados como jóias, milhares de aglomerados estelares em movimento dentro de Centaurus A.
Astrônomos desafiam padrões e conceitos antigos sobre a formação galáctica
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Galáxias on 5 de fevereiro de 2010

As seqüências de estruturas acima criadas a partir de dados do observatório espacial Hubble e da pesquisa SDSS (Sloan Digital Sky Survey) sugerem que a ‘seqüência de Hubble’ para a ‘evolução das galáxias’ há 6 bilhões de anos era notavelmente diferente da que vemos nas galáxias mais próximas. Crédito: NASA, ESA, Sloan Digital Sky Survey, R. Delgado-Serrano e F. Hammer (Observatório de Paris). Dê um clique na imagem para ver o diagrama em alta resolução.
As galáxias se apresentam em uma infinidade de formatos. Mas, no passado cósmico, os diversos formatos galácticos eram bem mais variados e peculiares que os que vemos agora, nas galáxias mais próximas. Ao longo do tempo, de acordo com um novo estudo que trás novidades, as galáxias tendem a se tornar espirais. “Seis bilhões de anos atrás, havia muito mais galáxias com formas peculiares que hoje – um resultado surpreendente”, afirmou Rodney Delgado-Serrano, líder do time que escreveu um artigo sobre o tema. “Isto significa que nos últimos 6 bilhões de anos estas galáxias peculiares transformaram-se em galáxias espirais, dando-nos uma nova visão mais dramática do Universo atual que tínhamos antes”. Essa constatação se opõe a hipótese anterior que estabelece que as galáxias devam evoluir para o formato elíptico.
Galáxias furtivas vizinhas espreitam a Via Láctea e escapam da detecção
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Galáxias, Matéria Escura, Via Láctea on 29 de janeiro de 2010

A nossa galáxia, a Via Láctea, brilha gloriosamente no céu noturno. No entanto, galáxias obscuras vizinhas podem ser tênues demais para serem vistas. Aqui vemos um fantástico panorama de todo o céu criado por Axel Mellinger a partir de 3.000 imagens que ele gerou ao longo de 22 meses. Crédito ©Axel Mellinger.
Embora nossos poderosos telescópios sejam capazes de detectar galáxias distantes nos confins de Universo, cuja luz pode levar até 13 bilhões de anos para chegar até nós, eles às vezes se mostram ineficientes ao tentar ver o que acontece em nossa vizinhança. Novos cálculos estimam que centenas de galáxias anãs vizinhas bem próximas podem estar escapando da detecção devida a sua tênue luminosidade intrínseca.
Em 2008, em entrevista no Instituto de Astrofísica de Canárias, Steven R. Majewski falou da influência das galáxias satélites anãs na formação da Via-Láctea e salientou a provável existência de galáxias escuras, ou seja, galáxias constituídas essencialmente de matéria escura.
Robert Gendler mostra os jatos enigmáticos da galáxia espiral NGC 1097
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Astrofotografia, Galáxias on 26 de dezembro de 2009

Imagem de campo profundo da galáxia Seifert NGC 1097 mostra seus 4 jatos que forma um X. Crédito: Robert Gendler.
A galáxia espiral NGC 1097 reside na constelação do hemisfério sul Fornax, dista 45 milhões de anos luz da Terra e apresenta características que a tornam uma galáxia singular dentro do Universo observável. Quais são?
ARP 299: colisão de galáxias gera fábrica de supernovas na explosiva IC 694
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Galáxias on 7 de dezembro de 2009

O sistema de galáxias em processo de fusão Arp 299 consiste das galáxias IC 694 (à esquerda) e NGC 3690 (à direita). IC 694 é uma fábrica de supernovas. Crédito: Hubble
Observações de rádio revelaram dentro da região central e oculta pela poeira da galáxia IC 694 um total de 26 objetos. Estes objetos consistem em sua maioria de supernovas jovens ou remanescentes de supernovas. A galáxia IC 694 (componente do sistema Arp 299), que apresenta frenéticos berçários de formação estelar, é um laboratório idôneo para estudar os processos de formação estelar e a influência do meio circundante na evolução das supernovas.
Um grupo de astrônomos, encabeçado por Miguel Ángel Pérez-Torres, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia (IAA-CSIC), encontrou nas regiões centrais da galáxia IC 694 uma fábrica de supernovas realmente prolífica: foram descobertas 26 fontes que correspondem em sua maioria rádio supernovas jovens e remanescentes de supernova, que constituem diferentes estágios evolutivos do mesmo fenômeno, a morte de estrelas massivas, ou seja, com mais de oito massas solares.
Os resultados foram possíveis graças ao uso da Rede Européia VLBI, uma rede européia de rádio telescópios que permite observar com uma resolução única no mundo. O artigo sobre esta pesquisas foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.
“As observações que temos realizado da IC 694 nos permitem estudar quase em tempo real como as estrelas mais jovens e massivas morrem e interagem com o meio circundante”, explicou Miguel Ángel Pérez-Torres (IAA-CSIC), principal autor desta pesquisa.
“Se desejássemos realizar um estudo assim em uma galáxia similar a nossa necessitaríamos cinqüenta ou até cem anos. No caso de IC 694, que apresenta explosões de formação estelar recente, nós pudemos levar a cabo esta busca em menos de um ano. Sem dúvida, IC 694 é uma verdadeira fábrica de supernovas”, apontou Miguel.
Um buraco negro supermassivo pode construir sua própria uma Galáxia?
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Buracos Negros, Galáxias on 4 de dezembro de 2009

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO
O que vem primeiro, os buracos negros supermassivos ou as enormes galáxias nas quais eles residem? Um novo cenário surgiu de um conjunto recente de observações extraordinárias feitas de um buraco negro sem casa: os buracos negros podem “construir” a sua própria galáxia hospedeira? O quasar observado pode bem ser o elo perdido, há muito procurado, que explica a razão de que as massas dos buracos negros são maiores em galáxias que contêm maior número de estrelas.
Quem nasceu primeiro?
A questão do tipo ‘quem nasceu primeiro, ovo ou a galinha’ a ser desvendada é: o que se forma primeiro: a galáxia ou o seu buraco negro? “Este é um dos assuntos mais debatidos na astrofísica da atualidade”, disse o autor e líder do trabalho, David Elbaz. “O nosso estudo sugere que os buracos negros supermassivos podem acionar a formação estelar, ‘construindo’ assim suas próprias galáxias hospedeiras. Este achado poderá também explicar porque as galáxias que hospedam buracos negros mais massivos possuem mais estrelas.”
Sinais de mundos alienígenas em galáxias muito, muito distantes
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Exoplanetas, Galáxias on 7 de novembro de 2009
Regularmente tomamos conhecimento a respeito de novas descobertas de planetas extrasolares dentro de nossa galáxia, mas no início de 2009 chegaram notícias do possível primeiro planeta descoberto fora da Via Láctea, na galáxia de Andrômeda.
M82: Galáxia explosiva ajuda VERITAS a elucidar a origem dos misteriosos raios cósmicos
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Física, Galáxias on 3 de novembro de 2009

M82, a galáxia do Charuto, é uma galáxia peculiar da classe "starburst galaxy" (galáxia explosiva). Análise criteriosa dos raios-gama emanados pela M82 ajudou aos cientistas do VERITAS a comprovar a teoria sobre a origem dos misteriosos raios-gama. Créditos: NASA, ESA, The Hubble Heritage Team, (STScI / AURA), M. Mountain (STScI), P. Puxley (NSF), J. Gallagher (U. Wisconsin)
O que acelera os raios cósmicos até velocidades próximas a velocidade da luz? Os astrônomos têm debatido esta questão por quase 100 anos e agora uma nova evidência suporta a teoria sustentada há 20 anos que os raios cósmicos são gerados por supernovas e por ventos estelares. “Esta descoberta tem sido prevista há cerca de 20 anos, mas até agora nenhum instrumento tinha sido sensível o suficiente para atestar isto”, disse Wystan Benbow, astrofísico do Smithsonian Astrophysical Observatory, que coordenou este projeto de pesquisa para a colaboração com o Very Energetic Radiation Imaging Telescope Array System (VERITAS).
Há quase 100 anos os cientistas detectaram os primeiros sinais dos raios cósmicos. Convém esclarecer que raios cósmicos NÃO SÃO RAIOS ou feixes de luz. Os raios cósmicos de fato são partículas subatômicas (em geral prótons ionizados) que viajam através do espaço a velocidades relativísticas (velocidades muito próximas da velocidade da luz). Para entender o que significa em termos energéticos basta compararmos: uma única minúscula partícula (um próton – o núcleo do Hidrogênio iônico) componente dos raios cósmicos mais energizados tem um impulso equivalente a uma bola de beisebol atirada a 160 km/hora. Os astrônomos têm questionado quais são as forças naturais que conseguem acelerar tais partículas até esta imensa velocidade e energia.
Alguns dos mais raros raios cósmicos carregam consigo mais de 100 bilhões de vezes a energia gerada pelos aceleradores de partículas na Terra (obs.: essa é uma das razões para não temermos estas máquinas). Diversos métodos engenhosos para detectar raios cósmicos que se chocam com a atmosfera terrestre têm sido criados pelos cientistas. Entretanto, a atividade de caça aos raios cósmicos tem se mostrado bastante complexa.
Galáxias em Guerra: M81 contra M82 fotografadas por Rainer Zmaritsch e Alexander Gross
Posted by ROCA in -►Astronomia e Espaço, Astrofotografia, Galáxias on 27 de setembro de 2009

Guerra galáctica: M81 versus M82 - Crédito: Rainer Zmaritsch & Alexander Gross
Nesta foto, à esquerda, com seus braços espirais azuis vemos a galáxia M81. À direita, marcada pelo gás avermelhado e nuvens de poeira cósmica a galáxia irregular M82 se destaca.
Esta visão apaixonante desta dança cósmica mostra as duas belas galáxias amarradas entre si em um combate gravitacional, que prossegue há bilhões de anos. A interação gravitacional entre este par de galáxias afeta dramaticamente suas estruturas nas aproximações que ocorrem a cada milhão de anos. No último round da luta titânica é provável que a gravidade da M82 tenha agitado a estrutura da M81 levantando ondas de densidade que enriqueceram seus braços espirais. Mas, em contrapartida, a M81 perturbou drasticamente a M82 criando violentas regiões de formação estelar e nuvens de gás aquecidas em colisão, tão energéticas que fazem a M82 brilhar em raios-X.
O destino final desta dupla de mamutes galácticos será a fusão em uma única galáxia possivelmente elíptica dentro de alguns bilhões de anos.





![Centauri Dreams [Tau Zero Foundation] Centauri Dreams [Tau Zero Foundation]](http://eternosaprendizes.com/wp-content/uploads/2009/12/Centauri-Dreams.jpg)













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