Archive for category Física

Pode a constante de estrutura fina variar conforme a direção observada no Cosmos?

Constantes inconstantes?

Constantes inconstantes?

Uma variação espacial na constante de estrutura fina, se comprovada, poderia trazer profundos impactos no estudo de cosmologia.

A Constante de Estrutura Fina (α) pode variar?

Constante de estrutura fina é uma constante física Universal adimensional, ou seja, seu valor não depende do sistema de unidades de medida usado. A fórmula acima a define, com: com e = carga do elétron; h = constante de Planck; c = velocidade da luz no vácuo; ε0 = permissividade do vácuo.

A constante de estrutura fina é uma constante física adimensional, ou seja, seu valor não depende do sistema de unidades de medida usado. A fórmula acima a define, com: e = carga do elétron; h = constante de Planck; c = velocidade da luz no vácuo; ε0 = permissividade do vácuo.

Ao longo dos anos, muitos físicos têm indagado se as constantes fundamentais da Natureza poderiam ter tido valores diferentes quando o Universo era mais jovem. Se isto for verdade, as evidências devem estar disponíveis para medirmos dentro do próprio Universo observável, onde podemos observar objetos distantes exatamente como os mesmos eram no passado remoto.

Algo que deveria ser óbvio é se o número conhecido como constante de estrutura fina já apresentou valores distintos [ou não] na história do Universo. A constante de estrutura fina (α) determina o quão forte se unem os átomos a seus elétrons e por isso é um fator importante na freqüência com que os átomos absorvem a luz.

Se a constante de estrutura fina (α) foi efetivamente diferente no início do Universo, deveríamos ser capazes de observar as evidências disto na forma em que as nuvens de gás distante estão a absorver a luz em seu caminho até aqui originada em objetos cósmicos extremamente distantes, tais como os quasares.

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Como funciona a alquimia das estrelas? A nucleossíntese dos elementos químicos no Universo

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturado em 2007 e de rádio fornecido pela rede de radiotelescópios Very Large Array NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: www.chandra.harvard.edu

A remanescente de supernova G 1.9+0.3, em imagem combinada dos dados de raios-X, em laranja, pelo Chandra, capturada em 2007, e de rádio fornecida pela rede de radiotelescópios Very Large Array da NRAO, em azul, registrada em 1985 . Crédito: www.chandra.harvard.edu

A fabulosa produção de elementos químicos mais pesados em explosões de supernova é algo que hoje em dia não mais nos surpreende. Mas, exatamente, onde e quando a nucleossíntese se processa? Isto ainda não está plenamente claro para nós. Além disso, as tentativas de modelar por computador os cenários de colapso de núcleo das estrelas ainda desafiam os limites de capacidade de processamento atuais dos mais poderosos computadores científicos do mundo.

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Física: Por que existimos? A supremacia da Matéria sobre a Antimatéria foi finalmente medida e comprovada

Matéria + Antimatéria = Energia: ao colidirem uma partícula de matéria com sua antimatéria transformam-se em energia pura, proporcional a massa consumida, gerando a energia E=mc²

Matéria + Antimatéria = Energia: ao colidir partículas de matéria com sua antimatéria são criados fótons de grande energia (raios gama) e outros pares de partículas e antipartículas.

O fato inexorável das partículas de matéria e antimatéria se aniquilam se entrarem em contato tem deixado os físicos perplexos durante muitos anos, imaginando como a Vida, o Universo, ou alguma coisa sequer poderia efetivamente existir.

No entanto, agora, análise de resultados de experimentos utilizando aceleradores de partículas sugerem que a matéria prevalece sobre a antimatéria na formação do Universo.

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Física: Quem tem medo do LHC? Quem tem medo de um mini-buraco-negro?

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidas se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidas se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Uma vez que hoje, 30 de março de 2010, o CERN (Organização Européia para a Investigação Nuclear – França e Suíça) está iniciando as tentativas para recriar condições que ocorreram no Universo nos seus primórdios, logo após o Big Bang, confirmar a existência da supersimetria e descobrir o misterioso bóson de Higgs no acelerador de partículas LHC (Grande Colisor de Hádrons), vamos esclarecer sobre o tema mini-buracos-negros.

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Física: Teoria da Relatividade Geral foi confirmada para as grandes escalas cósmicas

A imagem acima mostra um mapa parcial da distribuição das galáxias na pesquisa cósmica SDSS (Sloan Digital Sky Survey), atingindo uma distância de até 7 bilhões de anos luz. A quantidade de aglomerados de galáxias que observamos hoje é uma assinatura de como a gravidade atuou ao longo do tempo cósmico e permite a testar se a relatividade geral atua sobre estas escalas. Crédito: M. Blanton, Sloan Digital Sky Survey

A imagem acima mostra um mapa parcial da distribuição das galáxias na pesquisa cósmica SDSS (Sloan Digital Sky Survey), atingindo uma distância de até 7 bilhões de anos luz. A quantidade de aglomerados de galáxias que observamos hoje é uma assinatura de como a gravidade atuou ao longo do tempo cósmico e permite a testar se a relatividade geral atua sobre estas escalas. Crédito: M. Blanton, Sloan Digital Sky Survey

Uma equipe de astrofísicos dos EUA e da Suíça descobriu que a teoria da relatividade geral de Einstein funciona consistentemente nas escalas tão grandes como aquelas que separam as galáxias, em estudo publicado na  revista Nature. Para realizar o estudo, os pesquisadores se basearam em uma amostra de 70.000 galáxias, tendo definido um novo parâmetro de quantificação.

Um grupo de cientistas do Observatório da Universidade de Princeton (E.U.A.) e do Instituto de Física Teórica da Universidade de Zurique (Suíça) testou a teoria da relatividade geral de Einstein e concluiu que a teoria efetivamente funciona em grandes escalas, entre 2 e 50 megaparsecs ≈ 6,5 a 150 milhões de anos-luz (1 parsec = 3,2616 anos luz) em um desvio para o vermelho de z~0,32.

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08 de março de 1618 – 3ª Lei de Kepler

Não Há Dia sem História

3ª Lei de Kepler

08 de março de 1618

Kepler e a sua terceira lei: o período orbital ao quadrado é proporcional ao cubo do raio orbital.

Kepler e a sua terceira lei: o período orbital ao quadrado é proporcional ao cubo do raio orbital.

No dia 8 de março de 1618, há 392 anos, o astrônomo e geômetra Johannes Kepler (1571-1630), formulou sua terceira lei do movimento dos planetas. Dois anos após o Santo Ofício ter considerado a doutrina de Copérnico “filosoficamente absurda e teologicamente herética”,  Kepler conclui que a relação entre o quadrado do período de rotação e o cubo da distância do planeta ao Sol, constitui uma constante. O Homo sapiens passa a ter condições de prever o local em que um astro do Sistema Solar estará, em qualquer tempo.

Milton W.

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Que forças mantêm os componentes da matéria de um pequeno asteróide unidos?

Asteróide Itokawa foi visitado pela sonda japonesa Hayabusa em 2005. Crédito: JAXA

Asteróide Itokawa foi visitado pela sonda japonesa Hayabusa em 2005. Crédito: JAXA

Pequenos asteróides rotativos são pilhas de escombros e de poeira cósmica que deveriam estar fragmentadas, mas não estão. Agora, um grupo de astrônomos alega que descobriu a razão.

O que mantém unidos os pequenos asteróides? Aparentemente não é somente a gravidade, estes objetos são pequenos demais para que sua gravidade interna consiga isso. Assim, recentemente, Daniel Scheeres e seus colegas da Universidade do Colorado, esclarecem o tema com um novo estudo das forças que trabalham nesses pequenos corpos.

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O martelo e a pena em queda livre na Lua

David Scott, comandante da Apollo 15, se prepara para deixar cair um martelo geológico de 1,32 kg e uma pena de falcão de 0,03 kg na Lua.

David Scott, comandante da Apollo 15, se prepara para deixar cair um martelo geológico de 1,32 kg e uma pena de falcão de 0,03 kg na Lua.

Ao final da última caminhada na Lua, em 1971, o comandante da Apollo 15, David Scott, realizou uma demonstração ao vivo para as câmeras de televisão. Ele segurou um martelo geológico e uma pena, deixando-os cair ao mesmo tempo. Uma vez que na Lua não há atmosfera, o experimento foi feito praticamente no vácuo. Assim, sem a resistência do ar, que temos aqui na Terra, a pena caiu ao mesmo tempo que o martelo, uma conclusão que Galileu Galilei inferiu séculos atrás: todos os objetos liberados ao mesmo tempo caem na mesma taxa de aceleração independentemente de sua massa.

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Física: como construir moléculas de Casimir?

Certas nanopartículas tendem a formar aglomerados moleculares estáveis porque as forças de Casimir entre elas as repelem nas curtas distâncias, mas as atraem em grandes extensões.

Diagrama do efeito Casimir: flutuações no vácuo e as forças que atuam sobre as placas

Diagrama do efeito Casimir: flutuações no vácuo (vacuum fluctuations) e as forças que atuam sobre as placas de Casimir (Casimir plates)

O Efeito Casimir é uma fonte constante de fascinação para os físicos. O efeito existe devido à natureza quântica do vazio que está repleto de ondas eletromagnéticas que aparecem e desaparecem em uma curta existência.

De fato, coloque duas placas condutoras paralelas juntas no vácuo e ondas de maior amplitude  não se encaixarão entre elas. Assim, as ondas exteriores empurram as placas para se juntarem. Esta é a famosa Força de Casimir, que foi medida pela primeira vez com precisão em 1997.

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Física: novas propostas sobre as estruturas do espaço-tempo poderiam proporcionar pistas sobre a teoria da gravidade quântica?

Esta concepção artística mostra a Gravity Probe B orbitando a Terra para medir o espaço-tempo. Um novo estudo propõe que o espaço-tempo poderia ser tanto contínuo como discreto simultaneamente. Crédito: NASA.

Esta concepção artística mostra a Gravity Probe B orbitando a Terra para medir o espaço-tempo. Um novo estudo propõe que o espaço-tempo poderia ser tanto contínuo como discreto simultaneamente. Crédito: NASA.

O espaço-tempo, definido por três dimensões espaciais e uma temporal, é um conceito tão grande e abstrato que os cientistas têm dificuldades não só para defini-lo como também para compreendê-lo. Além disso, diversas teorias nos oferecem visões diferentes e contraditórias sobre a estrutura do espaço-tempo. Enquanto a teoria da relatividade geral descreve o espaço-tempo como um tecido contínuo, as teorias de campo quântico requerem que o espaço-tempo seja constituído de pontos discretos. Unificar estas duas teorias em uma única teoria da gravidade quântica é atualmente um dos maiores problemas não resolvidos da física.

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