Archive for category Exoplanetas

TED: O astrônomo Dimitar Sasselov explica sobre astrobiologia, o programa Kepler e a intrigante busca por exoplanetas similares a Terra

Dimitar Sasselov falando no TED em julho de 2010

Dimitar Sasselov falando no TED em julho de 2010

Em julho de 2010, o astrônomo Dimitar Sasselov proferiu uma apresentação no TED sobre astrobiologia e o programa Kepler de busca por exoplanetas.

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Inédito! Kepler revela dois exoplanetas em ressonância orbital transitando no sistema Kepler 9

Na direção da constelação Lyra, a uma distância de 2.000 anos luz da Terra, há uma estrela similar ao Sol orbitada por pelo menos dois exoplanetas da “classe Saturno”.

Ilustração dos dois planetas com o tamanho de Saturno descobertos pelo observatório espacial Kepler da NASA em torno da estrela Kepler-9. Um terceiro planeta, com apenas 1,5 vezes o tamanho da Terra, pode também orbitar a estrela. Este é o primeiro sistema estelar descoberto com múltiplos planetas em trânsito. Crédito: NASA/Ames/JPL-Caltech

Ilustração dos dois planetas com o tamanho de Saturno descobertos pelo observatório espacial Kepler da NASA em torno da estrela Kepler-9. Um terceiro planeta, com apenas 1,5 vezes o tamanho da Terra, pode também orbitar a estrela. Este é o primeiro sistema estelar descoberto com múltiplos planetas em trânsito. Crédito: NASA/Ames/JPL-Caltech

Mas, por que nos interessa tanto esta notícia? Trata-se do primeiro sistema exoplanetário descoberto com mais de um exoplaneta transitando a mesma estrela hospedeira. E mais ainda, isto prova a importância da análise das TTV (variações do tempo de trânsito). Este método poderá ser uma rica fonte de informações a descobrir neste e em outros sistemas alvo.

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Conjecturas sobre anãs marrons, discos protoplanetários e a formação de exoplanetas

Paisagem de um exoplaneta orbitando uma anã marron (anã castanha, em Portugal). As anãs marrons emitem sua radiação no espectro próximo do infravermelho, praticamente fora do espectro visível. Crédito: Vistapro Landscape Imagery Rendered by Jeff Bryant

Paisagem de um exoplaneta e sua exolua, orbitando uma anã marron (anã castanha, em Portugal). As anãs marrons emitem sua radiação no espectro próximo do infravermelho, praticamente fora do espectro visível. Crédito: Vistapro Landscape Imagery Rendered by Jeff Bryant

Sistemas exoplanetários em torno das tênues anãs marrons (em Portugal: anãs castanhas) são sempre um tema intrigante, algo fascinante para se contemplar.

Para que você conheça a imaginação vívida do futuro das atividades humanas em tais exoplanetas, sugerimos a leitura do romance de ficção científica Permanence de Karl Schroeder, lançado em 2002.

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HD 209458 b: VLT detecta pela primeira vez uma super tempestade em exoplaneta

Impressão artística do exoplaneta HD 209458 b por L. Calçada (ESO)

Impressão artística do exoplaneta HD 209458 b por L. Calçada (ESO)

Pela primeira vez os astrônomos conseguiram avaliar uma mega-tempestade na atmosfera de um exoplaneta, um “Júpiter quente”. As observações do comportamento atmosférico do monóxido de carbono mostraram que este gás se move em um turbilhão de alta velocidade que se desloca do lado diurno super aquecido para o lado noturno mais frio. Além disso, os astrônomos descobriram algo inédito: mediram a velocidade orbital do próprio exoplaneta, permitindo assim a determinação direta de sua massa.

HD 209458 b claramente não é um local hospitaleiro. Ao estudar o venenoso monóxido de carbono com precisão, descobrimos evidências de um super vento, que sopra a uma velocidade espantosa de 5.000 a 10.000 km por hora,” disse Ignas Snellen, que lidera a equipe de astrônomos.

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Como encontrar um mundo habitável? Por que a taxonomia dos exoplanetas é a dor de cabeça dos cientistas planetários?

O zoológico exoplanetário

O zoológico exoplanetário

Caleb Scharf escreveu uma interessante crítica na Scientific American descrevendo as dores dos cientistas planetários (How to find a habitable exoplanet: Don’t look for oneComo encontrar um exoplaneta habitável: não procure especificamente por ele) e faz algumas recomendações interessantes sobre como a pesquisa exoplanetária deve ser conduzida:

Como encontrar um mundo habitável: não procure especificamente por ele!

A maioria dos cientistas planetários diz que os objetos que eles estudam são muito mais complexos e difíceis de categorizar que quaisquer outros objetos lá fora no Universo. Esta assertiva contundente é, de fato, surpreendente e interessante, e tem se tornado um ponto comum entre os especialistas em ciência exoplanetária. Devemos nos lembrar que a maior parte da exploração telescópica ao longo dos últimos 400 anos tem sido basicamente sobre taxonomia estelar, dispondo os objetos estelares dentro de suas classes correspondentes.

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Programa Kepler informa sobre 706 estrelas candidatas a hospedar exoplanetas

Observatório Espacial Kepler da NASA

Observatório Espacial Kepler da NASA

Em 15 de junho de 2010 a equipe da missão Kepler de busca por exoplanetas divulgou os resultados de 43 dias de análise sobre o comportamento de mais de 156.000 estrelas. Kepler mantém estas estrelas sobre vigilância rotineira a fim de detectar mudanças sutis na sua luminosidade. O programa Kepler tem como principal objetivo a pesquisa por planetas extrasolares similares a nossa Terra.

Os cientistas irão usar este banco de dados para determinar se há (ou não) exoplanetas em órbita, causando variações no brilho de 306 estrelas candidatas. Estas estrelas compõem uma gama completa de diversas temperaturas, tamanhos e idades. Há estrelas estáveis e outras pulsantes. Há estrelas manchadas, parecidas com as manchas solares e há outras que produzem explosões de plasma que poderiam esterilizar seus exoplanetas mais próximos.

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CNES/ESA: Equipe do programa CoRoT anunciou a descoberta de mais 6 exoplanetas e uma anã marrom!

A família CoRoT de exoplanetas ganhou 7 novos membros em junho de 2010

A família CoRoT de objetos cósmicos ganhou 7 novos membros (em dourado) em junho de 2010

CoRoT revela um lote de exoplanetas e uma anã marrom!

Observando a fraca atenuação da luz emitida pelas estrelas durante eventos de trânsito exoplanetário, o observatório espacial CoRoT (Convection, Rotation and planetary Transits) detectou seis novos exoplanetas e uma anã marrom, cada um com características próprias. Notavelmente, um destes exoplanetas, designado por CoRoT-11b, tem o dobro da massa de Júpiter e orbita uma estrela que está girando rapidamente. Assim a estrela CoRoT-11 consiste em um alvo extremamente difícil para a busca de exoplanetas e esta descoberta representou uma conquista significativa para a equipe do programa CoRoT.
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Inédito! ESO segue diretamente o movimento de um exoplaneta em Beta Pictoris

Ilustração do exoplaneta Beta Pictoris b. Crédito: ESO/L. Calçada

Ilustração do exoplaneta Beta Pictoris b. Crédito: ESO/L. Calçada

Grande avanço! O ESO anunciou que os astrônomos conseguiram, pela primeira vez, rastrear o movimento de um exoplaneta, à medida que este se move de um lado de sua estrela hospedeira, Beta Pictoris para o outro lado. Considerando apenas os poucos exoplanetas observados por imagens diretas, este objeto em questão é o que tem a menor órbita, situando-se quase tão perto da sua estrela como Saturno está do Sol. Dada esta similaridade, os cientistas sugerem que este exoplaneta pode ter sido gerado de forma semelhante aos planetas gigantes do Sistema Solar. Como Beta Pictoris é uma estrela relativamente bem jovem, esta descoberta trás evidências que planetas gigantes gasosos podem se formar a partir dos discos de poeira e gás em apenas alguns milhões de anos, uma escala de tempo consideravelmente curta em termos cosmológicos.

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As grandes luas devem ser chamadas de planetas-satélite?

Exomundos - Crédito: David A. Hardy

Exomundos - Crédito: David A. Hardy

O blockbuster de ficção científica cinematográfica “Avatar” apresentou aos espectadores a idéia de que uma lua poderia ser mais do que apenas uma esfera rochosa repleta de crateras. A imaginária lua Pandora, em órbita de um planeta gigante gasoso hipotético do sistema Alfa Centauri, é exibida como um verdadeiro paraíso, com florestas exuberantes e uma rica diversidade de vida. Se o escritor / produtor do filme James Cameron tivesse consultado o pesquisador de ciências planetárias Alan Stern, especialista nas pesquisas sobre Plutão, ele poderia até mesmo ter disseminado um novo interessante termo para o público de ficção científica: Planeta-Satélite.

Quais as implicações disto? O que seria um Planeta-Satélite?

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WASP 12b: exoplaneta da classe Júpiter quente é assassinado lentamente por estrela vampira

Ilustração mostra o exoplaneta WASP-12b sendo absorvido pela sua estrela mãe

Ilustração mostra o exoplaneta WASP-12b sendo absorvido pela sua estrela mãe

O exoplaneta mais aquecido já descoberto será também o de vida mais curta. Novas observações realizadas pelo dispositivo COS (Cosmic Origins Spectrograph) instalado recentemente do Observatório Espacial Hubble demonstram que este exoplaneta está condenado ser absorvido por sua estrela-mãe. Os cientistas estimam que dentro de 10 milhões de anos WASP-12b será integralmente consumido.

O que está acontecendo com o exoplaneta WASP-12b? Vejamos a seguir...

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