Archive for category Exobiologia

Argilas em Marte preservaram evidências de vida por lá?

Modelo em 3D de imagens do programa HiRISE exibe sinais da presença de fluxos de água na cratera Newton em Marte. Créditos: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

As lamas e argilas ideais para a preservação de registros fósseis são mais raras nas regiões onde existiam lagos marcianos do que aqui na Terra. Um novo estudo de 226 antigos leitos no planeta vermelho revela que atualmente apenas um terço mostra evidências de tais depósitos à superfície marciana.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Brown, no estado americano de Rhode Island, estudou imagens da superfície de Marte obtidas pelas sondas MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), Mars Odyssey e Mars Express em busca de lagos que no passado já tiveram fluxos interiores e exteriores de água. Os pesquisadores analisaram a luz refletida por cada lago para determinar a sua composição química, na tentativa de identificar as lamas e argilas que se encontram em tais sistemas aqui na Terra.

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Olhando sinais da existência de vida no Universo a partir da Lua

Lua crescente em conjunção com Mercúrio e Vênus no Monte Paranal. Observe a luz da Terra refletida na superfície obscura da Lua, não iluminada diretamente pelo Sol. Crédito: ESO/B. Tafreshi/TWAN (twanight.org)

Ao olhar a luz da Lua com o VLT (Very Large Telescope) do ESO no Chile, os astrônomos acharam sinais de evidências da existência de vida no Universo: a da própria Terra. Encontrar vida, olhando de fora, em nosso planeta pode até parecer algo trivial, mas esta técnica inédita utilizada pelo time de cientistas do ESO poderá servir como meio de descobrir a presença vida em outros locais no Universo.

Michael Sterzik (ESO), autor líder da pesquisa, explicou [1]:

Usamos o método chamado “medição da luz cinérea” para observar a Terra como se esta fosse um exoplaneta. O Sol ilumina a Terra e essa radiação é refletida para a superfície da Lua. A superfície lunar atua como um espelho gigante e reflete a radiação terrestre de volta a nós, na Terra. É essa radiação que analisamos através do Very Large Telescope do ESO.

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Programa SETI de busca por inteligência extraterrestre divulga primeiros resultados da análise dos dados do observatório Kepler

Exemplo de sinais coletados a partir dos sistemas estelares KOI 817 e KOI 812. Crédito: Projeto SETI (Search for Extra Terrestrial Intelligence) na UC Berkeley

A medida que o observatório espacial Kepler fornece dados sobre os primeiros exoplanetas do tamanho da Terra, com o objetivo principal de encontrar aqueles que são similares ao nosso planeta, parece natural que o programa SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) de busca por inteligência extraterrestre começe também a dar uma olhada nestes mundos.

Isto é exatamente que os cientistas do SETI estão fazendo agora e já começaram a divulgar seus resultados preliminares.

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GJ 667 Cc: uma super-terra reside na zona habitável de um sistema com três estrelas

Visão dos exoplanetas GJ 667 Cc e GJ 667 Cb e as estrelas dos sistema tríplice GJ 667. Crédito©: G. Anglada-Escudé - Carnegie Institution

GJ 667 C é uma estrela anã vermelha classe M que reside em um sistema estelar tríplice distante 22 anos-luz da Terra na direção da constelação do Escorpião (GJ 667, Gliese 667, Gl 667, 142 G. Scorpii ou HR 6426). Agora, os rumores que uma super-terra foi lá descoberta orbitando dentro da zona habitável de sua estrela mãe nos faz ansiosos para saber detalhes. Embora não estejamos falando aqui de Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo que também hospeda 3 estrelas, onde três equipes atualmente o vasculham para tentar descobrir exoplanetas, GJ 667 C é uma estrela fascinante por si só.

A anã vermelha classe M1.5V GJ 667 C tem cerca de 31% da massa do Sol e 0,3% da luminosidade. GJ 667 C está acompanhada de um par de estrelas anãs laranjas: GJ 667 A (classe K3V / 73% da massa do Sol) e GJ 667 B (classe K5V / 69% da massa do Sol). O sistema tríplice possui conteúdo metálico bem inferior ao do Sol e isto nos intriga: como pode ser formar um exoplaneta por lá nestas condições? Esta descoberta de uma super-terra em sistema pobre em metais levanta novas questões sobre as teorias que tentam entender os processos de formação planetária.

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Kepler 22b – Missão Kepler anuncia mundo similar a Terra em zona habitável de uma estrela parecida com o Sol

Ilustração do Kepler-22b, um mundo que orbita confortavelmente na zona habitável de uma estrela similar ao Sol. Crédito: NASA/Ames/JPL-Caltech

O telescópio espacial Kepler da NASA descobriu seu primeiro exoplaneta localizado na “zona habitável” de sua estrela hospedeira. Assim, este mundo orbita em uma região temperada do seu sistema onde a água líquida pode existir na sua superfície. O observatório caçador de exoplanetas Kepler também descobriu mais de 1.000 novos mundos, candidatos a exoplaneta, quase duplicando a sua contagem anterior. Os cientistas anunciaram que dez destes candidatos são provavelmente similares a Terra e orbitam na zona habitável da sua estrela-mãe. Os pesquisadores informaram que são necessárias novas medidas independentes para verificar e comprovar se, de fato, estes 10 candidatos são exoplanetas.

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Poderia a vida evoluir a partir de um código químico diferente?

Vida primordial na Terra. Crédito: Peter Sawyer / Smithsonian Institution

Toda a vida na Terra se baseia em um conjunto padrão de 20 moléculas, chamadas de aminoácidos, blocos básicos na construção da vida, moléculas responsáveis pela construção das proteínas que realizam as ações essenciais da vida. Mas, isto tem que ser assim?

Todas as criaturas vivas neste planeta usam os mesmos 20 aminoácidos, embora encontremos centenas destes disponíveis na Natureza. Assim, os cientistas têm questionado se a vida poderia ter surgido com base em um conjunto diferente de aminoácidos.

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Estudo reproduz as experiências das sondas Viking e ratifica: blocos de construção da vida podem ter sido encontrados em Marte

As Viking da NASA foram as primeiras sondas robóticas a pousar com sucesso em Marte através de uma delicada operação controlada por motores. A Viking 1 pousou em Marte em julho de 1976 e encerrou as operações em novembro de 1982. A Viking 2 aterrou em Setembro de 1976 e continuou a trabalhar até abril de 1980. Crédito: NASA

De acordo com um novo estudo, as sondas Viking da NASA podem ter realmente detectado ingredientes da vida em Marte quando realizaram experimentos no Planeta Vermelho durante suas missões que se iniciaram em 1976.

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Astrônomos do ESO respondem a pergunta: Gliese 581d é um planeta extrasolar potencialmente habitável?

IMAGEM: este diagrama demonstra as distâncias dos planetas em nosso Sistema Solar (linha superior) e as distâncias no sistema Gliese 581 (linha inferior), a partir de suas respectivas estrelas (à esquerda). A zona de habitação está indicada pela área azul. O controverso candidato a exoplaneta Gliese 581g reside justamente entre Gliese 581c e Gliese 581d e tal equivale a posição da Terra em relação ao Sol em termos de habitabilidade. Da mesma forma Gliese 581c está em posição equivalente a de Vênus e Gliese 581d está em distância equivalente a de Marte. Crédito: ESO

Embora o exoplaneta não confirmado Gliese 581g tenha recebido atenção exagerada por ter chances de ser um mundo habitável, os astrônomos do ESO voltaram suas atenções para seu vizinho real mais próximo, o exoplaneta confirmado Gliese 581d para responder questões  sobre sua potencial habitabilidade.

Novas investigações sugerem que o exoplaneta Gliese 581d, uma das super-Terras que orbita a estrela anã vermelha Gliese 581, pode muito bem estar residindo dentro da “zona habitável” do seu sistema, a distância perfeita para permitir a existência de água no estado líquido. A descoberta segue a de um estudo similar, publicado em maio de 2010, que demonstrou a mesma conclusão sobre Gliese 581d.

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NASA anuncia descoberta sobre bactérias extremófilas que sobrevivem usando o Arsênio no lugar do Fósforo

Analisando extremófilos do Lago Mono cientistas descobriram bactéria que consegue crescer usando arsênio no lugar do fósforo.

Ontem à tarde (02 de dezembro de 2010) na conferência da NASA foram discutidas recentes descobertas das Astrobiologia que, embora não estejam relacionadas diretamente a detecção da presença de vida extraterrestre, assunto especulado largamente antes da discussão oficial, trazem ao mundo novidades surpreendentes sobre a biodiversidade, através de revelações surpreendentes sobre a bactéria GFAJ-1 encontrada no Lago Mono, Califórnia, EUA.

Infelizmente, apesar das chamadas na mídia terem nos alertado ser um tema de exobiologia, esta estratégia usada pode ter sido uma decepção para alguns, afinal, a bactéria GFAJ-1 por si só não nos conta absolutamente nada de novo sobre a possível existência ou não de vida alienígena no cosmos. Mais ainda, esta bactéria também não revela a existência de uma “biosfera paralela” ou de uma “biosfera das sombras”, não representa algo como a descoberta de um novo nicho da vida na Terra, como alegado exageradamente por alguns. Isso posto, não queremos dizer que isto é uma “ducha de água fria” em nossas expectativas, devemos outrossim reconhecer que a descoberta por si só é notável não só para incrementar nosso conhecimento da “vida como a conhecemos” mas também para nortear as pesquisas futuras de busca pela vida extraterrestre.

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A Astrobiologia e o Cinturão de Kuiper

Vamos olhar hoje algumas novidades trazidas pela equipe da New Horizons. É importante lembrar que esta nave espacial, após completar sua passagem pelo sistema Plutão/Caronte em 2015, estará se movendo cada vez mais além, para explorar as profundezas do Cinturão de Kuiper. Assim, a equipe de planejamento desta missão tem a esperança que vai haver oportunidade para um estudo atento de um ou mais KBOs (Kuiper Belt Objects) no futuro.

Imagem: Este modelo em corte mostra as camadas e o criovulcanismo em um típico KBO (um objeto do cinturão de Kuiper), a saber: ‘Thin blackened crust layer’ (camada enegrecida e fina da crosta), ‘Less processed red shelf layer of organic material’ (prateleira de material orgânico preservado), ‘Blue-white mantle of water ice’ (manto de água congelada azul-claro), ‘Rocky core’ (núcleo rochoso) e ‘Croyovolcanos may shoot ice up to the surface’ (Criovulcões podem ejetar gelo até a superfície). Créditos: NASA/Conceptual Image Lab/Tyler Chase.

Recentemente, o astrônomo Scott Sheppard (Carnegie Institution of Washington) anunciou que foi detectado o primeiro asteróide na zona dos objetos troianos de Netuno (que orbitam o Sol no ponto de Lagrange L5 do sistema Netuno X Sol), uma área onde a New Horizons vai passar através antes de chegar ao planeta anão binário Plutão / Caronte.

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