Archive for category Cosmologia

O observatório de infravermelho espacial Herschel ajuda a reescrever a evolução do Cosmos

Ilustração de galáxias formando novas estrelas. Crédito: ESA

O observatório espacial de infravermelho Herschel da ESA (Agência Espacial Européia) constatou evidências de não é imprescindível que as galáxias tenham que forçosamente colidir umas com as outras para impulsionar um vigoroso pulso de nascimento de novas estrelas. Esta nova descoberta contraria uma hipótese antiga sobre os processos cósmicos e descreve nova imagem majestosa de como as galáxias evoluem.

A conclusão está baseada nas observações de Herschel de duas zonas específicas do céu, GOODS North (no céu do hemisfério norte) e GOODS South (no sul), cada uma com cerca de um terço do tamanho da Lua cheia.

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Mega estruturas de hidrogênio Lyman-Alfa contém os segredos do Universo primordial

Esta imagem apresenta um dos maiores objetos singulares do Universo, a bolha de Lyman Alfa LAB-1 (em verde). Crédito: ESO/M. Hayes

Estudos realizados com o suporte do “Very Large Telescope” (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) permitiram descobrir a fonte de energia de uma enorme nuvem de gás brilhante do Universo primordial, que os astrônomos chamam de “bolha Lyman-alfa” (Lyα). As novas medidas mostram de forma inédita que esta gigantesca “bolha Lyman-alfa”, um dos maiores objetos singulares conhecidos no Universo, obtém a sua energia a partir das galáxias residentes no seu interior.

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ESO bate recorde e localiza o quasar mais distante conhecido

Concepção artística de um Quasar. Crédito: ESO/M. Kornmesser

Grupo multinacional de astrônomos do ESO (Observatório Meridional Europeu) localizou e estudou o quasar mais distante conhecido utilizando o conjunto de supertelescópios “Very Large Telescope” situados no Monte Paranal, deserto de Atacama, Chile. Este ultraluminoso farol cósmico, cujo motor central é movido por um buraco negro supermassivo com uma massa equivalente dois bilhões de vezes a do nosso Sol, passa a ser considerado sem dúvida como o objeto mais brilhante do Universo primitivo.

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Quando nasceram e evoluíram os primeiros buracos negros supermassivos no Universo?

Quasar: um buraco negro supermassivo em atividade. Crédito © NASA Education and Public Outreach / Aurore Simonnet

Astrônomos da Universidade de Tel Aviv (TAU) identificaram quando ocorreu a era cósmica dos primeiros buracos negros de crescimento rápido, dentro da história do Universo.

Em geral, as galáxias no Universo, incluindo a Via Láctea, hospedam buracos negros supermassivos, que variam em massa desde um milhão até 10 bilhões de vezes a massa do nosso Sol. Para encontrá-los, os astrônomos procuram por enormes quantidades de radiação emitidas pelo gás que cai em tais objetos durante o períodos em que os buracos negros permanecem “ativos”, ou seja, sofrendo acresção de matéria. Os cientistas julgam que é o gás que cai nos buracos negros supermassivos o principal responsável pelo seu crescimento efetivo.

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2MASS: pesquisa abrangendo 1,6 milhões de galáxias responde a questão sobre a uniformidade da distribuição de galáxias no Universo

Cerca de 1.600.000 de galáxias dentro do Universo infravermelho pesquisado pelo programa 2MASS estão demonstradas aqui. Clique na imagem para ver a versão em alta resolução. Créditos: 2MASS, T. H. Jarrett, J. Carpenter & R. Hurt

Estariam as galáxias mais próximas de nós distribuídas uniformemente ao acaso?

A pesquisa de ‘todo-o-céu’ 2MASS (Two Micron All Sky Survey) tentou responder esta questão que há tempos intriga os astrônomos. Um quadro composto de 1,6 milhões de galáxias montado pelo recenseamento cósmico 2MASS que mapeou as mais brilhantes “fontes extensas” demonstra que a resposta é NÃO!

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Poderá o buraco negro do centro da Via Láctea tornar-se super ativo? Quantas vezes os buracos negros gigantes se tornam hiperativos?

Painel com imagens compostas das galáxias do aglomerado Abell 644 (à esquerda) e da galáxia SDSS J1021+131 estudados pela pesquisa ChaMP do observatório espacial de raios-X Chandra. Créditos: raios-X - NASA/CXC/Northwestern Univ/D.Haggard et al.; ótico - SDSS.

Um novo estudo dos cientistas do Observatório de Raios-X CHANDRA da NASA busca calcular a freqüência pela qual os maiores buracos negros galácticos conhecidos têm sido ativos nos últimos bilhões de anos. Esta descoberta esclarece a forma pela qual os buracos negros podem crescer e pode trazer implicações para a maneira pela qual o buraco negro gigante no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, poderá se comportar no futuro.

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Astrônomos do ESO esclarecem o mistério das explosões de raios gama obscuras: a presença da poeira cósmica

Impressão artística de uma explosão de raios-gama em uma região de ativa formação estelar. Crédito: ESO/L. Calçada

As explosões de raios gama (sigla GRB, em inglês, Gamma Ray Burst) estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo, Entretanto, algumas destas poderosas explosões parecem curiosamente fracas quando observadas no espectro da luz visível. Os astrônomos do ESO fizeram agora uma pesquisa mais detalhada sobre estes tipo peculiar de GRBs, denominada de ‘explosões de raios gama obscuras’, utilizando o dispositivo GROND instalado no telescópio de 2,2 metros MPG/ESO situado em La Silla, Chile. Este estudo mostrou que estas explosões obscuras de raios gama não carecem de explicações complicadas. A sua fraca luminosidade é perfeitamente explicada pela combinação de causas diversas. Destas, a mais importante é justamente a presença de um véu de poeira cósmica na direção entre a Terra e o fenômeno de explosão.

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Triplicou o número de estrelas do Universo Observável!

As maiores galáxias do Universo, as elípticas, são também as que contêm a maior concentração de estrelas anãs vermelhas. Crédito: CfA/David A. Aguilar

Dois astrônomos dos EUA descobriram que as pequenas e fracas estrelas anãs vermelhas são muito mais prolíficas do que antes se pensava. Tanto é que os especialistas afirmam agora que é provável que o número total de estrelas no Universo observável seja três vezes maior do antes estimávamos.

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Descoberta de Cefeida em sistema binário eclipsante elucida mistério astronômico

Ilustração do sistema binário eclipsante OGLE-LMC-CEP0227 onde uma das estrelas é uma variável Cefeida. Esta descoberta permitiu o refinamento do cálculo da massa da Cefeida, elucidando discrepâncias nas teorias existentes. Crédito: ESO/L.Calçada

Ao descobrir o primeiro sistema binário onde uma estrela tipo Cefeida variável pulsante e outra estrela transitam, passando em frente uma da outra, uma equipe internacional de astrônomos esclareceu um mistério que perdurava há décadas. O alinhamento raro das órbitas das duas estrelas estudadas permitiu fazer uma medição da massa da Cefeida com uma precisão inédita. Até antes desta descoberta, os astrônomos dispunham de duas previsões teóricas incompatíveis para a provável massa das Cefeidas. Este novo resultado mostra que a previsão oriunda da teoria da pulsação estelar é a correta, enquanto que a estimativa feita a partir da teoria de evolução estelar não se alinha com as novas observações.

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ESO usa o Very Large Telescope para investigar a galáxia mais distante conhecida

Ilustração mostra as galáxias durante a era da reionização (z=8).

Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o Very Large Telescope (VLT) do ESO para medir a distância à galáxia mais distante conhecida até hoje. Ao analisar cuidadosamente a fraca luminosidade da galáxia, a equipe descobriu que está na realidade a observar esta galáxia quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos (o que corresponde a um desvio para o vermelho z=8,6). Estas são as primeiras observações que confirmam os dados desta galáxia primordial cuja radiação está dissipando o denso nevoeiro de hidrogênio que enchia o Universo recém formado.

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