Archive for category Cometa

A missão Stardust relata resultados que indicam as origens caóticas do Sistema Solar

Mapa mineral de amostra do cometa P81/Wild2 coletada pela missão Stardust em cores falsas sobreposto numa montagem de imagens obtidas pelo instrumento TEM (Transmission Electron Microscope). Crédito: Laboratório Nacional Lawrence Livermore

Mapa mineral de amostra do cometa P81/Wild2 coletada pela missão Stardust em cores falsas sobreposto em uma montagem de imagens obtidas pelo instrumento TEM (Transmission Electron Microscope). Crédito: Laboratório Nacional Lawrence Livermore

Os astrônomos em geral estimam que os cometas sejam alguns dos corpos mais antigos e primitivos no Sistema Solar. Agora, novos resultados das análises das amostras do Cometa 81P/Wild 2 coletados pela sonda Stardust indicam que material do Sistema Solar interior foi transportado até as regiões de formação cometária pelo menos 1,7 milhões de anos depois da formação dos corpos sólidos mais antigos do Sistema Solar.

Leia o resto desse post »

, , ,

Nenhum comentário.

Missão WISE revela suas primeiras imagens de sua pesquisa de todo-o-céu

WISE revela a galáxia de Andrômeda no infravermelho, mostrando em destaque a poeira cósmica dos seus braços espirais. Nesta imagem o WISE usou seus dois detectores de mais longo comprimento de onda de 12 e 22 micrômetros, colorizadas, respectivamente em laranja e vermelho.

WISE revela a galáxia de Andrômeda no infravermelho, mostrando em destaque a poeira cósmica aquecida dos seus braços espirais. Nesta imagem o WISE usou seus dois detectores com maiores comprimentos de onda, em 12 e 22 micrômetros. Os resultados desta capturas foram colorizadas artificialmente, respectivamente, em laranja (12μm) e vermelho (22 μm) para compor este mosaico da M31. Clique na imagem para ver a versão em alta resolução. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA

O observatório espacial de infravermelho WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) revela um belo conjunto de imagens recém processadas, conforme anúncio da NASA.

Desde que o WISE começou o sua pesquisa de todo-o-céu no infravermelho em 14 de janeiro de 2010, este telescópio espacial já enviou mais de um 250.000 imagens não-processadas. Destas novas imagens, quatro foram especialmente processadas e representam os alvos principais da missão:

  1. Um cometa repleto de gás e poeira (“Siding Spring”);
  2. Uma nebulosa ativa com um berçário de estrelas (NGC 3603);
  3. Uma galáxia (M31 – Andrômeda);
  4. Um aglomerado galáctico (“Fornax” – Fornalha).

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , , , ,

Nenhum comentário.

WISE revela seu primeiro cometa: o “P/2010 B2 (WISE)”

425634main_wise20100211-Comet-P2010 B2 WISE

A mancha avermelhada no centro desta imagem é a imagem do primeiro cometa descoberto pelo observatório espacial WISE da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA

Há alguns dias o observatório WISE descobriu seu primeiro asteróide, o 2010 AB78. Agora, o time do WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA informou sobre a descoberta de seu primeiro cometa, um dos muitos cometas que esta missão promete encontrar, além de milhões de outros objetos celestes, durante sua pesquisa de todo-o-céu no espectro do infravermelho.

Leia o resto desse post »

, , , , , ,

1 Comentário

Veio a atmosfera terrestre do espaço exterior?

O grande bombardeamento posterior foi responsável pela criação da atmofera terrestre? Crédito: Julian Baum

O grande bombardeamento posterior foi verdadeiro responsável pela criação da atmofera terrestre? Crédito: Julian Baum

Os gases que formaram a atmosfera da Terra e provavelmente seus oceanos não procedem do interior da Terra. A atmosfera terrestre veio do espaço exterior, conforme novo estudo dos cientistas da Universidade de Manchester e da Universidade de Houston.

O artigo explicando o tema, publicado esta semana na prestigiosa revista internacional ‘Science‘, indica que os desenhos clássicos nos livros de impressos que falam da Terra antiga com enormes vulcões expulsando gás para a atmosfera estão obsoletos.

Leia o resto desse post »

, , , ,

2 Comentários

Partículas ultra primitivas são encontradas na poeira cósmica coletada em vôos de grande altura

Partículas de poeira interplanetária com grãos componentes pré-solares

Aqui temos as imagens a partir do microscópio eletrônico de duas partículas de poeira cósmica E1 (painel A) e G4 (painel B) bem como os mapas (painéis C e D) espectroscópicos da massa iônica secundária. O isótopo de oxigênio das partículas E1 (C) e G4 (D) mostram respectivamente quatro e sete regiões isotopicamente anômalas, indicadas pelos círculos e por isso foram identificadas como grãos com origem pré-solar. A barra de escala tem 2 mícrons.

Amostras de pó interestelar coletadas por aeronaves que realizam vôos em grandes altitudes têm encontrado freqüentemente relíquias do antigo Cosmos, de acordo com cientistas do Instituto Carnegie.

Este pó estratosférico inclui diminutos grãos que provavelmente se formaram no interior de estrelas que viveram e morreram muito antes do nascimento do nosso Sol, assim como o material de nuvens moleculares do espaço interestelar. Este material “ultra primitivo” provavelmente seguiu à deriva pelo espaço interplanetário até a atmosfera da Terra passando através da trilha de pó do cometa periódico 26P/Grigg-Skjellerup, dando aos cientistas uma raríssima oportunidade de estudar pó de origem cometária em laboratório.

Leia o resto desse post »

, , , , ,

3 Comentários

Rosetta: a sonda da ESA dará sua última passada pela Terra antes de seguir para os confins do Sistema Solar na perseguição do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko

A sonda Rosetta da ESA foi lançada em 02 de março de 2004 para a missão de 11 anos de investigação do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A sonda carrega 11 instrumentos para analisar o núclo cometário e mapear sua superfície em detalhes. Além disso uma subsonda pousará (Philae Lander) no cometa para análisa-lo in situ. Esta missão arrojada irá fornecer pistas das características físicas e químicas dos processos que levaram a formação do sistema Solar há 4,6 bilhões de anos.  Créditos: ESA, imagem por AOES Medialab

A sonda Rosetta da ESA foi lançada em 02 de março de 2004 para a missão de 11 anos de investigação do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A sonda carrega 11 instrumentos para analisar o núclo cometário e mapear sua superfície em detalhes. Além disso uma subsonda pousará (Philae Lander) no cometa para análisa-lo in situ. Esta missão arrojada irá fornecer pistas das características físicas e químicas dos processos que levaram a formação do sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Créditos: ESA, imagem por AOES Medialab

A sonda perseguidora de cometas Rosetta da ESA fará uma passagem final pela Terra no dia 13 de Novembro de 2009. Neste flyby a Rosetta irá a obter energia orbital necessária e dar início à parte final da sua viagem de 10 anos com destino ao Sistema Solar exterior. Além disso, estão planeadas várias observações do sistema Terra-Lua antes da sonda viajar na direção do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko.

Esta será a terceira vez que a sonda sobrevoará (flyby) a Terra, a última de uma série de quatro manobras planetárias de assistência gravitacional da Rosetta. A máxima aproximação da Terra está prevista para as 08:45 h CET (Central European Time). Antes do seu destino final em 2014, está previsto que a sonda se aproximará do asteróide 21 Lutetia em julho de 2010.

Leia o resto desse post »

, , , , , , , , ,

4 Comentários

Júpiter guardião ou inimigo? Cometa ficou retido em sua órbita por 12 anos e foi ejetado de volta ao espaço

Rota orbital do cometa Kushida-Muramatsu: A ilustração mostra o caminho do cometa Kushida-Muramatsu ao redor de Júpiter. Crédito: Ohtsuka/Asher

Rota orbital do cometa Kushida-Muramatsu: A ilustração mostra o caminho do cometa Kushida-Muramatsu ao redor de Júpiter. Crédito: Ohtsuka/Asher

Eventualmente um planeta gigante consegue capturar um cometa por algum tempo, como um satélite. Este foi o caso do cometa Kushida-Muramatsu que orbitou Júpiter entre 1949 e 1961 e a sua descoberta foi apresentada por David Asher em 14 de setembro de 2009 no congresso europeu de Ciência Planetária em Potsdam.

Cometas capturados ou luas temporárias?

Um time internacional de cientistas liderado pelo Dr Katsuhito Ohtsuka modelou as trajetórias de 18 cometas “quase-Hilda”, objetos com potencial para se transformar em satélites temporários capturados por Júpiter que em seqüência são libertados ou se juntam ao grupo “Hilda” de objetos do cinturão de asteróides. A maioria dos casos de captura temporárias foram de fly-bys (passagens próximas ao planeta) onde os cometas não chegaram a completar uma órbita completa em torno de Júpiter. Entretanto, o time liderado pelo Dr. Ohtsuka usou recentes observações do rastreamento do cometa Kushida-Muramatsu por 9 anos para estimar centenas de possíveis caminhos orbitais para este cometa no durante o século XX. Em todos os cenários simulados o cometa Kushida-Muramatsu completou duas voltas completas em torno de Júpiter.

Dr. Asher disse: “Nossos resultados demonstram que algumas das rotas seguidas pelos corpos cometários através do espaço interplanetário que permitem aos mesmos tanto entrar quanto escapar de situações de retenção temporária na órbita do planeta Júpiter”.

Asteróides e cometas podem ser fragmentados ou distorcidos pelos efeitos de maré induzidos pelos campos gravitacionais de o planeta que os capturou e até mesmo podem impactar o planeta. O cometa mais famoso que foi vítima de ambos esse efeitos foi o D1993 F2 (Shoemaker-Levy 9), que foi fragmentado ao passar próximo de Júpiter e posteriormente seus pedaços colidiram com o planeta gigante em 1994. Estudos computacionais anteriores mostraram que o comenta Shoemaker-Levy 9 deve ter sido um objeto ‘quase-Hilda’ antes da sua captura por Júpiter.

Leia o resto desse post »

, ,

2 Comentários

Aminoácido descoberto pela sonda Stardust no cometa Wild 2 causa comoção nos cientistas que buscam pela vida extraterrestre

Concepção artística da sonda Stardust (‘poeira das estrelas’) aproximando-se do cometa Wild 2 para atravessar a sua cauda de gás e poeira. A área branca representa o núcleo cometário. A grade coletora é o dispositivo com formato de raquete de tênis que se estende para fora da traseira da espaçonave. Crédito: NASA/JPL

Concepção artística da sonda Stardust (‘poeira das estrelas’) aproximando-se do cometa Wild 2 para atravessar a sua cauda de gás e poeira. A área branca representa o núcleo cometário. A grade coletora é o dispositivo com formato de raquete de tênis que se estende para fora da traseira da espaçonave. Crédito: NASA/JPL

Cientistas da NASA descobriram o aminoácido glicina, um dos blocos fundamentais da vida, em amostras do cometa Wild 2 recolhidas pela sonda Stardust [que significa ‘poeira das estrelas’] da NASA.

A Glicina é um dos Blocos Fundamentais para a Vida

“A glicina é um aminoácido usado pelos organismos vivos para construir proteínas e esta é a primeira vez que se descobre um aminoácido em um cometa”, declarou a Dra. Jamie Elsila do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA. “A nossa descoberta suporta a teoria que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e foram trazidos para a Terra há muito tempo atrás por impactos de meteoritos e cometas.”

Dra. Jamie Elsila é a autora principal desta pesquisa, a ser publicada na revista Meteoritics and Planetary Science. A pesquisa foi apresentada em 16 de agosto, durante uma reunião da Sociedade Química Americana em Washington, EUA.

Leia o resto desse post »

, , , , , , , ,

9 Comentários

Objeto 133P: cometa ou asteróide? Eis a questão

Um misterioso objeto que expele jatos de gás e poeira como um cometa, mas orbita como um asteróide poderá criar uma nova classe de objetos no Sistema Solar.

133P/Elst-Pizarro, fotografado em 2002, nos dias: 19 de agosto,07 de setembro, 05 a 07 de novembro e 27 de dezembro pelo telescópio 2.2-metros em Mauna Kea da Universidade do Havaí usando uma CCD Tektronix 2.048 X 2.048 pixels (escala 0,219"/pix). Crédito Henry Hsieh e David Jewitt do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí.

133P/Elst-Pizarro, fotografado em 2002, nos dias: 19 de agosto, 07 de setembro, 05 a 07 de novembro e 27 de dezembro pelo telescópio 2,2-metros em Mauna Kea da Universidade do Havaí usando uma CCD Tektronix 2.048 X 2.048 pixels (escala 0,219"/pix). Crédito Henry Hsieh e David Jewitt do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí.

Em 1996, os astrônomos identificaram um objeto extraordinário orbitando o Sol entre Marte e Júpiter, na região conhecida como o Cinturão de Asteróides. Ainda assim este corpo, conhecido como 133P, desafiava a descrição: tinha a órbita de um asteróide, mas emitia poeira e gás como um cometa.

Claramente, este é um objeto sui-generis. Após séculos de observação, nenhum outro objeto do cinturão de asteróides tem se comportado da mesma forma, expulsando gás e poeira como os cometas.

Então, como pode este objeto cometário se manter naquela órbita? De acordo com Henry Hsieh da Universidade de Queen em Belfast, Irlanda do Norte, só podem haver duas explicações razoáveis. Vejamos a seguir o que foi descoberto por Henry Hsieh:

Leia o resto desse post »

, , , , ,

1 Comentário

A Terra pode receber impacto similar ao de Júpiter?

O recente impacto recebido por Júpiter de um cometa ou asteróide é um violento aviso de que nosso Sistema Solar é uma galeria de tiro que às vezes atingem a Terra.

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter e seu tamanho em comparação a Terra. Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Esta imagem em infravermelho obtida pelo telescópio Keck II no Havaí mostra a nova mancha observada em Júpiter e seu tamanho em comparação a Terra. Crédito: Paul Kalas (UCB), Michael Fitzgerald (LLNL/UCB), Franck Marchis (SETI Institute/UCB), James Graham (UCB)

Ainda assim, quais são as possibilidades de que um impacto cósmico ameace nosso planeta?

Até agora (agosto de 2009) temos catalogados 784 objetos próximos a Terra (NEOs), com mais de 1 quilômetro de diâmetro.

“Se um objeto com cerca do mesmo tamanho do que se chocou com Júpiter alcançar a Terra – um objeto cometário típico com aproximadamente um quilômetro — tal seria catastrófico”, explicou o astrônomo Donald Yeomans, diretor do programa de Objetos Próximos (Near-Earth Object program) a Terra da NASA, Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em Pasadena, Califórnia.

Os cientistas já descartam as chances de um impacto na Terra para todos estes 784 grandes NEOs. Mesmo assim, objetos menores também constituem riscos e os pesquisadores estimam que ainda faltem a serem descobertos mais de 100 NEOs acima de 1 km de diâmetro.

Leia o resto desse post »

, , , , , , ,

3 Comentários