Archive for category Buracos Negros

ESO descobre o buraco negro estelar mais distante na galáxia espiral NGC 300

IMAGEM: Ilustração do buraco negro estelar NGC 300 X1, encontrado na galáxia NGC 300, orbita em um sistema binário junto com uma massiva estrela de Wolf Rayet que ejeta suas camadas externas, contribuindo para o aumento da massa do buraco negro por acresção. Crédito: ESO/L. Calçada

Ilustração do buraco negro estelar NGC 300 X1, encontrado na galáxia NGC 300, orbita em um sistema binário junto com uma massiva estrela de Wolf Rayet que ejeta suas camadas externas, contribuindo para o aumento da massa do buraco negro por acresção. Crédito: ESO/L. Calçada

Utilizando o Very Large Telescope (VLT) do ESO os astrônomos descobriram, na galáxia NGC 300, o buraco negro estelar mais distante já detectado até hoje. Com uma massa estimada em aproximadamente 15 vezes a massa do Sol, o NGC 300 X1 consiste no segundo buraco negro mais massivo conhecido até hoje. Este objeto está em um sistema binário e encontra-se em interação com outra estrela que no futuro também irá originar um buraco negro, depois de explodir como supernova.

Os buracos negros estelares [1] encontrados na Via Láctea possuem em geral até cerca de dez vezes a massa do Sol, o que é bastante significativo. No entanto, fora da nossa Galáxia, os astrônomos já descobriram mais de um buraco negro com massa superior a quinze vezes a massa solar. Assim, o NGC 300 X1 é um dos três objetos com mais de 10 vezes a massa solar encontrados até agora.

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Chandra estuda fonte ultra luminosa de Raios-X que revela um buraco negro massivo destroçando uma anã branca

Imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

NGC 1399: imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

Observações do observatório espacial de raios-X Chandra revelaram uma rara fonte ultra luminosa de raios-X (ULX) em um denso aglomerado de estrelas anciãs.

Novos resultados do Observatório Chandra de Raios-X da NASA e os telescópios Magalhães sugerem que um denso remanente estelar tem sido arrancado por um buraco negro de 1.000 vezes a massa do Sol. A confirmação desta descoberta será uma dupla jogada cósmica:

  1. Uma evidência sólida da existência de um buraco negro de massa intermediária, que tem sido um tema muito debatido entre os astrônomos;
  2. Marcaria a primeira vez a observação de um buraco negro de tal classe a destroçar uma estrela.

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FERMI registra a explosão de raios gama mais brilhante do Universo observável

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de rios gama em 3 de dezembro e 18 de novembro, 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de raios gama em 02 de dezembro e 03 de novembro de 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Uma galáxia distante com um buraco negro supermassivo em seu centro tem estado  mais ativa recentemente, emitindo rajadas extremamente brilhantes de raios gama.

As explosões de raios gama começaram em 15 de setembro de 2009, fazendo com que esta galáxia seja atualmente a fonte mais brilhante de raios gama no céu e aumentando seu próprio brilho mais de 10 vezes sua luminosidade habitual nos últimos 6 meses, antes do fenômeno. O Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA tem observado o fenômeno para saber mais sobre como funcionam estas galáxias tão violentas. Os astrônomos julgam que esta galáxia, identificada como 3C 454.3, é o que chamamos de blazar.

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V404 Cygni: um buraco negro mais próximo da Terra do que se pensava

Buraco Negro - Crédito Don Dixon (Cosmographica.com)

Buraco Negro - Crédito Don Dixon (Cosmographica.com)

Os astrônomos mediram com precisão a distância entre a Terra e um buraco negro estelar específico pela primeira vez. E, uau! Ele está bem perto.

Os investigadores determinaram que o buraco negro V404 Cygni está situado a distância de 7.800 anos luz da Terra, pouco a mais da metade da distância anteriormente estimada.

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Um buraco negro supermassivo pode construir sua própria uma Galáxia?

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

O que vem primeiro, os buracos negros supermassivos ou as enormes galáxias nas quais eles residem? Um novo cenário surgiu de um conjunto recente de observações extraordinárias feitas de um buraco negro sem casa: os buracos negros podem “construir” a sua própria galáxia hospedeira? O quasar observado pode bem ser o elo perdido, há muito procurado, que explica a  razão de que as massas dos buracos negros são maiores em galáxias que contêm maior número de estrelas.

Quem nasceu primeiro?

A questão do tipo ‘quem nasceu primeiro, ovo ou a galinha’ a ser desvendada é: o que se forma primeiro: a galáxia ou o seu buraco negro? “Este é um dos assuntos mais debatidos na astrofísica da atualidade”, disse o autor e líder do trabalho, David Elbaz. “O nosso estudo sugere que os buracos negros supermassivos podem acionar a formação estelar, ‘construindo’ assim suas próprias galáxias hospedeiras. Este achado poderá também explicar porque as galáxias que hospedam buracos negros mais massivos possuem mais estrelas.”

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Os buracos negros são as centrais de energia do Universo

A fúria de um Blazar:  concepção artística de um blazar (buraco negro supermassivo em galáxia ativa que aponta seu jato em nossa direção) mostrando seus jatos de partículas ionizadas aceleradas pelas forças do seu campo eletromagnético super intenso (tão forte que sobrepuja a força gravitacional abismal do buraco negro e consegue expelir a matéria carregada eletricamente de volta ao espaço). Crédito: Marscher et al., Wolfgang Steffen, Cosmovision, NRAO/AUI/NSF

A fúria de um Blazar: concepção artística de um blazar (buraco negro supermassivo em galáxia ativa que aponta seu jato em nossa direção) mostrando seus jatos de partículas ionizadas aceleradas pelas forças do seu campo eletromagnético super intenso (tão forte que sobrepuja a força gravitacional abismal do buraco negro e consegue expelir a matéria carregada eletricamente de volta ao espaço). Crédito: Marscher et al., Wolfgang Steffen, Cosmovision, NRAO/AUI/NSF

As luzes mais brilhantes e energéticas do Universo freqüentemente procedem dos buracos mais negros do espaço profundo.

Os buracos negros, chamados assim por que nem sequer a luz pode escapar de sua força gravitacional, só podem ser detectados através da sua influência sobre a matéria em sua volta. Embora os próprios buracos negros sejam invisíveis, as regiões que os rodeiam são governadas por campos magnéticos de potência extrema e forças gravitacionais que aceleram e aquecem a matéria circunvizinha em acresção e criam as radiações mais luminosas jamais vistas.

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NGC 5408 X-1: novo estudo encontra um irmão mediano da família dos buracos negros

Observações pelo telescópio de raios-X Swift da galáxia NGC 5408 indicaram sua fonte de raios-X ultraluminosa passa sob mudanças periódicas com período de 115,5 dias. Este ciclo está associado a órbita de uma estrela em torno de um buraco negro de tamanho mediano, cedendo sua massa para o BN. Crédito: NASA

Observações pelo telescópio de raios-X Swift sobre a galáxia NGC 5408 indicaram que sua fonte de raios-X ultraluminosa passa sob mudanças periódicas com período de 115,5 dias. Este ciclo está associado a órbita de uma estrela em torno de um buraco negro de tamanho mediano, cedendo sua massa para o BN. Crédito: NASA/SWIFT

Os buracos negros normalmente aparecem em duas famílias: os buracos negros supermassivos (de milhões até bilhões de vezes a massa do Sol) e os de massa estelar (até dezenas de vezes a massa solar). Agora os astrônomos encontraram sólidas provas que apóiam a existência de uma terceira classe, há muito tempo procurada, o ‘filho do meio’  na família de buracos negros do espaço profundo.

Lembramos que em julho de 2009 a ESA (Agência Espacial Européia) anunciou a descoberta do buraco negro com 500 massas solares HLX-1 na galáxia ESO 243-49.

Agora um novo candidato de “tamanho médio” é uma fonte de raios-X na galáxia NGC 5408, que fica a 15,8 milhões de anos luz de distância da Terra na constelação de Centaurus (Centauro).

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Chandra revela imagem do par de buracos negros supermassivos que irão se fundir na galáxia NGC 6240

NGC 6240 e seus dois buracos negros, clique na foto para ver a imagem em alta resolução. Crédito: imagem em raios-X: NASA/CXC/MIT/ C.Canizares, M.Nowak; Óptico: NASA/STScI

NGC 6240 e seus dois buracos negros, clique na foto para ver a imagem em alta resolução. Crédito: imagem em raios-X: NASA/CXC/MIT/ C.Canizares, M.Nowak; Óptico: NASA/STScI

Esta impressionante imagem da galáxia NGC 6240 contém informações de raios-X obtidas pelo telescópio orbital Chandra (exibido em vermelho, laranja e amarelo) que foram combinados com uma imagem nas faixas de freqüência da luz visível elaborada em 2008. Em 2002 a descoberta deste par de buracos negros em processo de colisão foi anunciada baseada em dados do Chandra a respeito da galáxia NGC 6240. O par de buracos negros supermassivos dista entre si meramente 3.000 anos-luz e os seus efeitos podem ser vistos aqui nas fontes pontuais brilhantes no meio da imagem.

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Raio de Schwarzschild de um Buraco Negro: o que significa isso?

Buraco NegroUm Buraco Negro é uma singularidade gravitacional, um objeto onde a gravidade é tão poderosa que nada, nem mesmo a luz (e a radiação) consegue escapar dele. Assim estes objetos são chamados de buracos negros porque eles próprios não emitem radiação. Se você tomar qualquer objeto e comprimi-lo ao máximo chegará a um ponto em que o objeto irá tornar-se um buraco negro. Se pudéssemos porventura comprimir o Sol até que ele fique como um raio de 2,5 km, o ‘Sol super comprimido’ iria tornar-se um buraco negro. Da mesma forma a Terra comprimida até ter um raio de 0,9 cm se transformaria em um buraco negro. Uma montanha de grande porte ultra comprimida formaria um buraco negro nanico de 1 nanômetro * . Por outro lado o raio de Schwarzschild do buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia é de aproximadamente 7,8 milhões de quilômetros (para saber mais leia aqui: Buraco Negro no centro da Via – Láctea teve sua presença comprovada). A essa dimensão do objeto comprimido nós denominamos raio de Schwarzschild.

* Não espere encontrar mini-buracos-negros (MBNs) por aí, um buraco negro de 10¹² kg tem tamanho menor que um próton e temperatura superior a 10¹¹ K. Segundo Stephen Hawking os buracos negros evaporam e quanto menor o buraco negro, maior sua temperatura e mais rápido é sua evaporação. MBNs com massa de 10¹² kg desaparecem em menos de 10¹³ anos. Assim qualquer MBN < 10¹² kg criado durante os primórdios do Universo já terá evaporado e desaparecido. O tempo total para um Buraco Negro evaporar-se é proporcional ao cubo de sua massa inicial. Enquanto um Buraco Negro de massa equivalente a do Sol pode levar mais de 1067 anos para se evaporar, ou seja, tem seu tempo de vida imensamente maior que a idade do Universo, de fato, um MBN com 230.000 kg se evapora em apenas 1 segundo

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A fúria do buraco negro revela sua galáxia tão distante

Quasar - Crédito © NASA Education and Public Outreach / Aurore Simonnet

Quasar - Crédito © NASA Education and Public Outreach / Aurore Simonnet

QSO CFHQSJ2329-0301 é o quasar mais distante conhecido no Universo

Uma surpresa: a galáxia (quasar) QSO CFHQSJ2329-0301 é tão grande quanto a nossa Via Láctea e hospeda um buraco negro supermassivo com massa equivalente a bilhões de sóis. A surpresa não é o super buraco negro em si, mas o tempo que a luz levou para chegar até nós, 12,8 bilhões de anos (desvio para o vermelho z = 6,43). Isto indica que se trata de um objeto bem jovem tendo em mente que o Universo surgiu há 13,73 ± 0,12 bilhões de anos. O estudo deste longínquo quasar trás implicações para a teoria da formação das galáxias.

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