Archive for category Buracos Negros

ESO e NASA revelam o mais poderoso microquasar já observado

Micro-quasar: buraco negro estelar que pertence a um sistema binário ilustrado nesta concepção artística. Repare nos jatos colimados ejetados a partir dos pólos do Buraco Negro em rotação. Créditos: ESO/L. Calçada/M.Kornmesser

Micro-quasar: buraco negro estelar que pertence a um sistema binário ilustrado nesta concepção artística. Repare nos jatos colimados ejetados a partir dos pólos do Buraco Negro em rotação. Créditos: ESO/L. Calçada/M.Kornmesser

Astrônomos combinaram observações a partir do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do observatório espacial de raios-X Chandra da NASA e descobriram o mais poderoso par de jatos de matéria já vistos em um buraco negro de dimensão estelar. Este microquasar ejeta um par de potentes feixes de partículas que insuflam uma enorme bolha cósmica, com 1.000 anos-luz de extensão. Este jato é duas vezes maior e dezenas de vezes mais poderoso que outros já observados em micro-quasares.

“Ficamos surpresos com a enorme quantidade de energia insuflada no gás pelo buraco negro,” disse o líder da equipe Manfred Pakull. “Embora este buraco negro tenha apenas algumas massas solares, trata-se de uma verdadeira versão em miniatura dos mais poderosos quasares e rádio-galáxias, os quais contêm buracos negros com massas de alguns milhões de vezes a massa do Sol.”

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Pesquisa do SWIFT revela o gatilho que acende os buracos negros nos núcleos das galáxias ativas: a colisão de galáxias

Dados de uma pesquisa em andamento do observatório SWIFT ajudaram aos astrônomos a resolver um problema existente há décadas: o mistério que está por trás da irradiação de vastas quantidades de energia originadas a partir de uma pequena quantidade de buracos negros.

Galáxias ativas estudadas pelo SWIFT

Galáxias ativas estudadas pelo SWIFT

NO PAINEL ACIMA: Fotografias na luz visível dos diversos núcleos de galáxias ativas (destacados nos círculos), detectados pela pesquisa SWIFT de raios-X de alta energia, mostram claramente a presença de galáxias em colisão. Estas imagens, capturadas pelo telescópio de 2,1 metros no Kitt Peak National Observatory no Arizona, mostram os formatos de galáxias entrelaçadas ou distorcidas pela atração gravitacional dos vizinhos próximos. Embora estes AGNs aqui mostrados já fossem conhecidos antes da pesquisa do SWIFT, dúzias de outros foram encontrados pelo SWIFT em galáxias mais distantes. Créditos: NASA/Swift/NOAO/Michael Koss e Richard Mushotzky (Universidade de Maryland).

Os cientistas estimam que cerca de 1% dos buracos negros supermassivos apresentam este tipo de comportamento. As novas descobertas confirmam que os buracos negros “se acendem” quando suas galáxias colidem. Os dados da pesquisa oferecem um vislumbre de como poderá ser o comportamento do buraco negro central de nossa galáxia, a Via Láctea, no futuro distante.

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Física: Quem tem medo do LHC? Quem tem medo de um mini-buraco-negro?

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidas se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Produção simulada de um buraco negro no ATLAS. Esta figura é um exemplo de um modelo de dados simulados para o detector ATLAS no LHC. Esses feixes seriam produzidas se um buraco negro em miniatura for criado na colisão próton-próton. Tal micro buraco negro teria decaimento instantâneo em várias partículas através de um processo conhecido como ‘radiação de Hawking’. Crédito: CERN

Uma vez que hoje, 30 de março de 2010, o CERN (Organização Européia para a Investigação Nuclear – França e Suíça) está iniciando as tentativas para recriar condições que ocorreram no Universo nos seus primórdios, logo após o Big Bang, confirmar a existência da supersimetria e descobrir o misterioso bóson de Higgs no acelerador de partículas LHC (Grande Colisor de Hádrons), vamos esclarecer sobre o tema mini-buracos-negros.

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Como interagem os buracos negros supermassivos e a matéria escura que os cerca?

Distorção do espaco tempo por um buraco negro supermassivo. Crédito: Felipe Esquivel Reed

Distorção do espaco tempo por um buraco negro supermassivo no centro galáctico. Crédito: Felipe Esquivel Reed

Os astrônomos estimam que cerca de 23% do Universo consiste de uma misteriosa “matéria escura”, um material invisível (pois não interage com a radiação eletromagnética) que só é detectado através de sua influência gravitacional sobre sua vizinhança. Agora, dois astrônomos pertencentes a Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) encontraram uma indicação de como a matéria escura se comporta na vizinhança de buracos negros supermassivos que residem nos núcleos das galáxias. Suas idéias foram publicadas em uma carta na revista Monthly Notices of Royal Astronomical Society.

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Spitzer revela dois quasares jovens primordiais

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Ilustração de um buraco negro supermassivo (representado pelo ponto negro no coração da galáxia) habitando o centro de uma galáxia ativa. Sptizer revelou detalhes inéditos de duas galáxias ativas primordiais, os quasares J0005-0006 e J0303-0019. O fato incomum que difere estas galáxias ativas das demais é a falta do disco de poeira cósmica central. Crédito: NASA/Photojournal

Astrônomos encontraram o que parecem ser dois dos primeiros e mais primitivos buracos negros conhecidos. Esta descoberta, baseada principalmente em observações do Telescópio Espacial Spitzer, irá fornecer uma melhor compreensão das raízes do Universo e como as primeiras estrelas, galáxias e buracos negros se formaram.

“Nós encontramos componentes da primeira geração de quasares que nasceram em um ambiente livre de poeira em seus primeiros estágios de desenvolvimento”, disse Linhua Jiang, da Universidade do Arizona em Tucson, autor principal do artigo publicado em 18 de março de 2010 na revista Nature: Dust-free quasars in the early Universe.

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ESO descobre o buraco negro estelar mais distante na galáxia espiral NGC 300

IMAGEM: Ilustração do buraco negro estelar NGC 300 X1, encontrado na galáxia NGC 300, orbita em um sistema binário junto com uma massiva estrela de Wolf Rayet que ejeta suas camadas externas, contribuindo para o aumento da massa do buraco negro por acresção. Crédito: ESO/L. Calçada

Ilustração do buraco negro estelar NGC 300 X1, encontrado na galáxia NGC 300, orbita em um sistema binário junto com uma massiva estrela de Wolf Rayet que ejeta suas camadas externas, contribuindo para o aumento da massa do buraco negro por acresção. Crédito: ESO/L. Calçada

Utilizando o Very Large Telescope (VLT) do ESO os astrônomos descobriram, na galáxia NGC 300, o buraco negro estelar mais distante já detectado até hoje. Com uma massa estimada em aproximadamente 15 vezes a massa do Sol, o NGC 300 X1 consiste no segundo buraco negro mais massivo conhecido até hoje. Este objeto está em um sistema binário e encontra-se em interação com outra estrela que no futuro também irá originar um buraco negro, depois de explodir como supernova.

Os buracos negros estelares [1] encontrados na Via Láctea possuem em geral até cerca de dez vezes a massa do Sol, o que é bastante significativo. No entanto, fora da nossa Galáxia, os astrônomos já descobriram mais de um buraco negro com massa superior a quinze vezes a massa solar. Assim, o NGC 300 X1 é um dos três objetos com mais de 10 vezes a massa solar encontrados até agora.

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Chandra estuda fonte ultra luminosa de Raios-X que revela um buraco negro massivo destroçando uma anã branca

Imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

NGC 1399: imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI

Observações do observatório espacial de raios-X Chandra revelaram uma rara fonte ultra luminosa de raios-X (ULX) em um denso aglomerado de estrelas anciãs.

Novos resultados do Observatório Chandra de Raios-X da NASA e os telescópios Magalhães sugerem que um denso remanente estelar tem sido arrancado por um buraco negro de 1.000 vezes a massa do Sol. A confirmação desta descoberta será uma dupla jogada cósmica:

  1. Uma evidência sólida da existência de um buraco negro de massa intermediária, que tem sido um tema muito debatido entre os astrônomos;
  2. Marcaria a primeira vez a observação de um buraco negro de tal classe a destroçar uma estrela.

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FERMI registra a explosão de raios gama mais brilhante do Universo observável

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de rios gama em 3 de dezembro e 18 de novembro, 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Explosões sem precedentes a partir do blazar 3C 454.3 na constelação de Pegasus fazem deste objeto a fonte persistente de raios-gama mais brilhante nos céus, como se observou em dezembro de 2009. Estas imagens de todo o céu comparam o brilho entre as fontes de raios gama em 02 de dezembro e 03 de novembro de 2009, mostrando claramente a mudança no comportamento deste blazar. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

Uma galáxia distante com um buraco negro supermassivo em seu centro tem estado  mais ativa recentemente, emitindo rajadas extremamente brilhantes de raios gama.

As explosões de raios gama começaram em 15 de setembro de 2009, fazendo com que esta galáxia seja atualmente a fonte mais brilhante de raios gama no céu e aumentando seu próprio brilho mais de 10 vezes sua luminosidade habitual nos últimos 6 meses, antes do fenômeno. O Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA tem observado o fenômeno para saber mais sobre como funcionam estas galáxias tão violentas. Os astrônomos julgam que esta galáxia, identificada como 3C 454.3, é o que chamamos de blazar.

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V404 Cygni: um buraco negro mais próximo da Terra do que se pensava

Buraco Negro - Crédito Don Dixon (Cosmographica.com)

Buraco Negro - Crédito Don Dixon (Cosmographica.com)

Os astrônomos mediram com precisão a distância entre a Terra e um buraco negro estelar específico pela primeira vez. E, uau! Ele está bem perto.

Os investigadores determinaram que o buraco negro V404 Cygni está situado a distância de 7.800 anos luz da Terra, pouco a mais da metade da distância anteriormente estimada.

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Um buraco negro supermassivo pode construir sua própria uma Galáxia?

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

Este desenho mostra como os jatos de partículas e radiação emanados do buraco negro supermassivo podem forjar galáxias, explicando também a razão pela qual os maiores buracos negros centrais são encontrados em galáxias que contém mais estrelas. Crédito: ESO

O que vem primeiro, os buracos negros supermassivos ou as enormes galáxias nas quais eles residem? Um novo cenário surgiu de um conjunto recente de observações extraordinárias feitas de um buraco negro sem casa: os buracos negros podem “construir” a sua própria galáxia hospedeira? O quasar observado pode bem ser o elo perdido, há muito procurado, que explica a  razão de que as massas dos buracos negros são maiores em galáxias que contêm maior número de estrelas.

Quem nasceu primeiro?

A questão do tipo ‘quem nasceu primeiro, ovo ou a galinha’ a ser desvendada é: o que se forma primeiro: a galáxia ou o seu buraco negro? “Este é um dos assuntos mais debatidos na astrofísica da atualidade”, disse o autor e líder do trabalho, David Elbaz. “O nosso estudo sugere que os buracos negros supermassivos podem acionar a formação estelar, ‘construindo’ assim suas próprias galáxias hospedeiras. Este achado poderá também explicar porque as galáxias que hospedam buracos negros mais massivos possuem mais estrelas.”

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