Archive for category Asteróides

Emily Lakdawalla mostra painel com o 21 Lutetia e os demais cometas e asteróides já visitados por sondas espaciais

Asteróides e cometas visitados por sondas espaciais. Clique na imagem para uma versão em alta resolução. Créditos: ESA, NASA, JAXA, RAS, JHUAPL, UMD, OSIRIS; Montagem: Emily Lakdawalla (Planetary Society) & Ted Stryk

Asteróides e cometas visitados por sondas espaciais. Clique na imagem para uma versão em alta resolução. Créditos: ESA, NASA, JAXA, RAS, JHUAPL, UMD, OSIRIS; Montagem: Emily Lakdawalla (Planetary Society) & Ted Stryk

Enquanto nós humanos exploramos o Universo, o recorde do asteróide de maio porte já visitado por uma sonda interplanetária foi superado recentemente. No dia 10 julho de 2010 a espaçonave robótica da ESA Rosetta deu um rasante sobre o asteróide 21 Lutetia capturando imagens e coletando informações em um esforço especial para determinar os segredos de sua história e a origem de suas cores incomuns.

No quadro acima o asteróide de 100 km de diâmetro Lutetia está sendo mostrado de forma comparativa com outros 9 asteróides e 4 cometas que já receberam visitas por espaçonaves humanas.

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Rosetta visita o asteróide 21 Lutetia no dia 10 de julho

Em 10 de julho de 2010 a espaçonave Rosetta da ESA irá passar próxima do asteróide 21 Lutetia, o maior asteróide já visitado por uma sonda espacial.

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Pan-STARRS: o poderoso caçador de asteróides, cometas, supernovas e objetos variáveis está em operação

O telescópio PS1 do programa Pan-STARRS entrou em operação em junho de 2010, após 6 meses de extensivos testes, e está mapeando grandes porções do céu noturno, tornando-se um detetive eficiente para descobrir novos asteróides, cometas, supernovas e outros objetos variáveis.

Os asteróides que cruzam a órbita da Terra, como este mostrado na concepção artística, ameaçam impactar nosso planeta. Agora, o observatório Pan-STARRS vem fortalecer nossa primeira linha de defesa planetária, levantando imensas áreas do céu noturnamente à procura de objetos em movimento. Crédito: David A. Aguilar/CfA

Os asteróides que cruzam a órbita da Terra, como este mostrado na concepção artística, ameaçam impactar nosso planeta. Agora, o observatório Pan-STARRS vem fortalecer nossa primeira linha de defesa planetária, levantando imensas áreas do céu noturnamente à procura de objetos em movimento. Crédito: David A. Aguilar/CfA

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Cientistas encontram evidências de água congelada e material orgânico na superfície do asteróide 24 Themis

Visão artística do asteróide 24 Themis com seus dois fragmentos em órbita. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia, Instituto de Astrofisica de Canárias, Tenerife, Espanha

Visão artística do asteróide 24 Themis com seus dois fragmentos em órbita. Crédito: Gabriel Pérez, Servicio Multimedia, Instituto de Astrofisica de Canárias, Tenerife, Espanha

Aparentemente, os asteróides não são os pedaços de rocha espacial inerte, como os cientistas pensavam.

Agora, Josh Emery, do departamento de ciências terrestres e planetárias da Universidade do Tennessee, Knoxville, EUA, encontrou evidências da presença tanto de água gelada quanto de material orgânico no asteróide 24 Themis. Estas provas suportam a idéia de que os asteróides podem ter sido responsáveis por fornecer água e elementos orgânicos para a Terra primordial.

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Assista a aula sobre a missão WISE apresentada por Amy Mainzer

Concepção artística do telescópio orbital WISE. Crédito da ilustração: NASA (PIA12470)

Concepção artística do telescópio orbital WISE. Crédito da ilustração: NASA (PIA12470)

A NASA criou um tutorial interativo sobre a missão WISE, apresentado por Amy Mainzer, que é cientista líder na missão (WISE Deputy Project Scientist). Amy Mainzer também trabalha no projeto que visa melhorar as capacidades do WISE na busca por asteróides obscuros do Sistema Solar.

Clique aqui para assistir a aula interativa!

Amy Mainzer é cientista líder da missão WISE da NASA. Amy coordena o time que desenvolve as habilidades do WISE na caça de asteróides e objetos obscuros até agora não detectados. Ela, como WISE Deputy Project Scientist, atua na missão WISE para garantir que os objetivos científicos do programa sejam acançados. Clique na imagem para saber mais sobre Amy, no seu blog.

Amy Mainzer é cientista líder que trabalha na missão WISE da NASA. Amy coordena o time que desenvolve as habilidades do WISE na caça de asteróides e objetos obscuros até agora não detectados. Ela, como WISE Deputy Project Scientist, atua na missão WISE para garantir que os objetivos científicos do programa sejam acançados. Clique na imagem para saber mais sobre Amy, no seu blog.

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2010 GA6: asteróide vai passar próximo da Terra na quinta-feira, 08 de abril

Desenho demonstra a trajetória do recém descoberto asteróide 2010 GA6. Crédito: NASA/NEO program

Desenho demonstra a trajetória do recém descoberto asteróide 2010 GA6. Crédito: NASA/NEO program

Um asteróide recém descoberto passará próximo da Terra na quinta-feira, 08 de abril de 2010. Este objeto não representa uma ameaça de impacto em nosso planeta, embora sua passagem seja mais próxima da Terra que a órbita da Lua.

O asteróide 2010 GA6 é relativamente pequeno, com 22 metros de diâmetro. O objeto foi descoberto pelos astrônomos da Catalina Sky Survey em Tucson, Arizona, EUA.

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Extinção em massa há 12.900 anos: a Terra foi atingida por um cometa? (parte 2)

Uma chuva de pedaços de um grande cometa foi responsável pela extinção há 12.900 anos? Crédito: USGS

Uma chuva de pedaços de um grande cometa foi responsável pela extinção há 12.900 anos? Crédito: USGS

Fragmentos do cometa que se partiu em pedaços, 73P/Schwassmann Wachmann 3, capturados pelo telescópio espacial Hubble. Professor Napier estima que um enxame de pedaços de um grande cometa Crédito: NASA / ESA / H.Weaver (JHU/APL) / M. Mutchler / Z.Levay (STScI)

Fragmentos do cometa que se partiu em pedaços, 73P/Schwassmann Wachmann 3, capturados pelo telescópio espacial Hubble. Professor Napier estima que um enxame de pedaços de um grande cometa se chocou com a Terra há 13.000 anos, provocando extinções em massa, principalmente no continente Norte-Americano. Crédito: NASA / ESA / H.Weaver (JHU/APL) / M. Mutchler / Z.Levay (STScI)

Foi um cometa gigante fragmentado o verdadeiro responsável pela massiva extinção Norte-Americana em 11.000 AC (antes de Cristo)? Um novo modelo proposto explica o cenário provável para este cataclismo.

Há cerca 13.000 anos a Terra foi bombardeada por milhares de fragmentos de cometa ao longo de uma hora, pedaços estes de tamanho similar ao objeto que atingiu Tunguska, em 1908. Tal cataclismo supostamente levou a um esfriamento climático catastrófico no planeta, além, é claro, dos terríveis danos nos locais atingidos, de acordo com o astrônomo e professor Bill Napier do Centro Universitário Cardiff de Astrobiologia.

Professor Napier apresentou seu novo modelo sobre as causas desta catástrofe no jornal mensal da Royal Astronomical Society.

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28 de março de 1802 – Olbers descobriu Pallas

Não Há Dia Sem História

28 de março de 1802

Olbers descobriu Pallas

Pallas

Pallas

No dia 28 de março de 1802, há 208 anos, o médico e astrônomo alemão Heinrich Wilhelm Matthias Olbers localizou o asteróide 2-Pallas. Cinco anos mais tarde, em 29 de março de 1807, ele descobriria outro asteróide: 4-Vesta. 1-Ceres, hoje classificado como planeta anão, foi descoberto por Giuzeppe Piazzi em 1801. Em 1804, Karl Harding descobriu 3-Juno. Decorreriam 38 anos até que o quinto asteróide, 5-Astrea, fosse descoberto. Assim sendo, Olbers responde por metade dos descobrimentos de asteróides da “primeira geração”, a da primeira metade do século XIX.

Heinrich Wilhelm Matthias Olbers (Arbergen, perto de Bremen, 11 de outubro de 1758 -Viena, 2 de março de 1840) foi um médico e astrônomo alemão. Ele desenvolveu métodos para a determinação das órbitas dos corpos celestes, descobriu os asteróides Vesta e Pallas, e também seis cometas, e formulou o famoso paradoxo de Olbers.

Heinrich Wilhelm Matthias Olbers

Heinrich Wilhelm Matthias Olbers

A vida de Olbers

Olbers foi o oitavo entre dezesseis filhos de Johann Georg Olbers, que atuava como pastor em Arbergen. Em 1760, seu pai foi convocado para trabalhar na catedral de Bremen e a família se mudou para lá. Bremen tinha, então, a condição de “cidade-livre”. Em 1777, aos 19 anos, entra no curso de Medicina da Universidade de Gottingen. Desde os dez anos de idade ele mantinha um forte interesse por astronomia, interesse despertado durante a passagem do cometa de 1769 (o Messier 1769, que se tornou muito brilhante). Embora estudante de medicina, freqüentava, como matérias adicionais, as palestras sobre astronomia. Em 1779, durante a residência médica, ele desenvolveu um método para a determinação da órbita de um cometa. Segundo algumas fontes, ele estudava cometas olhando pela janela do quarto do hospital, enquanto acompanhava os doentes. Completou seus estudos em 1780, com uma dissertação sobre o olho humano. No ano seguinte, 1781, ele abriu seu consultório na “rua da Praia”, em Bremen. Ele se casou com Elisabeth Dorothea Kohne em 1785. Ela morreu no ano seguinte ao nascimento de sua filha, Doris. Anos mais tarde ele se casou com Anna Adelheid Lürssen, com quem teve um filho, o futuro senador George Bremen Heinrich Olbers (1790-1861).

Olbers e a astronomia

Olbers dedicava quase todo o tempo livre à astronomia. E aumentava o seu tempo livre dormindo apenas quatro horas por dia. Assim, podia fazer extensas observações astronômicas. Contemporâneo de Charles Messier (1730-1817) também fez uma revisão, catalogando todos os cometas notáveis observados desde 1531. Em 1797, publicou um ensaio sobre a maneira mais fácil e eficaz de se calcular a órbita de um cometa. O ensaio é reeditado em 1847 e novamente em 1864. O método descrito neste ensaio, pode ser usado, ainda hoje, sem ressalvas. Em 1800 é fundada em Lilienthal, perto de Bremen, a Sociedade Astronômica, por iniciativa de Franz Xavier von Zach. O primeiro presidente foi Johann Hieronymus Schröter. O observatório da Astronomische Gesellschaft era um dos melhores do mundo. Outros membros fundadores eram Ferdinand Adolf von Ende, Johann Gildemeister e Karl Ludwig Harding, além de Olbers.

Comparação dos asteróides Vesta e Pallas com outros objetos menores do Sistema Solar

Comparação dos asteróides Vesta e Pallas com outros objetos menores do Sistema Solar

O objetivo da sociedade era a descoberta de corpos celestes ainda desconhecidos em nosso sistema solar, especialmente um planeta que se suspeitava existir entre Marte e Júpiter. Outros 18 astrônomos europeus de renome foram convidados. O ceú foi dividido em 24 seções e a região próxima da eclíptica passou a ser intensamente rastreada. A estrutura funcionou. Em 1 de janeiro de 1801, Giuseppe Piazzi , italiano de Palermo , descobriu 1-Ceres. Em 28 de março de 1802 Olbers descobriu 2-Pallas e, cinco anos mais tarde, em março de 1807, descobriu 4-Vesta. O asteróide 3-Juno, foi descoberto em 1 de setembro de 1804, por Harding.

Em 1806, Olbers conheceu o jovem Frederich Wilhelm Bessel. Ele reconheceu o seu talento matemático e astronômico e o recomendou a Schröter. Bessel trabalhou quatro anos no Observatório de Lilienthal e depois como professor de astronomia na Universidade de Königsberg. Após as guerras napoleônicas, no início do século XIX, o norte da Alemanha ficou sob domínio francês. Em 1811, Olbers foi nomeado para a Assembléia Legislativa em Paris. Posteriormente Olbers esteve em Paris como representante do Departamento dos estuários de Weser (a região de Bremen). Foi assim que conheceu Napoleão Bonaparte.

Terminada a dominação francesa, em 1814, Olbers retomou a atividade astronômica. Nos anos seguintes, ele descobriu seis cometas, incluindo o 13P/Olbers, de curto período, que voltará em 2024. Sua filha morreu em 1818, dois anos depois de sua segunda esposa. Foi uma perda dura, que o fez aposentar-se como médico. A formulação do paradoxo de Olbers consta como uma homenagem a ela. Ele morreu em 1840, em Bremen, vítima de doença.

Cesar G. resumiu o paradoxo de Olbers em poucas linhas:

O paradoxo de Olbers, colocado de forma simples, é: se o Universo é infinito e eterno, por que a noite é escura? Se o Universo fosse realmente infinito e eterno, para onde quer que você apontasse o telescópio para qualquer ponto da esfera celeste, encontraria uma estrela. Como em uma floresta, para qualquer lado que você olhar vai ver um tronco de árvore. Assim, a noite teria que ser clara, iluminada, tanto quanto o dia. A solução do paradoxo de Olbers é simples: o Universo não é infinito, nem eterno. Por isto a noite é escura…

Milton W.

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Missão WISE revela suas primeiras imagens de sua pesquisa de todo-o-céu

WISE revela a galáxia de Andrômeda no infravermelho, mostrando em destaque a poeira cósmica dos seus braços espirais. Nesta imagem o WISE usou seus dois detectores de mais longo comprimento de onda de 12 e 22 micrômetros, colorizadas, respectivamente em laranja e vermelho.

WISE revela a galáxia de Andrômeda no infravermelho, mostrando em destaque a poeira cósmica aquecida dos seus braços espirais. Nesta imagem o WISE usou seus dois detectores com maiores comprimentos de onda, em 12 e 22 micrômetros. Os resultados desta capturas foram colorizadas artificialmente, respectivamente, em laranja (12μm) e vermelho (22 μm) para compor este mosaico da M31. Clique na imagem para ver a versão em alta resolução. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA

O observatório espacial de infravermelho WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) revela um belo conjunto de imagens recém processadas, conforme anúncio da NASA.

Desde que o WISE começou o sua pesquisa de todo-o-céu no infravermelho em 14 de janeiro de 2010, este telescópio espacial já enviou mais de um 250.000 imagens não-processadas. Destas novas imagens, quatro foram especialmente processadas e representam os alvos principais da missão:

  1. Um cometa repleto de gás e poeira (“Siding Spring”);
  2. Uma nebulosa ativa com um berçário de estrelas (NGC 3603);
  3. Uma galáxia (M31 – Andrômeda);
  4. Um aglomerado galáctico (“Fornax” – Fornalha).

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Que forças mantêm os componentes da matéria de um pequeno asteróide unidos?

Asteróide Itokawa foi visitado pela sonda japonesa Hayabusa em 2005. Crédito: JAXA

Asteróide Itokawa foi visitado pela sonda japonesa Hayabusa em 2005. Crédito: JAXA

Pequenos asteróides rotativos são pilhas de escombros e de poeira cósmica que deveriam estar fragmentadas, mas não estão. Agora, um grupo de astrônomos alega que descobriu a razão.

O que mantém unidos os pequenos asteróides? Aparentemente não é somente a gravidade, estes objetos são pequenos demais para que sua gravidade interna consiga isso. Assim, recentemente, Daniel Scheeres e seus colegas da Universidade do Colorado, esclarecem o tema com um novo estudo das forças que trabalham nesses pequenos corpos.

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