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maio 24

Galáxias recentemente descobertas com rápido crescimento podem elucidar enigma cosmológico – astrônomos mostram imagens da mais antiga fusão cósmica

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Impressão artística de um quasar e de uma galáxia companheira em fusão. As galáxias observadas por Decarli e colaboradores estão tão distantes que, por ora, não são possíveis aos astrônomos obter imagens detalhadas. Esta combinação de imagens de homólogas próximas dá uma impressão do seu aspecto em mais detalhe. Crédito: MPIA usando material do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA

Astrônomos descobriram um novo tipo de galáxia no Universo Primordial, menos de um bilhão de anos após o Big Bang. Estas galáxias estão formando estrelas a um ritmo cem vezes superior ao da nossa própria Via Láctea. A descoberta poderá explicar uma descoberta anterior: uma população de galáxias surpreendentemente massivas 1,5 bilhões de anos após o Big Bang, que exigiria que tais percursos hiper produtivos formassem centenas de bilhões de estrelas. As observações também mostram o que parece ser a imagem mais antiga de uma fusão galáctica. Os resultados produzidos por um grupo de astrônomos liderados por Roberto Decarli do Instituto Max Planck para Astronomia foram publicados na Nature.

Quando um grupo de astrônomos descobriu galáxias incomumente massivas nos primórdios do Universo há alguns anos, o incrível tamanho dessas galáxias, com centenas de bilhões de estrelas, representou um quebra-cabeças para os estudiosos. As galáxias estão tão distantes que as vemos como eram uns meros 1,5 bilhões de anos após o Big Bang, quando o Universo tinha cerca de 10% da sua idade atual. Como é que foram capazes de formar tantas estrelas em tão pouco tempo?

Agora, uma descoberta acidental, realizada por um grupo de astrônomos liderados por Roberto Decarli do Instituto Max Planck para Astronomia, está sugerindo para uma possível solução para elucidar o mistério: uma população de galáxias hiper produtivas no Universo primitivo, menos de 1 bilhão de anos depois do Big Bang.

Roberto Decarli alegou:

Estávamos buscando algo diferente: a formação estelar nas galáxias hospedeiras de quasares. Mas o que descobrimos, em quatro casos separados, foram galáxias vizinhas que formavam estrelas sob um ritmo frenético, produzindo estrelas na frequência equivalente a cem massas solares por ano.

Os quasares são objetos extremamente luminosos e constituem uma breve fase na evolução das galáxias, movidos matéria espiralando em queda na direção do buraco negro supermassivo residente no centro de uma galáxia.

Fabian Walter, líder da campanha de observação que usou o complexo de radiotelescópios do ESO (ALMA) no Chile e que levou à descoberta, explicou:

É muito provável que a descoberta destas galáxias produtivas perto de quasares brilhantes não seja uma mera coincidência. Estima-se que os quasares se formem em regiões do Universo onde a densidade de matéria em larga-escala é muito superior à média atual. Essas mesmas condições também devem ser propícias à formação de estrelas sob um ritmo muito aumentado.

Se estas recém-descobertas galáxias são ou não, realmente, as progenitoras dos seus parentes mais massivos e assim resolvam assim o ‘puzzle’ cósmico, isso dependerá de quão comuns elas são no Universo. Essa é uma questão para observações subsequentes de acompanhamento por Decarli e colegas.

As observações através do uso do ALMA também mostraram o que parece ser o exemplo mais antigo, conhecido, de duas galáxias em fusão. Além de formarem novas estrelas, as fusões são outro mecanismo do crescimento galáctico e as novas observações fornecem a primeira evidência direta de que tais fusões ocorrem mesmo até nos primeiros estágios da evolução das galáxias, menos de um bilhão de anos após o Big Bang.

Fontes

Carnegie Science: DISCOVERED: FAST-GROWING GALAXIES FROM EARLY UNIVERSE

Max Planck: Newly discovered fast-growing galaxies could solve cosmic riddle – and show ancient cosmic merger

Nature: Rapidly star-forming galaxies adjacent to quasars at redshifts exceeding 6

._._.

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