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mar 14

M42/M43: no Coração de Órion por Christoph Kaltseisd

https://apod.nasa.gov/apod/image/1703/M42kaltseis_Cedic.jpg

M42 e M43 – Crédito: Christoph Kaltseis, CEDIC 2017

Próximo ao centro desse preciso e magnífico retrato cósmico, no âmago da Nebulosa de Órion, residem quatro estrelas bem massivas muito quentes (entre 15 a 30 massas solares), as quais fazem parte do aglomerado aberto do Trapézio (Trapezium), descoberto por Galileo Galilei.

Um pouco de História

Em 4 de fevereiro de 1617 Galileu esboçou três das principais estrelas (A, C e D) do aglomerado. Em 1673, um quarto componente (B) foi identificado por diversos observadores e até 1888 um total de oito estrelas haviam sido descobertas. Telescópios de 5 polegadas usados por astrônomos amadores atualmente conseguem resolver seis dessas estrelas quanto utilizados em locais de baixa poluição luminosa.

Estrelas energéticas agrupadas

Comprimidas dentro de uma região com diâmetro de ‘apenas’ 1,5 anos luz [1], as quatro estrelas principais [A, B, C e D] dominam o núcleo do denso aglomerado estelar da Nebulosa de Órion.

https://i0.wp.com/apod.nasa.gov/apod/image/1703/M42kaltseis_Cedic.jpg?ssl=1

O Trapézio em destaque. Crédito: Christoph Kaltseis, CEDIC 2017

Radiação ultravioleta ionizante emanada pelas estrelas do Trapézio, principalmente da mais brilhante Theta1 Orionis C, energizam o complexo berçário estelar, fazendo a nebulosa brilhar consistentemente.

Um Buraco Negro Intermediário?

Com cerca de três milhões de anos de idade, o aglomerado da Nebulosa de Órion era ainda mais compacto, nos seus primórdios. Adicionalmente, um estudo dinâmico em 2012 sugeriu que colisões entre estrelas em fuga em um estágio anterior podem ter criado um buraco negro por lá, com massa intermediária, acima de 100 vezes a massa solar.

A presença de um buraco negro intermediário dentro desse aglomerado poderia justificar as elevadas velocidades de deslocamento observadas nas estrelas do Trapézio. Assim, se confirmado, o buraco negro da Nebulosa de Órion seria efetivamente o buraco negro conhecido mais próximo da Terra, residindo a ‘apenas’ cerca de 1.500 anos luz de nós.

Nota

[1] 1,5 anos luz é um distância relativamente pequena para acumular quatro estrelas muito massivas, se comparamos com a distância entre o Sol e a estrela mais próxima (Proxima Centauri) de 4,22 anos luz.

Fonte

APOD: At the Heart of Orion – crédito da imagem©: Christoph KaltseisCEDIC 2017

._._.
1209.2114 – Catch me if you can – is there a runaway-mass black hole in the Orion Nebula Cluster

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