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mar 07

NGC 1055: uma galáxia de perfil

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A galáxia perfilada NGC 1055 – crédito: ESO/VLT/FORS2

A faixa colorida de estrelas, gás e poeira que vemos nesta imagem é a galáxia espiral NGC 1055. Aqui capturada pelo Very Large Telescope do ESO (VLT), acredita-se que esta enorme galáxia é 15% maior em diâmetro que a Via Láctea. NGC 1055 parece não ter os braços rodopiantes característicos de uma galáxia espiral, mas isso se deve meramente ao fato de estarmos observando-a de perfil. No entanto, nós podemos ver estranhas estruturas distorcidas, muito provavelmente causadas pela interação com uma galáxia vizinha grande.

As galáxias espirais que observamos no Universo podem estar orientadas de todas as maneiras relativamente à Terra. Vemos algumas de cima ou “de face” — um bom exemplo disso é a galáxia em forma de redemoinho NGC 1232. Estes tipos de orientações revelam os braços espirais das galáxias e seus núcleos brilhantes em grande detalhe, mas torna difícil fornecer uma noção tridimensional destes objetos.

Vemos outras galáxias, como a NGC 3521, com determinados ângulos. Estes objetos inclinados revelam a sua estrutura tridimensional nos braços espirais, no entanto para percebermos bem a forma global de uma galáxia espiral temos que a observar de perfil — como é o caso de NGC 1055 que aqui apresentamos.

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Esta imagem de grande angular mostra não apenas a galáxia NGC 1055, que se observa de perfil no centro, mas também a galáxia brilhante NGC 1068 (também conhecida por Messier 77, trata-se de uma galáxia ativa com um enorme buraco negro no seu centro) situada por baixo e à esquerda de NGC 1055, a galáxia mais fraca NGC 1032 acima e à direita, e a galáxia espiral barrada NGC 1073 em cima à esquerda. Vemos ainda, e muito mais perto de nós, a estrela azul brilhante Delti Ceti, visível a olho nu, que aparece um pouco à direita do centro da imagem. Esta fotografia foi criada a partir de dados do Digitized Sky Survey 2. Créditos: ESO/Digitized Sky Survey 2; agracedimentos: Davide De Martin

Quando observamos estas galáxias de perfil, podemos ter uma visão geral de como é que as estrelas — tanto regiões de estrelas recém formadas como populações mais velhas — se distribuem pela galáxia e torna-se mais fácil medir a “altura“ do disco relativamente plano e o núcleo repleto de estrelas. A matéria estende-se para além do enorme brilho do plano galático, sendo facilmente observável contra o fundo escuro do cosmos.

Tal perspectiva permite aos astrônomos estudar a forma geral do disco extenso da galáxia, assim como as suas propriedades. Um exemplo disso é a distorção, algo que observamos em NGC 1055. Esta galáxia apresenta regiões torcidas e desordenadas no seu disco, provavelmente causadas por interações com a galáxia próxima Messier 77 (eso0319) [1]. Podemos ver esta distorção na imagem: o disco de NGC 1055 está ligeiramente torcido e parece ondular ao longo do núcleo.

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Este mapa mostra a localização da galáxia em espiral vista de perfil NGC 1055, situada na constelação da Baleia. Estão assinaladas no mapa a maioria das estrelas visíveis a olho nu numa noite escura e límpida. A galáxia, marcada com um círculo vermelho e situada próximo da galáxia mais brilhante Messier 77, pode ser vista através de um telescópio amador de tamanho moderado, aparecendo como uma fraca mancha alongada. Crédito: ESO, IAU and Sky & Telescope

NGC 1055 situa-se a aproximadamente 55 milhões de anos-luz de distância na constelação da Baleia. Esta imagem foi obtida com o instrumento FORS2 (FOcal Reducer and low dispersion Spectrograph 2) montado no Telescópio Principal 1 (Antu) do VLT, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Foi obtida no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO, que visa obter imagens de objetos interessantes, intrigantes ou visualmente atrativos, utilizando os telescópios do ESO, para efeitos de educação e divulgação científica.

Nota

[1] Messier 77, também chamada NGC 1068, possui um região central muito brilhante alimentada por um buraco negro supermassivo. É um dos exemplos mais próximos de uma classe de objetos a que os astrônomos chamam galáxias ativas.

Fonte

ESO: eso1707 — A Galaxy on the Edge

._._.

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