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dez 25

VIPERS: terminada a construção de mapa tridimensional de galáxias distantes

Programa de rastreamento do VLT mostra a distribuição no espaço de 90.000 galáxias

https://cdn.eso.org/images/large/ann16086a.jpg

As posições no espaço das galáxias identificadas pelo rastreamento VIPERS. Esta “fatia” do Universo mostra onde é que as galáxias se encontram quando olhamos para cada vez mais longe no espaço — o que corresponde a olhar para trás no tempo. Dados como estes permitem aos astrônomos estudar a evolução das galáxias como constituintes do Universo e perceber como é que o espaço propriamente dito evolui com o tempo. Créditos: B. Granett, L. Guzzo & the VIPERS Collaboration

Durante quase 8 anos, o espectrógrafo VIMOS (VIsible MultiObject Spectrograph), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) no Chile, esteve construindo um mapa tridimensional de galáxias em duas zonas do céu austral. Usaram-se um total de 440 horas de observação para medir os espectros de mais de 90.000 galáxias distantes, produzindo-se um mapa de uma região no céu com 24 graus quadrados de área, até uma distância correspondente ao Universo quando este tinha metade da sua idade atual [1].

Em 2013, o ESO anunciou que o time internacional de astrônomos responsável pelo rastreamento VIPERS (VIMOS Public Extragalactic Survey) tinha coletado dados para cerca de 60% das suas galáxias alvo. Com o conjunto de observações agora concluído, este é o maior rastreamento de desvio para o vermelho alguma vez realizado com telescópios do ESO [2] e dá-nos uma visão das estruturas no Universo mais jovem com uma combinação de detalhe e extensão espacial sem precedentes. Ao mapear como é que as galáxias se distribuíram no espaço há vários milhares de milhões de anos atrás, os astrônomos conseguem compreender melhor a distribuição da matéria a larga escala no cosmos e também investigar o efeito que a misteriosa energia escura teve no jovem Universo, ao adquirir algumas das propriedades que vemos hoje.

Usando estes dados únicos, os astrônomos obtiveram já novos resultados relativos à evolução das galáxias — desde uma época em que o Universo era muito mais jovem — e como é que este facto se liga aos detalhes das estruturas a larga escala, tais como filamentos, enxames e vazios. O conjunto completo dos dados do rastreamento foi tornado público em novembro de 2016, estando agora disponível de forma normal no arquivo do ESO.

O time é composto por astrônomos da Itália, da França, da Polônia e do Reino Unido. Consulte toda a informação relevante no website do VIPERS.

Notas

[1] A luz tem um limite de velocidade finito, por isso quanto mais distante se encontra um objeto, mais tempo demorará a sua luz a chegar até nós, o que significa que vemos objetos longínquos como eles eram num passado distante.

[2] A radiação de cada galáxia separa-se nas suas componentes de cor no seio do instrumento VIMOS. Uma análise cuidada permite aos astrônomos determinar quão depressa a galáxia se está a afastar de nós — o que geralmente se exprime no seu desvio para o vermelho. Este valor, por sua vez, revela-nos a distância a que o objeto se encontra de nós e, quando combinado com a sua posição no céu, a sua localização no Universo.

Fonte

ESO: ann16086 — 3D Map of Distant Galaxies Completed. VLT survey shows distribution in space of 90 000 galaxies.

._._.

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