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Um novo conceito de Zona Habitável para planetas?

http://news.yale.edu/2016/08/19/new-goldilocks-habitable-planets

Um novo estudo sugere que um planeta tem de começar com uma temperatura interna “ideal” para ser capaz de suportar a vida. Créditos: Michael S. Helfenbein/Universidade de Yale

De acordo com um pesquisador da Universidade de Yale, a busca por mundos habitáveis precisa abrir espaço para um segundo tipo de “zona habitável”.

Durante décadas, os cientistas julgavam que o fator chave para se determinar se um planeta pode suportar vida era a distância de sua órbita em relação à sua estrela. No nosso Sistema Solar, por exemplo, Vênus está demasiadamente perto do Sol e Marte está demasiadamente longe, mas a Terra está na posição ideal. Essa distância é o que os cientistas chamam de “zona habitável”, também conhecida, em inglês, por “Goldilocks Zone”.

Pensava-se também que os planetas eram capazes de autorregular a sua temperatura interna através da convecção do manto, ou seja, o deslocamento subterrâneo de rochas provocado pelo aquecimento e esfriamento internos. Um planeta pode começar demasiadamente frio ou demasiadamente quente, mas, eventualmente, pode acabar por adaptar-se à temperatura certa.

Um novo estudo, publicado em 19 de agosto de 2016 na Science Advances, sugere que simplesmente estar na zona habitável não é o suficiente para suportar a vida. Um planeta também deve começar sua existência com uma temperatura interna ideal.

Jun Korenaga, autor do estudo e professor de geologia e geofísica em Yale, explicou:

Se reunirmos todos os tipos de dados científicos de como a Terra evoluiu ao longo dos últimos bilhões de anos e tentarmos perceber algum sentido, eventualmente acabaríamos por perceber que a convecção do manto é relativamente indiferente à temperatura interna.

Jun Korenaga apresentou uma estrutura teórica geral que explica o grau de auto-regulação esperado para a convecção do manto e sugere que a auto-regulação é improvável para planetas parecidos com a Terra.

Jun Korenaga esclareceu:

A falta do mecanismo de auto-regulação tem implicações enormes para a habitabilidade planetária. Os estudos da formação planetária sugerem que os planetas como a Terra formam-se através da colisão de múltiplos impactos gigantes e sabe-se que o resultado deste processo altamente aleatório é muito diversificado.

A diversidade do tamanho e da temperatura interna não prejudicaria a evolução planetária caso existisse auto-regulação da convecção do manto, explicou Korenaga:

O que nós ganhamos neste planeta, tais como oceanos e continentes, não poderiam existir caso a temperatura interna da Terra não estivesse entre um determinado intervalo e isto significa que o começo da história da Terra não pode ser nem extremamente quente nem extremamente frio.

Fonte

Yale News: A new Goldilocks for habitable planets

Artigo Científico

Science: Can mantle convection be self-regulated?

._._.

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