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jul 29

Imagens profundas das galáxias vizinhas Grande e Pequena Nuvens de Magalhães sugerem colisões

Seria verdade que as duas mais famosas galáxias satélites da Via Láctea alguma vez já colidiram entre si?

https://cdn.eso.org/images/large/potw1630a.jpg

Nuvens de Magalhães – crédito da imagem©: Yuri Beletsky (Carnegie Las Campanas Observatory, TWAN) & David Martinez-Delgado (U. Heidelberg)

Embora não tenhamos certeza absoluta sobre esse evento, uma inspeção detalhada de imagens profundas como a que está exposta em destaque sugere indicações positivas. A Grande Nuvem de Magalhães (LMC) aparece acima e à esquerda, enquanto que a Pequena Nuvem de Magalhães (SMC) está abaixo e à direita.

Cada um dos milhares de pontos da imagem em destaque representa uma estrela distante e os buracos azuis brilhantes mostram partes das nossas galáxias vizinhas, a Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães. Embora esta imagem pareça ter sido obtida por um telescópio de grande porte, na realidade foi capturada a partir do Observatório de La Silla com uma montagem portátil constituída por uma câmera CCD SBIG STL-11000M e uma lente Canon com distância focal fixa.

A maior parte da tênue nebulosidade é composta de nuvens de cirros galáctico que agregam a fina poeira cósmica de nossa Galáxia Via Láctea. No entanto, um esmaecido ‘rio de estrelas’ de fato aparece estar estendido da SMC na direção da LMC. Além disso, as estrelas que envolvem a LMC parecem  estar assimetricamente distribuídas e as simulações computacionais sugerem que essas estrelas podem ter sido empurradas gravitacionalmente em uma ou mais colisões entre as Nuvens de Magalhães. Assim, essa montagem foi descrita em um artigo científico em paralelo com simulações de ponta, em um exemplo de como uma pequena câmera, uma lente rápida, um longo tempo de exposição e um dos melhores locais para a observação astronômica podem revelar enormes estruturas tênues melhor do que um telescópio grande.

Esta imagem profunda foi capturada utilizando o método LRGB e mostra-nos o processo real da criação de belas astrofotografias. As pessoas que tentam fotografar o céu noturno deparam-se com muitos desafios, incluindo a interferência de outras fontes de luz e a necessidade de capturar objetos astronômicos com profundidade suficiente.

Tentar maximizar o sinal recebido do alvo, ao mesmo tempo que se minimiza a emissão de outras fontes — o chamado ruído — é um aspecto crucial da astrofotografia. A otimização da razão sinal/ruído consegue-se mais facilmente em preto e branco do que a cores. Por isso, um dos truques normalmente utilizados para capturar imagens de alta qualidade consiste numa exposição que produz imagens monocromáticas muito detalhadas como a que aqui apresentamos. Os detalhes coloridos de imagens obtidas através de filtros coloridos podem depois ser sobrepostos ou incorporados, como é o caso das Nuvens de Magalhães da imagem.

Fontes

ESO: Deep View of the Large and Small Magellanic Clouds

APOD: Deep Magellanic Clouds Image Indicates Collisions – crédito da imagem©: Yuri Beletsky (Carnegie Las Campanas ObservatoryTWAN) & David Martinez-Delgado (U. Heidelberg)

Artigo Científico

Low Surface Brightness Imaging of the Magellanic System: Imprints of Tidal Interactions between the Clouds in the Stellar Periphery

._._.

1602.04222v1-Low-Surface-Brightness-Imaging-of-the-Magellanic-System-Imprints-of-Tidal-Interactions-between-the-Clouds-in-the-Stellar-Periphery

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