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11 de junho de 1997 – 3,6m do ESO em La Silla fotografa Beta Pictoris usando técnicas inéditas

11 de junho de 1997

Não Há Dia Sem História

3,6m do ESO em La Silla fotografa Beta Pictoris usando técnicas inéditas

No dia 11 de junho de 1997, há 19 anos, o European Southern Observatory (ESO) publicava esta belíssima imagem de Beta Pictoris obtida por Jean-Luc Beuzit e Anne-Marie Lagrange (Observatório de Grenoble, França) e Mouillet David (Observatoire de Paris-Meudon, França), utilizando o telescópio de 3,6 metros do Observatório de La Silla, no Chile.

O estudo da fotografia contou ainda com a participação de Larwood J. e J. Papalouizou e foi publicado na revista mensal da Royal Astronomical Society (Julho, 1997).

Beta Pictoris capturada pelo ESO. Esta imagem na banda J (1,25 micrômetros) cobre uma área de 13,1 x 13,1 segundos de arco² em uma resolução angular de aproximadamente 0,12 segundos de arco. O Norte está acima e o Leste está à esquerda. A imagem foi capturada em 6 de janeiro de 1996 com o dispositivo ADONIS e cronógrafo do Observatoire de Grenoble integrados ao telescópio de 3,6 metros do ESO em La Silla, Chile. Créditos: ESO/La Silla/ Jean-Luc Beuzit e Anne-Marie Lagrange (Observatório de Grenoble, França) e Mouillet David (Observatoire de Paris-Meudon, França).

Beta Pictoris capturada pelo ESO. Esta imagem na banda J (1,25 micrômetros) cobre uma área de 13,1 x 13,1 segundos de arco² em uma resolução angular de aproximadamente 0,12 segundos de arco. O Norte está acima e o Leste está à esquerda. A imagem foi capturada em 6 de janeiro de 1996 com o dispositivo ADONIS e cronógrafo do Observatoire de Grenoble integrados ao telescópio de 3,6 metros do ESO em La Silla, Chile. Créditos: ESO/La Silla/ Jean-Luc Beuzit e Anne-Marie Lagrange (Observatório de Grenoble, França) e Mouillet David (Observatoire de Paris-Meudon, França).

A imagem foi obtida combinando coronografia com a técnica de resolução grande angular chamada de ótica adaptativa, que elimina as distorções causadas pela turbulência atmosférica. O resultado é uma imagem bastante nítida, com alta resolução (0,12 segundos de arco) e uma alta dinâmica que permite acompanhar o disco a uma distância bem pequena da estrela – neste caso, apenas 24 UA – o que significa uma distância em que os planetas já podem estar presentes. No Sistema Solar, isto corresponde a uma distância do Sol até aproximadamente o ponto médio entre Urano e Netuno.

Embora não se possam ver os planetas diretamente na imagem, os seus efeitos gravitacionais sobre a poeira no disco circunestelar podem ser detectados. Por exemplo, é evidente que há uma urdidura (flexão do plano principal) na parte interna do disco, uma característica que havia sido observada em imagens obtidas com o Telescópio Espacial Hubble. No entanto, enquanto a imagem do HST foi obtida em luz visível, esta imagem está em um comprimento de onda próximo do infravermelho.

Βeta Pictoris b

Para saber sobre o exoplaneta em imagem direta descoberto em Beta Pictoris leia: Inédito! ESO segue diretamente o movimento de um exoplaneta em Beta Pictoris

._._.

4 comentários

1 menção

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  1. zeca56

    É cronografia ou coronografia (imagem da coroa)?

    1. ROCA

      Coronografia. Vem de Coronógrafo, certo?

      http://www.inf.ufrgs.br/swac-br/tutoriais/ss_lasco.php

      Acertei o post. Obrigado Zeca.

  2. Oi Amigo, adoro teu site.
    Mas acho que voce podia dar uma melhorada no Layout do site, colocar um slider na página inicial etc.
    Dá uma olhada nesse site: http://hypescience.com/

    Sou cadastrado lá também. Eles tem uma comunidade bem grande de pessoas que curtem a temática do eternos aprendizes, inclusive já divulguei o teu site lá.
    Gosto mais do teu pois é focado no que me interessa (Espaço). Mas perceba como o Hype é mais gostoso de navegar… além disso com um layout mais bonito vc vai atrair mais gente.

    Se precisar de alguma ajuda meu email é geraldobarros@gmail.com (Sou webdesigner).

    Abraço!

    1. ROCA

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      Obrigado pela sugestão e apoio.

      ROCA

  1. ESO: calculada pela primeira vez o período de rotação de um exoplaneta – VLT mediu a duração do dia em Beta Pictoris b » O Universo - Eternos Aprendizes

    […] [3] As observações usam a técnica de ótica adaptativa, que compensa os efeitos de turbulência da atmosfera terrestre. Este efeito faz com que as imagens obtidas, mesmo nos melhores locais de observação da Terra, fiquem distorcidas. Esta técnica permite obter imagens extremamente nítidas, quase tão boas como as que se obtêm no espaço. Leia: 11 de junho de 1997 – 3,6m do ESO em La Silla fotografa Beta Pictoris usando técnicas inéditas. […]

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