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mar 24

24 de março de 1993 – a descoberta do cometa Shoemaker-Levy 9

Não Há Dia Sem História

24 de março de 1993

A descoberta do cometa Shoemaker-Levy 9

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/71/Shoemaker-Levy_9_on_1994-05-17.png

Fragmentos do cometa Shoemaker Levy 9 em 17/05/1994

Na noite de 24 de março de 1993, há 23 anos, os astrônomos Eugene Shoemaker, sua mulher Carolyn e o canadense David Levy estavam trabalhando no pequeno telescópio Schmidt (hoje desativado) de 0,4 m do Observatório Palomar, em San Diego, extremo sul da Califórnia, quando encontraram um cometa próximo de Júpiter. A descoberta de um cometa é sempre um grande momento da astronomia, mas aquele não era só um cometa – era uma fileira de nove pedaços de cometa se movendo caprichosamente um atrás do outro. O número de fragmentos aumentaria em observações posteriores.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/db/Comet_Shoemaker-Levy_9_approaching_Jupiter.jpg

Ilustração do Cometa Shoemaker Levy 9 se aproximando de Júpiter. Crédito: Don Davies – http://www.donaldedavis.com/PARTS/allyours.html

Cometas podem ter diferentes características. Podem descrever órbitas mais, ou menos, excêntricas. Estas órbitas podem ser coplanares, ou não, ao plano das órbitas do Sistema Solar. Seus períodos podem variar entre meses e séculos. Eles podem variar na cor, tamanho, formato e comprimento da cauda. Raramente um cometa se destaca por algo de totalmente inusitado, mesmo porque, todo cometa, sempre, contém algum detalhe que lhe é particular.

Mas aquele, que receberia o nome de Shoemaker-Levy 9, era uma peculiaridade extraordinária. Uma linha de fragmentos como aquela era algo que ainda não havia sido visto. O chamado “cometa do século”, o Halley, ganhou este apelido devido sua exuberante aparição em 1910. A cauda do Halley, segundo alguns registros, chegava a se estender por quase todo o céu. Contudo, enquanto o Halley se constituiu num espetáculo contemplativo, o S-L 9 se tornaria uma demonstração espetacular da mecânica celeste.

Visão do impacto dos fragmentos do cometa SL9 em Júpiter. Crédito: Institute for Astronomy HAWAII

Visão do impacto dos fragmentos do cometa SL9 em Júpiter.Clique na imagem para ver mais imagns. Crédito: Institute for Astronomy Hawaii

Os estudos subsequentes concluíram, grosso modo, que os fragmentos que formavam o S-L 9, haviam sido dispostos naquela forma pela força gravitacional de Júpiter, que os estava atraindo. Orbitando o enorme planeta, o que iria acontecer era que, como um grumo de chocolate em pó que se estica numa linha e, girando, é engolido pela hélice do liquidificador, o S-L 9 iria, talvez já em sua passagem seguinte, cair em Júpiter.

Foi o que aconteceu. No ano seguinte, entre os dias 16 e 22 de julho de 1994, a seqüência de fragmentos colidiu contra o planeta, penetrando uma após a outra, a camada gasosa e deixando na superfície marcas que ficaram visíveis por quase um ano. Foi o primeiro choque astronômico observado pelo homem.

Milton W.

1 menção

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