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17 de março de 1966 – Acoplamento da nave Gemini VIII com a nave Agena

Não Há Dia Sem História

17 de março de 1966

Acoplamento da nave Gemini VIII com a nave Agena

Acoplamento entre Gemini VIII e Agena em 1966

Acoplamento entre Gemini VIII e Agena em 1966

No dia 17 de março de 1966, há 50 anos, a nave espacial Gemini VIII tripulada por Neil Armstrong e David Scott fazia, na órbita da Terra, um exercício de acoplamento com a nave Agena [visível na foto acima], previamente lançada e mantida em órbita para servir de alvo neste exercício. O exercício de acoplamento em órbita era fundamental para o sucesso da missão de ida à Lua, planejada para três anos mais tarde, pois o módulo ascendente, a parte superior do módulo lunar, que decolaria de volta impulsionado por pequenos foguetes, teria que ser acoplado ao módulo de comando, que ficaria em órbita, no qual os astronautas retornariam ao planeta Terra.

Era uma manobra crucial do projeto todo. Se falhasse, os dois heróis, depois de pisar na Lua, não poderiam voltar, ficando “encalhados” no espaço, provavelmente em órbita da Lua.

Agena vista da Gemini VIII antes do acoplamento de 1966

Agena vista da Gemini VIII antes do acoplamento de 1966

Um imprevisto, porém, quase fez com que Armstrong e Scott fossem perdidos já no treinamento, na própria órbita da Terra. Vejamos a o relato do quase acidente, conforme descrição da Wikipédia:

“A missão Gemini VIII tinha dois objetivos principais: realizar atividades extra-veiculares mais prolongadas que as da Gemini IV e uma acoplagem com um foguete Agena em órbita.

Um dos objetivos foi conquistado por Armstrong, que comandou a nave ao encontro do Agena pré-lançado de Cabo Canaveral, colocando-se a um metro de distância dele e então lentamente conectando-se ao foguete. O outro deveria ser realizado pelo piloto Scott, duas horas fora da nave flutuando no espaço, mas os eventos seguintes ao encontro impediram os planos.

O que se seguiu ao acoplamento foi um dos momentos mais arrepiantes da história do programa espacial. A cápsula Gemini VIII, após acoplar-se com o foguete, começou a rolar sobre si mesma continuamente. Este tipo de situação nunca havia sido prevista ou treinada em simuladores, e a tripulação então imediatamente se desacoplou do foguete, mas continuou a rodar sem conseguir estabilização. O problema era um propulsor avariado na espaçonave, que agora a fazia girar a uma velocidade de uma revolução por segundo, com os tripulantes correndo o risco de perderem a consciência.

A única maneira de parar aquilo era usar os propulsores de controle de reentrada da cápsula, o que significava que Armstrong e Scott teriam que encerrar imediatamente a missão e fazer um retorno de emergência à Terra apenas dez horas após seu lançamento. A Gemini VII fez um pouso de emergência no Oceano Pacífico, onde foi resgatada por paraquedistas da Marinha, já que os navios de recolhimento encontravam-se longe do local do pouso, ao invés do ponto planejado no Oceano Atlântico.

A frieza de Neil Armstrong em controlar a emergência surgida e sua habilidade em retornar à Terra foi um ponto importante para sua escolha, mais tarde, como comandante da missão Apollo 11, que o tornou o primeiro homem a pisar na Lua. David Scott também comandaria, cinco anos depois, a missão Apollo 15.”

Tripulação da Gemini 8: David Scott (à esquerda) e Neil Armstrong

Tripulação da Gemini 8: David Scott (à esquerda) e Neil Armstrong

Milton W.

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