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fev 19

Plutão e suas misteriosas colinas ‘flutuantes’

http://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/nh-plutosfloatinghills-context-lables_v3-sml-02-04-16.jpg

Montes (hill) de água congelada “flutuam” em Plutão sobre um mar criogênico de nitrogênio e se movem ao longo do tempo como os icebergs no Oceano Ártico da Terra. Trata-se de um exemplo da fascinante e abundante atividade geológica de Plutão. Créditos: NASA / JHUAPL / SwRI

Os glaciares (glaciers) de nitrogênio em Plutão parecem suportar uma carga intrigante: numerosos montes isolados (hill clusters) que podem ser compostos de fragmentos de água congelada proveniente das terras altas (rugged uplands) ao redor. Estima-se que estes montes medem, individualmente, de um a vários quilômetros de diâmetro, conforme as imagens e dados obtidos pela missão New Horizons da NASA.

As ‘colinas flutuantes’, situadas na vasta planície informalmente nomeada de ‘Sputnik Planum’, dentro da região em formato de “coração” de Plutão, são provavelmente versões em miniatura das maiores montanhas na fronteira oeste do Sputnik Planum. São mais um exemplo da fascinante e abundante atividade geológica de Plutão.

Considerando-se que a água congelada é menos densa do que o gelo dominado pelo nitrogênio, os cientistas pensam que estes blocos de água congelada flutuam sobre um mar de nitrogênio congelado e se movem ao longo do tempo de forma similar aos icebergs no Oceano Ártico da Terra. As colinas são provavelmente fragmentos dos planaltos acidentados, que se quebraram e são movidos pelos glaciares de nitrogênio até Sputnik Planum. Assim, são formadas “cadeias” destas colinas à deriva ao longo dos fluxos dos glaciares. Quando os montes entram no terreno celular da região central de Sputnik Planum, ficam sujeitos aos movimentos convectivos do nitrogênio gelado e são empurrados para as margens das células, formando grupos que medem até 20 km de comprimento.

No extremo norte da imagem, a característica informalmente nomeada como ‘Challenger Colles’ (em homenagem à tripulação que faleceu no desastre do ônibus espacial Challenger em 1986) parece formar um acúmulo especialmente maior destes montes, medindo 60 por 35 quilômetros. Esta característica está localizada perto da fronteira com as terras altas, longe do terreno celular e pode representar um local onde as colinas “bateram na costa” (ficaram encalhadas) devido ao nitrogênio congelado ser especialmente raso, nessa área.

A imagem em destaque mostra uma inserção em contexto com a uma visão mais abrangente que cobre a maioria do hemisfério do encontro com Plutão. A imagem da inserção foi capturada com o instrumento MVIC (Multispectral Visible Imaging Camera) da New Horizons. Como referência: o Norte é para cima e a iluminação vem de cima e à esquerda da imagem. A foto tem uma resolução de aproximadamente 320 metros por pixel. O quadro mede quase 500 km de comprimento e 340 km de largura. A cena da inserção foi obtida a aproximadamente 16.000 km de Plutão, cerca de 12 minutos antes da maior aproximação da New Horizons sobre Plutão no dia 14 de julho de 2015.

Fonte

NASA: Pluto’s Mysterious, Floating Hills

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