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jan 14

Observatórios espaciais Spitzer e Herschel combinam imagens para revelar detalhes intrigantes da Grande Nuvem de Magalhães no infravermelho

http://apod.nasa.gov/apod/image/1601/PIA15254_LMC2048.jpg

Retrato no espectro infravermelho da Grande Nuvem de Magalhães resultado da colaboração entre as equipes do Spitzer (NASA) e do Herschel (ESA). Créditos: ESA / NASA / JPL-Caltech / STScI

Nuvens de poeira cósmica se espalham através deste retrato no espectro do infravermelho de nossa galáxia satélite principal, a Grande Nuvem de Magalhães.

De fato, esta notável imagem combina dados fornecidos tanto pelo Observatório Espacial Herschel quanto pelo Telescópio Espacial Spitzer. Vemos que as nuvens de poeira preenchem plenamente esta galáxia anã vizinha, de forma semelhante ao que observamos ao longo do plano da nossa galáxia, a Via Láctea. As temperaturas das nuvens fornecem informação sobre as atividades de formação estelar em curso.

Os dados do Spitzer colorizados em azul mostram a assinatura da poeira aquecida pelas estrelas recém-formadas. Os dispositivos do Herschel contribuíram para esta imagem nas cores vermelho e verde, revelando as emissões de calor a partir das regiões mais frias e intermediárias, locais onde a formação estelar cessou ou ainda está por começar.

Dominada pela emissão de calor das nuvens de poeira cósmica, a aparência da Grande Nuvem de Magalhães é bem diferente das visões óticas que estamos acostumados. Veja abaixo sua aparência no visível em imagem gerada por Marco Lorenzi:

http://apod.nasa.gov/apod/image/1104/LMC_HaOIIILRGB_lorenzi2000c.jpg

Imagem da Grande Nuvem de Magalhães a partir da composição de 4 imagens de telescópios óticos, com filtros apropriados para capturar a emissão luminosa pelo gás Hidrogênio. Crédito: Marco Lorenzi (Star Echoes)

No entanto, a famosa nebulosa da Tarântula permanece também em destaque, vista facilmente como a região mais brilhante à esquerda do centro da imagem.

A Grande Nuvem de Magalhães reside a cerca de 160.000 anos luz e possui um diâmetro de 30.000 anos-luz. Para saber sobre sua suposta origem, leia aqui: Dupla de astrônomos sugere que as Nuvens de Magalhães são galáxias roubadas de Andrômeda pela Via Láctea.

Fontes

NASA/JPL: Dusty Space Cloud

APOD

._._.

3 comentários

1 menção

  1. raiosinfravermelhos.blogspot.com

    Olha aí de novo os raios infravermelhos revelando mais do que os nossos olhos poderiam ver. Não foi à toa que os escolhi para dar o título ao meu blog.
    Fantásticas imagens da Nuvem de Magalhães !
    Aliás, quando percorremos as páginas do Eternos Aprendizes, e vemos estes espetáculos visuais, um após outro, em tamanho ampliado, é como se estivéssemos visitando uma galeria de artes. Isso faz bem pra vista.

    1. ROCA

      Também tenho a mesma sensação ao paginar estas imagens cósmicas belíssimas. Astrofotografia é uma arte sem igual.

      Quanto ao uso do infravermelho, esta é a ferramenta marcante da astronomia moderna com a qual os astrônomos revelam os segredos escondidos dos Universo.

  2. Super foto! Valeu por mais esse post. E que o blog continue assim, sempre com novos posts!

    Abraço.

  1. A Grande Nuvem de Magalhaes revela o flamejante fenômeno do nascimento e morte das estrelas » O Universo - Eternos Aprendizes

    […] Grande Nuvem de Magalhães é a maior das galáxias anãs vizinhas da Via Láctea, situada a apenas 160.000 anos-luz de […]

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