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out 08

New Horizons revela os céus azuis e a água congelada superficial em Plutão

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O céu azul em Plutão: as camadas de névoa de Plutão mostram sua cor azul nesta fotografia tirada pela câmera Multispectral Visible Imaging Camera (MVIC) do dispositivo Ralph. Os cientistas pensam que a neblina de alta altitude tem natureza semelhante ao que foi observado na lua de Saturno, Titã. A origem das neblinas provavelmente envolve reações químicas iniciadas pela radiação UV solar sobre o nitrogênio e o metano, que produz partículas relativamente pequenas similares a fuligem (chamadas de tolinas) que crescem à medida que caem na direção da superfície de Plutão. Esta imagem foi gerada por um software que combina informações de imagens azuis, vermelhas e no infravermelho próximo, afim de replicar as cores que um olho humano perceberia, da forma mais precisa quanto possível. Créditos: NASA / JHUAPL / SwRI

As primeiras imagens coloridas das névoas na atmosfera de Plutão, enviadas a Terra pela New Horizons da NASA na semana passada, revelam que suas neblinas são azuis.

Alan Stern, cientista líder da missão New Horizons, membro do Southwest Research Institute (SwRI), Boulder, Colorado, exclamou:

Quem teria esperado presenciar um céu azul no Cinturão de Kuiper? É lindo!

As partículas que propriamente formam as neblinas são provavelmente cinzentas ou vermelhas, mas a maneira como elas dispersam a luz azul tem captado a atenção da equipe científica da missão New Horizons.

Carly Howett, pesquisador científico também de SwRI, afirmou:

Essa impressionante tonalidade azul nos sugere o tamanho e a composição das partículas de neblina. Um céu azul muitas vezes resulta da dispersão da luz solar por partículas muito pequenas. Na Terra, essas partículas são as moléculas muito pequenas de nitrogênio. Em Plutão, parecem ser maiores – mas ainda relativamente pequenas – parecidas com fuligem que chamamos de ‘tolinas’ (tholins).

Os cientistas acreditam que as tolinas se formam em regiões elevadas na atmosfera, onde a radiação ultravioleta solar rompe e ioniza as moléculas de nitrogênio e metano, permitindo que estas reajam entre si para formar íons mais complexos carregados negativamente ou positivamente. Quando os íons se recombinam, eles formam macromoléculas muito complexas, um processo encontrado anteriormente em ação na atmosfera superior da lua Titã, em Saturno. As moléculas mais complexas continuam a recombinar e crescer até que se tornem pequenas partículas de poeira. Ainda na atmosfera, gases voláteis condensam e recobrem as suas superfícies como uma geada, antes que essas partículas tenham tempo para cair até superfície do planeta anão, onde elas por fim adicionam a coloração avermelhada de Plutão.

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Gelos de água em Plutão: regiões com gelo de água expostos estão destacadas em azul nesta imagem composta a partir de instrumento Ralph da New Horizons que combina imagens visível a partir da Multispectral Visible Imaging Camera (MVIC) com a espectroscopia de infravermelho do Linear Etalon Imaging Spectral Array (LEISA). As assinaturas mais fortes de gelo de água ocorrem ao longo da Virgil Fossa, a oeste da cratera Elliot no lado esquerdo da imagem da inserção e também em Viking Terra perto da parte superior do quadro. Um grande afloramento também ocorre em Baré Montes na direita da imagem, juntamente com numerosos afloramentos muito menores, principalmente associados com crateras e vales entre as montanhas. A cena tem aproximadamente 450 quilômetros de largura. Lembramos que todos os nomes das características de superfície ainda são informais. Créditos: NASA / JHUAPL / SwRI

Em uma segunda descoberta significativa, a New Horizons detectou inúmeras áreas pequenas, expondo de gelo de água em Plutão. O achado foi feito a partir de dados coletados pelo instrumento de ‘mapeamento da composição espectral’ Ralph da New Horizons.

Jason Cook, membro da equipe científica, também do SwRI, disse:

Grandes extensões de Plutão não apresentam água congelada exposta porque é aparentemente mascarada por outros gelos mais voláteis, em quase todo o planeta anão. Entender por que a água aparece exatamente onde a detectamos e não em outros lugares é um desafio no qual estamos trabalhando.

Um aspecto curioso da detecção é que as áreas que mostram as mais óbvias assinaturas espectrais gelo de água correspondem as superfícies com tons vermelhos vivos nas imagens coloridas recentemente divulgadas.

Silvia Protopapa, membro da equipe científica da Universidade de Maryland, College Park, comentou:

Estou surpresa que este gelo de água é tão vermelho. Nós ainda não entendemos a relação entre o gelo de água e os corantes avermelhados das tolinas na superfície de Plutão.

A sonda New Horizons está atualmente a 5 bilhões de quilômetros da Terra, com todos os seus sistemas ativos e operando normalmente.

Fonte

NASA: New Horizons Finds Blue Skies and Water Ice on Pluto

._._.

1 menção

  1. Plutão tem céus azuis, solo vermelho e superfície de gelo de água

    […] As tolinas são moléculas orgânicas simples que se devem formar na atmosfera superior, onde a luz ultravioleta solar separa e ioniza as moléculas de nitrogénio/azoto e metano, “permitindo que estas reajam entre si para formar ions mais complexos carregados negativamente ou positivamente. Quando os ions se recombinam, eles formam macromoléculas complexas, um processo encontrado anteriormente na atmosfera superior da lua Titã, em Saturno. As moléculas mais complexas continuam a recombinar e crescer até que se tornem pequenas partículas de poeira. Ainda na atmosfera, gases voláteis condensam e recobrem as suas superfícies como uma geada, antes que essas partículas tenham tempo de cair até à superfície do planeta-anão, onde elas por fim adicionam a coloração avermelhada de Plutão.” (Eternos Aprendizes). […]

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