«

»

out 21

New Horizons: 3 novos alvos no Cinturão de Kuiper identificados para a extensão da missão

Impressão artística de um Objeto do Cinturão de Kuiper (KBO), localizado no anel externo do Sistema Solar, na faixa de 6 bilhões de km de distância do Sol (40 Unidades Astronômicas). O Sol aparece como uma estrela brilhante no centro deste diagrama. A Terra e demais planetas do Sistema Solar interior estão perto demais da nossa estrela para serem vistos nesta ilustração. O objeto brilhante à esquerda do Sol não é uma estrela, trata-se do planeta Júpiter e o outro objeto brilhante sob o Sol é Saturno. Os dois pontos brilhantes de luz à direita do Sol, a meio caminho até o fim da imagem são Urano e Netuno, respectivamente. As posições dos planetas estão plotadas como estarão em 2018, quando a New Horizons estiver a mais de 6 bilhões de km (40 UA) do Sol. A Via Láctea aparece no plano de fundo. Créditos: NASA, ESA e G. Bacon (STScI).

Impressão artística de um Objeto do Cinturão de Kuiper (KBO), localizado no anel externo do Sistema Solar, na faixa de 6 bilhões de km de distância do Sol (40 Unidades Astronômicas). O Sol aparece como uma estrela brilhante no centro deste diagrama. A Terra e demais planetas do Sistema Solar interior estão perto demais da nossa estrela para serem vistos nesta ilustração. O objeto brilhante à esquerda do Sol não é uma estrela, trata-se do planeta Júpiter e o outro objeto brilhante sob o Sol é Saturno. Os dois pontos brilhantes de luz à direita do Sol, a meio caminho até o fim da imagem são Urano e Netuno, respectivamente. As posições dos planetas estão plotadas como estarão em 2018, quando a New Horizons estiver a mais de 6 bilhões de km (40 UA) do Sol. A Via Láctea aparece no plano de fundo. Créditos: NASA, ESA e G. Bacon (STScI).

Através do Telescópio Espacial Hubble os astrônomos encontraram três novo alvos potenciais no Cinturão de Kuiper para serem explorados pela missão New Horizons, o que significa que nossas esperanças na continuação da missão serão satisfeitas. Plutão/Caronte e as demais luas são alvos intrigantes, mas quanto mais usarmos a espaçonave robótica para visitar outros membros gelados do Cinturão de Kuiper (KBOs), melhor! Nós já visitamos asteroides, mas os KBOs são em si bem diferentes, mundos gelados que jamais foram aquecidos pelo Sol que nos dão amostras dos dias primordiais do nosso Sistema Solar.

Essa seleção de alvos não foi uma pesquisa fácil de ser completada. A pesquisa começou com a ajuda do telescópio de 8,2 metros Subaru no Havaí junto como os telescópios de Magalhães (6,5 metros) no Chile. Estes observatórios escolheram uma lista de objetivos. O problema era que nenhum dos corpos da relação poderia ser tecnicamente atingido dado a quantidade de combustível disponível na espaçonave para necessárias correções de trajetória. Devemos nos lembrar das condições de observação que os pesquisadores têm que lidar. Plutão está atualmente na direção da constelação de Sagitário, o que significa que os observadores estão, na verdade, olhando na direção do brilhante centro da nossa galáxia, um local com uma pletora de estrelas, contra as quais os astrônomos têm que identificar possíveis alvos. John Spencer (SwRI) disse:

Começamos a ficar preocupados se iriamos conseguir algo plausível, mesmo com o apoio do Hubble. Mas, no final, o telescópio espacial nos salvou! Foi um grande alívio quando encontramos KBOs passíveis de serem visitados. Estamos excitados com estas detecções.

Sumário da busca via Hubble que fala do mapeamento de 166 objetos, reduzidos para 34. O mapa mostra 5 objetos selecionados (X). Dos 5 dois alvos foram excluídos (PT4 e PT5), permanecendo 3 destes. PT1 foi escolhido como alvo primário e PT2/PT3 serão estudados com maior detalhe.

Sumário da busca via Hubble que fala do mapeamento de 166 objetos, reduzidos para 34. O mapa mostra 5 objetos selecionados (X). Dos 5 dois alvos foram excluídos (PT4 e PT5), permanecendo 3 destes. PT1 foi escolhido como alvo primário e PT2/PT3 serão estudados com maior detalhe.

A pesquisa a partir de telescópios terrestres só pode começar em 2011 na busca por potenciais objetos KBO a serem visitados depois do flyby de 2015 por Plutão/Caronte. Como a pesquisa terrestre falhou por encontrar KBOs plausíveis, o time da missão New Horizons foi agraciado com tempo de observação via Hubble em julho/2014, com o objetivo tendo sido atingido no início de Setembro. Agora, com a ajuda do Hubble temos um alvo definido, definitivamente atingível, e dois outros candidatos que carecem de mais observações para determinar se são ou não alcançáveis pela New Horizons. A procura pela ‘agulha no palheiro’ revelou KBOs de 1% a 2% do tamanho de Plutão. O KBO 1110113Y ou “PT1″ parece ser o melhor candidato a receber um voo rasante da New Horizons.

Um KBO potencialmente atingível pela sonda robótica New Horizons aparece visível após múltiplas exposições via Hubble. O observatório espacial rastreou o KBO chamado de “PT1” se movendo a frente de um fundo entulhado de estrelas da constelação de Sagitário, na direção do bojo central da nossa galáxia. O objeto tem 30 a 45 km de diâmetro, uma relíquia criogênica de como era nosso Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos, quando o Sol nasceu. A imagem mostra o KBO a mais de 40 UA do Sol. Créditos: NASA, ESA SwRI, JHU/APL e o time de busca por KBOs da New Horizons.

Um KBO potencialmente atingível pela sonda robótica New Horizons aparece visível após múltiplas exposições via Hubble. O observatório espacial rastreou o KBO chamado de “PT1” se movendo a frente de um fundo entulhado de estrelas da constelação de Sagitário, na direção do bojo central da nossa galáxia. O objeto tem 30 a 45 km de diâmetro, uma relíquia criogênica de como era nosso Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos, quando o Sol nasceu. A imagem mostra o KBO PT1 a ~43,4 UA do Sol. Créditos: NASA, ESA SwRI, JHU/APL e o time de busca por KBOs da New Horizons.

A aproximação rasante da New Horizons no sistema planetário Plutão/Caronte se dará em julho de 2015. Assumindo-se que a NASA aprovará a extensão da missão, a espaçonave alcançará um dos KBOs escolhidos 3 a 4 anos depois, a uma distância da ordem de 44 UA do Sol. Nós temos visto o valor que as Voyagers têm mostrado ao explorar as regiões limites do Sistema Solar, em missões bem sucedidas que se estenderam muito além dos seus objetivos iniciais. Está claro para nós que a New Horizons seguirá o mesmo destino, como uma ‘espaçonave precursora da exploração interestelar’, informando-nos sobre KBOs e, posteriormente, navegando no espaço além da heliosfera.

Fontes

Centauri Dreams: New Horizons: Potential KBO Targets Identified

HubbleSite: NASA’s Hubble Telescope Finds Potential Kuiper Belt Targets for New Horizons Pluto Mission

._._.

1 menção

  1. 19 de janeiro de 2006 – Lançamento da New Horizons

    […] de passar por Plutão, a espaçonave robótica irá visitar um ou mais Objetos do Cinturão de Kuiper que orbitam o Sol, além da órbita de Plutão. Na foto […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

error: Esse blog é protegido!