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ago 22

ESO: VST fotografa a Galáxia do Triângulo

http://www.eso.org/public/images/eso1424a/

VLT Survey Telescope (VST) situado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, capturou esta belíssima imagem detalhada da galáxia Messier 33, a Galáxia do Triângulo. Crédito: ESO

O VLT Survey Telescope (VST) situado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, capturou uma bela imagem detalhada da galáxia Messier 33. Esta galáxia espiral, a que ocupa o segundo lugar em tamanho do grupo próximo da nossa galáxia, a Via Láctea, encontra-se povoada de aglomerados estelares brilhantes e nuvens de gás e poeira. A foto encontra-se entre as imagens de grande angular mais detalhadas obtidas deste objeto e nos mostra, com uma nitidez ímpar, muitas nuvens vermelhas de gás resplandecente situadas nos braços espirais da galáxia.

Messier 33, também conhecida por NGC 598, situa-se a cerca de três milhões de anos-luz de distância na direção da pequena constelação setentrional do Triângulo. Conhecida também por Galáxia do Triângulo, foi observada pelo caçador de cometas francês Charles Messier em agosto de 1764, que a listou com o número 33 no seu famoso catálogo de nebulosas e aglomerados estelares. No entanto, Messier não foi o primeiro a observar esta galáxia espiral, a qual foi muito provavelmente inicialmente documentada pelo astrônomo siciliano Giovanni Battista Hodierna, cerca de 100 anos antes.

Apesar de se situar no céu setentrional, a Galáxia do Triângulo pode ser vista a sul a partir do privilegiado local de observação do ESO, o Observatório do Paranal, no Chile, embora não suba muito no céu. Esta imagem foi obtida pelo VLT Survey Telescope (VST), um poderoso telescópio de rastreamento de 2,6 metros que possui um campo de visão duas vezes maior que a Lua Cheia. A imagem foi criada a partir de diversas exposições individuais, incluindo algumas obtidas através de um filtro que deixa apenas passar a radiação emitida pelo hidrogênio brilhante, o que faz com que as nuvens de gás vermelho nos braços em espiral se tornem especialmente destacados.

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Entre as muitas regiões de formação estelar existentes nos braços em espiral da Messier 33, a nebulosa gigante NGC 604 salta à vista. Com um diâmetro de quase 1.500 anos-luz, esta é uma das maiores nebulosas de emissão conhecidas, estendendo-se ao longo de uma área 40 vezes maior que o tamanho da parte visível da muito mais famosa e muito mais próxima Nebulosa de Orion.

A Galáxia do Triângulo é o terceiro maior membro do Grupo Local de galáxias, o qual inclui a Via Láctea, a galáxia de Andrômeda e cerca de 50 galáxias menores. Em uma noite extremamente límpida e escura, esta galáxia pode ser vista a olho nu sendo, na realidade, o objeto celeste mais distante que pode ser visto no céu sem a ajuda de instrumentos. As condições de observação para os mais pacientes tendem a melhorar a longo termo, uma vez que esta galáxia está se aproximando da nossa com uma velocidade de cerca de 100.000 km/h.

Uma observação detalhada desta bela fotografia fornece não apenas uma visão muito pormenorizada dos braços em espiral da galáxia, onde se estão a formar estrelas, mas também revela um cenário muito rico de galáxias mais distantes espalhadas por detrás das miríades de estrelas e nuvens brilhantes da Messier 33.

Fonte

ESO: Triangulum Galaxy Snapped by VST

._._.

2 menções

  1. M33: as nuvens de hidrogênio da galáxia do Triângulo por Danilo Pivato e Gimmi Ratto » O Universo - Eternos Aprendizes

    […] majestosa galáxia espiral M33 parece possuir bem mais que deveria da sua quota esperada de gás hidrogênio […]

  2. M33: a galáxia do Triângulo por Giovanni Benintende » O Universo - Eternos Aprendizes

    […] estrelas variáveis bem medidas permitiu aos astrônomos calcularem com precisão da distância da M33, bem como usar essa galáxia espiral como uma régua cósmica para estabelecer as escalas de […]

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