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abr 26

Fundação B612 mostra em vídeo os locais de 26 quedas de asteroides de 2000 a 2013 !

http://eternosaprendizes.com/2010/10/31/quais-as-consequencias-ambientais-de-um-impacto-de-asteroide-no-oceano/

Olho vivo nos asteroides!

Ao longo de 14 anos (de 2000 a 2013), 26 asteroides com energia de pelo menos 1 quiloton de TNT atingiram a Terra ou explodiram na atmosfera. Tal quantidade é de 3 a 10 vezes maior do que se esperaria a partir dos modelos existentes de previsão de impactos de asteroides em nosso planeta.

As colisões com a Terra foram parcialmente detectadas pelo Comprehensive Nuclear Test Ban Detection Network (rede de detecção de testes nucleares), um sistema que monitora e registra eventuais testes secretos de armas nucleares por toda a Terra.

Agora, a fundação B612, que está construindo o primeiro telescópio espacial patrocinado por iniciativa privada para caça de asteroides, elaborou uma animação com os choques em uma visualização global.

B612 liberou esta animação no Dia da Terra, como um alerta sobre a importância da monitoração dos asteroides.

Não está claro, entretanto, se o valor atualizado para a taxa de quedas de asteroides na Terra representa ou não uma variação perceptível no risco real que estes objetos representam para nós terráqueos, uma vez que chance de sermos atingidos ainda é extremamente pequena.

Estes dados previamente apareceram em um estudo de 2013, o qual estimou que objetos com 10 metros ou mais de largura que podem potencialmente atingir a Terra são de 3 a 10 vezes mais comuns do que antes se pensava.

Os mapas de visualização plotam cada uma das explosões/choques em uma imagem 3D do globo terrestre, cronologicamente, desde o ano 2000 até 2013. Ver abaixo a tabela dos impactos:

Mês/Dia/Ano Energia Local do Impacto
8/25/2000 1-9 quilotons Oceano Pacífico (NORTE)
4/23/2001 1-9 quilotons Oceano Pacífico (NORTE)
03/09/2002 1-9 quilotons Oceano Pacífico (NORTE)
06/06/2002 20+ quilotons Mar Mediterrâneo
11/10/2002 1-9 quilotons Oceano Pacífico (NORTE)
09/03/2004 20+ quilotons Oceano, perto do polo Sul (Antártida)
10/07/2004 10-20 quilotons Oceano Índico
10/26/2005 1-9 quilotons Oceano Pacífico (SUL)
11/09/2005 1-9 quilotons New South Wales, Austrália
02/06/2006 1-9 quilotons Oceano Atlântico (SUL)
5/21/2006 1-9 quilotons Oceano Atlântico (SUL)
06/07/2007 1-9 quilotons Finlândia
08/09/2006 1-9 quilotons Oceano Índico
09/02/2006 1-9 quilotons Oceano Índico
10/02/2006 1-9 quilotons Mar da Arábia
12/09/2006 10-20 quilotons Egito
9/22/2007 1-9 quilotons Oceano Índico
12/26/2007 1-9 quilotons Oceano Pacífico (SUL)
10/07/2008 1-9 quilotons Sudão
10/08/2009 40±10 quilotons Sulawesi, Indonésia (clique no link para detalhes)
09/03/2010 10-20 quilotons Oceano Pacífico (SUL)
12/25/2010 1-9 quilotons Mar da Tasmânia
4/22/2012 1-9 quilotons Califórnia, EUA
2/15/2013 500±100 quilotons Chelyabinsk Oblast, Russia (clique no link para detalhes)
4/21/2013 1-9 quilotons Santiago del Estero, Argentina
4/30/2013 10-20 quilotons Oceano Atlântico (NORTE)

Ed Lu, um dos fundadores da B612 e ex-astronauta, explicou as razões desta campanha:

Nós queremos desfazer a noção comum que a população tem que os impactos causados por asteroides são muito raros, quando, na verdade, não são. Nada é mais ilustrativo que uma demonstração visual geográfica dos dados.

A explosão de maior porte das 26 mapeadas foi causada pelo objeto de 20 metros que explodiu sobre Chelyabinsk, Russia em fevereiro de 2013. Esta explosão causou danos em alguns prédios e provocou centenas de ferimentos a população local, a maioria pequenos. Esta explosão gerou um impacto de energia da ordem de 500±100 quilotons de TNT.

Os menores impactos foram de ‘apenas’ 1 quiloton. Para comparação, lembramos que a bomba nuclear que explodiu em Hiroshima em 1945 tinha uma energia equivalente a cerca de 13 quilotons.

Novo telescópio espacial Sentinel

A Fundação B612 vai lançar o telescópio especial Sentinel (veja o diagrama abaixo), o qual vai varrer o céu em busca de asteroides mais tênues e menores, aqueles que tem escapado das buscas anteriores feitas pelas pesquisas empreendidas por diversos programas de observação.

http://www.newscientist.com/article/dn21991-first-private-space-telescope-may-hunt-asteroids.html#.U1rK6vldWSo

Desviar asteroides?

Achar os asteroides furtivos antes que eles caiam aqui na Terra poderá permitir aos astrônomos calcular com precisão em que local eles irão cair e se por acaso há risco de algum deles se dirigir eventualmente para áreas habitadas. Até mesmo permitirá alguma ação direta tal como defletir o objeto usando algum dispositivo espacial para alterar sua órbita ou mesmo explodi-lo.

Ed Lu disse:

Além de fazermos pesquisas científicas nós poderemos fornecer, como benefício adicional, caso algum objeto está para nos atingir perigosamente, uma previsão que permitirá planejar o que fazer para mitigar o problema.

Embora estes asteroides menores sejam relativamente comuns no Sistema solar, mais até do pensávamos, isto não significa que os riscos atuais de objetos perigosos atingirem cidades cresceram por si só, afirmou Peter Brown, Universidade de Western Ontario, Canadá, coautor de um artigo que interpretou os resultados.

Peter afirmou:

De fato, Chelyabinsk causou danos, mas de forma alguma destruiu a cidade. Mesmo se há um fator de 4 a 5 vezes mais de asteroides como este, a maioria vai cair ou explodir sobre os oceanos e mares [1]. Eu diria que estamos falando de um aumento no risco de impacto praticamente imperceptível.

A animação da B612, no vimeo:

Nota

[1] Para asteróides menores, cair no mar é, de fato, uma boa opção. No entanto, quando falamos de asteróides de 500m de diâmetro ou mais, cair no oceano pode ser um cenário desastroso, em termos globais. Leia mais em: Quais as conseqüências ambientais de um impacto de asteróide no oceano?

Fontes

B612: relação dos impactos e vídeo

New Scientist: Asteroid strike map built from nuclear watchdog data

._._.

1 menção

  1. Fundação B612 mostra em vídeo os locais de 26 quedas de asteroides de 2000 a 2013

    […] Ao longo de 14 anos (de 2000 a 2013), 26 asteroides com energia de pelo menos 1 quiloton de TNT atingiram a Terra ou explodiram na atmosfera. Tal quantidade é de 3 a 10 vezes maior do que se esperaria a partir dos modelos existentes de previsão de impactos de asteroides em nosso planeta. […]

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