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abr 25

MESSENGER completa 3000 órbitas ao redor de Mercúrio!

Ilustração da Sonda Messenger em órbita de Mercúrio. Créditos: NASA/JHU/APL

Ilustração da Sonda Messenger em órbita de Mercúrio. Créditos: NASA/JHU/APL

Em 20 de abril de 2014, a sonda orbital MESSENGER completou a sua 3.000ª órbita em torno de Mercúrio! Além disso a equipe do JPL mudou seu percurso orbital para baixo, descendo até uma altitude de 199 km sobre a superfície do menor dos planetas.

http://www.planetary.org/multimedia/space-images/mercury/messenger-view-of-the-crater-zeami.html

A intrigante cratera Zeami tem cerca de 130 km de diâmetro. Seu piso é pontilhado com azulados e brilhantes “buracos”. Créditos: NASA / JHUAPL / CIW / Emily Lakdawalla

Ralph McNutt, cientista do programa MESSENGER, Laboratório de Física Aplicada da Universidade de Johns Hopkins, Laurel, Maryland, EUA, destacou:

Estamos cortando através do campo magnético de Mercúrio em uma geometria diferente e tal lançou uma nova luz sobre nosso conhecimento da população dos elétrons energéticos em Mercúrio. Além disso, estamos agora passando mais tempo perto de Mercúrio. Assim, aumentaram as oportunidades de todos os instrumentos da sonda executarem observações de alta-resolução do planeta.

A MESSENGER estava completado três órbitas em torno de Mercúrio por dia (terrestre) desde abril de 2012, quando duas manobras de correção orbitais reduziram o seu período orbital de 12 para 8 horas. A nova órbita mais curta permitiu à equipe científica explorar novas questões sobre a composição química de Mercúrio, sua evolução geológica e seu ambiente, levantadas por descobertas feitas durante o primeiro ano de operações orbitais.

Carolyn Ernst, também do Laboratório de Física Aplicada da John Hopkins, cientista que lida com o instrumento MLA (Mercury Laser Altimeter), disse que a mudança de uma órbita de 12 horas para uma órbita de 8 horas passou a fornecer à sua equipe 50% mais dados de altimetria. Carolyn comentou:

A cobertura por MLA (Mercury Laser Altimeter) leva muito tempo para ser construída. Por causa do tamanho reduzido do laser, é necessária uma grande cobertura para obter uma boa resolução espacial. Quanto mais dados adquirirmos, mais aptos estaremos para resolver a topografia do planeta. A órbita de 8 horas também permitiu-nos obter mais medições da refletividade e tal tem fornecido pistas importantes para a caracterização em radar dos reluzentes depósitos nas latitudes altas do norte.

A Bacia Caloris em Mercúrio em destaque. Crédito: NASA/Messenger

A Bacia Caloris em Mercúrio em destaque. Crédito: NASA/Messenger

A sonda espacial MESSENGER passou a orbitar mais próxima de Mercúrio em março de 2013, quase à mesma altura que a sonda atingia uma altitude mínima por cima do polo norte de Mercúrio.

David Lawrence, cientista que participa na missão MESSENGER, disse que está animado com o que as órbitas de baixa-altitude vão revelar sobre a composição da superfície de Mercúrio. David disse:

Até então, nossas medições da composição com dados raios-X e raios-gama resolveram apenas áreas muito grandes da superfície de Mercúrio. Em altitudes de 100 km ou menos, a MESSENGER irá nos permitir identificar as assinaturas composicionais de características geológicas específicas, que por sua vez vão ajudar-nos compreender como é que a superfície de Mercúrio se formou e sofreu mudanças ao longo do tempo.

http://photojournal.jpl.nasa.gov/catalog/PIA18215

Imagem recente (30 março de 2014) mostra no centro a bacia em anel Scarlatti. Esta depressão pode ter sido causada por atividade vulcânica no passado remoto de Mercúrio. Crédito: NASA/JPL/Messenger

A altura orbital, mais próxima da superfície, continuará a diminuir até à primeira manobra de correção orbital da operação em baixa altitude, marcada para o dia 17 de junho de 2014.

Sean Solomon, investigador principal da sonda, do Observatório da Terra Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, acrescentou:

O último ano das operações orbitais da MESSENGER será uma missão completamente nova. Com cada órbita, as nossas imagens, as nossas medições da composição da superfície, e as nossas observações dos campos magnéticos e de gravidade do planeta serão de resolução cada vez maior. Seremos capazes de caracterizar pela primeira vez o ambiente de partículas perto da superfície de Mercúrio. Mercúrio tem teimosamente mantido seus segredos, mas muitos vão finalmente ser revelados.

http://www.planetary.org/multimedia/space-images/mercury/hollows-and-pits-in-lermontov.html

A cratera Lermontov cratera tem 166 km de diâmetro. O piso plano contém três tipos de depressões: crateras de impacto, covas vulcânicas, e “buracos”. As covas vulcânicas são profundas, de forma irregular, rodeadas por um halo de material avermelhado. Os “buracos” são mais rasos, menores e brilhantes. Créditos: NASA / JHUAPL / CIW

Navegue por Mercúrio através do quickmap.

Fonte

NASA/JPL/J.Hopkins University: MESSENGER Completes Its 3,000th Orbit of Mercury, Sets Mark for Closest Approach

._._.

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