«

»

mar 21

ESA: Herschel completa o maior censo de poeira cósmica nas galáxias do Universo local

Imagens de galáxias observadas no infravermelho (à esquerda) e no visível (à direita), fornecedidas, respectivamente pelo Herchel e SDSS. Crédito: ESA/Herschel/HRS-SAG2 and HeViCS Key Programmes/Sloan Digital Sky Survey/ L. Cortese (Swinburne University)

Imagens de galáxias observadas no infravermelho (à esquerda) e no visível (à direita), fornecedidas, respectivamente pelo Herchel e SDSS. Crédito: ESA/Herschel/HRS-SAG2 e HeViCS Key Programmes/Sloan Digital Sky Survey/ L. Cortese (Swinburne University)

O maior censo da poeira cósmica presente em galáxias locais foi concluído usando dados do observatório espacial no infravermelho Herschel da ESA. Tal levantamento fornece um enorme legado à comunidade científica.

Os grãos de poeira cósmica são um ingrediente pequeno mas fundamental na matéria prima necessária para a receita de gás e poeira que permite a formação de estrelas e planetas. Mas, apesar da sua importância, o nosso conhecimento das propriedades da poeira em galáxias além da Via Láctea ainda permance incompleto.

Algumas das questões-chave incluem a forma como a poeira varia de acordo com o tipo de galáxia, e como tal pode afetar o nosso conhecimento da evolução galáctica.

Até concluir as suas observações em abril de 2013, o observatório espacial Herschel forneceu o maior levantamento da poeira cósmica, abrangendo uma ampla gama de galáxias próximas localizadas entre 50 e 80 milhões de anos-luz da Terra.

O catálogo cósmico contém 323 galáxias com vários tipos de formação estelar e diferentes composições químicas, observadas com os instrumentos do Herschel em comprimentos de onda do infravermelho distante e submilimétrico.

Galáxias incluidas no estudo do Herschel, o maior censo de poeira cósmica no Universo local. Crédito: ESA/Herschel/HRS-SAG2 e HeVICS Key Programmes/L. Cortese (Universidade Swinburne)

Galáxias incluidas no estudo do Herschel, o maior censo de poeira cósmica no Universo local até hoje já desenvolvido.
Crédito: ESA/Herschel/HRS-SAG2 e HeVICS Key Programmes/L. Cortese (Universidade Swinburne)

O diagrama acima exibe uma amostra dessas galáxias, organizadas pelo seu conteúdo de poeira. As mais ricas estão dispostas à esquerda e acima, as mais pobres abaixo e à direita.

As galáxias ricas em poeira são geralmente espirais ou irregulares, ao passo que as pobres em poeira são em geral elípticas. As cores azuis e vermelhas representam regiões mais frias e quentes da poeira, respectivamente.

A poeira é suavemente aquecida ao longo de uma gama de temperaturas pela combinação da luz de todas as estrelas em cada galáxia, com a poeira mais quente concentrada em regiões onde as estrelas nascem.

Para comparação, as galáxias também são apresentadas no visível, em imagens obtidas pelo recenseamento cósmico SDSS (Sloan Digital Sky Survey, imagem abaixo). Aqui, o azul corresponde a estrelas jovens, as estrelas massivas e quentes que queimam o seu combustível muito rapidamente e, portanto, são de curta duração.

As mesmas galáxias da pesquisa do Herchel conforme imagens do banco de dados da SDSS. Crédito: Sloan Digital Sky Survey/L. Cortese (Universidade Swinburne)

As mesmas galáxias da pesquisa do Herchel conforme imagens do banco de dados da SDSS. Crédito: Sloan Digital Sky Survey/L. Cortese (Universidade Swinburne)

Por outro lado, as estrelas vermelhas são mais velhas, menos massivas e mais frias e, portanto, permanecem mais tempo na sequência principal.

As observações do Herschel permitem com que os astrônomos determinem a quantidade de luz emitida pela poeira como função do comprimento de onda, fornecendo um meio para estudar as propriedades físicas da poeira.

Por exemplo, uma galáxia que forma estrelas a uma maior velocidade deve ter estrelas mais massivas e quentes e, assim, a poeira na galáxia também deve ser mais quente. Por sua vez, isto significa que uma maior porcentagem da luz emitida pela poeira deve ter comprimentos de onda mais curtos.

No entanto, os dados mostram maiores variações do que seria esperado entre uma galáxia e outra apenas baseando-se nas taxas de formação estelar, o que implica que outras propriedades, tais como o enriquecimento químico, que também desempenham papéis importantes.

Ao permitir que os astrônomos investiguem estas correlações e dependências, o estudo fornece um ponto de referência local [há muito necessário], para quantificar o papel desempenhado pela poeira na evolução galáctica ao longo da história do Universo.

Os dados vão complementar observações feitas por outros telescópios, como o ALMA (Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array) no Chile, o que permitirá com que os astrônomos estudem a poeira em galáxias à beira dos limites do Universo observável.

Fonte

ESA: Herchel completes largest survey of cosmic dust in local universe

._._.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

error: Esse blog é protegido!