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mar 10

Nova Ejeção de Massa Coronal (EMC) a caminho da Terra

O observatório solar SOHO capturou esta sequência de imagens no dia 09 de março mostrando a massa expelida pela explosão solar.

A mancha solar AR1429 continua em forte atividade tendo liberado um nova erupção da classe M6 em 9 de março 03:58 UT.

A explosão expulsou uma nuvem de plasma praticamente na direção da Terra. Conforme reportaram os analistas do Goddard Space Weather Lab, a EMC (Ejeção de Massa Coronal – em inglês: CME) chegará ao nosso planeta em 11 de março de 2012, 06:49 UT (+/- 7 hr) adicionando atividade a tempestade geomagnética atualmente em andamento.


O vídeo a seguir mostra auroras em Minnesota, norte dos EUA, no dia 09 de março, durante a tempestade geomagnética G3 em curso:

previsão animada, abaixo, mostra que a nuvem de plasma também atingirá a espaçonave Mars Science Lab em 12 de março e o próprio planeta Marte em 13 de março.

Previsão animada da expansão da EMC

Previsão animada da expansão da EMC pelo Sistema Solar interior.

Imagem atualizada diariamente fornecida pelo SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT - full-field Fe IX, X 171 Å) mostra o Sol em 09 de março de 2012. A mancha solar AR1429 aparece em destaque acima do centro da imagem. Crédito: NASA Goddard Space Flight Center

No vídeo abaixo a equipe do SDO (Solar Dynamics Observatory) mostra o comportamento da mancha solar AR1429, responsável por todas estas tempestades solares recentes, ao longo de 9 dias (04 a 12 de março de 2012). Note que a mancha muda constantemente o seu formato devido ao realinhamento de seus potentes campos magnéticos.

Fonte

SpaceWeather.com [09/03/2012]

._._.

7 comentários

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  1. dubadaro.blogspot.com

    Sou eterno curioso, e hoje observando as imagens do lasco C2, observei uma EMC gigantesca (23/3 – 3h24GMC) no hemisfério esquerdo cerca de 30° sul (obviamente não dirigida à Terra.) mas com certeza uma das EMC mais Brilhantes que já vi.

  2. Fabricio

    Segundo meu cunhado existem pessoas comprando armas, estocando comida e fazendo abrigos nos EUA por pensarem que existe a possibilidade de caos generalizado por explosões solares.
    De acordo com “especialistas” de um programa de TV (se não me engano History Channel) o mundo ficaria sem eletricidade e sem satélites e demoraria 5 anos para retomar a normalidade.
    Você acha isso plausível/possível? Com relação a essa explosão classe X5.4, o dobro dela já seria o suficiente?

    1. ROCA

      Só tenho a dizer isto: Eles vão perder dinheiro.

      O dobro é pouco. A tempestade que paralizou Quebec, Canadá, era uma X15 e a que interferiu em Toronto era uma X20, respectivamente 3 e 4 vezes maiores que esta classe X5.4. Pense bem: os danos foram bem localizados e remediados. A preocupação maior deve ser a dos países próximos dos pólos como o Canadá, Islândia e os do frio norte-europeu (aqueles onde as auroras mais se destacam).

      Na era moderna, onde equipamentos avançados monitoram o Sol 24 horas por dia, a maior erupção solar foi uma da classe X45(!), ocorrida em 04 de novembro de 2003, durante o máximo do ciclo solar anterior ao atual (#23), no entanto seus escombros não foram direcionados para a Terra, ou seja, não tivemos nenhum blackout ou danos.

      A tempestade de Carrington (astrônomo que estudou o assunto), 1869, no ciclo solar #10, talvez se ocorresse nos tempos atuais causaria diversos problemas. No entanto, naquela época, não tínhamos esta medição e o mundo não era dependente da eletricidade/eletrônica como é hoje, O fato é que tal megatempestade levará séculos para se repetir. Leia: http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_storm_of_1859 e http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=bracing-for-a-solar-superstorm

      Há um pouco de exagero em tudo isto pois o medo acabou se tornando uma pseudo-indústria. O medo dá lucro aos seus disseminadores. Medo vende livros, filmes e até casas e abrigos inúteis!

  3. Jairo Grossi

    Oi, Roca. Tudo bem?
    Eu gostaria de saber até que ponto nós, humanos, somos afetados pela exposição solar contendo estes raios. Você saberia dizer mais ou menos qual a porcentagem deles que passa através da atmosfera, e chega até a superficie ? Devemos nos precaver, ou isto só afeta os satélites mais acima ? Outra coisa: No momento em que estou escrevendo este post, são 8h:30min aqui em Piracicaba, interior de São Paulo. Eu faço a maior confusão com estes horários de verão. Você poderia, por gentileza, me informar que horas corresponderia 06:49 UT (+/- 7 hr), aqui onde estou?

    1. ROCA

      Com relação aos raios não me parece perigoso para nós humanos, aqui na Terra. Os equipamentos e as transmissões de rádio são as que sofrem, principalmente os satélites mais afastadas da Terra que não são protegidos pelo campo geomagnético terrestre (ex.: satélites geoestacionários – altura = 35.786 km) que são afetados diretamente pelo fluxo de prótons. Estas tempestades também representam perigos para os astronautas em futuras viagens interplanetárias, tais como uma ida tripulada para Marte ou uma nova ida com astronautas à Lua.

      E mais: os Raios-X e a radiação UV emitidos pelas tempestades solares podem afetar a ionosfera da Terra, aumentando o grau de ionização e interromper as comunicações de longo alcance de rádio. Emissão de rádio direto pelo Sol em comprimentos da ordem de 10cm pode perturbar a operação de radares e outros dispositivos que operam nestas freqüências.

      O interessante é que a tempestade solar trás também benefícios: a atmosfera terrestre se aquece e expande, aumentando o arrasto dos detritos espaciais e satélites. Daí os detritos caem de volta a Terra com mais facilidade, reduzindo a quantidade de lixo espacial.

      Outro importante benefício é o reforço do campo magnético do próprio do Sol, aumentando a proteção do nosso planeta e do espaço interplanetário contra os perigosos raios cósmicos (partículas de origem extrasolar que viajam pelo espaço a velocidades relativísticas), comentado aqui: http://eternosaprendizes.com/2011/03/11/astrofisicos-explicam-o-misterio-da-inatividade-solar-de-2008-e-2009/

      UTC x GMT

      Quanto ao tempo UTC (Universal Time) é o mesmo que GMT, ou seja, é o sucessor do Tempo Médio de Greenwich (Greenwich Mean Time/GMT). A nova denominação foi cunhada para eliminar a inclusão de uma localização específica em um padrão internacional, assim como para basear a medida do tempo nos padrões atômicos, mais do que nos celestes.

      Em relação ao horário de Brasília (ou Piracicaba), o Tempo Universal Coordenado está três horas adiantado. Isto é, se são 03h49min em Brasília (sem horário de verão), são 06h49min no padrão UTC.

      De forma eficiente, eu sempre consulto o “world time” na http://www.timezoneconverter.com/cgi-bin/world.time.tzc

      Ou converto aqui: http://www.timezoneconverter.com/cgi-bin/tzc.tzc

  4. A Biancamano

    Esta ejeção foi maior que a de Janeiro?

    1. ROCA

      Sim, a de janeiro foi classe M9 e esta foi da classe X5.4 (X > M). Atenção, a classe (C, M ou X) se refere a explosão (quantidade de raios X) e não propriamente a ejeção de massa coronal, embora os eventos estejam correlacionados, não há uma proporcionalidade exata entre a força da explosão e a quantidade de massa ejetada. Além disso há ejeções de massa coronal que não atingem a Terra, você observa e mede a explosão mas a nuvem de plasma segue em outra direção. Foi o que aconteceu na explosão de 9 de agosto de 2011, classe X6,9. Leia: http://www.nasa.gov/mission_pages/sunearth/news/News080911-xclass.html

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