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jan 04

VLT do ESO captura imagens precisas da nebulosa de Ômega

Esta imagem da M17 (Nebulosa de Ômega) é uma das mais nítidas já obtidas a partir de um telescópio terrestre. Crédito: ESO

A nebulosa de Ômega capturada pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) é uma das imagens mais aguçadas deste objeto, obtida a partir de um telescópio terrestre. A intrigante  foto mostra as regiões centrais rosadas e esfumaçadas deste belo berçário estelar e revela com uma riqueza ímpar esta paisagem astronômica composta por nuvens de gás, poeira e estrelas jovens.

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Show de cores revela um berçário estelar

O gás colorido e a poeira enegrecida da nebulosa de Ômega servem como matéria prima para a criação da próxima geração de estrelas. Nesta região particular da nebulosa observamos as estrelas mais jovens, brilhando de forma ofuscante em tons azul claro , iluminando todo o sistema. As zonas de poeira da nebulosa, semelhantes a brumas, contrastam visivelmente com o gás brilhante. As cores vermelhas dominantes são fornecidas pelo gás hidrogênio, que se excita sob a influência da formidável radiação ultravioleta emanada pelas estrelas quentes recém criadas.

A nebulosa de Ômega tem diversos nomes, conforme quem a observou e quando: nebulosa do Cisne, nebulosa da Cabeça de Cavalo e ainda nebulosa da Lagosta. Esta nebulosa foi catalogada como Messier 17 (M17) e NGC 6618. A nebulosa reside a cerca de 5.000 a 6.000 anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário. Trata-se de um alvo bastante popular entre os astrônomos, um campo de poeira e gás brilhante que constitui em uma das mais ativas maternidades estelares na Via Láctea, que geram estrelas de grande massa.

A imagem foi obtida com o dispositivo FORS (Focal Reducer and Spectrograph) instalado no telescópio Antu, um dos quatro grandes telescópios que compõem o sistema VLT (Very Large Telescope). Além do poder ótico do VLT , o fato da atmosfera se ter mantido excepcionalmente estável durante as observações contribuiu de forma decisiva para a ótima nitidez da imagem [1], resultando por isso numa das melhores imagens desta região da nebulosade  Ômega, obtida a partir de um observatório terrestre.

Esta imagem faz parte do programa Jóias Cósmicas do ESO [2].

Notas

[1] O “seeing” – termo utilizado pelos astrônomos para medir os efeitos de distorção da atmosfera terrestre – na noite das observações era muito bom. Uma medida comum do seeing é o diâmetro aparente de uma estrela quando vista através de um telescópio. Neste caso, a medida do seeing era de 0,45 segundos de arco, o que significa muito pouca degradação e cintilação do objeto em estudo.

[2] O programa Jóias Cósmicas do ESO consiste em uma iniciativa no âmbito da divulgação científica, que tem como meta capturar imagens de objetos interessantes, intrigantes ou visualmente atrativos, utilizando os telescópios do ESO, para efeitos de educação e divulgação científica. O programa utiliza pouco tempo de observação, combinado com o tempo de telescópio não utilizado em projetos mais críticos, de modo a minimizar o impacto nas observações científicas. Todos os dados obtidos também tem interesse científico e são por isso colocados à disposição dos astrônomos através do arquivo científico do ESO.

Fonte

ESO: The smoky pink core of Omega Nebula

._._.

3 comentários

1 menção

  1. José Moutinho

    O VLT é o máximo. Mas espero viver para ver o ELT e o James Webb…

  2. Nossa!!! O VLT é um assombro!!!

    Valeu, ROCA!!!

  3. Super foto hein! Valeu por mais esse post!

  1. Robert Gendler e Roberto Colombari apresentam a fábrica de estrelas Messier 17 » O Universo - Eternos Aprendizes

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