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O Programa Pan-STARRS descobre asteróide potencialmente perigoso

Os cientistas acreditam que há muitos asteróides com um quilômetro de diâmetro ou mais que ainda não foram descobertos.

Estas duas imagens do objeto 2010 ST3 (circulado em verde) capturadas pelo Pan-STARRS 1 com 15 minutos de diferença entre si na noite de 16 de setembro de 2010 mostram que o asteróide se deslocam na frente campo do fundo de estrelas e galáxias. Cada imagem tem cerca de 100 segundos de arco de diâmetro. Crédito: PS1SC

Estas duas imagens do objeto 2010 ST3 (circulado em verde) capturadas pelo Pan-STARRS 1 com 15 minutos de diferença entre si na noite de 16 de setembro de 2010 mostram que o asteróide se deslocam na frente campo do fundo de estrelas e galáxias. Cada imagem tem cerca de 100 segundos de arco de diâmetro. Crédito: PS1SC

O recém inaugurado sistema de rastreamento Panoramic Survey Telescope & Rapid Response System (Pan-STARRS), também chamado de PS1, descobriu um asteróide que se aproximará da Terra a uma distância de 6 milhões de quilômetros (15 vezes a distância da Terra a Lua) em meados de outubro de 2010. O objeto catalogado tem cerca de 45 metros de diâmetro e foi descoberto na comparação das imagens adquiridas em 16 de setembro de 2010, quando este corpo estava a 32 milhões de km da Terra.

Trata-se do primeiro objeto potencialmente perigoso (em inglês: potentially hazardous object – PHO) detectado pelo programa Pan-STARRS, designado pelo nome “2010 ST3“.

Localizado no topo do vulcão extinto Haleakala, Pan-STARRS explora a combinação única entre o soberbo local de observação e a experiência dos cientistas que o operam no Havaí. Crédito: CfA

Localizado no topo do vulcão extinto Haleakala, Pan-STARRS explora a combinação única entre o soberbo local de observação e a experiência dos cientistas que o operam no Havaí. Crédito: CfA

“Embora saibamos que este objeto específico não irá atingir a Terra no futuro imediato, a sua descoberta mostra que o Pan-STARRS atualmente é o sistema mais poderoso dedicado a caça de asteróides potencialmente perigosos”, disse Robert Jedicke da Universidade do Havaí. É importante ressaltar que “este objeto foi descoberto ainda quando estava longe demais para ser detectado pelas outras pesquisas de busca por asteróides.”

Os cientistas julgam que já foi catalogada a maioria dos PHOs de maior porte, mas há fortes suspeitas que existam muitos mais com diâmetro da ordem de 1,6 km (uma milha) escondidos da nossa detecção. Estas rochas espaciais têm a capacidade de causar devastação em escala regional, se caírem sobre nosso planeta. Os estudos estatísticos estimam que tais impactos de objetos deste porte costumam ocorrer na freqüência de uma vez a cada mil anos.

Timothy Spahr, membro do Minor Planet Center, em Cambridge, Massachusetts exclamou: “É a prova esperada de que o telescópio PS1, com o sua câmera gigante e seu sofisticado sistema informatizado para detectar objetos em movimento, é capaz de encontrar objetos potencialmente perigosos que ninguém jamais detectou.”

Domo 1 do Pan-STARRS em Haleakala no Havaí

Domo 1 do Pan-STARRS em Haleakala no Havaí

Segundo o plano do projeto, o programa Pan-STARRS deverá descobrir dezenas de milhares de asteróides novos a cada ano com dados suficientes para se calcular com precisão suas órbitas em torno do Sol. Assim, qualquer objeto de tamanho considerável que possa se aproximar da Terra nos próximos 50 anos ou mais serão rotulados como “potencialmente perigosos” e cuidadosamente monitorados. Os especialistas acreditam que, dado o aviso com vários anos de antecedência, deverá ser possível organizar uma missão espacial para desviar qualquer asteróide com potencial rota de colisão com a Terra.

Não é apenas isto que está programado para acontecer, o projeto Pan-STARRS tem objetivos bem mais amplos. Além dessa missão de busca por asteróides, PS1 e seu irmão maior, PS4, que estará operacional no final desta década, têm as seguintes metas:

  • Descobrir um milhão ou mais de asteróides no total;
  • Descobrir corpos planetários nos confins do Sistema Solar (a busca do Planeta X?)
  • Mapear estrelas variáveis hoje desconhecidas;
  • Caçar supernovas;
  • Descobrir explosões misteriosas vindas de galáxias longínquas, cuja luz leva bilhões de anos para chegar aqui.

O Pan-STARRS 1 se tornou plenamente operacional em junho de 2010.

Fonte

Astronomy.com: Pan-STARRS discovers its first potentially hazardous asteroid

._._.

5 comentários

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  1. Daniel

    Um asteróide com cerca de 45 metros de diâmetro que se aproximará da Terra a uma distância de 6 milhões de quilômetros (15 vezes a distância da Terra a Lua) Estão de parabéns por encontrarem objeto tão pequeno e distante que não representa praticamente nenhum perigo.

  2. Robinson

    Bom dia, Roca também sou muito fã destes investimentos em astronomia, um dia realizarei meu sonho de possuir meu telescopio para olhar para o espaço em tempo real. Sobre o comentario do Gustilo temos uma anã marrom que é jupiter, mas acredito ainda ter outra estrela e talvez seja uma anã negra e não a marrom que todos procuram, assim como em alguns sistemas planetarios. Aqui temos muitos misterios em nosso sistema, como a datação do mesmo, ainda engatinhamos em relação ao cosmo e cada dia se torna mais exitante as novas descobertas.
    Espero ainda em vida, claro racionalmente a descoberta de algum sistema de vida, pois acredito que existe vida inteligente bem proximo a nós. Roca gostaria de conversar contigo via msn ou e-mail se for possivel sei que aqui não é o local sobre este assunto mas vi um video e acredito que tu já tenhas visto ele pelo youtube.
    Vou postar o meu e-mail para quem quiser trocar alguma ideia e conhecimento sobre diversos temas de astronomia.
    s0nr0bin@hotmail.com
    Um grande abraço e obrigado pelo espaço.

  3. Gutislo, o godo

    Realmente formidável! O espaço é potencialmente perigoso, na verdade ele terrível e sem piedade; há um número incalculável de objetos, e, uma hora ou outra, um virá em nossa direção – por exemplo: se o ocorrido em Tunguska tivesse acontecido em Paris, qual o resultado?
    Com relação aos demais objetivos, seria interessante, afinal, ainda não pode ser descartado que nosso Sol tenha uma anã-marrom irmã.

  4. Jairo Grossi

    Boa notícia essa hein, Roca ? !
    Saber que podemos contar agora com este aprimorado sistema de procura por objetos potencialmente perigosos. Demorou, não ?
    Não podíamos mesmo, e nem poderemos ficar contando somente com a sorte, rezas ou orações, se por acaso descobrirmos tarde demais que um grande asteróide se direciona até nós.
    Este é o tipo de informação que sempre, e muito me interessa, e pelo menos deveria interessar, acredito eu, a uma porção de pessoas, não é mesmo ?
    O pior é saber que ainda tem gente (ou governos) que ainda se perguntam se compensa investir no desenvolvimento de tecnologias espaciais.
    Só este motivo já não seria suficiente?

    1. ROCA

      Sou fã do programa pois ele resolverá uma série de questões tais como a existência de outros planetas além de Netuno (TNOs), supernovas, GRBs. Tudo que se move (hemisfério norte celeste) e tem algum brilho será rastreado (magnitude maior que +24).

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