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set 10

NGC300: a galáxia espiral padrão revelada pelo observatório de La Silla do ESO

O ESO publicou esta nova imagem espetacular da galáxia espiral NGC 300, semelhante à Via Láctea, situada próximo de nós no Grupo de Galáxias do Escultor.

NGC 300 vista pelo observatório do ESO em La Silla, Chile. Clique na imagem para acessar a versão original do ESO.

NGC 300 vista pelo observatório do ESO em La Silla, Chile. Clique na imagem para acessar a versão original do ESO.

Esta visão foi capturada através do instrumento Wide Field Imager (WFI), no Observatório de La Silla do ESO, Chile, em um total de tempo de exposição de 50 horas, revelando a estrutura desta galáxia detalhes inéditos.

A NGC 300 reside a cerca de 6 milhões de anos-luz de distância se apresenta com 2/3 do tamanho da Lua Cheia nos céus.

NGC 300 – a galáxia espiral padrão

A NGC 300 foi descoberta na Austrália pelo astrônomo escocês James Dunlop no início do século XIX e consiste em uma das galáxias espirais mais próximas e vistosas do céu meridional, suficientemente brilhante para ser observada com binóculos. NGC 300 reside na direção da discreta constelação do Escultor, uma constelação que tem poucas estrelas brilhantes, mas que é notável por hospedar uma coleção de galáxias próximas que formam o Grupo do Escultor [1]. Os telescópios do ESO têm observado elementos deste grupo, com destaque para a NGC 55 (eso0914), a NGC 253 (eso1025, eso0902) e a NGC 7793 (eso0914). Em geral as galáxias apresentam sempre alguma peculiaridade, mas a NGC 300 parece uma galáxia padrão, o que a torna um exemplo ideal para os astrônomos analisarem a estrutura e conteúdo de galáxias espirais.

Esta imagem obtida com o instrumento Wide Field Imager (WFI), no Observatório de La Silla do ESO, Chile, é uma composição de várias tomada obtidas com um conjunto de diferentes filtros, somando o tempo de exposição de 50 horas. Os dados foram adquiridos durante muitas noites ao longo de vários anos.

A constelação do Escultor e a NGC 300

A constelação do Escultor e a NGC 300

Censo estelar

O objetivo principal desta longa campanha observacional foi colher um censo bastante completo das estrelas da NGC 300, contando tanto o número como as variedades de estrelas e determinando regiões ou apenas estrelas individuais que necessitem de investigação mais focalizada e aprofundada. Espera-se que esta seleção, extremamente rica em dados, irá certamente ter muitos outros usos nos próximos anos. Ao observar a galáxia através de filtros que isolam especificamente a radiação emitida por hidrogênio e oxigênio, as inúmeras regiões de formação estelar ao longo dos braços em espiral da NGC 300 podem ser observadas na imagem com extrema nitidez, apresentando-se como nuvens vermelhas e cor-de-rosa. Com sua grande área de visão, de 34 por 34 minutos de arco, equivalente ao tamanho aparente da Lua Cheia no céu, o dispositivo WFI é a ferramenta ideal para os astrônomos estudarem objetos da escala da NGC 300.

A NGC 300 hospeda muitos fenômenos astronômicos interessantes que têm sido perseguidos pelos telescópios do ESO. Os astrônomos do ESO descobriram recentemente nesta galáxia o buraco negro estelar mais distante e de maior massa encontrado até hoje (eso1004: ESO descobre o buraco negro estelar mais distante na galáxia espiral NGC 300), num sistema binário tendo como companheira uma estrela Wolf-Rayet quente e brilhante. A NGC 300 e outra galáxia, NGC 55, encontram-se em rotação lenta na direção e em torno uma da outra, na primeira fase do longo processo de fusão (eso0914). A melhor estimativa da distância da Terra à NGC 300 foi determinada por astrônomos que utilizaram o Very Large Telescope do ESO, no Observatório do Paranal (eso0524).

Nota

[1] Embora seja normalmente considerada como pertencente ao Grupo do Escultor, as medições de distância mais recentes mostram que a NGC 300 se encontra significativamente mais perto de nós do que muitas das outras galáxias do grupo. Assim, a NGC 300 talvez possa estar apenas marginalmente associada a este grupo.

Fonte

ESO: A Nearby Galactic Exemplar

._._.

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