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jul 26

Paradoxo de Fermi: qual o impacto da expansão e colaboração entre civilizações alienígenas?

Um novo modelo proposto por cientistas da Ucrânia busca demonstrar como a expansão de uma civilização alienígena pode passar por progressos e mudanças, proporcionando uma visão mais profunda sobre o Paradoxo de Fermi.

O diagrama demonstra o nascimento, crescimento e morte das Civilizações no Universo (em 3 fases consecutivas, t1, t2 e t3): a civilização 1 (azul marinho) nasce em t1 e se desenvolve nas fases t2 e t3. A civilização 2 (castanho), que existiu mais de que o limite T0, colapsa e entra em decadência nas fases t2 e t3. As civilizações 3 (vermelho) e 4 (verde), na fase t2, junto com a civilização 1 (azul marinho), na fase t3, conseguiram sucesso em formar um aglomerado. O ciclo de vida para as civilizações 3 e 4 é incrementado por um bônus Tb. Na fase t3 as civilizações 3 e 4 se aglomeram com a civilização 1 e passam a ter um bônus dobrado (2 x Tb). Além disso, a civilização 1 ganha na fase t3 um bônus Tb. A civilização 5 (azul turquesa), que não teve contato com outras civilizações se extingue na fase t2. Crédito: Snarskii e Bezsudnov (página 5).

O diagrama demonstra o nascimento, crescimento e morte das Civilizações no Universo (em 3 fases consecutivas, t1, t2 e t3): a civilização 1 (azul marinho) nasce em t1 e se desenvolve nas fases t2 e t3. A civilização 2 (castanho), que existiu mais de que o limite T0, colapsa e entra em decadência nas fases t2 e t3. As civilizações 3 (vermelho) e 4 (verde), na fase t2, junto com a civilização 1 (azul marinho), na fase t3, conseguiram sucesso em formar um aglomerado. O ciclo de vida para as civilizações 3 e 4 é incrementado por um bônus Tb. Na fase t3 as civilizações 3 e 4 se aglomeram com a civilização 1 e passam a ter um bônus dobrado (2 x Tb). Além disso, a civilização 1 ganha na fase t3 um bônus Tb. A civilização 5 (azul turquesa), que não teve contato com outras civilizações se extingue na fase t2. Crédito: Snarskii e Bezsudnov (página 5).

Mas, a que conclusões os cientistas chegaram?

Em 1950, o físico italiano Enrico Fermi fez a famosa pergunta que hoje leva seu nome: Se há civilizações inteligentes em todo o Universo com tecnologias que superam a nossa, porque nós ainda não achamos sinais delas?

Desde então, o controverso paradoxo de Fermi tem intrigado tanto os astrônomos quanto os escritores de ficção científica. Embora existam diversas formas de abordagem do problema, até agora ninguém chegou a uma explicação convincente.

Agora há uma nova visão do problema com a abordagem sugerida por Igor Bezsudnov e Andrey Snarskii da Universidade Técnica Nacional da Ucrânia.

Sua idéia é imaginar que as civilizações se formam em certo ritmo, crescem até preencher um determinado volume de espaço, colapsam e morrem. Os cientistas da Ucrânia vão mais além, sugerindo que as civilizações têm um tempo de vida característico, o que limitaria o tamanho que podem atingir.

Em determinadas circunstâncias, no entanto, quando duas (ou mais) civilizações estão mais próximas entre si no tempo e no espaço, estas podem afortunadamente entrar em contato. Como conseqüência deste encontro, em seguida, surgiria uma fertilização cruzada de idéias e culturas que permitiriam o florescimento combinado das civilizações. Tal proporcionaria um sensível aumento na duração dos ciclos de vida beneficiando estas civilizações em interação.

Simulação via autômatos celulares

Snarskii e Bezsudnov trabalharam na tese que o processo de expansão de civilizações no espaço pode ser facilmente modelado através do uso de autômatos celulares. Assim, eles criaram seu próprio Universo através de 10.000 x 10.000 células autômatos, executando mais de 320.000 passos.

Os parâmetros que governam a evolução do Universo são simples: a probabilidade de formação de uma civilização, o tempo de duração usual de uma civilização e o tempo de bônus que beneficia as civilizações quando estas se encontram e se aglomeram.

O resultado fornece uma nova visão sobre o Paradoxo de Fermi. Snarskii e Bezsudnov ousam dizer que, para certos valores desses parâmetros, o Universo passa por uma mudança de fase a partir da qual as diversas civilizações singulares solitárias (que tenderiam a não se encontrar) passam a encontrar-se e ganhar sobrevida que cumulativamente tornaria o Universo inteiro civilizado com os aglomerados a expansão dos aglomerados.

Além disso, Snarskii e Bezsudnov derivaram uma desigualdade que um Universo de satisfazer para gerar civilizações. Esta desigualdade, disseram os cientistas ucranianos, é análoga a famosa equação de Drake que busca quantificar o número de outras civilizações contactáveis em nossa galáxia.

A questão que permanece, notadamente, é sobre que tipo de Universo nós vivemos: os parâmetros presentes no Universo são adequados para a evolução de uma civilização cósmica ou estamos condenados a ficarmos sós para sempre?

Snarskii e Bezsudnov concluem sua tese dizendo que infelizmente existe apenas uma maneira de descobrir: esperar e ver.

Fonte

O artigo acima é uma tradução livre (com adaptações editoriais e complementos), baseada na fonte abaixo:

  1. MIT – Technology Review Blog: The Fermi Paradox, Phase Changes and Intergalactic Colonisation

Referência

  1. ArXiv.org: Onde estão todos? – Espere um momento… Nova abordagem para o Paradoxo de Fermi

Links

  1. O paradoxo de Fermi foi recalculado. Quantas civilizações podem haver na nossa galáxia?
  2. Refinando a hipótese da Terra Rara: o que seria ‘o suficientemente adequado’ para os exoplanetas?
  3. Existem outras civilizações? Elas também sonham em viajar para outras estrelas e mundos?
  4. Estarão as civilizações galácticas em ilhas isoladas de um vasto oceano interestelar?
  5. Stephen Hawking coloca grandes questões sobre o Universo
  6. A Terra é rara? Ou não?

._._.

2 comentários

1 menção

  1. Wesley

    Legal o texto sobre possíveis civilizações alienígenas. Embora eu esteja fazendo Biologia, me interesso por assuntos diversos da Ciência. E saber que existem bons blogs (que tratam de assuntos como vida fora do planeta) cientificamente e não pseudocientificamente. Parabéns.

  2. Cristiano

    Há muito tempo que prego que essa variável deveria ter sido levada em consideração na equação de Drake. Fico feliz que não sou o único a pensar assim. Discussões nessa direção com certeza ajudarão a resolver o tal “paradoxo” (que eu, como Robert A. Freitas Jr., discordo ser esse problema um paradoxo).

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