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abr 13

Herschel revela massivas estrelas recém nascidas escondidas na nebulosa Rosette

Nebulosa Rosette sob a visão infravermelha do Herschel: esta imagem é uma composição de 3 fotos em diferentes comprimentos de onda. A tonalidade azul mostra a visão de 70 mícrons, em verde temos 160 mícrons e em tons avermelhados 250 mícrons Créditos: ESA/PACS & SPIRE Consortium/HOBYS Key Programme Consortia

Nebulosa Rosette sob a visão infravermelha do Herschel: esta imagem é uma composição de 3 fotos em diferentes comprimentos de onda. A tonalidade azul mostra a visão de 70 mícrons, em verde temos 160 mícrons e em tons avermelhados 250 mícrons Créditos: ESA/PACS & SPIRE Consortium/HOBYS Key Programme Consortia

A última imagem do fabuloso telescópio espacial Herschel revela estrelas antes nunca vistas, massivas estrelas recém-nascidas, cada uma até 10 vezes mais massiva que o Sol. Estas estrelas jovens são aquelas que irão influenciar onde e como a próxima geração de estrelas se formará na região de Rosette. Esta imagem é uma nova divulgação da iniciativa da agência espacial européia (ESA) chamada de ‘OSHI’ (Online Showcase of Herschel Images).

A Nebulosa Rosette reside a cerca de 5.000 anos-luz da Terra e está associada a uma nuvem maior que contém poeira e gás suficientes para produzir o equivalente a 10.000 estrelas da massa do Sol. A imagem acima capturada pelo observatório Herschel exibe metade desta nebulosa além da já citada nuvem Rosette. As estrelas massivas que excitam a nebulosa se encontram à direita da imagem, mas são invisíveis nos comprimentos de onda da luz visível. Cada cor nesta imagem representa uma temperatura diferente da poeira cósmica, desde -263 º C (apenas a 10 º C acima do zero absoluto) expressa na tonalidade vermelha, passado pelos tons em verde, até -233 º C associado à tonalidade azul.

As manchas brilhantes são casulos empoeirados que escondem massivas proto-estrelas. Estes objetos irão eventualmente tornar-se estrelas com cerca de dez vezes a massa do Sol. As manchas pequenas perto do centro e nas regiões avermelhadas da imagem são proto-estrelas de menor massa, similares ao Sol.

O observatório espacial Herschel da ESA atua recolhendo a radiação infravermelha, emanada pela poeira. Esta imagem é uma combinação de três comprimentos de onda no infravermelho, em cores codificadas nas tonalidades azul (70 mícrons), verde (160 mícrons) e vermelho (250 mícros), embora, na realidade, os comprimentos de onda mostrados aqui sejam invisíveis aos nossos olhos. Ele foi criado por meio de observações dos dispositivos do Herschel: Photoconductor Array Camera and Spectrometer (PACS) e Spectral and Photometric Imaging Receiver (SPIRE).

A pesquisa HOBYS do Herschel

Herschel está mostrando aos astrônomos pela primeira vez tais massivas proto-estrelas, como parte da sua “pesquisa de imagem sobre objetos estelares jovens tipo O e B”. Esta pesquisa é conhecida como HOBYS e tem como alvo as estrelas jovens das classes O e B, que se tornarão as estrelas mais quentes e brilhantes existentes.

“Regiões de formação estelar de alta massa são raras e se encontram mais escondidas que as de baixa massa”, disse Frédérique Motte, do Laboratoire AIM Paris-Saclay, na França. Assim, os astrônomos tiveram que esperar por um telescópio espacial mais potente e tecnologicamente mais avançado como o Herschel como revelá-las.

É importante compreender os mecanismos da formação das estrelas de alta massa em nossa galáxia, pois as estrelas jovens massivas fornecem a sua nuvem molecular mãe tanta luz e outras formas de radiação que muitas vezes podem provocar a formação da próxima geração de estrelas.

Quando os astrônomos investigam as galáxias mais distantes, as regiões observadas que formam estrelas são as mais brilhantes e massivas. Assim, se os cientistas querem comparar a nossa galáxia com outras mais distantes, eles devem primeiro compreender como funciona a formação estelar de alta massa, aqui na Via Láctea.

“Herschel vai olhar para outras regiões de formação de estrelas de alta massa, algumas que estão em construção de estrelas de até cem vezes a massa do Sol,” diz o Dr. Motte, que pretende apresentar os primeiros resultados científicos da pesquisa HOBYS no simpósio anual ESLAB da ESA a ser realizado na Holanda, em 4 a 7 de maio de 2010.

Para saber mais e ver belíssimas fotos da Nebulosa Rossete leia: A nebulosa Rosette (Roseta) revelada pela lente de John Ebersole

Fontes

Science Daily: Baby Stars in the Rosette Cloud

ESA: Baby stars in the Rosette cloud

._._.

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