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dez 15

61 Virginis b: descoberta a primeira Super Terra orbitando estrela similar ao Sol!

A 61 Virginis é a primeira estrela similar ao Sol onde foi descoberta uma Super Terra

A 61 Virginis é a primeira estrela similar ao Sol onde foi confirmada a descoberta uma Super Terra

Quatro novos exoplanetas orbitando duas estrelas próximas dão peso às promessas da detecção de mundos habitáveis nos próximos 5 anos anunciaram os cientistas em 14 de novembro de 2009.

Dois dos planetas extrasolares são considerados Super Terras, exoplanetas mais massivos que a Terra, porém menores que Urano e Netuno. A detecção de planetas de tamanho análogo ao da Terra ainda é um problema que desafia a tecnologia atual. Mas a presença de Super Terras sugere que é apenas uma questão de tempo o dia em que acharemos mundos como o nosso.

“Estas descobertas indicam que planetas de menor massa são relativamente comuns orbitando estrelas próximas”, disse um dos membros da pesquisa Steven Vogt, professor de astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz. “A descoberta dos mundos potencialmente habitáveis poderá acontecer em poucos anos”.

Os astrônomos ainda não têm certeza se as Super Terras são rochosas como o nosso planeta ou se estes massivos exoplanetas têm outra composição desconhecida.

O time encontrou os novos sistemas planetários combinando dados coletados no observatório W. M. Keck no Hawaii e no Anglo-Australian Telescope (AAT) em New South Wales, Austrália. Eles deduziram a existência destes planetas extrasolares a partir dos efeitos de perturbação gravitacional causados nas suas estrelas hospedeiras. Eles usaram a técnica da velocidade radial (wobble). Assim, tendo em vista sua detecção indireta, não há fotografias destes exoplanetas.

Comparação entre o sistema 61 Virginis, seus 3 exoplanetas e o nosso Sistema Solar.

Comparação entre o sistema 61 Virginis, seus 3 exoplanetas e o nosso Sistema Solar.

A Super Terra 61 Virginis b

Três destes exoplanetas orbitam a estrela 61 Virginis, classe espectral G5-6V, que é virtualmente uma estrela gêmea do Sol que reside a 28 anos luz de distância, na constelação de Virgo (Virgem). Os cientistas estimaram a massa mínima para cada objeto: 5,1±0,5 vezes a massa da Terra (M) para 61 Virginis b, 18,2±1,1 M para 61 Virginis c e 22,9±2,6 M para 61 Virginis d, de acordo com Chiris Tinney da Universidade de New South Wales, Austrália.

“Assim, o menor destes novos exoplanetas pertence à classe ‘Super Terra’ por causa de sua massa intermediária [entre 2 e 10 vezes a massa da Terra]. Trata-se do primeiro exoplaneta como esse a ser encontrado em uma estrela similar ao Sol”, informou Tinney.

Outras Super Terras tem sido encontradas em volta de estrelas mais frias e avermelhadas que o Sol, disse Tinney.

Tinney acrescentou: “Isto é excitante porque demonstra a habilidade de nosso time de encontrar exoplanetas de massas menores em estrelas de massa similar ao Sol. Se nós queremos um dia achar planetas habitáveis que são realmente parecidos com a Terra em sistemas estelares similares ao nosso, então são nestes tipos de estrelas que nós devemos ter a capacidade de achar exoplanetas de baixa massa”.

A Super Terra HD 1461 b

O segundo novo sistema estudado pelo time contém uma Super Terra com 8,1±0,7 M orbitando a estrela HD 1461, classe espectral G0V, outra estrela gêmea do Sol, localizada a 76 anos luz de distância da Terra na constelação de Cetus (Baleia).

Os cientistas dizem que há pelo menos um e possivelmente dois exoplanetas mais massivos, ainda não confirmados, que também orbitam a estrela HD 1461.

Os pesquisadores alegam que não têm certeza se o novo exoplaneta, chamado HD 1461 b, é um versão ampliada da Terra, composto principalmente de rochas e ferro ou se é formado como Urano e Netuno, planetas gasosos com expressivo manto de água e densa atmosfera de hidrogênio,  hélio e metano, exibidas na figura abaixo:

Composição de um planeta tipo Netuno e Urano: (1) Atmosfera superior e suas nuvens; (2) Atmosfera composta de hidrogênio, hélio e metano gasosos; (3) Manto composto de água, amônia e metano congelado; (4) Núcleo composto de rochas e gelo.

Composição de um planeta tipo Netuno e Urano: (1) Atmosfera superior e suas nuvens; (2) Atmosfera composta de hidrogênio, hélio e metano gasosos; (3) Manto composto de água, amônia e metano congelado; (4) Núcleo composto de rochas e gelo.

Fontes e referências

Universe Today: First Super-Earths Discovered Around Sun-like Stars por Nancy Atkinson

Space.com: Super-Earths Found Around Sun-Like Stars por Jeanna Bryner

ArXiv.org (artigos científicos):

Tim Stephens – UCSC news: New planet discoveries suggest low-mass planets are common around nearby stars

._._.

10 comentários

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  1. JAMIR DIOGO DE FARIA

    GOSTO DE PESQUISAR , VERIFICO MUITOS SITES MAS ESSE É MUITO LINDO, COPIEI UMAS PARA PASSAR NO MEU ORKUT. É LINDO
    MEUS QUERIDOS. É MUITO IMPORTANTE AS COISAS BELAS AS PESSOAS POSSAM PEGÁ- LA, LINDO NÃO TEM COMO ESPRESSÁ- LO.

  2. Franci

    Esquecí de comentar que o planeta que mencionei foi batizado de GJ1214b e está a 40 anos-luz da Terra. Foi descoberto pelo Projeto m-Earth.

  3. Giovani

    Além da incerteza sobre a presença de uma magnetosfera no planeta, que é o que nos protege da radiação solar, não é?

    1. ROCA

      Certamente um exoplaneta massivo como 61 Viginis b tem uma magnetosfera, assim ele, de alguma forma teria uma boa proteção contra o vento estelar.

  4. Franci

    E, um grupo de astrônomos amadores descobriram outro planeta sendo o mesmo 6.5 mais massivo e é apenas 3 vezes maior que a Terra. É o segundo menor planeta extrasolar descoberto e, pela densidade, é composto de 3/4 de água. Chegará o dia em que realmente será encontrada a “gêmea” da Terra.

  5. josemarke

    Bom, mas isso já é um grande passo, saber como são esses planetas vai ser uma questão de pouco tempo

    1. ROCA

      Josemarke,
      É isto que todos nós ansiosamente esperamos!

  6. Mirian Martin

    Resumindo, eles só sabem que existem lá Super-Terra. Como são, de que são compostas, e possibilidades de vida seriam meras divagações, né?

    1. ROCA

      As possibilidades são complexas e desconhecidas. Lembre-se que o nosso Sistema Solar é ‘incompleto’. A Terra é o maior planeta telúrico e há um salto enorme para Netuno e Urano que já são, respectivamente, 14,5 vezes e 17 vezes mais massivos e completamente diferentes do nosso planeta (suas densidades médias são menores que 1,7 g/cm³ e a Terra tem densidade média acima de 5.5 g/cm³, ou seja, a Terra é mais densa >3 vezes ).
      .
      Assim, na falta de exemplos próximos na vizinhança do Sistema Solar, nós desconhecemos plenamente o que acontece com um exoplaneta com massa entre 2 e 10 vezes a massa da Terra (Super Terras) e isso não será facilmente entendido nas próximas décadas.

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