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dez 02

Hubble revela a essência da nebulosa da Íris

http://www.spacetelescope.org/images/heic0915a/

NGC 7023: a nebulosa da Íris. O campo de visão é de 3,3 minutos de arco. A imagem é uma composição de 4 fotos obtida com filtros em azul, verde, quase-infravermelho e Hidrogênio-alfa Crédito: ESA/NASA/Hubble

Este close-up da NGC 7023, a Nebulosa da Íris, mostra uma região repleta de poeira cósmica. Iluminada pela massiva estrela próxima HD 200775, com 10 vezes a massa do Sol, o pó lembra algodão doce, acentuado por estrelas-diamante. O “algodão doce” é efetivamente feito de pequenas partículas de material solida, com tamanhos que variam de 10 a 100 vezes menor que os grãos de areia que habitualmente encontramos aqui nas nossas praias. Quanto aos “diamantes-estelares”, estes são as estrelas vizinhas que residem tanto atrás quanto na frente desta nebulosa.

Esta imagem foi tomada usando a câmera ACS (Advanced Camera for Surveys) antes da última missão de upgrade do Hubble. Os astrônomos também usaram a câmera Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer (NICMOS) para calcular quais elementos químicos estão presentes nesta nebulosa.

NGC 7023 é uma nebulosa de reflexão, o que significa que ela espalha a luz fornecida por uma estrela brilhante massiva próxima. As nebulosas de reflexão são diferentes das nebulosas de emissão, que são nuvens de gás suficientemente aquecidas para emitir sua própria luz. As nebulosas de reflexão tendem a aparecer na cor azul devido ao modo que espalham a luz, mas partes da nebulosa da Íris aparecem avermelhadas ou rosadas, o que é considerado incomum.

Imagem de campo profundo mostra a área em volta da NGC 7023

Imagem de campo profundo mostra a área em volta da NGC 7023. Crédito: ESA/NASA/Hubble

Os pesquisadores que estudam este objeto estão particularmente interessados na região à esquerda e ligeiramente acima do centro da imagem, onde se encontram filamentos de poeira cósmicos mais avermelhados que o normal. Um composto químico peculiar, baseado em hidrocarbonetos é possivelmente o responsável pelos tons vermelhos, que está sendo alvo de pesquisa para se determinar a composição mais precisa desta nebulosa.

A NGC 7023 foi descoberta por Sir William Herschel em 1794 e reside na constelação de Cepheus, o Rei, no céu do hemisfério norte. A nebulosa da Íris dista cerca de 1400 anos-luz da Terra e tem um diâmetro de 6 anos-luz.

Vejam detalhes mais aqui, com fotos de alta resolução e filme da nebulosa NGC 7023 no website da ESA/Hubble.

Fontes e referências

Universe Today:

Portal do Astrônomo: NGC 7023 – Nebulosa da Íris

Science Daily: Blushing Dusty Nebula

NASA/ESA: Blushing Dust Nebula

._._.

3 comentários

  1. Franci

    Efetivamente, o Hubble foi, na minha concepção, um dos maiores feitos da humanidade. Graças a ele, podemos ter o privilégio de viajar pelo espaço.

    1. ROCA

      Sem dúvida, eu iria mais além, julgo que há duas eras na Astronomia: AH e DH (antes do Hubble e depois do Hubble)…

    2. Mirian Martin

      Adorei esse AH e DH! 🙂

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