RXJ1347: O gás mais quente do Universo


aglomerado estelar RXJ1347_Hubble_e_Chandra

Imagens do aglomerado de galáxias RXJ1347 tomadas pelo telescópio espacial Hubble (à esqueda) e a mesma região em raios-X observada pelo observatório espacial Chandra (à direita). (Crédito: NASA)

Cientistas espaciais descobriram um dos lugares mais quentes conhecidos no Universo com temperaturas que chegam até os assombrosos 300 milhões de graus Celsius.

Uma nuvem de gás abrasador que envolve um enxame de galáxias agrupadas entre si a 5 bilhões de anos luz de distância na constelação de Virgo (Virgem).

Dados observador do aglomerado galáctico RXJ1347 pelo Suzaku. O eixo horizontal mostra a energia dos raios-X enquanto o eixo vertical mostra a intensidade pelo nível de energia dos raios-X.

Dados observados do aglomerado galáctico RXJ1347 pelo Suzaku. O eixo horizontal mostra a energia dos raios-X em KeV (quilo-elétron-Volt) enquanto o eixo vertical mostra a intensidade do nível de energia dos raios-X.

O ponto quente cósmico foi detectado pelo telescópio de raios-X a bordo do satélite japonês Suzaku. O aglomerado de galáxias investigado, conhecido como RXJ1347, tem 5 milhões de anos luz de largura.

Os cientistas combinaram seus resultados com imagens em raios-X realizadas pelo telescópio espacial Chandra para revelar que o gás que rompeu o recorde de temperatura está contido em uma área de 450.000 anos luz de largura que brilha como um ponto de luz devido a enorme distância em que se encontra da Terra.

Os astrônomos estão intrigados com esta descoberta uma vez que o gás encontra-se muitas vezes mais quente que qualquer outro observado em galáxias anteriormente. Em comparação, o centro do Sol, onde ocorre a nucleossíntese estelar, arde a “apenas” 15 milhões de graus Celsius.

Simulação computacional da colisão de aglomerados galácticos. Da esquerda para a direita é possível vermos o processo da evolução quando dois aglomerados galácticos colidem. O gás é comprimido e a densidade muda. As áreas em branco e amarelo indicam regiões de maior densidade em relação as demais áreas. Cortesia of Takuya Akahori, Research Institute of Basic Science, Universidade Nacional Chungnam, República da Coréia)

Simulação computacional da colisão de aglomerados galácticos. Da esquerda para a direita é possível vermos o processo da evolução quando dois aglomerados galácticos colidem. O gás é comprimido e a densidade muda. As áreas em branco e amarelo indicam regiões de maior densidade em relação as demais áreas. Cortesia of Takuya Akahori, Research Institute of Basic Science, Universidade Nacional Chungnam, República da Coréia)

A melhor opção para explicar as abrasadoras temperaturas do gás é a colisão violenta entre aglomerados galácticos em altas velocidades, da ordem de 4.000 quilômetros por segundo.

O Professor Assistente Naomi Ota da Universidade de Tókio disse: “Este é um evento terrível. Estas colisões de aglomerados de galáxias são os eventos celestes mais violentos em termos de energia desde o Big Bang”. Veja o artigo completo, escrito por Naomi Ota, aqui.

Fontes e referências

Skymania: Hottest spot in the universe found por Paul Sutherland

O gás mais quente do Universo foi descoberto através do telescópio Suzaku por Naomi Ota

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  1. #1 by Wender at 18 de novembro de 2009

    Vixi maria

(não será publicado)