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set 23

M16: ESO mostra uma águia de proporções cósmicas

Nebulosa da Águia - M16. Crédito: ESO La Silla Chile.

Nebulosa da Águia – M16. Crédito: ESO La Silla Chile.

M16: Situada a cerca de 7.000 anos-luz de distância, na direção da Constelação da Serpente, conhecida popularmente como a Nebulosa da Águia é um berçário estelar brilhante, uma região de gás e poeira onde há uma pletora de estrelas em formação e um enxame de estrelas jovens, quentes (NGC 6611) e de grande massa. A poderosa radiação e os ventos fortes provenientes destas estrelas energéticas dão forma aos pilares do tamanho de 1 ano-luz, vistos na imagem em contraste com o fundo brilhante da nebulosa. A própria nebulosa tem uma forma que lembra uma águia, sendo as “garras” os pilares centrais.

O enxame estelar foi descoberto pelo astrônomo suíço, Jean Philippe Loys de Chéseaux, em 1745-46. Vinte anos depois o caçador de cometas francês, Charles Messier, detectou a nebulosa, de forma independente, e a incluiu com o número 16 no seu famoso catálogo. Messier notou que as estrelas se encontravam rodeadas de um brilho fraco. A Nebulosa da Águia atingiu a fama em 1995, quando os seus pilares centrais apareceram em relevo na famosa imagem ‘pilares da criação’, obtida com o Telescópio Espacial Hubble, da NASA/ESA. Em 2001, o Very Large Telescope do ESO (VLT) obteve outra imagem espantosa da nebulosa (Foto do ESO 37/01), no espectro do infravermelho, oferecendo aos astrônomos uma visão penetrante das poeiras obscurecidas e mostrando claramente as estrelas em formação nestes pilares.

A imagem apresentada pelo ESO (European Southern Observatory) foi obtida com a Câmara de Campo Largo (Wide-Field Imager camera), montada no telescópio de 2.2 metros MPG/ESO, em La Silla, Chile. A foto cobre uma área do céu tão extensa como a Lua cheia e é 15 vezes maior que a anterior imagem de 2001 do VLT, e tem mais de 200 vezes o tamanho da imagem emblemática, na região do visível feita pelo Hubble em 1995. Toda a zona em volta dos pilares pode agora ser observada com muito detalhe.

Os “Pilares da Criação” estão no meio da imagem, com o enxame de estrelas jovens, NGC 6611, situado em cima à direita. A “Espiral” – outro pilar observado pelo Hubble – encontra-se no centro esquerdo da imagem.

Estruturas que parecem dedos saem da vasta parede de gás frio e poeira da nuvem, um pouco com as estalagmites sobem a partir do solo de uma gruta. No interior dos pilares, o gás é suficientemente denso para colapsar sobre o seu próprio peso, formando proto-estrelas. Estas colunas de gás e poeira do tamanho de 1 ano-luz estão sendo simultaneamente esculpidas, iluminadas e destruídas pela intensa radiação ultravioleta das estrelas de grande massa do NGC 6611, o enxame estelar jovem adjacente. Dentro de alguns milhões de anos – um mero piscar de olhos cósmicos – estarão completamente destruídas.

Detalhes da M16 sob a lente de Daniel Lopez

Visão da Nebulosa da Águia no espectro do hidrogênio, oxigênio e enxofre. Crédito: Daniel Lopez, IAC

Em 2007 Daniel Lopez fotografou a Nebulosa da Águia no espectro do hidrogênio, oxigênio e enxofre mostra os pilares “A Espiral”, à esquerda e “Da Criação”, à direita. Crédito©: Daniel Lopez, IAC

A  imagem acima foi obtida por Daniel Lopez através do telescópio de 0,80-metros da IAC, nas Ilhas Canárias. Daniel Lopez capturou parte da nebulosa da Águia mostrando o aglomerado aberto de estrelas em formação. O alto nível de detalhes resulta da captura da imagem usando filtros para cores especificas da luz emitida pelos elementos químicos hidrogênio, oxigênio, e enxofre.

Fontes e referências:

APOD: The Eagle Nebula in Hydrogen, Oxygen, and Sulfur – Crédito©: IAC, Daniel Lopez

ESO: An Eagle of Cosmic Proportions

AstroPT: Nebulosa da Águia

._._.

1 comentário

4 menções

  1. Rick

    It was a very interesting post thanks for writing it!

  1. Adam Block apresenta as paisagens cósmicas M16 e a Nebulosa da Águia » O Universo - Eternos Aprendizes

    […] M16 e a Nebulosa da Águia residem a 7.000 anos luz de distância da Terra e constituem um alvo fácil para observações a partir de binóculos e telescópios menores. Esta região rica em nebulosas faz parte do céu na constelação Serpens Cauda (a cauda da serpente). […]

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