2012: Não haverá tempestade solar assassina


Tendo em vista os diversos alertas e notícias falsas sobre tragédias a ocorrer no ano de 2012  alegando o  suposto ‘fim do calendário Maia‘, estamos postando uma série de artigos para desmistificar esses cenários apocalípticos impossíveis. Esse é o sexto artigo que fala sobre a terrível tempestade Solar assassina  prevista pelos profetas do apocalipse a acontecer em 2012.

2012: No Killer Solar Flare (2012: Não Haverá Tempestade Solar Assassina)

Tradução do artigo escrito por Ian O’Neill na Universe Today em 21 de junho de 2008

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

2012: Não haverá tempestade solar assassina!

Nós poderemos assistir a um descomunal espetáculo de fogos de artifício em 2012. O Sol se aproximará do seu pico no ciclo solar de 11 anos, conhecido como “máximo solar“, então devemos esperar uma grande atividade solar. Algumas previsões colocam o máximo do Ciclo Solar 24 como até mais energético que os últimos máximos solares de 2002 e 2003 (lembra-se das explosões de classe X quebrando recordes em 2003?). Os físicos solares estão entusiasmados com este novo ciclo e novos métodos de previsão têm sido colocados em uso. Deveríamos preocupar-nos?

Diferentemente dos muitos cenários do apocalipse que apresentamos aqui sobre o final do mundo baseado nas profecias Maias para o ano 2012, na realidade este cenário tem alguma base científica. Além disso, pode eventualmente até existir alguma correlação entre o ciclo solar de 11 anos e os ciclos temporais vistos no calendário Maia. Será que esta antiga civilização conseguiu compreender que os pólos magnéticos do Sol sofrem inversão de polaridade a cada década? Além disso, alguns textos religiosos dizem que o dia do ‘Fim do Mundo‘ implicará em uma grande quantidade de fogo e enxofre. Pelo que parece, a expectativa é que vamos mesmo morrer assados vivos por nossa própria estrela em 21 de dezembro de 2012!

Antes de passarmos direto para as conclusões sobre esse tema, daremos um passo atrás e vamos meditar sobre tudo isto. Assim como as demais formas nas quais o mundo terminará em 2012, a possibilidade de que o Sol expulse uma descomunal tempestade solar daninha até a Terra tem sido bastante atraente para os profetas do apocalipse. Todavia, olhando para o que realmente ocorre durante um evento de explosões solares dirigidas até nosso planeta, nós constatamos que na verdade a Terra tem estado muito bem protegida da fúria solar. Todavia, alguns satélites artificiais não estarão a salvo…

A Terra tem evoluído ao longo das eras, por bilhões de anos, rodeada por um ambiente altamente radioativo. O Sol lança constantemente partículas de alta energia, a partir da sua superfície dominada pelo magnetismo, através do vento solar. Durante o máximo solar (quando o Sol está em sua etapa mais ativa no ciclo solar que dura, em média, 11 anos), a Terra pode ter o infortúnio de estar na mira de uma explosão com a energia equivalente a 100 bilhões de vezes a bomba de Hiroshima na II Guerra Mundial. Esta explosão é conhecida como tempestade solar e seus efeitos podem causar alguns problemas aqui na Terra.

Antes de revermos aqui os efeitos colaterais na Terra, vamos analisar o comportamento do Sol e compreender as razões dele se enfurecer tanto cada 11 anos, nos períodos de “máximo solar“.

O Sol apresenta um comportamento cíclico que alterna períodos de calmaria (mínimo solar) com períodos de intensa atividade (máximo solar).

O Sol apresenta um comportamento cíclico que alterna períodos de calmaria (mínimo solar) com períodos de intensa atividade (máximo solar).

Como está o Sol hoje? veja acima nessa imagem do SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) full-field Fe IX, X 171 Å - NASA Goddard Space Flight Center

Como está o Sol hoje? veja acima nessa imagem atualizada diariamente do SOHO Extreme ultraviolet Imaging Telescope (EIT) - full-field Fe IX, X 171 Å - NASA Goddard Space Flight Center (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

O Ciclo Solar

Primeiro e o mais importante: o Sol tem um ciclo natural de aproximadamente 11 anos (podendo variar ± 2 anos). Durante o tempo de vida de cada ciclo, as linhas de campo magnético do Sol são arrastadas ao redor do corpo solar mediante uma rotação diferenciada no equador solar. Isto significa que o equador solar gira mais rapidamente que os pólos magnéticos. Conforme isto prossegue, o plasma solar arrasta as linhas de campo magnético ao redor do Sol, provocando tensão e acumulando energia (ilustrado na figura acima). Conforme aumenta a energia magnética, formam-se ondas no fluxo magnético, forçando-as mover-se até a superfície. Estas ondas são conhecidas como bolhas coronais, as quais se fazem mais numerosas durante os períodos de pico solar.

Vídeo – O ciclo Solar

Aqui entram em jogo as manchas solares. Conforme as bolhas coronais continuam surgindo na superfície, as manchas solares aparecem também, situadas na base das bolhas. As bolhas coronais têm o efeito de empurrar as camadas mais quentes da superfície do Sol (a fotosfera e a cromosfera) para os lados, expondo a zona de convecção mais fria (as razões de porque a superfície solar e a atmosfera estão mais quentes que o interior se deve o fenômeno de aquecimento da corona). Conforme a energia magnética se acumula, pode-se esperar que cada vez maior fluxo magnético seja forçado a unir-se. Aqui é onde tem lugar o fenômeno de re-conexão magnética.

A re-conexão é o gatilho do acionamento de explosões solares de diversos tamanhos. Tal e como já explicado em outro artigo da Universe Today (”Fluxos coronais quentes podem ser a chave para as explosões solares“), as explosões solares variam desde as “nano tempestades” até as “explosões da classe-X” que são os eventos solares mais energéticos. Calcula-se que as maiores explosões solares podem gerar a energia de 100 bilhões de explosões atômicas, mas não deixe que este número o preocupe. Para começar, estas explosões têm lugar na corona baixa, próxima da superfície solar, ou seja, há quase 150 milhões de quilômetros de distância (1 UA – Unidade Astronômica). A Terra não está nem ao menos perto dessas erupções.

Quando as linhas de campo magnético solar liberam uma enorme quantidade de energia, o plasma solar se acelera e fica confinado dentro do ambiente magnético (o plasma solar é formado de partículas superaquecidas iônicas como prótons, elétrons e alguns elementos leves como os núcleos de Hélio). Quando as partículas do plasma interagem, raios-X podem ser gerados se as condições necessárias estão adequadas, tornando-se possível o evento denominado bremsstrahlung. (O bremsstrahlung tem lugar quando as partículas carregadas interagem, dando como resultado uma emissão de raios-X). Isto pode criar uma tempestade de raios-X (ou rajadas de Raios-X).

Super tempestade solar

Super tempestade solar de 2003

O problema com as rajadas de raios-X

O maior problema com uma rajada de raios-X é que temos bem pouco tempo de aviso prévio para detectar quando esse evento irá acontecer, uma vez que os raios-X viajam na velocidade da luz (na imagem acima temos uma rajada que quebrou recordes em 2003). Os raios-X de uma tempestade de classe-X alcançam a Terra em cerca de oito minutos. Quando os raios-X impactam nossa atmosfera, estes são absorvidos pela camada mais externa, conhecida como ionosfera. Como já se pode deduzir por esse nome, esta é uma camada altamente carregada e reativa, repleta de íons (núcleos atômicos e elétrons livres).

Durante eventos solares tão potentes, os índices de ionização entre os raios-X e os gases atmosféricos se incrementam nas camadas D e E da ionosfera. Isto provoca um aumento súbito na produção de elétrons nestas camadas. Estes elétrons podem causar interferências na passagem das ondas de rádio através da atmosfera, absorvendo os sinais de rádio de onda curta (os da faixa de freqüência alta), bloqueando possivelmente as comunicações globais. Estes eventos são conhecidos como “Perturbações Ionosféricas Súbitas” (SID – “Sudden Ionospheric Disturbances“) e são comuns durante os períodos de alta atividade solar. É interessante apontar que o incremento na densidade de elétrons durante uma SID reforça a propagação das ondas de rádio de Muito Baixa Freqüência (VLF), um fenômeno que os cientistas usam para medir a intensidade dos raios-X que procedem do Sol.

Ejeção de Massa Coronal Solar (CME)

Ejeção de Massa Coronal Solar (CME)

Ejeções da massa coronal?

As emissões de explosões solares de raios-X são só uma parte da história. Se as condições são adequadas, pode ser produzida uma ejeção de massa coronal (CME – “coronal mass ejection“) na área da tempestade (embora esses fenômenos possam ocorrer de forma independente). As CMEs são mais lentas que os raios-X em sua propagação, mas seus efeitos globais aqui na Terra podem ser mais problemáticos. As CMEs não viajam a velocidade da luz, mas ainda assim viajam bem rápido. As CMEs podem chegar a uma velocidade de 3,2 milhões de km/h, o que significa que podem alcançar-nos em até 48 horas (1 UA ≈ 149,6 milhões de km).

Aqui é onde se põe grande parte do esforço na previsão do clima espacial. Temos uma legítima frota de naves situadas entre a Terra e o Sol no Ponto de Lagrange Terra-Sol (L1) com sensores a bordo para medir a energia e intensidade do vento solar. Quando uma CME passa através de sua posição, podem-se medir diretamente as partículas energéticas e os campos magnéticos interplanetários (CMI). Uma missão conhecida como Explorador de Composição Avançado (ACE – Advanced Composition Explorer) orbita no ponto de Lagrange L1 e proporciona aos cientistas com 1 hora de antecedência informes sobre a situação da aproximação de uma CME. ACE forma parceria com o Observatório Heliosférico e Solar (SOHO – SOlar and Heliospheric Observatory) e com o Observatório de Relações Solares e Terrestres (STEREO – Solar TErrestrial RElations Observatory). Assim as CMEs podem ser rastreadas desde a corona inferior até o espaço interplanetário, através do ponto L1 até a Terra. Estas missões solares estão trabalhando ativamente juntas para proporcionar as agências espaciais previsões antecipadas sobre uma CME dirigida contra a Terra.

Então, o que acontece se uma CME alcança a Terra? Para começar, grande parte do impacto depende da configuração magnética do CMI (desde o Sol) e do campo geomagnético da Terra (a magnetosfera). Em geral, se ambos estão alinhados com suas polaridades apontando na mesma direção, é altamente provável que a CME seja repelida pela magnetosfera. Neste caso, a CME se deslizará sobre a Terra, provocando algumas mudanças de pressão e distorção na magnetosfera, mas de qualquer forma a CME será defletida sem maiores problemas. Entretando, se as linhas dos campos magnéticos do CMI e da magnetosfera estão em uma configuração antiparalela (quero dizer: as polaridades magnéticas estão em direções opostas), pode então ocorrer uma re-conexão magnética nas bordas da magnetosfera. Neste evento, o CMI e a magnetosfera se fundem, conectando o campo magnético terrestre com o do Sol. É isto que nos proporciona um dos eventos mais inspiradores da natureza: as auroras polares.

O vídeo abaixo da New Scientist ilustra o conceito de ‘clima espacial’ (space weather):

Satélites em Perigo

Quando o campo magnético de uma CME conecta com o da Terra, são injetadas partículas de alta energia na magnetosfera. Devido à pressão do vento solar, as linhas de campo magnético do Sol se centrarão na Terra, curvando-se atrás do nosso planeta. As partículas injetadas no “lado diurno” serão canalizadas para as regiões polares da Terra interagindo com nossa atmosfera e gerando a luz através das auroras. Durante esta época, o Cinturão de Van Allen ficará “super carregado eletricamente”, criando uma região ao redor da Terra que pode causar problemas  tanto aos astronautas desprotegidos como nos satélites sem escudos. Para mais detalhes, leia: “Radiation Sickness, Cellular Damage and Increased Cancer Risk for Long-term Missions to Mars“, “New Transistor Could Side-Step Space Radiation Problem.” e Viagem até Marte? Cuidado com os raios cósmicos!

Como se não fosse o bastante essa radiação do Cinturão de Van Allen, os satélites poderiam sucumbir-se à ameaça de uma atmosfera em expansão. Como seria de esperar, se o Sol golpear a Terra com raios-X e CMEs, haverá um aquecimento inevitável e uma expansão global da atmosfera, possivelmente invadindo as altitudes orbitais dos satélites. Se os controladores das agências espaciais não ficarem atentos, o efeito de aero frenagem sobre os satélites poderá provocar a sua desaceleração e conseqüente queda. Lembro que o processo de aero frenagem tem sido usado de forma extensiva como uma ferramenta de vôo espacial para frear as naves quando são postas em órbita ao redor de outro planeta. Assim isto terá um efeito adverso sobre os satélites que orbitam a Terra uma vez que uma diminuição imprevista na velocidade orbital poderá provocar a sua reentrada indesejável na atmosfera.

A Terra vista do Espaço

A Terra vista do Espaço

Também sentimos os efeitos no solo

Embora os satélites estejam na linha de frente, se ocorrer um poderoso aumento na quantidade de partículas energéticas que entram na atmosfera, poderemos sentir os efeitos adversos aqui sobre a Terra também. Devido à geração de raios-X a partir dos elétrons da ionosfera, algumas formas de comunicação podem entrecortar-se (ou serem eliminadas por completo), mas isto não é tudo que pode acontecer. Nas regiões em latitudes particularmente altas, uma vasta corrente elétrica, conhecida como “electrojet“, pode formar-se na ionosfera graças a estas partículas entrantes, uma vez que uma corrente elétrica advém de um campo magnético. Dependendo da intensidade da tormenta solar, as correntes elétricas podem ser induzidas aqui no solo, sobrecarregando eventualmente as redes elétricas globais. Em 13 de março de 1989, seis milhões de pessoas sofreram um apagão na região de Quebec no Canadá depois de um enorme aumento na atividade solar causado por correntes induzidas no terreno. Quebec ficou paralisada durante nove horas enquanto seus engenheiros trabalhavam na solução do problema.

Estrela em erupção (solar flare).

Estrela em erupção (solar flare)

Pode nosso Sol produzir uma tempestade assassina?

A resposta curta a esta pergunta é “não“.

A resposta longa para essa questão é um pouco mais elaborada. Embora uma tempestade solar dirigida diretamente contra nós, possa provocar problemas secundários tais como danos nos satélites, lesões em astronautas sem proteção e eventuais apagões, a tempestade em si não é bastante potente para ‘destruir’ a Terra, e certamente, não em 2012. Acrescento que, em futuro distante, quando o Sol comece a esgotar seu hidrogênio do núcleo e se converta em uma gigante vermelha, iremos ter um verdadeiro inferno no planeta Terra, mas isso só ocorrerá dentro de 5 ou mais bilhões de anos. Existe contudo até a probabilidade remota de que várias explosões de classe-X sucessivas sejam lançadas pelo Sol e por pura má sorte uma série de CMEs nos impactem conjuntamente com explosões de raios-X, mas tal nunca será bastante potente como para superar nossa magnetosfera, ionosfera e a grossa atmosfera abaixo que nos protege há bilhões de anos.

Diferentemente do nosso Sol, que é bem pacato, as explosões solares “assassinas” têm sido observadas em outras estrelas. Em 2006, o observatório Swift da NASA viu a maior tempestade solar jamais observada135 anos luz de distância. Com uma liberação de energia estimada em 50 quadrilhões (milhões de trilhões) de bombas atômicas, uma tempestade como a de II Pegasi haveria aniquilado a maior parte da vida na Terra se nosso Sol tivesse disparado tal tormento. Obviamente, nosso Sol não é uma II Pegasi. II Pegasi é uma violenta gigante vermelha com uma companheira binária em uma órbita muito próxima. Acredita-se que a interação gravitacional com sua companheira binária além do fato de que II Pegasi é uma gigante vermelha são as causas desta tempestade energética descomunal.

Os profetas do apocalipse gostam de apontar o Sol como uma possível fonte assassina para a Terra, mas o fato é que nosso Sol é uma estrela muito estável. Não possui uma binária companheira (como II Pegasi), tem um ciclo conhecido (de aproximadamente 11 anos) e não há provas de que nosso Sol tenha contribuído em nenhuma das extinções massivas no passado com uma enorme tempestade dirigida contra a Terra. Já foram observadas grandes explosões solares (tal como a tempestade de luz branca de Carrington em 1859)… mas a humanidade ainda continua tranqüila por aqui.

Para esfriar mais ainda o assunto, os físicos solares (em 2008 e 2009) estão surpreendidos pela carência inesperada da atividade solar no início do ciclo solar #24, o que tem levado alguns cientistas a especular que poderíamos estar próximos de um novo mínimo de Maunder e uma “Pequena Idade do Gelo“. Isto está em total oposição com a previsão anterior dos físicos solares da NASA feita em 2006 que estimaram que este ciclo fosse tornar-se extraordinário.

Isto me leva a concluir que ainda temos um longo caminho a percorrer na previsão das explosões solares. Embora a previsão do clima espacial esteja melhorando, só dentro de alguns anos estaremos capacitados a monitorar o Sol com uma precisão suficiente para dizer com alguma certeza quão ativo será o ciclo solar. Por ora, no que tange a profecia, previsão ou mito, não existe uma forma física de dizer se a Terra será golpeada por alguma tempestade, muito menos um enorme evento em 2012. Mesmo que uma grande tempestade venha a nos assolar, tendo em vista o máximo solar que está previsto para 2012, tal jamais será um evento que cause extinção massiva. Sim, os satélites poderão ser danificados, provocando problemas secundários como perda do serviço global de GPS (o que poderia interromper o controle de tráfico aéreo, por exemplo) ou as redes energéticas nacionais poderão sofrer sobrecargas causadas por “electrojets” de auroras, mas nada mais extremo que isso.

Mas espera aí! Para complicar esse problema, os profetas do apocalipse também têm afirmado que incrivelmente uma grande tempestade solar nos impactará justamente quando o campo magnético da Terra se enfraquece e se inverte, deixando-nos sem proteção ante os estragos de uma CME… As razões pelas quais isto também não vai ocorrer em 2012 já mereceram seu próprio artigo: 2012: Não haverá inversão dos pólos magnéticos da Terra“.

Referências e Fontes:

AstroPT: 2012 – Fim do Mundo

Eternos Aprendizes:

astroengine.com: 2012

Universe Today:

Fotos e imagens:

Situação atual do Sol mostrada pelo observatório espacial SOHO (clique na imagem para a ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

Situação atual do Sol mostrada pelo observatório espacial SOHO (clique na imagem para ver a versão em alta resolução e a data/hora em que foi gerada)

http://sohowww.nascom.nasa.gov/

The History Channel – O UNIVERSO: Os segredos do Sol (4 partes)


, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. #1 by Mauro at 13 de julho de 2010

    Caro colega,
    Desculpe a falha ao não mencionar a fonte do artigo.
    Mas, devido a importância do assunto, cito agora, a fonte do artigo científico, em vista de que ele possa ser conhecido pelos leitores que tenham interesse em saber mais sobre as tendências da produção intelectual contemporânea.
    Sem mais,
    Mauro

    ps: são trechos extraídos por mim, a totalidade está disponível em:

    http://www.saofrancisco.edu.br/edusf/…/horizontes-5%5B6283%5D.pdf
    Horizontes, Bragança Paulista, v. 22, n. 1, p. 29-41, jan./jun. 2004

    Um estudo etnomatemático das esteiras (pop) sagradas dos maias*
    Milton Rosa**
    Daniel Clark Orey

    A perspectiva etnomatemática

    Muitos pesquisadores e estudiosos, entre eles,
    os etnomatemáticos, os antropólogos e os etnógrafos,
    reconhecem que todas as culturas e todos os povos têm
    desenvolvido métodos únicos e sofisticados para
    explicar, conhecer e transformar a própria realidade.
    Eles também reconhecem que os métodos acumulados
    por estas culturas são parte de um processo natural,
    constante e dinâmico, de evolução e de crescimento.
    Não é premissa da etnomatemática desdenhar os
    modelos desenvolvidos pela matemática acadêmica ou
    pelas tradições ocidentais, mas considerar como válidas
    todas as formas de explicar e entender a realidade, que
    são formuladas e acumuladas por diferentes povos e
    culturas. Estas formas de conhecimento fazem parte de
    um processo que está em constante mutação e que evolui
    como parte do próprio dinamismo cultural de cada
    grupo. As formas alternativas de práticas matemáticas
    sempre surgem com o trabalho cotidiano de grupos
    culturais específicos para procurar entender, explicar,
    compreender e analisar os problemas práticos da vida
    diária. No culturalismo universal, é característica de
    todos os grupos culturais encontrar maneiras próprias
    para buscar e acumular este conhecimento. Assim, todas
    as culturas têm necessidade de desenvolver modos únicos
    para quantificar, comparar, classificar, medir, explicar e
    modelar os fenômenos que acontecem diariamente
    (Borba, 1990). Desta forma, alguns grupos culturais
    desenvolveram maneiras particulares para encontrar as
    soluções para os problemas que se apresentavam no
    cotidiano. O estudo dos diferentes modos de resolver
    problemas e dos algoritmos praticados por diferentes
    grupos culturais, baseado na perspectiva etnomatemática,
    torna-se relevante para a compreensão real dos
    conceitos e das propriedades das práticas matemáticas
    que estão envolvidas nestes mecanismos.

    Os maias
    Algumas culturas não-ocidentais desenvolveram
    sistemas matemáticos complexos. Citamos como exemplo
    a civilização maia, que surgiu há mais de 3.000 anos.
    Essa civilização é reconhecida pelos padrões encontrados
    nas observações que fizeram sobre o universo, no
    desenvolvimento das relações matemáticas e no sistema
    simbólico e sagrado que desenvolveram para representar
    estes padrões. Quando os espanhóis conquistaram a
    América Central, por volta de 1500, eles destruíram
    quase totalmente os artefatos e livros produzidos pela
    civilização maia, incluindo os ícones e os textos religiosos.
    Dentre os textos que escaparam a esta conquista destacase
    o chamado Código de Dresden. Este documento revela
    a sofisticação do conhecimento matemático e da astronomia
    do povo maia. De acordo com Coe (1992), o
    conhecimento que se tem atualmente sobre o mundo
    maia é apenas uma pequena fração do conhecimento que
    foi acumulado durante milhares de anos, pois dentre os
    milhares de livros que foram escritos, somente alguns
    sobreviveram para dar testemunho da civilização maia ao
    mundo contemporâneo. Ao contrário do mito popular, o
    povo maia nunca desapareceu, pois estima-se que existem,
    atualmente, 1,2 milhões de maias vivendo no sul do México
    e que aproximadamente 5 milhões deles estão espalhados
    na península de Yucatan e em comunidades urbanas e
    rurais em Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador.

    A etnomatemática, com suas
    conexões com a história, a filosofia e a pedagogia da
    matemática, é um reconhecimento deste fato. Assim, é
    necessário, refletir sobre a premissa de que a matemática
    é uma conquista cultural e que está identificada com a
    história de uma civilização em especial e não
    exclusivamente com a história, a filosofia e a pedagogia
    da matemática que se originou nas civilizações
    mediterrâneas antigas e que foi imposta a todo o planeta
    após as grandes navegações do século XV.

  2. #2 by Mauro at 13 de julho de 2010

    Caro colega,
    Li com interesse o artigo de que se serviu para justificar seus argumentos em resposta ao meu comentário, porém, encontro nele, os mesmos indícios de anacronismo que caracterizaram a formulação “o que não irá acontecer” e “irá acontecer”.
    Há , de início, a necessidade de estabelecer com clareza a chave de pensamento na qual o artigo que citou se desenvolve. Qual seria?
    Posto isto, mas agora dentro da mesma perspectiva que se desenvolve o argumento sobre “o que não irá acontecer”, é preciso analisar as justificativas apresentadas, quais sejam, as que encerram, justamente qual é a chave de pensamento do autor.
    Veja bem. Não trato aqui de defender a idéia de que em 2012 o mundo terá fim – e isto é importante! O que me importa é questionar o que foi escrito sobre isto.
    Do mesmo modo, em nenhuma instância me interessa discutir sobre a produção midiática sobre o tema, que não difere para mim de qualquer outro produto da indústria do entretenimento, que há poucos anos explodiu com o que era a arte cinematográfica e viciou um público cada vez menos apto a discernir o que é arte do que não é.
    Note que digo aqui sobre preconceito, e sendo mais objetivo, preconceito pseudocientífico, na medida em que mistura astutamente categorias e domínios para sustentar a veracidade de uma “tese” – ora, e o que é uma “tese”?
    Lembro de ter dito que na esfera humana tudo depende da crença , ainda que ela possa assumir caráter diverso e esconder-se sob inúmeras formas. Há já algum tempo o predomínio da cultura ocidental subtraiu de todas as demais culturas do mundo a posse da verdade sobre a natureza das coisas. Francis Bacon, já na Renascença inicia um trabalho de limpeza dos “ícones” que atrapalhavam o “progresso das ciências”, e depois dele, o legado “progressista” nunca deixou de ser empunhado contra os selvagens, os primitivos, os subdesenvolvidos e, finalmente, contra qualquer um que erguesse contra o hall dos notáveis laureados nas universidades competentes. Einstein, por exemplo, enfrentou enorme dificuldade a princípio para ser aceito , concorda? E hoje é ícone.
    Ora, o tempo passa, e já passou muito, e é de bom tom admitir que para o “progresso” da ciência é preciso livrar-se dos preconceitos. O problema, meu amigo, é que as especializações que demarcam um novo rumo na modernidade afunilaram de tal modo a visão “científica” que deformidades são praticamente inevitáveis. Autoridades que justificam seus argumentos no fato de serem membros em instituições – aliás, prática esta, que já estava presente na antiguidade Greco-romana – não são mais do que pedras num caminho por onde as novidades passam resvalando para em seguida alçar vôo.
    Não cabe mais aceitar esta salada irracional. Diga-me seriamente, como pode ser compreendido uma formulação assim: “A idéia que o calendário Maia nos diz quando será o fim-do-mundo é simplesmente patética. Ora, se os Maias fossem tão competentes em adivinhar o futuro, poderíamos concluir que o seu império ainda estaria de pé, vivo e forte, hoje.”
    De onde se tira a idéia de que prever o futuro deva garantir alguma coisa? Me parece justamente o contrário. Se houvesse alguma possibilidade de “ver” o que acontecerá no futuro, ficaria posto que nada poderia alterá-lo, pois do contrário, o que se teria “visto” seria outra coisa. Desculpe-me a franqueza e fazer perder nosso tempo com isto, mas certamente há leitores que sequer se aperceberam de uma contradição deste gênero.
    Outra questão, e esta sim é problemática, é o tom agressivo e extremamente preconceituoso dado a uma cultura magnífica como a dos Maias.
    Indico aqui um trabalho que leva em conta a urgência de reavaliar a hierarquia atribuída às sociedades do passado. Além deste trabalho, e na mesma esteira, há muitas áreas que estão se integrando, indicando um claro movimento no sentido de repor em foco aquilo que a separação dos saberes acabou por excluir.
    Devido ao caráter novíssimo das idéias decorrentes destas reavaliações, a rejeição e retaliação por parte dos que se crêem instituídos pelas autoridades competentes é extremamente forte. Ninguém quer largar seu osso. Mas, para concluir, cito novamente a história como a fonte inequívoca da “supremacia da superação” das verdades absolutas por verdades relativas, lei esta, que pode nos ensinar onde não devemos construir nossa identidade.
    Sem mais, agradeço a gentileza e a disposição dialética.
    Abc,
    Mauro

    [trecho retirado por ser cópia de um artigo sem citar a fonte]

    ALGUNS DADOS SOBRE AS CONQUISTAS MATEMÁTICAS DO POVO MAIA
    http://super.abril.com.br/revista/240a/materia_especial_261510.shtml?pagina=1
    [trecho retirado por ser cópia do artigo acima]

  3. #3 by ROCA at 11 de julho de 2010

    Lembramos aos nossos leitores que os comentários que desrespeitarem os Termos de Uso do Blog não serão publicados.

    Para saber as regras: http://eternosaprendizes.com/termos-de-uso/

    Façam bom uso do blog, afinal este é um espaço para troca de conhecimento.

  4. #4 by ROCA at 11 de julho de 2010

    Mauro,
    Existe uma lógica por trás dos conceitos trazidos aqui. Assim, os artigos de 2012 falam sobre o que NÃO IRÁ ACONTECER EM 2012, ou seja, não estamos sendo radicais em nenhum momento, dizendo `não vai acontecer nunca`.
    Melhor dizendo, a probabilidade de que algum evento cataclísmico aconteça em 2012 é a mesma de que este aconteça em 2011, 2015, 2020, etc.
    .
    Alguns dos fenômenos estudados aqui, na categoria 2012, poderão efetivamente acontecer dentro de milhares a milhões de anos no futuro: a queda de asteróide e cometa ou a inversão dos pólos magnéticos da Terra. Estes dois são fenômenos que já ocorreram no passado e podem vir a ocorrer no futuro remoto.
    .
    É muito importante atentarmos para o princípio do `Por que agora?` que o cientista Seth Shostak explica brilhantemente no artigo abaixo:
    http://eternosaprendizes.com/2009/10/23/seth-shostak-do-instituto-seti-fala-sobre-o-tema-2012-e-critica-o-filme/
    .
    Segundo Shostak:
    “…existe algo além disso. O fim-do-mundo para os humanos possivelmente irá acontecer pelo menos se considerarmos como precendente o que aconteceu com centenas de milhões de outras espécies extintas na história da Terra. Foi estimado que 99,9% de todas as criaturas que já passaram por nosso planeta são assunto do passado. Em outras palavras, apesar de que de pensamos orgulhosamente que somos os ‘pilares da criação’, somos, na verdade, não mais que a última produção da Natureza. Nossa espécie um dia irá chegar ao fim ou talvez sofra uma evolução. Mas, ISTO NÃO SERÁ EM 2012! E a razão disso é simples e chamamos do fator “por que agora?”. O fator “por-que-agora?” é uma versão temporal do principio enunciado por Copérnico, ou seja, atualmente não é uma época em especial.”

    (leia o resto lá no link)

    Feliz 2013!

  5. #5 by Mauro at 10 de julho de 2010

    Prezados amigos,
    antes devo parabenizá-los sobre o nobre ideal da busca pelo conhecimento que aparece de modo emblemático no topo do site. Sim, somos todos aprendizes. E desta máxima, se me permitem, devo tirar a conclusão de que: ninguém, seja lá quem for, membro de qualquer instituição que seja, científica, religiosa ou outra qualquer, está em tal lugar que não seja o de aprendiz.
    Disto, devo deduzir, que na ausência de uma autoridade dotada da infalibilidade em seu conhecimento sobre as coisas; é tão somente, nelas – nas próprias coisas – que é possível crer. Contando ainda com nossa imensa capacidade de julgar mal, quando não, de nos iludirmos com nossos sentidos.
    Assim, questiono a segurança como enfatizaram o que “não irá acontecer”, na medida em que o argumento é apenas uma forma oposta ao que diz sobre “o que vai acontecer”. Ora, infelizmente – mesmo! – a produção teórica e material que se origina das “ciências” nos trouxe tantos milagres quanto desastres. Poper, um dos grandes gênios do saber, em um ato de magnânima humildade consolidou a idéia de que a ciência é um processo, não é uma conquista final, pois não há conhecimento científico absoluto sobre nada. Fossemos considerar o conhecimento que o homem tem de si e já estaríamos diante de uma imensa frustração. Isto depois de tantas façanhas inegáveis – basta lembrarmos do alcance da genética atual em relação ao que era tido como “sabido” pelos médicos que assistiram o início de nosso período histórico em 1789!
    De modo que, talvez fosse mais prudente encontrarmos um meio caminho entre o “irá” e o “não irá”. Que o mundo publicitário das mercadorias chafurda com os temas mais abrangentes, não se discute, apenas lamenta-se. Mas reduzir a visão de mundo ao que determinam “as academias”, sendo estas, as detentoras exclusivas sobre a “verdade”, é cuspir para o alto – como nos revela a história, em divertidos casos, inúmeros para ser mais exato, quando gênios foram humilhados, explusos, ignorados ou mesmo mortos por heresia, quando revelaram aos “doutores” que suas “verdades” já não eram assim tão verdadeiras.
    Portanto, não há, segundo o que a lucidez possa ver, nada além de “crenças” no âmbito do “humano”, sejam elas científicas, místicas, artísticas, políticas ou outras quaisquer. E por mais exdrúxulas que nos pareçam hoje, nada nos garante num amanhã, que não fossem revelações da “pura verdade”, mas apenas extrapolava as condições “sociais” para ser assimilada naquele contexto histórico.

    Sem mais, agradeço a oportunidade na abertura para comentários, e sobretudo, a clareza na exposição dos demais tópicos do site.

    Felicitações
    ps: assumo aqui o compromisso de escrever outro comentário em 2013!

  6. #6 by Ricardo at 21 de junho de 2010

    Olá !

    Boa Noite A todos !

    Parabéns “Guilherme ” !!!!! é exatamente o que toda humanidade deve reeaprender ! ” Como vamos lidar com o fato e uns com os outros ” para mim , não importa quando ,onde ,força , intensidade ou quem sabe mais sobre Tempestade Solar ,quero respostas é de como posso ser mais últil e responsável numa situação em que o planeta venha cobrar de todos o mau que ja causamos …….?

  7. #7 by Pesquisador at 8 de maio de 2010

    Mas eu acho que a NASA não liberou tantas fontes assim, para sabermos mais tecnicamente, e nem se deu ao trabalho de vir a público se é de interesse global. Até mesmo o porquê de uma investigação Solar já é bem questionável, indo na mesma velocidade da Sonda Cassini, só que no sentido contrário. Espero que a sonda “Juno” nos traga mais mistérios da atmosfera de Júpiter do que já foram revelados ao público, em outras descobertas. Agora o que mais falta acontecer, é o que as pessoas ficam se perguntando, nada se poderá fazer com o que tenhamos que passar mais adiante, que dirá fazer algo se o nosso Sol não gostar da “sopa”.

  8. #8 by ROCA at 8 de maio de 2010

    Existe um argumento extremamente simples que derruba toda e qualquer profecia apocalíptica, chama-se o argumento “Porque agora?”

    Seth Shostak explica este argumento, que replico aqui, para facilitar o entendimento:

    “O fator por-que-agora?

    É claro que sim. Mas existe algo além disso. O fim-do-mundo para os humanos possivelmente irá acontecer pelo menos se considerarmos como precendente o que aconteceu com centenas de milhões de outras espécies extintas na história da Terra. Foi estimado que 99,9% de todas as criaturas que já passaram por nosso planeta são assunto do passado. Em outras palavras, apesar de que de pensamos orgulhosamente que somos os ‘pilares da criação’, somos, na verdade, não mais que a última produção da Natureza. Nossa espécie um dia irá chegar ao fim ou talvez sofra uma evolução. Mas, ISTO NÃO SERÁ EM 2012! E a razão disso é simples e chamamos do fator “por que agora?”. O fator “por-que-agora?” é uma versão temporal do principio enunciado por Copérnico, ou seja, atualmente não é uma época em especial.”

    (o texto continua aqui: http://eternosaprendizes.com/2009/10/23/seth-shostak-do-instituto-seti-fala-sobre-o-tema-2012-e-critica-o-filme/ )

    Por que agora? justamente em 2012, o Sol vai atuar de forma incomum gerando uma tempestade inimaginável e causar apagões globais, destruindo a rede de energia elétrica terrestre?

    Que o Sol ciclicamente tem suas tempestades, algumas delas causando alguns infortúnios, como o apagão em Quebec de 1989, no Canadá, ou a perda eventual de alguns satélites mal operados… Isto, os cientistas que cuidam do ‘clima espacial’ sabem muito bem e monitoram o Sol para alertar aos órgãos e empresas com antecedência.

    O Sol está lá há bilhões de anos, se ele fosse propenso a detonar a sua fúria energética sobre a Terra, ISTO JÁ TERIA ACONTECIDO DIVERSAS VEZES ANTES, e os cientistas já teriam evidências de eventos catastróficos similares no passado.
    O que temos então até agora? O registros de uma forte tempestade magnética em registrada por Carrington em 1859? Alguém morreu? Animais morreram? Não. Porque agora?

    Como disse o prof. Hathaway da NASA, eventos como a tempestade Carrington de 1859 são extremamente raros:

    “In the 160-year record of geomagnetic storms, the Carrington event is the biggest.” It’s possible to delve back even farther in time by examining arctic ice. “Energetic particles leave a record in nitrates in ice cores,” he explains. “Here again the Carrington event sticks out as the biggest in 500 years and nearly twice as big as the runner-up.”

    Hathaway sugere que eventos como esse ocorram com frequência bem baixa, um a cada 500-1.000 anos, mesmo assim, não causariam extinções em massa na Terra. E este é o cenário do pior caso que conhecemos até hoje, considerado os últimos 160 anos. Além disso, eventos como este deixam sua assinatura nos registros armazenados por milhares a milhões de anos nas geleiras e que são investigados pelos cientistas. A partir do estudo do registro histórico os cientistas consequem estabelecer os padrões e frequências de fenômenos naturais.

    Leia, para saber mais sobre o Sol:

    http://eternosaprendizes.com/2009/03/20/qual-a-situacao-atual-do-sol/

    http://eternosaprendizes.com/2010/01/26/noaa-como-os-cientistas-podem-prever-as-erupcoes-solares-solar-flares/

    http://eternosaprendizes.com/2009/01/28/a-nasa-ve-o-lado-oculto-do-sol/

    http://eternosaprendizes.com/2010/02/22/o-sol-e-uma-estrela-variavel-o-sdo-vai-esclarecer/

    Por que agora?

    Por que não aconteceu antes…???

  9. #9 by Pesquizador at 8 de maio de 2010

    Novamente Parabéns pela matéria!

    Meu amigo não, porquê ainda não te conheço, mas que seja um dia destes;”Caro” não sei o porquê, se não fui eu quem criou êste tópico? _Mas faz sim parte destes leitores, que sabem expressar suas opiniões. E tem outra coisa “Caro ROCA” nosso leitor pedro, me parece ter uma opinião bastante ocular, sobre o que irá acontecer em 21/12/2012. Quanto ao assunto do tópico, estava indo muito bem até você estar disvirtuando o assunto, que têm sim muito conhecimento científico. Voltando ao foco do tópico acima, me parece ter sido muito esclarecedor, agora se ainda tiver alguma dúvida “ROCA”, teremos o máximo de humildade para dar uma opinião só para você.
    E não desviando muito do assunto, não estamos aqui falando de falsas profecias, pois respeito cada uma delas, e tiveram muito estudo científico para serem comprovadas, não são “falsas profecias”, apenas usavam instrumentos que antes eram obsoletos, e que hoje em dia são mais avançados, para se ter mais certeza (precisão) do que os instrumentos que os antigos utilizavam.
    Eu disse que são acontecimentos, que podem acontecer a qualquer momento, o mais próximo Ciclo Solar começa em 2011 e tem seu pico máximo em 2012.
    O assunto do Tópico, aborda o que é de realidade científica, e por coincidirem com as “previsões proféticas”; não necessariamente na mesma data do Ciclo Solar, ou das tragédias que poderá causar, o que se sabe até agora, é sobre enormes danos em condutores de energia e transmissores, satélites, etc…

    (O criador do “Tópico” foi muito feliz!!!! aos referir-se a II Pegasi, que permitiu que os
    Cientistas estudassem mais sobre as tempestades solares.)

  10. #10 by ROCA at 8 de maio de 2010

    Caro Pesquisador,

    Convém lembrar que o que estamos falando aqui é sobre falsas profecias de 2012, ou seja, sobre eventos que não vão ocorrer nos próximos anos e não sobre o Sol transformando-se em gigante vermelha dentro de vários bilhões de anos a frente.

    Se o Sol vai se tornar gigante vermelha e a Terra será incinerada no futuro remoto, isso é assunto para o artigo:

    Qual será destino final da Terra e do Sol?

  11. #11 by Pesquizador at 8 de maio de 2010

    Parabéns pela matéria!

    Mas quanto a liberação de energia, é sim possível ser “assassina”. Meus amigos vejam o tamanho do nosso Sol e distância que está do nosso Planeta! Vou até mais longe, ( já que mencionaram o II Pegasi); mas devo advetí-los, que não se pode comparar tal explosão ocorrida no II Pegasi só por ser uma Estrela Vermelha!
    O nosso Sol, ainda não se pronunciou como a II Pegasi, porquê ainda está borbulhando nestes últimos 11 anos. Uma bolha arremessada, já chega até nós em 25 horas sem precisar de pico solar nenhum para isto. Vejam que não precisa nem de uma tempestado para isto acontecer. É claro que agora vêmos o sol tranquilo, mas se ele quiser destruir o escudo protetor da Terra, ele o fará num Pico Solar tranquilamente. Só pra ter uma idéia, ” O nosso Sol tem força suficiente, sem precisar de Ciclo Solar de 11 anos para varrer nosso Planeta do Sistema Solar, como se fosse uma tacada numa bola de golfe literalmente”.
    Mas estou confiante, este ciclo já é normal de acontecer, e depois outra, nosso Sol não é nenhuma Gigante Vermelha enfurecida, apesar de já ter seus 5.000.000.000 (bilhões) de anos cumprindo já a metade de sua vida.
    É fantátisco mesmo viver ao lado desta “Gigante Estrela”, não há como negar fazemos parte dela. Agora a camada de Ozônio que protege a vida humana do Sol, mas não há nada que proteja o destino do nosso Planeta que é o de ser atraído por êste mesmo Sol, assim como todos os Planetas do nosso Sistema Solar que são atraídos pelo mesmo Astro.

  12. #12 by ROCA at 23 de abril de 2010

    Irá mesmo Pedro?
    Quando?
    Como?
    Onde estão as evidências científicas que corroboram seu raciocínio? Apresente-as aqui.
    O mundo está cheio de achismos, mas em ciências o que importa são as provas. Blá-blá-blá não significa absolutamente nada.
    Estamos aguardando sua contribuição com links e artigos científicos que suportam o que você afirma.
    ._._.

  13. #13 by pedro at 23 de abril de 2010

    Bom, não foram so os maias que acreditam no fim do mundo cientistas, religiosos, hopi, monges, Nostradamus e outros profetas, Egípcios, I-ching, WebBots entre outros dizem que o mundo irá acabar.

    Mas uma tempestade solar irá acontecer provocando grandes apagões no mundo inteiro.

    Nostradamus preveu a 2ª guerra mundial, o nascimento do maníaco que provocou a guerra, tsunamis, o sumiço de uma tribo pré-colombiana e muito mais… também preveu o fim do mundo cuja a data corresponde a 21/12/2012

  14. #14 by Esdras Santos at 22 de abril de 2010

    Excelente texto

  15. #15 by Glauco Lima at 7 de abril de 2010

    Para mim está muito claro que essa história de fim do mundo é uma falsa interpretação da professia Maia.
    Portanto, pergunto: não seria possível que uma ejeção de massa coronal mais acentuada viesse a interferir de maneira muito grave nos vários sistemas de satélites em órbita de forma a criar um verdadeiro caos na terra, uma vez que vivemos em uma época totalmente atípica do histórico da humanidade?
    Nunca necessitamos tanto das tele-comunicações para fazer o “mundo girar”.
    Talvez se isso o fim de um ciclo!

  16. #16 by washington at 31 de março de 2010

    Se o mundo acabara sim em 2012 com toda raça humana existente na terra, é claro que discordo um pouco da profecia maia pois ninguem sabe como vai acontecer se vai ser um terremoto ou algo assim.

    Mas se formos olharmos e analisarmos a cada dia o nosso dia-a-dia está mais quente mais abafado, sabe tenho apenas 14 anos mas sempre me interessei pelo planeta, alias sempre fui obsecado desde aos 09 anos quando ganhei meu pc eu estudei estudei e muito sobre nosso planeta e cada coisa q lá existia o calendario maia veio para mim aos 11 anos quando pesquisei qual será o fim da terra? Entao o achei simplesmente impressionante como um povo daquela época poderia supostamente inventar uma data? nao dá,não pode, existia sim algo uma força maior que nenhum ser humano vai descobrir jamais uma data em que eles nem sonhavam em existir, povos sem tecnologia avançada isso nao é possivel, o Mundo terá um fim sei que lá estarei com 16 anos é triste mas será a melhor experiencia ver o Mundo sozinho se vingar de tudo que o homem o fez de ruim.

    Adorei o site, vou sempre visitá-lo

  17. #17 by Vinicius at 29 de março de 2010

    Fato:
    Há um buraco de campo magnético crescente entre o sul do Brasil e o Atlântico.

    A intensidade do campo magnético do Planeta está reduzindo, caracterizando o inicio da mudança de pólo magnético.

    Você sabe o que aconteceria no caso de uma rajada Solar dessas direcionadas a este local falho?

    Outro fato:
    O cometa Swift-Tuttle foi visto pela última vez em 1992 e sua próxima visita será em 2126, com risco de se chocar com a Terra ou com a Lua. (em 2126 entrará na mesma orbita da Terra)

    Link Abaixo:

    http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/1053/a-anomalia-do-atlntico-sul

    http://sites.google.com/site/anomaliamagneticaatlanticosul2/home

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Swift-Tuttle

  18. #18 by lorrayne at 28 de março de 2010

    eu simplesmente não acredito que tem data marcada para o mundo acabar, ou seja, para a profecia do apocalipse acontecer

  19. #19 by Guilherme at 20 de março de 2010

    Olá a todos
    Estive ausente dos comentários mas continuava acompanhando os posts…
    Vejo que o assunto ficou fora de ar um tempo… poucas postagens desde a última do Ribeiro…
    Bem, creio que as pessoas não estão dando a devida atenção ao assunto.
    Sei que estamos (no Brasil) numa latitude confortável, caso uma CME atinja o planeta, mas creio que a maioria das pessoas não percebe o óbvio: se uma CME atingir o planeta todos serão afetados.
    A primeira experiência será a falta de luz… mas isso será fichinha perto do que virá… o colapso econômico é a pior faceta desse evento. E ele será desencadeado pela falta de energia no norte do planeta. Isso irá acontecer, mais dia menos dia (creio que entre de março de 2011 e o início de 2013 as chances ficam maiores)
    Sejamos realistas, mais dia menos dia uma CME atingirá o planeta, e agora (que ao que parece está prestes a acontecer; pesquisem o sol!) temos parcos recursos para lidar com ela. Se não alertarmos a população sobre como agir caso um evento como o de Carrington venha a acontecer novamente, poderemos experimentar momentos de caos desnecessariamente… Vamos nos preparar… como uma grande família. Sem pieguices hippies, estou falando de entendermos que a espécie humana no planeta precisa se desenvolver e aprender como habitar esse espaço no universo; não creio que já saibamos tudo…. Eventos solares agora fazem parte da pauta do dia, quer queira quer não.

    Pesquisem o assunto… e em março de 2011 estejam com seu estoque de pílulas de cloro (para a limpeza da água), comida em abundância e velas.
    Vamos passar por esse evento de uma forma inteligente, nada escandalosa (sem pretenções apocalípticas, ou qualquer coisa do gênero) e principalmente: vamos continuar plantando sementes (me refiro aqui a valores) que melhorem o mundo num contínuo crescendo.
    Pesquisem e sejam fortes (na cabeça)

    Tudo de bom sempre
    Guilherme

  20. #20 by MARIASTUDART at 23 de fevereiro de 2010

    O ASSUNTO ME INTERESSA

Comentários estão fechados.