2012: Não haverá inversão dos pólos magnéticos da Terra


Tendo em vista os diversos alertas e notícias falsas sobre tragédias a ocorrer no ano de 2012  alegando o  suposto ‘fim do calendário Maia‘, postamos aqui uma série de artigos para desmistificar esses cenários apocalípticos impossíveis. Esse é o quinto artigo que fala sobre a suposta inversão dos pólos magnéticos da Terra  prevista pelos falsos profetas do apocalipse a acontecer em 2012.

2012: No Geomagnetic Reversal (2012: Não Haverá Inversão Geomagnética)

Tradução do artigo escrito por Ian O’Neill na Universe Today em 3 de outubro de 2008

2012: Não haverá inversão geomagnética na Terra!

2012: Não haverá inversão geomagnética na Terra!

Aparentemente, em 21 de dezembro de 2012, nosso planeta experimentará um poderoso evento. Desta vez não estamos falando do Planeta X, Nibiru ou de uma tempestade solar “assassina”, este evento que citamos agora terá suas origens nas profundezas do núcleo do nosso planeta, forçando uma mudança catastrófica em nosso campo magnético protetor. Não apenas notaremos uma rápida redução na força do campo magnético como também nós veremos como os pólos magnéticos irão reverter rapidamente sua polaridade, isto é, o pólo norte magnético se deslocará para o pólo sul geográfico e vice-versa. Então, o que tal cenário significa para nós? Se nós acreditarmos nos falsos profetas do apocalipse, estaremos então expostos a vastas quantidades de radiação emitida pelo Sol em 2012.

raios-cosmicos

Raios Cósmicos - Crédito: Simon Swordy (U. Chicago), NASA

Com uma inversão do campo magnético terrestre também haverá um enfraquecimento na capacidade da Terra em desviar os raios cósmicos. Nossa armada de satélites de comunicação e militares sofrerá graves problemas, tais como a queda em suas órbitas, adicionando caos ao cenário. Sofreremos distúrbios sociais, guerras, fome e um colapso econômico global. Sem GPS, nossas linhas aéreas também se arrebentarão contra o solo…

Usando as Profecias Maias como desculpa para criar novas e explosivas formas nas que nosso planeta poderá ser destruído em 2012, os profetas do apocalipse usam a teoria do deslocamento geomagnético como se a mesma fosse uma verdade absoluta e inquestionável. Essa atitude é simplesmente devida ao fato que os cientistas estimaram que mudanças na polarização magnética terrestre talvez pudessem acontecer dentro de alguns milhares de anos. Para os falsos profetas, todavia, tal parece evidência suficiente de que ocorrerá nos próximos quatro anos. Desgraçadamente, embora a teoria das migrações nos pólos magnéticos tenha real respaldo científico, como veremos mais a frente aqui, não há hoje nenhuma forma ou técnica com a qual alguém possa afirmar que uma inversão geomagnética terá lugar nos próximos dias ou nos próximos milhões de anos

Primeiro, devemos diferenciar os conceitos de “inversão geomagnética” e “mudança polar”. A “inversão geomagnética” é uma mudança no campo magnético da Terra que se dá quando o pólo norte magnético desloca-se para o pólo sul geográfico e vice-versa. Quando tal processo se completar as nossas bússolas passariam a apontar para Antártida, no pólo-sul geográfico, como o sendo o pólo norte ao invés do nordeste do Canadá. Por por outro lado, as “mudanças polares” (a mudança física dos pólos geográfficos) são eventos incomparavelmente menos freqüentes, que provavelmente ocorreram raríssimas vezes dentro escala de tempo do Sistema Solar (cerca de 4,55 bilhões de anos). Há exemplos de planetas que sofreram uma mudança polar catastrófica: Vênus (que gira na direção oposta do resto dos planetas por ter sido golpeado por um evento descomunal, tal como uma colisão com um planeta errante – veja as razões aqui em “Qual a razão do movimento retrógrado de Vênus?“) e Urano (o qual gira de lado, com seu eixo deslocado por um impacto cataclísmico, ou algum efeito gravitacional extremo causado por Júpiter e Saturno). Muitos autores (incluindo os próprios profetas do apocalipse) citam freqüentemente esses dois cenários notadamente distintos, inversão geomagnética e mudança polar, como sendo a mesma coisa, o que está totalmente errado. Tendo esclarecido esse ponto, vamos então tratar a seguir do cenário: “inversão geomagnética“.

Qual é a freqüência das ocorrências do fenômeno da inversão geomagnética?

Vejamos a seguir…

O interior da Terra (Universidade de Chicago)

O interior da Terra (Universidade de Chicago)

As razões inerentes à inversão dos pólos magnéticos não são plenamente entendidas, mas esse cenário se relaciona tão somente à dinâmica interna do planeta Terra. Conforme nosso planeta gira, o núcleo interior de ferro fundido flui livremente, forçando os elétrons livres a acompanhar sua movimentação. Este movimento convectivo de partículas eletricamente carregadas cria um campo magnético que tem seus pólos situados nas regiões polares norte e sul (um dipolo) do planeta. Isto é conhecido como o efeito dínamo. O campo magnético resultante se comporta aproximadamente como um ímã, permitindo que o campo magnético envolva o nosso planeta.

Este campo magnético passa através do núcleo até a crosta terrestre e segue até o espaço formando a magnetosfera, uma bolha protetora que é constantemente perturbada pelo vento solar. Uma vez que as partículas do vento solar são iônicas (carregadas eletricamente), a potente magnetosfera da Terra desvia essas partículas, só permitindo sua chegada nas cúspides polares, onde as linhas do campo magnético se “abrem”. Nessas regiões específicas as partículas energéticas tem sua entrada permitida e brilham formando as auroras.

Normalmente, esta situação pode durar por éons (o campo magnético estável entrelaçado através das regiões polares norte e sul), mas sabemos que ocasionalmente o campo magnético terrestre se inverte e altera sua intensidade.

Por que ocorre a inversão geomagnética?

Gráfico que mostra as inversões de polaridade da Terra a o longo dos últimos 160 milhões de anos. Negro = polaridade normal, branco = polaridade invertida. Fonte: Lowrie (1997)

Gráfico que mostra as inversões de polaridade da Terra a o longo dos últimos 160 milhões de anos. Negro = polaridade normal, branco = polaridade invertida. Fonte: Lowrie (1997)

Simplesmente nós não conhecemos as causas reais. O que sabemos é que estas mudanças de pólos magnéticos têm ocorrido algumas vezes nos últimos milhões de anos. A última reversão teve lugar há 780.000 anos, de acordo com as evidências mostradas nos sedimentos ferromagnéticos. Alguns artigos alarmistas têm dito que as inversões geomagnéticas ocorrem com uma “regularidade de um relógio” – isto simplesmente é mentira. Como se pode ver no diagrama (acima), as inversões magnéticas têm acontecido de forma bastante caótica nos últimos 160 milhões de anos. Os dados de longo prazo sugerem que o período mais longo de estabilidade entre inversões magnéticas durou quase 40 milhões de anos (durante o período Cretáceo que tem cerca de 65 milhões de anos) e o mais curto demorou algumas centenas de anos.

Algumas teorias do apocalipse em 2012 sugerem que a inversão geomagnética da Terra está conectada com o ciclo solar natural do Sol de 11 anos. De novo, não existe nenhuma evidência científica que apóie esta afirmação. Não há nenhuma informação disponível que associa alguma ligação da mudança de polaridade magnética da Terra com o Sol.

Assim, novas versões das teorias do apocalipse já estão falando que as inversões geomagnéticas não acontecem com a “regularidade de um relógio”, e não existe conexão com a dinâmica solar. Na verdade, não se espera uma inversão magnética dado que não podemos predizer quando se produzirá a próxima, as inversões magnéticas têm lugar em pontos aparentemente aleatórios de nossa história, conforme os registros históricos de levantamentos geológicos dos sedimentos ferromagnéticos.

O que causa a inversão geomagnética?

A Terra modelada: podemos simular em laboratório o campo magnético terrestre? (Flora Lichtman, NPR)

A Terra modelada: podemos simular em laboratório o campo magnético terrestre? (Flora Lichtman, NPR)

A pesquisa para tentar compreender a dinâmica de nosso planeta continua em andamento. Conforme a Terra gira, o ferro fundido de seu interior é agitado e flui de forma estável durante milênios. Por alguma razão durante uma inversão magnética, algumas instabilidades causam uma interrupção da geração estável do campo magnético global, provocando uma mudança de pólos.

Em um artigo anterior na Universe Today, discutimos os esforços do geofísico Dan Lathrop por criar o seu próprio “Modelo da Terra“, configurando uma bola de 26 toneladas (que continha um elemento análogo do ferro fundido, o sódio) que girava para se ver se o movimento do fluido interno poderia gerar um campo magnético. Este enorme experimento de laboratório é o testamento dos esforços postos na compreensão de como a Terra gera seu campo magnético além da razão do mesmo se inverter aleatoriamente.

Uma visão minoritária (a qual, novamente, tem sido usada pelos profetas do apocalipse para vincular as inversões geomagnéticas com o Planeta X) é que pode haver algumas influências externas que causem as inversões. Você verá com freqüência associações destas afirmações com a suposta existência do Planeta X/Nibiru, de forma que quando este misterioso objeto se encontrar dentro o Sistema Solar interior durante sua órbita altamente elíptica, a perturbação do campo magnético poderia alterar a dinâmica interna da Terra (e do Sol, gerando possivelmente a tempestade solar “assassina”). Esta teoria é uma fraca vontade de vincular os cenários dos falsos profetas do apocalipse com um precursor comum do ‘fim do mundo‘ (quero dizer, o Planeta X). Não há razão para pensar que o potente campo magnético da Terra possa ser influenciado por qualquer força externa, muito menos por um planeta inexistente.

A força do campo magnético cresce e decresce…

As variações no campo geomagnético no oeste dos Estados Unidos desde a última inversão. A linha pontilhada vertical indica o valor crítico de intensidade baixo o qual Guyodo e Valet (1999) consideram que têm tido lugar várias excursões direcionais.

As variações no campo geomagnético no oeste dos Estados Unidos desde a última inversão. A linha pontilhada vertical indica o valor crítico de intensidade baixo o qual Guyodo e Valet (1999) consideram que têm tido lugar várias excursões direcionais.

Publicou-se recentemente um artigo contendo novas investigações sobre o campo magnético da Terra, no exemplar de 26 de setembro da revista Science, sugerindo que o campo magnético da Terra não é tão simples como se acreditava. Além do dipolo norte-sul, existe um campo magnético mais débil e disperso por todo o planeta, provavelmente gerado no núcleo externo da Terra.

Têm-se medido variações de força no campo magnético da Terra e é bem conhecido o fato de que a força do campo magnético atual está passando por uma fase com tendência de redução. O novo artigo de pesquisa, co-escrito pelo geocronólogo Brad Singer da Universidade de Wisconsin, sugere que um campo magnético mais débil é crítico para a inversão geomagnética. Se o dipolo mais potente (norte-sul) tem sua força de campo magnético reduzida para um nível inferior de intensidade, comparada com a do campo magnético distribuído, normalmente mais débil, a inversão geomagnética torna-se viável.

“O campo nem sempre é estável, a convecção e a natureza do fluxo se alteram, e isto pode provocar que o dipolo gerado aumente ou diminua de intensidade e força”, disse Singer. “Quando o campo magnético se torna fraco, este fica menos capaz de alcançar a superfície da Terra e o que começamos a ver surgindo é este dipolo não axial, a parte mais fraca do campo magnético”. O grupo de pesquisa de Singer analisou amostras antigas de lava de vulcões no Taiti e Alemanha originadas entre 500.000 até 700.000 anos atrás. Observando um mineral rico em ferro presente nessa lava, denominado magnetita, os investigadores foram capazes de deduzir a direção do campo magnético.

O giro dos elétrons na magnetita é governado pelo campo magnético predominante na ocasião que a lava foi produzida pelos vulcões. Durante as épocas em que o potente campo dipolar domina, estes elétrons apontam na direção do pólo norte magnético. Durante as épocas em que o campo dipolar se enfraquece, os elétrons apontam para onde estiver o campo dominante, neste caso o campo magnético distribuído. Os cientistas acreditam que quando a intensidade do campo magnético dipolar debilitado cai abaixo de certa faixa de valores, o campo magnético distribuído empurra o campo dipolar para fora do seu eixo original, provocando uma inversão geomagnética.

“O campo magnético é uma das características mais fundamentais da Terra”, disse Singer. “Mas ainda é um dos maiores enigmas da ciência. A razão disso acontecer [a inversão geomagnética] é algo que a gente tem questionado durante mais de cem anos”.

Os errantes pólos magnéticos

O movimento do pólo norte magnétido terrestre através do Ártico no Canadá, de 1831 a 2001. Crédito: Geological Survey of Canada

O movimento do pólo norte magnétido terrestre através do Ártico no Canadá, de 1831 a 2001. Crédito: Geological Survey of Canada

Embora pareça haver uma tendência atual para uma diminuição da força do campo magnético, a intensidade corrente do campo magnético tem sido considerada acima da média quando a  comparamos com as variações medidas na história recente. De acordo com os pesquisadores na Scripps Institution of Oceanography , São Diego, se o campo magnético continuar na sua tendência de queda atual, o campo dipolar será efetivamente zerado em cerca de 500 anos. Não obstante, é mais provável que a força do campo magnético simplesmente se reinicie e aumente sua intensidade como tem sido usual nos últimos milhares de anos, continuando com suas flutuações naturais.

As posições dos pólos magnéticos, como sabemos, estão dando voltas sobre as localidades no Ártico e na Antártida. Tomando o pólo norte magnético, por exemplo, (no desenho da esquerda) vê-se que a posição do pólo tem se descolado de forma acelerada sobre as planícies do norte de Canadá com velocidade variando de 10 quilômetros por ano no século XX até 40 quilômetros por ano em medições mais recentes. Pensa-se que se esta tendência persistir o eixo norte irá deixar a América do Norte e penetrar na Sibéria dentro de algumas décadas. Este, todavia, não é um fenômeno novo. Desde a descoberta de James Clark Ross da posição efetiva do pólo norte magnético em 1831, sua posição tem vagado por centenas de quilômetros (embora as médias atuais tenham mostrado alguma aceleração adicional).

Então, haverá ou não o ‘Fim do Mundo’ ?

As inversões geomagnéticas são uma área fascinante da pesquisa geofísica que continuará ocupando os físicos e geólogos durante muitos anos à frente. Embora a dinâmica por trás deste evento não seja entendida por completo, não há absolutamente nenhuma evidência científica que apóie a afirmação de que poderia haver uma inversão geomagnética em torno de 21 de dezembro de 2012.

Além disso, os efeitos de tais inversões têm sido totalmente super enfatizados. Se por acaso venhamos a experimentar uma inversão geomagnética ao longo de nossas vidas (o que possivelmente não acontecerá), é improvável que sejamos assados vivos pelo vento solar ou aniquilados pelos raios cósmicos. É improvável que soframos qualquer evento de extinção massiva (afinal, o homem primitivo, o homo erectus, sobreviveu à última inversão geomagnética, aparentemente sem sofrer danos). Provavelmente iremos  experimentar a visão de auroras em todas as latitudes, enquanto o campo magnético dipolar se assenta em seu novo estado invertido, e poderá haver um pequeno incremento no bombardeio das partículas energéticas espaciais, os raios cósmicos (lembre-se que o simples enfraquecimento da magnetosfera, não implicará que não iremos mais ter a proteção magnética). Fora isso, nós estaremos (muito bem) protegidos pela nossa espessa atmosfera.

748px-gps_satellite_nasa_art-iifOs satélites poderão até passar por falhas e os pássaros migratórios ficarão confusos, mas prever a ocorrência de um colapso mundial é uma história difícil de engolir.

Conclusão:

  • As inversões geomagnéticas são de natureza caótica. Não há forma de prevê-las com antecedência.
  • Simplesmente porque o campo magnético da Terra se enfraquece tal não significa que estamos perto do momento de um colapso. O valor da intensidade do campo geomagnético da Terra está “acima da média” se comparamos as medidas atuais com as dos últimos milhões de anos.
  • Os pólos magnéticos não estão fixos em umas posições geográficas, os pólos se movem (em velocidades variáveis) e tal movimento têm acontecido desde que se iniciaram as medidas de seus comportamentos.
  • Não existem provas que apontem para uma força externa afetando a dinâmica geomagnética interna da Terra. Assim, não há nenhuma prova de uma conexão das inversões geomagnéticas com as do ciclo solar. E não venham falar do Planeta X também…

Considerando tudo isso, podemos acreditar que haverá um evento de inversão geomagnética em 2012? Eu julgo que não.

De novo vemos como outro cenário apocalíptico de 2012 fala de muitas formas. Não há dúvida que as inversões geomagnéticas terão lugar algum dia no futuro da Terra, mas estamos falando de escalas de tempo variando de otimistas 500 anos (improvável) até milhões de anos e certamente não nos próximos quatro anos

Fontes e referências:

AstroPT: 2012 – Fim do Mundo

Eternos Aprendizes:

US News – Environment: Why Earth’s Magnetic Field Flip-Flops [A new hypothesis on the origins of Earth's magnetic field could shed light on the reason it flip-flops] por Clara Moskowitz, LiveScience

GEOMAGNETISM – How Are Geomagnetic Reversals Related to Field Intensity? Por Kenneth A. Hoffman, Physics Department, California Polytechnic State University, San Luis Obispo

Science.NASA.gov: Earth’s Inconstant Magnetic Field [Our planet's magnetic field is in a constant state of change, say researchers who are beginning to understand how it behaves and why]

SciVee

astroengine.com: 2012

Universe Today:

ROCA


http://eternosaprendizes.com/2009/01/02/anas-marrons-gemeas-no-sistema-2m-0939-sao-os-objetos-sub-estelares-mais-tenues-ja-observados/

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  1. #1 by ROCA at 27 de julho de 2010

    Fernando,

    Se os governantes sabem (!?), como calar a boca dos governantes? Os governantes mudam a todo momento. É impossível mantê-los calados o tempo todo! Há partidos diversos inimigos entre si revezando-se no poder ao longo dos mandatos, ou seja, o que você está falando não tem o menor cabimento.

    Além disso escrever em CAIXA ALTA ou MAIÚSCULAS representa uma falta de educação na net. Parece que você está querendo chamar atenção para si.

    Seu próximos comentários não serão publicados se insistir em usar caixa alta, pois fere a regras do blog. Leia: http://eternosaprendizes.com/termos-de-uso/

    ._._.

  2. #2 by FERNANDO at 27 de julho de 2010

    SALVE SENHORES, LI ALGUMAS COLOCAÇÕES TANTO DE QUEM LE O QUE SE ESCREVE NESSE SITE TANTO DE QUEM ESCREVE NO SITE, E FICA SEMPRE AQUELA BRIGA, HOLLYWOOD QUER VENDER SEUS FILMES, CIENTISTAS E AUTORES QUEREM VENDER SEUS LIVROS E A CIENCIA NEGA TUDO O QUE POSSA VIR A ACONTECER, QUEM ENTÃO ESTA FALANDO A VERDADE? A CIENCIA OU OS ESTUDIOSOS PARALELOS? A VERDADE É UMA SÓ, NENHUM ORGÃO VAI ADMITIR A EXISTENCIA DE NADA, POIS IMAGINEM OS SENHORES O NOSSO PLANETA VIVENDO UM CAOS? A POPULAÇÃO MUNDIAL EM PANICO……IMAGINEM…. ISSO OS GOVERNANTES NÃO QUEREM, POIS ATÉ O FIM ELES VÃO SUSTENTAR SUAS TESES, E A POPULAÇÃO TEM O DIREITO DE SER INFORMADA, POIS TEM O DIREITO DE SE PROTEGER E NÃO DE MORRER SEM SABER O QUE LHES ACONTECEU.

    ( trecho editado e retirado por causa do uso abusivo de CAIXA ALTA… o comentário fere as regras do blog http://eternosaprendizes.com/termos-de-uso/ )

  3. #3 by Carlos Oliveira at 13 de julho de 2010

    Guilherme,

    Só agora li o seu comentário.

    1 – Aconselho-lhe um curso de português. Tanto eu como o ROCA já lhe dissemos por várias vezes para se quiser comentar, para o fazer no sítio respectivo, ou seja, no meu site. Mas continua parvamente a não entender algo tão simples. É burrice ou iliteracia?

    2 – Não entende de astrobiologia, porque se entendesse perceberia que é uma ciência multidisciplinar. Na disciplina que lecciono, metade dos meus alunos são precisamente de literatura e arte. Logo, pode “atirar nomes ao ar”, para lhe fazer levantar o ego, que para mim só me dá vontade rir. Eu repito: eu dou aulas a alunos que lêem o que o Guilherme lê (e lêem muito mais!), e que certamente são artistas mais conhecidos que o Guilherme (pelo menos, eu conheço e visito as exposições deles).
    Por alguma razão a minha tese tem uma secção de dezenas de páginas só dedicadas à arte… por alguma razão fui-me informar de algumas coisas directamente ao Guggenheim em NY, porque eles na altura tinham o especialista no assunto em causa.
    Mas claro, o Guilherme é que é o maior! E não só isso, mas assume logo o que eu sei e não sei! LOL é só rir… enfim… se a ignorância desse $$, o Guilherme estava rico!

    3 – Daí que não é uma questão de vaidade, ou invejas, a não ser que seja da sua parte, obviamente.
    Para mim a questão é simples: é pouco inteligente para viver de medos infundados, ou inteligente ao ponto de ouvir os especialistas?
    O Guilherme já fez a sua escolha. Continue escondido debaixo da cama…

    4 – O Guilherme diz que não me vê a argumentar de outros assuntos. É claro que não, e é bastante simples de perceber isso. Lá está, novamente, vir com um argumento desses (de que não me vê a falar doutros assuntos, “não me interesso”) demonstra uma enorme falta de pensamento racional.
    Este é um blog de ciência. Discute-se Ciência. Este é um post sobre 2012, logo discute-se 2012, e não passarinhos só porque o Guilherme faz birra para discutir isso (como as crianças).
    Se eu quiser saber algo de arte, contacto directamente as pessoas especialistas nos assuntos. Se não percebo algo num blog sobre arte, pergunto sobre isso, e reconheço os especialistas nos assuntos. A isso chama-se Literacia Funcional. Algo que o Guilherme demonstra não ter.

    5 – Quanto à minha educação e à minha vida privada, pessoalmente estou muito feliz com a família que tive e com a pessoa que encontrei para partilhar a vida.
    Penso que estes foram mais uns bitaites do Guilherme, fruto de um problema psicológico ligado à sua pequenez e falta de confiança em si próprio.
    Não sou psicólogo, mas como até tenho algum background no assunto, parece-me assim de repente algo Freudiano… mais precisamente a chamada Projecção.
    Recomendo-lhe visitar o seu psiquiatra.

    6 – O Guilherme não tem uma mentalidade imaginativa. O Guilherme demonstra uma mentalidade acriançada. São coisas diferentes. Imaginação têm os cientistas. É preciso bastante imaginação para criar toda a tecnologia que tem à sua volta, um mundo virtual, teoria quântica, etc. Isso sim, é imaginação. O Guilherme não tem nada disso. O Guilherme tem medo do bicho-papão que está escondido no seu armário, e que o vai comer de noite. Isso é mentalidade de criança.

    7 – Quanto ao Stuart Clark e Daniel Baker, e dizer que eu ando a manipular informações… só posso assumir que ao Guilherme pára-lhe o cérebro de vez em quando. É que realmente só por pura estupidez se pode inventar coisas com isso.
    Se lesse os meus posts, em vez de gastar esse tempo a escrever parvoíces, perceberia que escrevo sobre isso. Exemplo:
    http://astropt.org/blog/2010/06/12/tempestades-solares/
    O ponto principal aqui é que isto NÃO tem a ver com 2012. Se ler o astroPT, vê que o Sol tem erupções constantes. E se ler o astroPT percebe que uma delas pode vir até nós amanhã, prá semana, em 2015, ou em 2134 (anos completamente aleatórios! Não vá agora parvamente imaginar o fim-de-mundo para essa data!).
    Ou seja, isso faz parte dos ciclos normais do Sol, que já faz isso há bilhões de anos, e NADA tem a ver com este post sobre 2012 e a Profecia Maia!

    Gaste o seu tempo a cultivar-se, em vez de perder esse tempo com conspirações tolas.

    8 – Se o Guilherme quiser continuar a demonstrar que não sabe português, e por isso continuará a falar comigo por aqui, vou pedir ao ROCA para me avisar, que assim a minha próxima resposta será em Inglês… depois Francês… e assim por diante… até eu escrever numa língua que o Guilherme finalmente entenda.
    Felizmente, sou fluente em várias línguas.
    Se bem que há algumas que reconheço que não sei. E como o Guilherme tem demonstrado uma mentalidade bastante atrasada, sou-lhe desde já sincero e digo-lhe que não sei falar com grunhidos.

  4. #4 by ROCA at 12 de julho de 2010

    Diogo,
    O Buraco Negro central da Via Láctea é um buraco negro supermassivo relativamente pequeno (4.000.000 x massa do Sol), se comparado com os BNs poderosos das galáxias ativas (bilhões de massas solares).

    Além disso ele está muito calmo e literalmente ‘passando fome’. Por causa disso os astrônomos da ESA levaram 16 anos para provar a sua existência a partir de observações indiretas das estrelas vizinhas. Leia aqui: http://eternosaprendizes.com/2008/12/13/buraco-negro-no-centro-da-via-lactea-teve-sua-presenca-comprovada/

    A enorme distância da Terra ao centro galáctico (25.000 anos luz) nos deixa bem protegidos da violência tanto do Buraco Negro central quanto das estrelas massivas que lá residem.

    Não se preocupe. Nossa galáxia é bem comportada e estamos bem tranquilos aqui na periferia.

    [ROCA]

  5. #5 by Diogo at 12 de julho de 2010

    caro roca,

    e se já tivese saído alguma coisa do centro da nossa galaxia que chegase cá em 2012 e pudesse afectar a terra? e esse buraco negro teria poder suficiente para fazer algo ao planeta?
    Desculpe os meus termos mas não percebo lá mt disso :S

    Obrigado

  6. #6 by Danilo at 15 de junho de 2010

    Gostei bastante do site, concordo em dizer que isto tudo é mentira, pois alem de que os cientistas hoje nao conseguirem encontrar evidencias, os maias ( ou mayas, nao sei xD) entao se superaram em apenas viver suas vidas quietos sem fazer comentarios propicios a pessoas se exasperarem.

  7. #7 by ROCA at 27 de maio de 2010

    Lembramos aos nossos leitores que os comentários que desrespeitarem os Termos de Uso do Blog não serão publicados.

    Para saber as regras consulte: http://eternosaprendizes.com/termos-de-uso/

    Façam bom uso do blog, afinal este é um espaço para troca de conhecimento.

  8. #8 by ROCA at 2 de maio de 2010

    Nenhum problema grave a acontecer com isso. Não irá provocar extinções ou mortes.
    Obviamente teremos alguns problemas técnológicos que a engenharia humana resolverá e os animais que se orientam pelo geomagnetismo (exemplo: aves migratórias) terão que se adaptar. Uma inversão geomagnética leva de 1.000 a vários milhares de anos para se processar. Há bastante tempo para que a humanidade se prepare para tal fenômeno em futuro distantes.
    .
    Na história da Terra outras inversões geomagnéticas já aconteceram (vide o gráfico), sem maiores problemas para a flora e a fauna da época em que ocorreram.
    .
    Não tem o menor sentido a Terra parar de girar por alguns dias, isto é invenção de gente que não estudou ciências.

  9. #9 by Lau at 2 de maio de 2010

    Que outro tipo de acontecimentos poderão acontecer se os campo magnetico mudar?

    Tenho lido bastantes sites cientificos e sem ser cientificos e nalguns deles dizem k a terra durante esse processo pode parar de girar durante uns dias, nao me recordo em que site li pois assim podia por a fonte!

    Sera que me podem dar uma resposta?

    Obrigada

  10. #10 by nelson cravo at 4 de abril de 2010

    Na realidade todos nós somos eternos aprendizes perante as leis imutaveis de deus. apenas devemos observar com todo o respeito a evoluçao das coisas, para as quais nenhum ser está preparado.

  11. #11 by ROCA at 6 de março de 2010

    Katie,

    Você entendeu mesmo o artigo? Você leu todo o texto com atenção?

    Mas por que nenhuma autoridade se manifestou para informar/organizar a população referente a este evento” ?
    Porque, simplesmente, uma inversão geomagnética pode levar MILHARES DE ANOS para se completar e além disso não há nenhuma evidência de que vai acontecer nos próximos milhares de anos.

    E mais, se acontecer no futuro remoto , a inversão geomagnética NÃO causará extinções em massa, ou seja, não é um evento nocivo a vida na Terra…

    Entenda que não há manipulações das informações, muito pelo contrário, as informações são amplamente e rapidamente divulgadas a todos.

    Favor reler o artigo e meditar!

  12. #12 by Katie at 6 de março de 2010

    Gostei do desvelamento das questões, de forma tao elucidante e convincente… Mas por que nenhuma autoridade se manifestou para informar/organizar a população referente a este evento, que tem ocorrido diariamente e crescentemente (sendo que é possível prevê-los)? Estamos na era da informação, gente!!! Que adianta poder de desvendar acontecimentos, prevê-los com segurança científica, se não podemos salvar nossos filhos a tempo? Que estamos por passar por um grande evento natural ninguém duvida… Mas a reorganização das nações e a devida união faz-se necessária neste momento! Não é possível que o controle capitalista esteja manipulando o planeta a tal ponto que se oculte informações tão necessárias à salvação da vida na Terra! Gente: ACORDA!!!

  13. #13 by ROCA at 18 de fevereiro de 2010

    É Luiz!
    Mas…
    Que site é esse: POPTRASH?
    Devemos ter cuidado com as fontes. A fonte é confiável? Onde estão as referências biblográficas ou links para sites científicos, revistas de ciências ou de agências espaciais? De onde eles tiraram estas informações? É isso que temos que nos perguntar ao ler tais notícias cataclísmicas.
    O nome do site já diz tudo “poptrash” (lixo popular). é mole?

  14. #15 by ROCA at 17 de fevereiro de 2010

    Adriano,

    Se você pesquisou sobre isso, seria bom que você compartilhasse conosco a sua pesquisa adicionando aqui os links dos artigos científicos que comprovam o que você nos escreveu. Assim, ficaremos aguardamos informações complementares/links, ok?

  15. #16 by Adriano at 17 de fevereiro de 2010

    Senhores, acredito que já estamos sofrendo o início do processo de inversão, devido ao aumento das atividade sísmica e vulcânica. Reparem que vários vulcões que estavam extintos voltaram a ativa na última década e a quantidade de terremotos tem aumentado assim como a intensidade. Isso poderia ser explicado por uma mudança no equilíbrio do núcleo da terra interferindo na dinâmica do magma, onde as placas tectônicas estão “montadas”. Essa “perturbação” da dinâmica do núcleo já seria decorrente do processo de enfraquecimento do campo magnético que precede a inversão. Em janeiro vi uma notícia de que o pólo norte magnético estaria já em cima da Sibéria, bastante deslocado da variação normal. O aquecimento global também seria explicado pelo enfraquecimento do campo assim como o derretimento das geleiras dos pólos (e aumento do nível do oceano). São muitas coincidências a serem consideradas. Obviamente que isso não será o fim da humanidade, mas uma grande provação para a nossa espécie. É claro que ninguém poderá fornecer uma data como por exemplo 2012 (que considero superstição), mas tenho para mim que já temos o processo de inversão iniciado e que nessa década, vamos experimentar algumas “reações” do planeta, como extinção de algumas espécies animais, aumento nos casos de câncer (principalmente de pele), anomalias climáticas, alagamento de regiões costeiras, terremotos e maremotos (e tsunames) e outros mais. Esse artigo apenas deixa claro, que não temos como prever quando será a próxima inversão. Portanto há possibilidade real de que já estejamos iniciando esse processo.

  16. #17 by Gerson at 16 de fevereiro de 2010

    Pelo pouco que li a respeito entendi que o sistema solar orbita pela galaxia formando uma senoide em relação ao disco, ou seja, de tempos em tempos (tenho anotado em algum lugar o tempo exato mas agora me foge a informação) o sistema solar orbita a parte inferior ou superior nesse disco espiral da galaxia.
    Nesse momento ou melhor em 21-12-2012 estaremos alinhados passando se não me engano da parte inferior para a parte superior.
    Se imaginarmos que a galaxia como um todo possui um campo magnético comandado pelo corpo central não seria falso imaginarmos que ao fazer essa transição poderia o nosso sistema solar sofrer efeitos magnéticos.
    Essa ideia é absurda ou plausível?

  17. #18 by tito at 10 de fevereiro de 2010

    porque nao pode haver?

    nao achei aqui provas suficientes para os pros e os contras, o que fico e com a terrivel concidencia do calendario maia, nostradamus e outros mais primitivos terem calculados a mesma data…..como e possivel tendo tentos anos (E SECULOS ) de diferenca entre eles?

    abraco

  18. #19 by ROCA at 15 de dezembro de 2009

    Caro Guilherme,
    .
    Na categoria 2012 temos todos os artigos associados ao tema: http://eternosaprendizes.com/category/2012/
    Na categoria Sol, falamos do comportamento do Sol e como ele é monitorado: http://eternosaprendizes.com/category/sol/
    .
    Como já dissemos em outros comentários os fenômenos alegados para 2012 podem ocorrer ‘amanhã’, em 100 anos, em 1.000 anos, em 1.000.000 de anos ou nunca. As chances de ocorrerem exatamente em 2012 são praticamente nulas. Prevê-las é um exercício sem sentido e desnecessário. Este é o objetivo do tema abordado aqui: desmistificar a data de 2012 e acabar com o medo das falsas profecias.
    .
    Quanto as tempestades solares, este é um tema de OUTRO artigo: http://eternosaprendizes.com/2009/02/11/2012-nao-havera-tempestade-solar-assassina/ e os comentários respectivos aos eventos do Sol devem ser postados por .
    .
    Sugerimos, por outro lado, que você poste comentários direto no artigo 2012 ( http://astropt.org/blog/2008/08/22/2012/ ) do Carlos Oliveira, para ter a respostas diretamente dele, ok? Por que você não transfere sua discussão para lá?
    .
    Obrigado.
    ROCA

  19. #20 by Guilherme at 14 de dezembro de 2009

    8th September 2009
    Cosmic Katrina
    I have the cover story on the October issue of BBC Knowledge magazine:
    “With no warning, a sudden loss of electrical power has struck the whole of the United States. Air traffic control goes offline, hospitals switch to back-up generators. A stunning aurora dances in the sky overhead as you make your way home through the chaos to wait it out.
    But the blackout stretches on. Hours become days and the power does not return. There is no internet, television or newspapers to tell you what is happening, and no phones to check if your friends are OK. The diesel that drives the emergency generators in hospitals runs out. The food stores are empty – there’s no electricity to power any fuel pumps so the delivery trucks have stopped.
    In short, the technological trappings of civilisation have been destroyed at a single stroke by a solar storm – a hail of electrified, superheated gases, catapulted from the Sun with the energy of a thousand atomic bombs. With little warning, it conjures up phantom currents in the power lines and damages the transformers beyond repair – along with many of the satellites that we rely upon for communications and navigation. …”
    Read the full article in BBC Knowledge’s October 2009 issue. Visit them on the web http://www.stuartclark.com/
    Stuart Clark

    Não são montros meu caro…
    É a informação que me chega…

    Obs: Quando o evento de Carrington ocorreu o sol estava inativo…

    Ou o sr. está mal informado ou está a manipular informações… os seus links sempre remetem às suas opiniões, ou dos que compartilham com ela.(seja no seu blogpt ou aqui…)

    Obs 2 E quanto ao estudo realizado por Daniel Baker? Porque ele teria sido realizado se não houvesse uma ameaça real (Comitê de Impactos Sociais e Econômicos de Eventos Climáticos Espacias Severos, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em Washington), esse nome lhe sugere algo?

    Obs 3… Ignorar, por estar perdendo tempo? Bela fuga, quando o sr. não tem argumentos nem hombridade pra pedir desculpas.
    Pensei que o objetivo desse blog fosse o diálogo… O sr. tem me atacado diretamente de forma muito desrespeitosa ainda mesmo assim mantenho o debate. Já o sr. agora foge quando não tem argumentos…
    O sr. não mencionou a poesia… talvez porque não tenha absolutamente nada a falar a respeito… ou vai se esconder dizendo que este é um blog de ciência, portanto não cabe nem uma frase (da sua parte) sobre outra área do conhecimento humano?

    Gostaria que me falasse qual sua posição em relação à matéria de StuartClark. Por favor leia na íntegra certo? Caso não o faça interpretarei que não está tão aberto ao diálogo.

    Abraço

  20. #21 by Guilherme at 14 de dezembro de 2009

    Caro Carlos,
    Já tinha visto teu Blog. Aliás a muito tempo atrás. Obs: quando havia me referido a ver tua cara, foi de olho no olho… não uma fotinho, ou videozinho… isso eu já tinha visto…rs.
    Já sabia que és um cientista respeitado.
    Já sabia que és um pesquisador sério.

    Vamos colocar a coisa da mentalidade da seguinte maneira:
    Eu sou um artista. Não entendo de astrobiologia, astrofísica mas no entanto, estou tentando entender como as coisas se passam nesse universo de pesquisa humana, certo? É claro que eu não teria como argumentar com o sr. a respeito do seu trabalho. Por isso o meu primeiro questionamento (primeira mensagem postada) foi exatamente no sentido de chamar a atenção para um pensamento interdisciplinar. Onde pudessemos dialogar sem discórdias.
    Eu não posso dedicar-me sériamente à pesquisa astrofísica porque tenho que me dedicar mais sériamente à minha pesquisa artística. Portanto é lógico que colocarei aqui certas ignorâncias a respeito do tema. Mas daí a sua agressão de me chamar de burro é um excesso da sua parte. Mesmo porque, toda vez que o sr. colocava uma prova, eu pedia desculpas pela ignorância. Já o sr. em momento nenhum reconheceu os seus excessos. “Educação vem de berço” aqui no Brasil a gente tem esse provérbio…
    Me parece que o sr. não se interessa por arte, certo? Não deve saber absolutamente nada sobre arte contemporânea e poderia apostar, não seria capaz de sutentar 2 minutos de conversa comigo a respeito do tema. Qual foi a última exposição de arte contemporânea que o sr. visitou? O sr. conhece algum trabalho de filosofia estética? Ou filosofia da arte? Que artista da atualidade o sr. acha que tem uma pesquisa interessante?
    A diferença entre nossas mentalidades é realmente essa, a minha é imaginativa realmente (coisa que o sr. parece ter uma certa inveja) mas eu tenho critérios e procuro refinar meu pensamento. Inclusive, para a sua vaidade, foi por causa da competência e seriedade com que realiza o seu trabalho – o meu mais profundo respeito por isso- que sei que posso confiar nas informações que o sr. coloca aqui e no seu blog. Porém o fato inconteste aqui revelado é: tenho a mente aberta para pesquisar outras formas de entender o mundo… já o sr. não.
    Acho ótimo quando eu descubro que estou errado. É sinal de que cresci, de que aprendi alguma coisa. Aprendi muita coisa com o sr., muito sobre astrofísica – aliás só aguentei conversar contigo por tanto tempo por respeitá-lo muito como profissional – mas creio que o sr. não sabe ler nas entrelinhas… (isso não deve facilitar sua vida íntima com as mulheres não é mesmo?) por isso talvez não tenha aprendido nada com essa conversa… porque o sr. em momento nenhum deixou de olhar as coisas através da lente das suas mini-certezas.

    O sr. tem uma vaidade intelectual que o cega pra ver o óbvio.

    Essa é a grande diferença entre a mente do artista e a mente do cientista. Eu posso me aventurar a pesquisar… eu já estudei cálculo I (derivada e integral) quando cursei arquitetura na faculdade de Brasília e é bem fácil fazer contas matemáticas, relações físicas, cálculos estruturais… tive aulas de xadrez desde os 8 anos de idade… isso se aprende. Coisa de lógica. Realmente não li nada do Michio Kaku (no momento estou lendo Deleuze), mas já li F. Capra, Edgar Morin, Bordieu, Camus, Kant, Jung, Derrida, Kafka, Danto, James Joyce, Oscar Wilde, E. Allan Poe, Florbela Espanca, Dostoievski, Platão, Pessoa, Drummond, Mia Couto, Foucault, M. Ponty, Guatarri, enfim, se começar não para mais… se perceber… os autores são bem diferentes entre si…
    Mas poesia meu caro… disso o sr. não faz idéia, e isso não se ensina… nem se aprende em faculdade, mestrado, doutorado… talvez venha daí a sua inveja. E se queres saber, a maior ignorância é não saber ver poesia. Porque aí se está perpetuamente cego para tudo que é vivo no universo. O sr. deveria se preocupar com isso (rs…)

  21. #22 by Carlos Oliveira at 13 de dezembro de 2009

    Em jeito de conclusão, deixe-me só dizer mais isto:

    Estou a perder demasiado tempo com isto… por isso, a partir de agora irei ignorar as suas respostas e fantasias. Já lhe dei os links. Se quer continuar a acreditar no Pai Natal, o problema é seu.

    O Michio foi “bombástico” sim… mas isso era do sítio onde ele estava.

    Se o Guilherme quer saber o que o Michio pensa, contacte-o, e acabam-se as dúvidas. É assim que se chegam às respostas, contacta-se a fonte.

    Por último, e como dádiva de conhecimento, deixe-me que lhe diga, caso ainda não saiba devido à sua idade mental: na realidade não existem monstros debaixo da cama nem sequer dentro do “roupeiro”.
    Quando crescer, vai perceber que isso eram só medos infundados de criança.
    OU não… vai continuar com os mesmos medos, só que lhe dá novos nomes.
    A escolha é sua.

  22. #23 by Carlos Oliveira at 13 de dezembro de 2009

    Guilherme,

    1 – Já percebi a mentalidade. Uns continuam com mentalidade de criança, a acreditar em fantasias e com medo de tudo, enquanto outros crescem e testam as hipóteses e chegam a respostas. Daí que tem razão. Eu já passei a fase de acreditar no Pai Natal, enquanto o Guilherme continua com essa mente aberta a qualquer fantasia.

    2 – No vídeo que deu diz do lado direito que é um vídeo outdated. Já não faz qualquer sentido para 2012. Deve-se ter esquecido de ler essa parte…

    3 – A fonte é a FOXNews que pega em qualquer assunto controverso para “vender o seu peixe”. O gajo que veio a seguir é provavelmente o Glen Beck, o tal que anda sempre a colocar medo nas pessoas, e agora anda a dizer que é o fim do mundo e as pessoas deviam comprar ouro… isto porque ele faz spots publicitários ao ouro, e ganha com isso também.
    A FOXNews é conhecida pelo clima de medo infundado que dissemina. E esta é a sua fonte.

    4 – O Michio não disse nada de especial. Eu num comentário anterior disse-lhe que já em 1980 tivemos problemas com os satélites da altura, e que daí para cá tem se vindo a estudar melhor o Sol. Está num comentário anterior.
    Se temos mais satélites agora, é natural que o mesmo que aconteceu em 1980, possa acontecer na mesma, mas com mais satélites. E tudo o que esteja ligado a essa rede, pode ser afectado. É normal. Mas não vai afectar as suas câmaras no Brasil.

    5 – Mas nada disso será em 2012. Parece que o Guilherme continua sem perceber este singelo ponto, que é o tema destes posts do ROCA.

    6 – “o Dr. Michio Kaku não faria essa declaração caso não estivesse alicerçado por fontes seguras. Até agora me parece o argumento mais plausível. E fico com ele.”
    Essa é a burrice (para usar um eufemismo) do seu raciocínio.
    Conhece o Michio? Já leu alguns livros dele? Já viu as fontes que ele utiliza? Já percebeu a promoção da imaginação que ele faz?
    Mas fique lá na sua.
    Uns gostam de saber mais; outros ficam na sua.

    Note que eu não estou contra o Michio. Eu gosto dos livros e das ideias dele. Estou contra é quem o utiliza de forma acéfala, ou não crítica, como o Guilherme está a fazer.
    Proponho que contacte o Michio e lhe pergunte se ele pensa que em 2012 vai acontecer tudo isto que o Guilherme pensa, e que viu na FOXNews.
    Depois então continuamos a discussão. Até lá não vale a pena.

    7 – Veja algumas entrevistas que eu dei para a Comunicação Social.
    Onde digo, por exemplo, que acredito mais em ETs do que em estar a falar para a TV naquele momento. Acha mesmo que é assim? Só quem não pensa é que poderia imaginar que penso literalmente aquilo.
    Quem não sabe pensar, ouvir, etc, poderia pegar nas minhas palavras e dizer que eu tenho provas da existência de ETs.

    É o que eu digo, uns crescem e começam a pensar, e outros continuam nas fantasias de criança.
    Por isso, torno a dizer que o Guilherme esteve bastante bem na sua analogia para a idade mental.

    8 – Não, não estamos a sair dessa parte da Galáxia. Já saímos há alguns milhões de anos. E voltaremos daqui por mais alguns milhões.
    Se lesse os links que lhe dei e os links que lá constam…
    http://astropt.org/blog/2008/08/22/2012/
    escusava de andar a pedir fontes para pesquisa.

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