Tendo em vista os diversos alertas e notícias falsas sobre tragédias a ocorrer no ano de 2012 alegando o suposto ‘fim do calendário Maia‘, estamos postando uma série de artigos para desmistificar esses cenários apocalípticos impossíveis. Esse é o quinto artigo que fala sobre a suposta inversão dos pólos magnéticos da Terra prevista pelos falsos profetas do apocalipse a acontecer em 2012.
2012: No Geomagnetic Reversal (2012: Não Haverá Inversão Geomagnética)
Tradução do artigo escrito por Ian O’Neill na Universe Today em 3 de outubro de 2008
Aparentemente, em 21 de dezembro de 2012, nosso planeta experimentará um poderoso evento. Desta vez não estamos falando do Planeta X, Nibiru ou uma tempestade solar “assassina”, este evento terá suas origens nas profundezas do núcleo do nosso planeta, forçando uma mudança catastrófica em nosso campo magnético protetor. Não apenas notaremos uma rápida redução na força do campo magnético como também nós veremos como os pólos magnéticos irão reverter rapidamente sua polaridade, isto é, o pólo norte magnético se deslocará para o pólo sul geográfico e vice-versa. Então, o que tal significa para nós? Se nós acreditarmos nos profetas do apocalipse, estaremos então expostos a vastas quantidades de radiação emitida pelo Sol.
Com uma inversão do campo magnético terrestre virá também um enfraquecimento na capacidade da Terra em desviar os raios cósmicos. Nossa armada de satélites de comunicação e militares sofrerá queda em suas órbitas, adicionando caos ao cenário. Haverá distúrbios sociais, guerras, fome e um colapso econômico. Sem GPS, nossas linhas aéreas também se arrebentarão contra o solo…
Usando as Profecias Maias como desculpa para criar novas e explosivas formas nas que nosso planeta poderá ser destruído em 2012, os profetas do apocalipse usam a teoria do deslocamento geomagnético como se a mesma fosse uma verdade absoluta e inquestionável. Essa atitude é simplesmente devida ao fato que os cientistas estimaram que mudanças na polarização magnética terrestre talvez pudessem acontecer dentro de milhares de anos. Para os falsos profetas, todavia, tal parece evidência suficiente de que ocorrerá nos próximos quatro anos. Desgraçadamente, embora a teoria das migrações nos pólos magnéticos tenha algum respaldo científico, como veremos mais a frente aqui, não há hoje nenhuma forma ou técnica com a qual alguém possa afirmar que uma inversão geomagnética terá lugar nos próximos dias ou nos próximos milhões de anos…
Primeiro, devemos diferenciar os conceitos de “inversão geomagnética” e “mudança polar”. A “inversão geomagnética” é uma mudança no campo magnético da Terra que se dá quando o pólo norte magnético desloca-se para o pólo sul geográfico e vice-versa. Quando tal processo se completar as nossas bússolas passariam a apontar para Antártida, no pólo-sul geográfico, como o sendo o pólo norte ao invés do nordeste do Canadá. As “mudanças polares” são eventos incomparavelmente menos freqüentes, que provavelmente ocorreram raríssimas vezes dentro escala de tempo do Sistema Solar (cerca de 4,55 bilhões de anos). Há exemplos de planetas que sofreram uma mudança polar catastrófica: Vênus (que gira na direção oposta do resto dos planetas por ter sido golpeado por um evento descomunal, tal como uma colisão com um planeta errante – veja as razões aqui em “Qual a razão do movimento retrógrado de Vênus?“) e Urano (o qual gira de lado, com seu eixo deslocado por um impacto, ou algum efeito gravitacional causado por Júpiter e Saturno). Muitos autores (incluindo os próprios profetas do apocalipse) citam freqüentemente esses dois cenários notadamente distintos, inversão geomagnética e mudança polar, como sendo a mesma coisa, o que está totalmente errado. Tendo esclarecido esse ponto, vamos então tratar a seguir do cenário: “inversão geomagnética“.
Qual é a freqüência das ocorrências do fenômeno da inversão geomagnética?
Vejamos a seguir…
As razões inerentes à inversão dos pólos magnéticos são fracamente entendidas, mas esse cenário se relaciona tão somente à dinâmica interna do planeta Terra. Conforme nosso planeta gira, o núcleo interior de ferro fundido flui livremente, forçando os elétrons livres a acompanhar sua movimentação. Este movimento convectivo de partículas carregadas cria um campo magnético que tem seus pólos situados nas regiões polares norte e sul (um dipolo). Isto é conhecido como o efeito dínamo. O campo magnético resultante se comporta aproximadamente como um ímã, permitindo que o campo recubra nosso planeta.
Este campo magnético passa através do núcleo até a crosta terrestre e segue até o espaço formando a magnetosfera, uma bolha protetora que é constantemente assolada pelo vento solar. Uma vez que as partículas de vento solar são iônicas (carregadas eletricamente), a potente magnetosfera da Terra desvia essas partículas, só permitindo sua chegada nas cúspides polares, onde as linhas do campo magnético se “abrem”. Nessas regiões as partículas energéticas tem sua entrada permitida e brilham formando as auroras.
Normalmente esta situação pode durar por éons (o campo magnético estável entrelaçado através das regiões polares norte e sul), mas sabemos que ocasionalmente o campo magnético terrestre se inverte e altera sua intensidade.
Por que ocorre a inversão geomagnética?

Gráfico que mostra as inversões de polaridade da Terra a o longo dos últimos 160 milhões de anos. Negro = polaridade normal, branco = polaridade invertida. Fonte: Lowrie (1997)
Simplesmente nós não conhecemos as causas reais. O que sabemos é que estas mudanças de pólos magnéticos têm ocorrido algumas vezes nos últimos milhões de anos. A última reversão teve lugar há 780.000 anos, de acordo com as evidências mostradas nos sedimentos ferromagnéticos. Alguns artigos alarmistas têm dito que as inversões geomagnéticas ocorrem com uma “regularidade de um relógio” – isto simplesmente é mentira. Como se pode ver no diagrama (acima), as inversões magnéticas têm acontecido de forma bastante caótica nos últimos 160 milhões de anos. Os dados de longo prazo sugerem que o período mais longo de estabilidade entre inversões magnéticas durou quase 40 milhões de anos (durante o período Cretáceo que tem cerca de 65 milhões de anos) e o mais curto demorou algumas centenas de anos.
Algumas teorias do apocalipse em 2012 sugerem que a inversão geomagnética da Terra está conectada com o ciclo solar natural do Sol de 11 anos. De novo, não existe nenhuma evidência científica que apóie esta afirmação. Não há nenhuma informação disponível que associa alguma ligação da mudança de polaridade magnética da Terra com o Sol.
Assim, novas versões das teorias do apocalipse já estão falando que as inversões geomagnéticas não acontecem com a “regularidade de um relógio”, e não existe conexão com a dinâmica solar. Na verdade, não se espera uma inversão magnética dado que não podemos predizer quando se produzirá a próxima, as inversões magnéticas têm lugar em pontos aparentemente aleatórios de nossa história, conforme os registros históricos de levantamentos geológicos dos sedimentos ferromagnéticos.
O que causa a inversão geomagnética?
A pesquisa para tentar compreender a dinâmica de nosso planeta continua em andamento. Conforme a Terra gira, o ferro fundido de seu interior é agitado e flui de forma estável durante milênios. Por alguma razão durante uma inversão magnética, algumas instabilidades causam uma interrupção da geração estável do campo magnético global, provocando uma mudança de pólos.
Em um artigo anterior na Universe Today, discutimos os esforços do geofísico Dan Lathrop por criar o seu próprio “Modelo da Terra“, configurando uma bola de 26 toneladas (que continha um elemento análogo do ferro fundido, o sódio) que girava para se ver se o movimento do fluido interno poderia gerar um campo magnético. Este enorme experimento de laboratório é o testamento dos esforços postos na compreensão de como a Terra gera seu campo magnético além da razão do mesmo se inverter aleatoriamente.
Uma visão minoritária (a qual, novamente, tem sido usada pelos profetas do apocalipse para vincular as inversões geomagnéticas com o Planeta X) é que pode haver algumas influências externas que causem as inversões. Você verá com freqüência associações destas afirmações com a suposta existência do Planeta X/Nibiru, de forma que quando este misterioso objeto se encontrar dentro o Sistema Solar interior durante sua órbita altamente elíptica, a perturbação do campo magnético poderia alterar a dinâmica interna da Terra (e do Sol, gerando possivelmente a tempestade solar “assassina”). Esta teoria é uma fraca vontade de vincular os cenários dos falsos profetas do apocalipse com um precursor comum do ‘fim do mundo‘ (quero dizer, o Planeta X). Não há razão para pensar que o potente campo magnético da Terra possa ser influenciado por qualquer força externa, muito menos por um planeta inexistente.
A força do campo magnético cresce e decresce…

As variações no campo geomagnético no oeste dos Estados Unidos desde a última inversão. A linha pontilhada vertical indica o valor crítico de intensidade baixo o qual Guyodo e Valet (1999) consideram que têm tido lugar várias excursões direcionais.
Publicou-se recentemente um artigo contendo novas investigações sobre o campo magnético da Terra, no exemplar de 26 de setembro da revista Science, sugerindo que o campo magnético da Terra não é tão simples como se acreditava. Além do dipolo norte-sul, existe um campo magnético mais débil e disperso por todo o planeta, provavelmente gerado no núcleo externo da Terra.
Têm-se medido variações de força no campo magnético da Terra e é bem conhecido o fato de que a força do campo magnético atual está passando por uma fase com tendência de redução. O novo artigo de pesquisa, co-escrito pelo geocronólogo Brad Singer da Universidade de Wisconsin, sugere que um campo magnético mais débil é crítico para a inversão geomagnética. Se o dipolo mais potente (norte-sul) tem sua força de campo magnético reduzida para um nível inferior de intensidade, comparada com a do campo magnético distribuído, normalmente mais débil, a inversão geomagnética torna-se viável.
“O campo nem sempre é estável, a convecção e a natureza do fluxo se alteram, e isto pode provocar que o dipolo gerado aumente ou diminua de intensidade e força”, disse Singer. “Quando o campo magnético se torna fraco, este fica menos capaz de alcançar a superfície da Terra e o que começamos a ver surgindo é este dipolo não axial, a parte mais fraca do campo magnético”. O grupo de pesquisa de Singer analisou amostras antigas de lava de vulcões no Taiti e Alemanha originadas entre 500.000 até 700.000 anos atrás. Observando um mineral rico em ferro presente nessa lava, denominado magnetita, os investigadores foram capazes de deduzir a direção do campo magnético.
O giro dos elétrons na magnetita é governado pelo campo magnético predominante na ocasião que a lava foi produzida pelos vulcões. Durante as épocas em que o potente campo dipolar domina, estes elétrons apontam na direção do pólo norte magnético. Durante as épocas em que o campo dipolar se enfraquece, os elétrons apontam para onde estiver o campo dominante, neste caso o campo magnético distribuído. Os cientistas acreditam que quando a intensidade do campo magnético dipolar debilitado cai abaixo de certa faixa de valores, o campo magnético distribuído empurra o campo dipolar para fora do seu eixo original, provocando uma inversão geomagnética.
“O campo magnético é uma das características mais fundamentais da Terra”, disse Singer. “Mas ainda é um dos maiores enigmas da ciência. A razão disso acontecer [a inversão geomagnética] é algo que a gente tem questionado durante mais de cem anos”.
Os errantes pólos magnéticos

O movimento do pólo norte magnétido terrestre através do Ártico no Canadá, de 1831 a 2001. Crédito: Geological Survey of Canada
Embora pareça haver uma tendência atual para uma diminuição da força do campo magnético, a intensidade corrente do campo magnético tem sido considerada acima da média quando a comparamos com as variações medidas na história recente. De acordo com os pesquisadores na Scripps Institution of Oceanography , São Diego, se o campo magnético continuar na sua tendência de queda atual, o campo dipolar será efetivamente zerado em cerca de 500 anos. Não obstante, é mais provável que a força do campo magnético simplesmente se reinicie e aumente sua intensidade como tem sido usual nos últimos milhares de anos, continuando com suas flutuações naturais.
As posições dos pólos magnéticos, como sabemos, estão dando voltas sobre as localidades no Ártico e na Antártida. Tomando o pólo norte magnético, por exemplo, (no desenho da esquerda) vê-se que a posição do pólo tem se descolado de forma acelerada sobre as planícies do norte de Canadá com velocidade variando de 10 quilômetros por ano no século XX até 40 quilômetros por ano em medições mais recentes. Pensa-se que se esta tendência persistir o eixo norte irá deixar a América do Norte e penetrar na Sibéria dentro de algumas décadas. Este, todavia, não é um fenômeno novo. Desde a descoberta de James Clark Ross da posição efetiva do pólo norte magnético em 1831, sua posição tem vagado por centenas de quilômetros (embora as médias atuais tenham mostrado alguma aceleração adicional).
Então, haverá ou não o ‘Fim do Mundo’ ?
As inversões geomagnéticas são uma área fascinante da pesquisa geofísica que continuará ocupando os físicos e geólogos durante muitos anos à frente. Embora a dinâmica por trás deste evento não seja entendida por completo, não há absolutamente nenhuma evidência científica que apóie a afirmação de que poderia haver uma inversão geomagnética em torno de 21 de dezembro de 2012.
Além disso, os efeitos de tais inversões têm sido totalmente super enfatizados. Se por acaso venhamos a experimentar uma inversão geomagnética ao longo de nossas vidas (o que possivelmente não acontecerá), é improvável que sejamos assados vivos pelo vento solar ou aniquilados pelos raios cósmicos. É improvável que soframos qualquer evento de extinção massiva (afinal, o homem primitivo, o homo erectus, sobreviveu à última inversão geomagnética, aparentemente sem sofrer danos). Provavelmente iremos experimentar a visão de auroras em todas as latitudes, enquanto o campo magnético dipolar se assenta em seu novo estado invertido, e poderá haver um pequeno incremento no bombardeio das partículas energéticas espaciais, os raios cósmicos (lembre-se que o simples enfraquecimento da magnetosfera, não implicará que não iremos mais ter a proteção magnética). Fora isso, nós estaremos (muito bem) protegidos pela nossa espessa atmosfera.
Os satélites poderão até passar por falhas e os pássaros migratórios ficarão confusos, mas prever a ocorrência de um colapso mundial é uma história difícil de engolir.
Conclusão:
- As inversões geomagnéticas são de natureza caótica. Não há forma de prevê-las com antecedência.
- Simplesmente porque o campo magnético da Terra se enfraquece tal não significa que estamos perto do momento de um colapso. O valor da intensidade do campo geomagnético da Terra está “acima da média” se comparamos as medidas atuais com as dos últimos milhões de anos.
- Os pólos magnéticos não estão fixos em umas posições geográficas, os pólos se movem (em velocidades variáveis) e tal movimento têm acontecido desde que se iniciaram as medidas de seus comportamentos.
- Não existem provas que apontem para uma força externa afetando a dinâmica geomagnética interna da Terra. Assim, não há nenhuma prova de uma conexão das inversões geomagnéticas com as do ciclo solar. E não venham falar do Planeta X também…
Considerando tudo isso, podemos acreditar que haverá um evento de inversão geomagnética em 2012? Eu julgo que não.
De novo vemos como outro cenário apocalíptico de 2012 fala de muitas formas. Não há dúvida que as inversões geomagnéticas terão lugar algum dia no futuro da Terra, mas estamos falando de escalas de tempo variando de otimistas 500 anos (improvável) até milhões de anos e certamente não nos próximos quatro anos…
Fontes e referências:
AstroPT: 2012 – Fim do Mundo
Eternos Aprendizes:
- 2012: Don Yeomans, cientista da NASA e coordenador do programa NEO, explica o que não vai acontecer em 2012
- Seth Shostak do instituto SETI fala sobre o tema 2012 e comenta o filme
- 2012: Dr. Neil deGrasse Tyson fala sobre o tema e explica sobre o alinhamento galáctico
- 2012: Não haverá tempestade solar assassina
- 2012: Não haverá inversão dos pólos magnéticos da Terra
- 2012: Não Haverá o ‘Fim do Mundo’
- 2012: Não haverá Planeta X
- 2012: o Planeta X não é Nibiru
- 2012: Não haverá nenhum cometa assassino, Nibiru ou Planeta-X
- A procura pelo planeta X vai ganhar um reforço extra do observatório Pan-STARRS
US News – Environment: Why Earth’s Magnetic Field Flip-Flops [A new hypothesis on the origins of Earth's magnetic field could shed light on the reason it flip-flops] por Clara Moskowitz, LiveScience
GEOMAGNETISM – How Are Geomagnetic Reversals Related to Field Intensity? Por Kenneth A. Hoffman, Physics Department, California Polytechnic State University, San Luis Obispo
Science.NASA.gov: Earth’s Inconstant Magnetic Field [Our planet's magnetic field is in a constant state of change, say researchers who are beginning to understand how it behaves and why]
- 2012: No Comet
- 2012: No Geomagnetic Reversal
- 2012: No Killer Solar Flare
- 2012: Planet X Is Not Nibiru
- 2012: No Planet X
- No Doomsday in 2012












![Centauri Dreams [Tau Zero Foundation] Centauri Dreams [Tau Zero Foundation]](http://eternosaprendizes.com/wp-content/uploads/2009/12/Centauri-Dreams.jpg)













#1 by ROCA at 6 de março de 2010
Katie,
Você entendeu mesmo o artigo? Você leu todo o texto com atenção?
“Mas por que nenhuma autoridade se manifestou para informar/organizar a população referente a este evento” ?
Porque, simplesmente, uma inversão geomagnética pode levar MILHARES DE ANOS para se completar e além disso não há nenhuma evidência de que vai acontecer nos próximos milhares de anos.
E mais, se acontecer no futuro remoto , a inversão geomagnética NÃO causará extinções em massa, ou seja, não é um evento nocivo a vida na Terra…
Entenda que não há manipulações das informações, muito pelo contrário, as informações são amplamente e rapidamente divulgadas a todos.
Favor reler o artigo e meditar!
#2 by Katie at 6 de março de 2010
Gostei do desvelamento das questões, de forma tao elucidante e convincente… Mas por que nenhuma autoridade se manifestou para informar/organizar a população referente a este evento, que tem ocorrido diariamente e crescentemente (sendo que é possível prevê-los)? Estamos na era da informação, gente!!! Que adianta poder de desvendar acontecimentos, prevê-los com segurança científica, se não podemos salvar nossos filhos a tempo? Que estamos por passar por um grande evento natural ninguém duvida… Mas a reorganização das nações e a devida união faz-se necessária neste momento! Não é possível que o controle capitalista esteja manipulando o planeta a tal ponto que se oculte informações tão necessárias à salvação da vida na Terra! Gente: ACORDA!!!
#3 by ROCA at 18 de fevereiro de 2010
É Luiz!
Mas…
Que site é esse: POPTRASH?
Devemos ter cuidado com as fontes. A fonte é confiável? Onde estão as referências biblográficas ou links para sites científicos, revistas de ciências ou de agências espaciais? De onde eles tiraram estas informações? É isso que temos que nos perguntar ao ler tais notícias cataclísmicas.
O nome do site já diz tudo “poptrash” (lixo popular). é mole?
#4 by Luis at 18 de fevereiro de 2010
O ROCA a negada está surtando com isso aqui!
http://www.pop.com.br/popnews/noticias/poptrash/318337-NASA%20ADMITE%20SOL%20PODE%20CAUSAR%20CATASTROFE%20MUNDIAL%20EM%202012.html
#5 by ROCA at 17 de fevereiro de 2010
Adriano,
Se você pesquisou sobre isso, seria bom que você compartilhasse conosco a sua pesquisa adicionando aqui os links dos artigos científicos que comprovam o que você nos escreveu. Assim, ficaremos aguardamos informações complementares/links, ok?
#6 by Adriano at 17 de fevereiro de 2010
Senhores, acredito que já estamos sofrendo o início do processo de inversão, devido ao aumento das atividade sísmica e vulcânica. Reparem que vários vulcões que estavam extintos voltaram a ativa na última década e a quantidade de terremotos tem aumentado assim como a intensidade. Isso poderia ser explicado por uma mudança no equilíbrio do núcleo da terra interferindo na dinâmica do magma, onde as placas tectônicas estão “montadas”. Essa “perturbação” da dinâmica do núcleo já seria decorrente do processo de enfraquecimento do campo magnético que precede a inversão. Em janeiro vi uma notícia de que o pólo norte magnético estaria já em cima da Sibéria, bastante deslocado da variação normal. O aquecimento global também seria explicado pelo enfraquecimento do campo assim como o derretimento das geleiras dos pólos (e aumento do nível do oceano). São muitas coincidências a serem consideradas. Obviamente que isso não será o fim da humanidade, mas uma grande provação para a nossa espécie. É claro que ninguém poderá fornecer uma data como por exemplo 2012 (que considero superstição), mas tenho para mim que já temos o processo de inversão iniciado e que nessa década, vamos experimentar algumas “reações” do planeta, como extinção de algumas espécies animais, aumento nos casos de câncer (principalmente de pele), anomalias climáticas, alagamento de regiões costeiras, terremotos e maremotos (e tsunames) e outros mais. Esse artigo apenas deixa claro, que não temos como prever quando será a próxima inversão. Portanto há possibilidade real de que já estejamos iniciando esse processo.
#7 by Gerson at 16 de fevereiro de 2010
Pelo pouco que li a respeito entendi que o sistema solar orbita pela galaxia formando uma senoide em relação ao disco, ou seja, de tempos em tempos (tenho anotado em algum lugar o tempo exato mas agora me foge a informação) o sistema solar orbita a parte inferior ou superior nesse disco espiral da galaxia.
Nesse momento ou melhor em 21-12-2012 estaremos alinhados passando se não me engano da parte inferior para a parte superior.
Se imaginarmos que a galaxia como um todo possui um campo magnético comandado pelo corpo central não seria falso imaginarmos que ao fazer essa transição poderia o nosso sistema solar sofrer efeitos magnéticos.
Essa ideia é absurda ou plausível?
#8 by tito at 10 de fevereiro de 2010
porque nao pode haver?
nao achei aqui provas suficientes para os pros e os contras, o que fico e com a terrivel concidencia do calendario maia, nostradamus e outros mais primitivos terem calculados a mesma data…..como e possivel tendo tentos anos (E SECULOS ) de diferenca entre eles?
abraco
#9 by ROCA at 28 de janeiro de 2010
Lembramos aos nossos leitores que os comentários que desrespeitarem os Termos de Uso do Blog não serão publicados.
Para saber as regras: http://eternosaprendizes.com/termos-de-uso/
Façam bom uso do blog, afinal este é um espaço para troca de conhecimento.
#10 by ROCA at 15 de dezembro de 2009
Caro Guilherme,
.
Na categoria 2012 temos todos os artigos associados ao tema: http://eternosaprendizes.com/category/2012/
Na categoria Sol, falamos do comportamento do Sol e como ele é monitorado: http://eternosaprendizes.com/category/2012/
.
Como já dissemos em outros comentários os fenômenos alegados para 2012 podem ocorrer ‘amanhã’, em 100 anos, em 1.000 anos, em 1.000.000 de anos ou nunca. As chances de ocorrerem exatamente em 2012 são praticamente nulas. Prevê-las é um exercício sem sentido e desnecessário. Este é o objetivo do tema abordado aqui: desmistificar a data de 2012 e acabar com o medo das falsas profecias.
.
Quanto as tempestades solares, este é um tema de OUTRO artigo: http://eternosaprendizes.com/2009/02/11/2012-nao-havera-tempestade-solar-assassina/ e os comentários respectivos aos eventos do Sol devem ser postados por lá.
.
Sugerimos, por outro lado, que você poste comentários direto no artigo 2012 ( http://astropt.org/blog/2008/08/22/2012/ ) do Carlos Oliveira, para ter a respostas diretamente dele, ok? Por que você não transfere sua discussão para lá?
.
Obrigado.
ROCA
#11 by Guilherme at 14 de dezembro de 2009
8th September 2009
Cosmic Katrina
I have the cover story on the October issue of BBC Knowledge magazine:
“With no warning, a sudden loss of electrical power has struck the whole of the United States. Air traffic control goes offline, hospitals switch to back-up generators. A stunning aurora dances in the sky overhead as you make your way home through the chaos to wait it out.
But the blackout stretches on. Hours become days and the power does not return. There is no internet, television or newspapers to tell you what is happening, and no phones to check if your friends are OK. The diesel that drives the emergency generators in hospitals runs out. The food stores are empty – there’s no electricity to power any fuel pumps so the delivery trucks have stopped.
In short, the technological trappings of civilisation have been destroyed at a single stroke by a solar storm – a hail of electrified, superheated gases, catapulted from the Sun with the energy of a thousand atomic bombs. With little warning, it conjures up phantom currents in the power lines and damages the transformers beyond repair – along with many of the satellites that we rely upon for communications and navigation. …”
Read the full article in BBC Knowledge’s October 2009 issue. Visit them on the web http://www.stuartclark.com/
Stuart Clark
Não são montros meu caro…
É a informação que me chega…
Obs: Quando o evento de Carrington ocorreu o sol estava inativo…
Ou o sr. está mal informado ou está a manipular informações… os seus links sempre remetem às suas opiniões, ou dos que compartilham com ela.(seja no seu blogpt ou aqui…)
Obs 2 E quanto ao estudo realizado por Daniel Baker? Porque ele teria sido realizado se não houvesse uma ameaça real (Comitê de Impactos Sociais e Econômicos de Eventos Climáticos Espacias Severos, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em Washington), esse nome lhe sugere algo?
Obs 3… Ignorar, por estar perdendo tempo? Bela fuga, quando o sr. não tem argumentos nem hombridade pra pedir desculpas.
Pensei que o objetivo desse blog fosse o diálogo… O sr. tem me atacado diretamente de forma muito desrespeitosa ainda mesmo assim mantenho o debate. Já o sr. agora foge quando não tem argumentos…
O sr. não mencionou a poesia… talvez porque não tenha absolutamente nada a falar a respeito… ou vai se esconder dizendo que este é um blog de ciência, portanto não cabe nem uma frase (da sua parte) sobre outra área do conhecimento humano?
Gostaria que me falasse qual sua posição em relação à matéria de StuartClark. Por favor leia na íntegra certo? Caso não o faça interpretarei que não está tão aberto ao diálogo.
Abraço
#12 by Guilherme at 14 de dezembro de 2009
Caro Carlos,
Já tinha visto teu Blog. Aliás a muito tempo atrás. Obs: quando havia me referido a ver tua cara, foi de olho no olho… não uma fotinho, ou videozinho… isso eu já tinha visto…rs.
Já sabia que és um cientista respeitado.
Já sabia que és um pesquisador sério.
Vamos colocar a coisa da mentalidade da seguinte maneira:
Eu sou um artista. Não entendo de astrobiologia, astrofísica mas no entanto, estou tentando entender como as coisas se passam nesse universo de pesquisa humana, certo? É claro que eu não teria como argumentar com o sr. a respeito do seu trabalho. Por isso o meu primeiro questionamento (primeira mensagem postada) foi exatamente no sentido de chamar a atenção para um pensamento interdisciplinar. Onde pudessemos dialogar sem discórdias.
Eu não posso dedicar-me sériamente à pesquisa astrofísica porque tenho que me dedicar mais sériamente à minha pesquisa artística. Portanto é lógico que colocarei aqui certas ignorâncias a respeito do tema. Mas daí a sua agressão de me chamar de burro é um excesso da sua parte. Mesmo porque, toda vez que o sr. colocava uma prova, eu pedia desculpas pela ignorância. Já o sr. em momento nenhum reconheceu os seus excessos. “Educação vem de berço” aqui no Brasil a gente tem esse provérbio…
Me parece que o sr. não se interessa por arte, certo? Não deve saber absolutamente nada sobre arte contemporânea e poderia apostar, não seria capaz de sutentar 2 minutos de conversa comigo a respeito do tema. Qual foi a última exposição de arte contemporânea que o sr. visitou? O sr. conhece algum trabalho de filosofia estética? Ou filosofia da arte? Que artista da atualidade o sr. acha que tem uma pesquisa interessante?
A diferença entre nossas mentalidades é realmente essa, a minha é imaginativa realmente (coisa que o sr. parece ter uma certa inveja) mas eu tenho critérios e procuro refinar meu pensamento. Inclusive, para a sua vaidade, foi por causa da competência e seriedade com que realiza o seu trabalho – o meu mais profundo respeito por isso- que sei que posso confiar nas informações que o sr. coloca aqui e no seu blog. Porém o fato inconteste aqui revelado é: tenho a mente aberta para pesquisar outras formas de entender o mundo… já o sr. não.
Acho ótimo quando eu descubro que estou errado. É sinal de que cresci, de que aprendi alguma coisa. Aprendi muita coisa com o sr., muito sobre astrofísica – aliás só aguentei conversar contigo por tanto tempo por respeitá-lo muito como profissional – mas creio que o sr. não sabe ler nas entrelinhas… (isso não deve facilitar sua vida íntima com as mulheres não é mesmo?) por isso talvez não tenha aprendido nada com essa conversa… porque o sr. em momento nenhum deixou de olhar as coisas através da lente das suas mini-certezas.
O sr. tem uma vaidade intelectual que o cega pra ver o óbvio.
Essa é a grande diferença entre a mente do artista e a mente do cientista. Eu posso me aventurar a pesquisar… eu já estudei cálculo I (derivada e integral) quando cursei arquitetura na faculdade de Brasília e é bem fácil fazer contas matemáticas, relações físicas, cálculos estruturais… tive aulas de xadrez desde os 8 anos de idade… isso se aprende. Coisa de lógica. Realmente não li nada do Michio Kaku (no momento estou lendo Deleuze), mas já li F. Capra, Edgar Morin, Bordieu, Camus, Kant, Jung, Derrida, Kafka, Danto, James Joyce, Oscar Wilde, E. Allan Poe, Florbela Espanca, Dostoievski, Platão, Pessoa, Drummond, Mia Couto, Foucault, M. Ponty, Guatarri, enfim, se começar não para mais… se perceber… os autores são bem diferentes entre si…
Mas poesia meu caro… disso o sr. não faz idéia, e isso não se ensina… nem se aprende em faculdade, mestrado, doutorado… talvez venha daí a sua inveja. E se queres saber, a maior ignorância é não saber ver poesia. Porque aí se está perpetuamente cego para tudo que é vivo no universo. O sr. deveria se preocupar com isso (rs…)
#13 by Carlos Oliveira at 13 de dezembro de 2009
Em jeito de conclusão, deixe-me só dizer mais isto:
Estou a perder demasiado tempo com isto… por isso, a partir de agora irei ignorar as suas respostas e fantasias. Já lhe dei os links. Se quer continuar a acreditar no Pai Natal, o problema é seu.
O Michio foi “bombástico” sim… mas isso era do sítio onde ele estava.
Se o Guilherme quer saber o que o Michio pensa, contacte-o, e acabam-se as dúvidas. É assim que se chegam às respostas, contacta-se a fonte.
Por último, e como dádiva de conhecimento, deixe-me que lhe diga, caso ainda não saiba devido à sua idade mental: na realidade não existem monstros debaixo da cama nem sequer dentro do “roupeiro”.
Quando crescer, vai perceber que isso eram só medos infundados de criança.
OU não… vai continuar com os mesmos medos, só que lhe dá novos nomes.
A escolha é sua.
#14 by Carlos Oliveira at 13 de dezembro de 2009
Guilherme,
1 – Já percebi a mentalidade. Uns continuam com mentalidade de criança, a acreditar em fantasias e com medo de tudo, enquanto outros crescem e testam as hipóteses e chegam a respostas. Daí que tem razão. Eu já passei a fase de acreditar no Pai Natal, enquanto o Guilherme continua com essa mente aberta a qualquer fantasia.
2 – No vídeo que deu diz do lado direito que é um vídeo outdated. Já não faz qualquer sentido para 2012. Deve-se ter esquecido de ler essa parte…
3 – A fonte é a FOXNews que pega em qualquer assunto controverso para “vender o seu peixe”. O gajo que veio a seguir é provavelmente o Glen Beck, o tal que anda sempre a colocar medo nas pessoas, e agora anda a dizer que é o fim do mundo e as pessoas deviam comprar ouro… isto porque ele faz spots publicitários ao ouro, e ganha com isso também.
A FOXNews é conhecida pelo clima de medo infundado que dissemina. E esta é a sua fonte.
4 – O Michio não disse nada de especial. Eu num comentário anterior disse-lhe que já em 1980 tivemos problemas com os satélites da altura, e que daí para cá tem se vindo a estudar melhor o Sol. Está num comentário anterior.
Se temos mais satélites agora, é natural que o mesmo que aconteceu em 1980, possa acontecer na mesma, mas com mais satélites. E tudo o que esteja ligado a essa rede, pode ser afectado. É normal. Mas não vai afectar as suas câmaras no Brasil.
5 – Mas nada disso será em 2012. Parece que o Guilherme continua sem perceber este singelo ponto, que é o tema destes posts do ROCA.
6 – “o Dr. Michio Kaku não faria essa declaração caso não estivesse alicerçado por fontes seguras. Até agora me parece o argumento mais plausível. E fico com ele.”
Essa é a burrice (para usar um eufemismo) do seu raciocínio.
Conhece o Michio? Já leu alguns livros dele? Já viu as fontes que ele utiliza? Já percebeu a promoção da imaginação que ele faz?
Mas fique lá na sua.
Uns gostam de saber mais; outros ficam na sua.
Note que eu não estou contra o Michio. Eu gosto dos livros e das ideias dele. Estou contra é quem o utiliza de forma acéfala, ou não crítica, como o Guilherme está a fazer.
Proponho que contacte o Michio e lhe pergunte se ele pensa que em 2012 vai acontecer tudo isto que o Guilherme pensa, e que viu na FOXNews.
Depois então continuamos a discussão. Até lá não vale a pena.
7 – Veja algumas entrevistas que eu dei para a Comunicação Social.
Onde digo, por exemplo, que acredito mais em ETs do que em estar a falar para a TV naquele momento. Acha mesmo que é assim? Só quem não pensa é que poderia imaginar que penso literalmente aquilo.
Quem não sabe pensar, ouvir, etc, poderia pegar nas minhas palavras e dizer que eu tenho provas da existência de ETs.
É o que eu digo, uns crescem e começam a pensar, e outros continuam nas fantasias de criança.
Por isso, torno a dizer que o Guilherme esteve bastante bem na sua analogia para a idade mental.
8 – Não, não estamos a sair dessa parte da Galáxia. Já saímos há alguns milhões de anos. E voltaremos daqui por mais alguns milhões.
Se lesse os links que lhe dei e os links que lá constam…
http://astropt.org/blog/2008/08/22/2012/
escusava de andar a pedir fontes para pesquisa.