O Sol tem mostrado poucas regiões ativas com uma menor quantidade de manchas solares associadas há quase um ano. Tal período de relativa calma não é usual. Sabemos com certeza que o Sol passa por um período de transição entre os ciclos solares chamado de Mínimo Solar. Historicamente, nesse período, a atividade solar tem sido reduzida. A firme ausência de tumulto na superfície solar tem sido considerada como uma situação excepcional até para o período atual de atividade mínima solar. Uma atividade tão baixa assim não ocorre há várias décadas. Alguns dias atrás, entretanto, uma região ativa “deu um alô” ( com atividades e manchas solares ) e prossegue na sua rotação através da superfície do Sol.
Podemos ver na foto essa região ativa denominada “Região Ativa 1002” (AR 1002), que foi fotografada em ultravioleta no dia 23 de setembro pelo observatório espacial SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), que orbita o Sol partilhando sua órbita com a Terra. Além da tranqüilidade na superfície Solar dados recentes coletados pela espaçonave Ulysses, através do Sistema Solar, indicam que a intensidade do vento solar emanado do Sol está no seu menor nível em 50 anos desde que ‘medidas de alta precisão’ passaram a ser realizadas.
Segundo o “The Register”, Ed Smith, cientista do projeto Ulysses da NASA, ressalta que “os ciclos solares oscilam entre períodos de grande atividade e de pequena atividade. No presente momento o ciclo está no estágio de intensidade mínima e isso está se alongando mais tempo que o estimado previsto pelos especialistas.”
A grave preocupação, segundo Smith é que:” se o vento solar permanecer muito tempo em níveis baixos de intensidade existe uma chance factível que a heliosfera venha a sofrer uma redução no seu tamanho. Se tal ocorrer é esperado um aumento na quantidade de raios cósmicos danosos que vem do espaço exterior, atingindo a parte interior do nosso sistema solar.”
A preocupação da NASA é que os raios cósmicos com mais intensidade poderão prejudicar missões exploratórias no sistema solar realizadas pelas agências espaciais.
Por outro lado as previsões apontam no crescimento gradativo das regiões ativas nos próximos anos, contendo novas manchas solares e tempestades de plasma até atingir o Máximo Solar em cerca de quatro anos.
Fontes e referências:
Apolo11.com: Observando o Sol – imagens enviadas pelo satélite SOHO
Apollo11.com: Sonda Ulysses: vento solar mais fraco diminui escudo natural
Revista VEJA: Intensidade dos ventos solares está baixa
Sol: onde estão as manchas solares afinal?
Qual é a situação atual do Sol? Como o Sol é monitorado?
A NASA vê o lado oculto do Sol
O Sol volta a ter pequena atividade e manchas solares voltam a aparecer
NASA: Solar Wind Loses Power, Hits 50-year Low
MSNBC: Sun hits a 50-year low – Solar wind blowing less vigorously, researchers say
Telegraph.co.uk: Sun’s protective ‘bubble’ is shrinking
Foto:
{1} NASA,APOD: Active Region 1002 on an Unusually Quiet Sun – Crédito: SOHO Consortium, EIT, ESA, NASA


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