mar 23

SWIFT mapeia uma estrela em uma espiral da morte na direção de um buraco negro supermassivo

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/asassn14.jpg

Impressão artística da ruptura de maré ASASSN-14li. Créditos: NASA/CXC/U. Michigan/J. Miller et al.; ilustração: NASA/CXC/M. Weiss

Há cerca de 290 milhões de anos, uma estrela parecida com o Sol perambulou demasiadamente perto do buraco negro central de sua galáxia hospedeira. As marés gravitacionais intensas rasgaram a estrela e isso produziu um surto de radiação tanto no visível, quanto no ultravioleta e nos raios-X que foi detectado aqui na Terra em 2014. Agora, um time de cientistas usou observações do satélite SWIFT da NASA para mapear como e onde estes vários comprimentos de onda foram produzidos nesse evento astronômico, chamado de ASASSN-14li, enquanto os destroços da estrela desintegrada orbitavam o buraco negro.

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mar 22

Hubble: Estrelas em fuga revelam o embate gravitacional ocorrido em um sistema que se desmantelou séculos atrás na Nebulosa Kleinmann-Low dentro do Complexo de Órion

Enquanto as famílias reais inglesas lutavam a Guerra das Rosas no século XV para controlar o trono da Inglaterra, um grupo de estrelas travava uma luta contenciosa: uma autêntica guerra estelar  em Órion.

http://hubblesite.org/image/3997/news_release/2017-11

Essa imagem capturada pelo Hubble mostra um grupo de jovens estrelas, a que damos o nome de Aglomerado do Trapézio (note as 4 estrelas mais luminosas no centro que formam um trapézio). A 1ª inserção realça a localização das três estrelas analisadas no recente estudo. O local do nascimento do sistema múltiplo está marcado como “initial position”. Duas das estrelas ( “BN” e “I”, para fonte I ) foram descobertas há décadas atrás. A fonte I está encoberta por poeira espessa e não pode ser vista por telescópios óticos. Descobriu-se recentemente que a terceira estrela, “x”, para fonte x, se moveu bastante entre 1998 e 2015, tal como mostra a 2ª inserção. Créditos: NASA, ESA, K. Luhman (Universidade Estatal da Pensilvânia) e M. Robberto (STScI)

Estrelas lutavam entre si em um conflito gravitacional, que terminou com o sistema se desmantelando, com pelo menos três estrelas ejetadas em direções diferentes. Contudo, as velozes estrelas desertoras passaram desapercebidas durante centenas de anos até que, nas últimas décadas, duas delas foram detectadas em observações no rádio e no infravermelho, os comprimentos de onda capazes de penetrar a espessa poeira da Nebulosa de Órion.

As observações mostraram que as duas estrelas viajavam a altas velocidades em direções opostas uma da outra. A origem desse movimento dessas estrelas, no entanto, era um mistério. Dessa forma, os astrônomos rastrearam ambas as estrelas até 540 anos no passado, até um mesmo local, e inferiram que ambas que faziam parte do mesmo, atualmente extinto, sistema múltiplo. No entanto, a energia cinética combinada medida da dupla, que agora está levando-as para fora, não explicava completamente o cenário. Os pesquisadores argumentaram que deveria haver pelo menos um outro culpado no ‘jogo’, um corpo que roubou energia do embate estelar.

Agora, o Telescópio Espacial Hubble da NASA ajudou os astrônomos a descobrirem a peça final do quebra-cabeças, ao encontrar a terceira estrela fugitiva. Os astrônomos seguiram o percurso da estrela recém-descoberta de volta ao mesmo local onde as duas estrelas anteriormente conhecidas estavam localizadas há 540 anos. O trio reside em uma pequena região de jovens estrelas chamada Nebulosa Kleinmann-Low, perto do centro do vasto complexo da Nebulosa de Órion, que reside a cerca de 1.300 anos-luz da Terra.

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mar 21

Marte tem anéis? Hoje não, mas poderá ter em breve… E mais, talvez tenha tido anéis no passado.

https://news.uns.purdue.edu/images/2017/minton-red.jpg

Uma nova teoria por cientistas da Universidade Purdue afirma que a lua marciana Fobos poderá eventualmente desintegrar-se, formando um anel em redor do Planeta Vermelho. Os cientistas financiados pela NASA especulam se esta formação de anéis já aconteceu antes e que à medida que as luas se fragmentam, algum do material cai para a superfície, como pode ser visto na imagem. Crédito: Centro Envision da Universidade Purdue

Quando crianças, nós aprendemos sobre os planetas do nosso Sistema Solar através de algumas características marcantes. Por exemplo: Júpiter é o maior, Saturno tem anéis, Mercúrio é o mais próximo do Sol. Marte é vermelho, mas é possível que um dos nossos vizinhos mais próximos também tenha tido anéis no seu passado e que possa vir a ter novamente anéis algum dia no futuro.

Essa é uma hipótese apresentada por cientistas financiados pela NASA da Universidade Purdue, em Lafayette, Indiana, EUA, cujos estudos foram publicados na revista Nature Geoscience. David Minton e Andrew Hesselbrock da Unvisersidade de Purdue, desenvolveram um modelo que sugere que os escombros ejetados para o espaço por um asteroide ou por outro corpo que colidiu com Marte há cerca de 4,3 bilhões de anos alternou entre a formação de um anel planetário e a aglomeração para criar uma lua.

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mar 20

DAWN revela atividades de criovulcanismo no planeta anão Ceres

Imagens altamente resolvidas da Cratera Occator mostram evidências de atividade geológica de longa duração.

http://www.mps.mpg.de/4843707/standard_sans_both-1488790540.jpg

Esta imagem de toda a Cratera Occator mostra o poço brilhante no seu centro e o domo criovulcânico. As montanhas rugosas na borda da cratera lançam suas sombras sobre áreas do poço. Esta imagem foi obtida a uma distância de 1.478 km da superfície de Ceres e possui uma resolução de 158 metros por pixel. Créditos: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Entre as características mais impressionantes na superfície de Ceres estão as manchas brilhantes no centro da Cratera Occator, as quais já se destacavam quando a sonda DAWN da NASA ainda estava se aproximando do planeta anão. Cientistas, sob a liderança do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar (MPS), determinaram agora, de forma inédita, a idade deste material brilhante que consiste principalmente de depósitos de sais minerais especiais. Com ‘apenas’ cerca de quatro milhões de anos de idade, esses depósitos são cerca de 30 milhões de anos mais jovens do que a cratera propriamente dita. Considerando isso, bem como a distribuição e natureza do material brilhante dentro da cratera, as medidas sugerem que a Cratera Occator tem sido o cenário de surtos eruptivos de salmoura subterrânea durante um longo período e até quase recentemente. Consequentemente, Ceres é o corpo mais próximo do Sol possui atividade criovulcânica.

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mar 19

ALMA: protoestrela resplandece e remodela o seu berçário estelar em NGC 6334I-MM1

https://public.nrao.edu/images/pr/2017cb/nrao17cb08/nrao17cb08a_nrao.jpg

Dentro da Nebulosa Pata de Gato, vista aqui (à esquerda) em uma imagem em infravermelho capturada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, o complexo de radiotelescópios ALMA descobriu que uma estrela jovem está sofrendo um surto de crescimento intenso, brilhando quase 100 vezes mais do que antes e remodelando o seu berçário estelar (na inserção, à direita). Créditos: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), T. Hunter; C. Brogan, B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); NASA Spitzer

Uma protoestrela gigante, profundamente aninhada no seu berçário estelar poeirento, recentemente “rugiu ferozmente”, brilhando quase 100 vezes mais do que antes. Esta explosão, aparentemente desencadeada por uma avalanche de gás formador de estrelas que se chocou contra a superfície da estrela, apoia a teoria de que as estrelas jovens podem sofrer surtos de crescimento intenso que remodelam o seu ambiente.

Os astrônomos fizeram esta descoberta comparando novas observações do complexo de radiotelescópios ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), no Chile, com observações anteriores do complexo de radiotelescópios SMA (Submillimeter Array) no Havaí.

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mar 18

Vento meridional de Vênus foi detectado pela primeira vez em ambos os hemisférios

http://www.iastro.pt/img/news/2017Mar15_3.jpg

Aquisição sequencial de espectros do lado diurno de Vênus a partir do Telescópio Canada-France-Hawaii em 19 de abril de 2014. Créditos: Pedro Machado et al.

A primeira evidência científica de que existe em Vênus circulação de vento entre o equador e os polos (vento meridional) foi reunida por uma equipe internacional liderada por Pedro Machado, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) [1] e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Este resultado foi publicado em artigo [2] na Icarus, uma publicação científica de referência na área de estudo do Sistema Solar.

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mar 17

A matéria escura era menos influente no Universo primordial?

Observações do VLT sugerem que as galáxias distantes são dominadas pela matéria ordinária

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Comparação de galáxias com discos em rotação no Universo distante e local – Representação esquemática de galáxias com discos em rotação no Universo primordial (à direita) e atual (à esquerda). Observações feitas com o Very Large Telescope do ESO sugerem que tais galáxias massivas com discos que formam estrelas no Universo primordial eram menos influenciadas pela matéria escura (mostrada em vermelho), uma vez que esta se encontrava menos concentrada. Como resultado, as regiões mais exteriores das galáxias distantes giram mais lentamente do que as regiões comparáveis em galáxias do Universo local. As suas curvas de rotação, em vez de se apresentarem planas, decrescem com o aumento do raio. Créditos: ESO/L. Calçada

Novas observações indicam que galáxias massivas que estavam formando estrelas durante o pico da formação galáctica, há 10 bilhões de anos atrás, eram dominadas por matéria “bariônica”, ou seja, matéria normal. Este fato está em perfeito contraste com as galáxias atuais, onde os efeitos da misteriosa matéria escura parecem ser muito maiores. Este resultado surpreendente foi obtido com o auxílio do Very Large Telescope do ESO e sugere que a matéria escura tinha menos influência no Universo primordial do que tem atualmente. Este trabalho foi apresentado em 4 artigos científicos.

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mar 16

Radiação energética de galáxias vizinhas pode ter ajudado a formar os primeiros buracos negros supermassivos no Universo Primordial

http://www.news.gatech.edu/hg/image/588634/original

O buraco negro supermassivo ilustrado à esquerda pode ser capaz de crescer rapidamente à medida que a radiação intensa de uma galáxia vizinha desliga a formação estelar em sua galáxia hospedeira. Crédito: John Wise, Georgia Tech

O aparecimento de buracos negros supermassivos nos primórdios do Universo tem deixado os astrônomos cheios de perguntas desde a sua descoberta há mais de uma década. Os cientistas julgavam que um buraco negro supermassivo se forma ao longo de bilhões de anos, mas foram revelados mais de duas dúzias destes buracos negros gigantes cerca 800 milhões de anos após o Big Bang, o qual ocorreu há 13,8 bilhões de anos.

Em novo estudo publicado em Nature Astronomy, um time de pesquisadores da Universidade da Cidade de Dublin, da Universidade de Columbia, da Georgia Tech e da Universidade de Helsinki, acrescentou evidências a uma teoria de como estes buracos negros antigos, com cerca de bilhões de vezes a massa do Sol, podem ter se formado e ganho massa rapidamente.

Em simulações computacionais, os pesquisadores mostram que um buraco negro pode crescer rapidamente no centro da sua galáxia hospedeira se uma galáxia próxima emite radiação suficiente para desligar a sua capacidade para formar estrelas. Desta forma, a galáxia hospedeira cresce até ao seu eventual colapso, formando um buraco negro que se alimenta do gás remanescente e mais tarde da poeira das estrelas moribundas e possivelmente de outros buracos negros, se tornando super gigante.

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mar 15

P/2016 J1: asteroide fragmentado desenvolve caudas similares a de um cometa

Seria esperado que asteroides do Cinturão Principal de Asteroides desenvolvam caudas como as que vemos em cometas?

Imagens do par de asteroides P/2016 J1 capturadas em 15 de maio de 2016. Os quadros mostram a região central, o asteroide e uma mancha difusa correspondente a cauda de poeira. Créditos: Moreno et al.

Sabemos que suas órbitas são circulares o suficiente para que os asteroides do cinturão principal não experimentem as variações radicais de temperatura que usualmente afetam os cometas quando estes mergulham na direção do periélio. No entanto, nós conhecemos cerca de 20 casos de asteroides que fazem justamente isso.

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mar 14

M42/M43: no Coração de Órion por Christoph Kaltseisd

https://apod.nasa.gov/apod/image/1703/M42kaltseis_Cedic.jpg

M42 e M43 – Crédito: Christoph Kaltseis, CEDIC 2017

Próximo ao centro desse preciso e magnífico retrato cósmico, no âmago da Nebulosa de Órion, residem quatro estrelas bem massivas muito quentes (entre 15 a 30 massas solares), as quais fazem parte do aglomerado aberto do Trapézio (Trapezium), descoberto por Galileo Galilei.

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