set 13

WASP-19b: um mundo infernal com céu de titânio

O VLT do ESO faz a primeira detecção de óxido de titânio em um exoplaneta

https://cdn.eso.org/images/large/eso1729a.jpg

Esta concepção artística mostra o exoplaneta WASP-19b, em cuja atmosfera astrônomos detectaram pela primeira vez óxido de titânio. Em quantidades suficientemente elevadas, o óxido de titânio pode impedir o calor de entrar ou escapar de uma atmosfera, levando a uma inversão térmica — a temperatura apresenta-se mais elevada na atmosfera superior e mais baixa na inferior, ou seja, o contrário do que acontece numa situação normal. Crédito: ESO/M. Kornmesser

Astrônomos usaram o Very Large Telescope do ESO para detectar pela primeira vez óxido de titânio na atmosfera de um exoplaneta. Esta descoberta feita em torno do planeta do tipo Júpiter quente chamado WASP-19b fez uso do poder do instrumento FORS2, tendo-nos fornecido informações únicas sobre a composição química e a estrutura de temperatura e pressão na atmosfera deste mundo quente e incomum. Os resultados foram publicados na Nature.

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set 07

LOFAR e FERMI: Telescópios “extremos” descobrem o segundo pulsar mais veloz conhecido  

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/superterp_and_gamma_sky_small_targets.jpg

O LOFAR (Low-Frequency Array) consiste de uma rede de milhares de antenas rádio, localizado principalmente na Holanda. O LOFAR descobriu dois novos pulsares de milissegundo investigando fontes de raios-gama anteriormente por descobrir avistada pelo Telescópio Espacial FERMI da NASA: O pulsar J0952-0607, realçado perto do centro à direita, gira 707 vezes por segundo e está agora classificado como o segundo pulsar mais rápido conhecido. A localização da primeira descoberta de um pulsar de milissegundo pelo LOFAR, J1552+5437, que gira 412 vezes por segundo, está para cima e à esquerda. A emissão rádio de ambos os pulsares diminui rapidamente a frequências mais altas, tornando-os ideais para o LOFAR. O topo desta composição mostra uma porção do céu em raios-gama medida pelo observatório de altas energias FERMI. Abaixo está o LOFAR perto de Exloo, Holanda, que hospeda as antenas principais do complexo de radiotelescópios. Créditos: NASA/DOE/Colaboração LAT do FERMI e ASTRON

Acompanhando as enigmáticas fontes altamente energéticas mapeadas pelo Telescópio Espacial de Raios-Gama FERMI da NASA, o radiotelescópio LOFAR (Low Frequency Array), na Holanda, identificou um pulsar girando a mais de 42.000 revoluções por minuto. Trata-se do segundo pulsar mais rápido conhecido.

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set 06

Gliese 710: GAIA divulga os encontros próximo do Sistema Solar com outras estrelas

http://www.esa.int/var/esa/storage/images/esa_multimedia/images/2013/12/gaia_mapping_the_stars_of_the_milky_way/13461326-3-eng-GB/Gaia_mapping_the_stars_of_the_Milky_Way.jpg

Impressão artística do Observatório Espacial GAIA mapeando as estrelas da Via Láctea. Crédito: ESA/ATG medialab; fundo – ESO/S. Brunier

Os movimentos de mais de 300.000 estrelas analisadas pelo satélite GAIA da ESA revelam que encontros próximos raros entre estrelas da Via Láctea com o nosso Sol podem perturbar a nuvem de cometas nos confins do nosso Sistema Solar, enviando eventualmente alguns deles na direção da Terra no futuro remoto.

À medida que o Sistema Solar se move através da Via Láctea e enquanto outras estrelas se movem nas suas órbitas, os “encontros próximos” interestelares são inevitáveis, embora o conceito de “próximo” signifique muitos trilhões de quilômetros.

Uma estrela, dependendo da sua massa e velocidade, precisaria chegar até cerca de 60 trilhões de quilômetros antes de começar a ter um efeito no distante reservatório de cometas do Sistema Solar, a Nuvem de Oort, que os astrônomos julgam que se espalhe por até 15 trilhões de quilômetros do Sol, cerca de 100.000 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

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set 04

A Águia e o Cisne por Josep Drudis

https://apod.nasa.gov/apod/image/1708/m16-m17-toa3-mosaic-crfl-final17-cc.jpg

M16 e M17 por Josep M. Drudis

A Nebulosa da Águia e a Nebulosa do Cisne se espalham nessa ampla paisagem cósmica, uma visão telescópica na direção do braço espiral de Sagittarius e do centro na nossa galáxia Via Láctea.

A Águia é conhecida formalmente como M16 e a vemos no topo da imagem, enquanto que o Cisne (M17) está na parte inferior do quadro. A astrofotografia processada por Josep Drudis mostra nuvens cósmicas como regiões brilhantes de ativa formação estelar. Esta área reside ao longo do braço espiral preenchida pela emissão característica avermelhada da radiação emanada pelo gás atômico do hidrogênio e da poeirenta nebulosa obscura.

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set 02

Plêiades: observatório Espacial Kepler revela a variabilidade das Sete Irmãs

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Esta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Kepler mostra os membros do aglomerado das Plêiades. O aglomerado abrange 42 CCDs (charge-coupled devices) dos 95 que constituem a câmara do Kepler. As sete estrelas mais brilhantes (Alcyone, Atlas, Electra, Maia, Merope, Taygeta e Pleione) são visíveis a olho nu. O Kepler não foi desenhado para observar estrelas assim tão brilhantes pois elas fazem com que a câmara fique saturada, produzindo picos e outros artefatos. Apesar desta séria degradação, a nova técnica permitiu que os astrônomos medissem cuidadosamente as mudanças no brilho destas estrelas enquanto o Kepler as observava durante quase três meses. Créditos: NASA/Universidade de Aarhus/T. White

As “Sete Irmãs”, assim conhecidas pelos antigos gregos, são agora conhecidas pelos astrônomos modernos como M45, ou como o aglomerado estelar aberto das Plêiades, um conjunto de estrelas visíveis a olho nu e estudadas há já milhares de anos por culturas espalhadas por todo o mundo. O Dr. Tim White do Centro de Astrofísica Estelar da Universidade de Aarhus, juntamente com o seu time de astrônomos dinamarqueses e internacionais, demonstraram uma poderosa nova técnica para observar estrelas como estas que, normalmente, são demasiadamente brilhantes para avistar com telescópios de alto desempenho. O seu trabalho foi publicado em MNRAS (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society).

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ago 31

O ALMA descobre enormes reservatórios de gás turbulento escondidos em galáxias distantes

Primeira detecção de CH+ em galáxias distantes com formação estelar explosiva fornece pistas novas sobre a história de formação estelar do Universo

https://cdn.eso.org/images/large/eso1727a.jpg

Concepção artística de gás alimentando galáxias distantes com formação estelar explosiva – Esta ilustração mostra como é que o gás que cai em galáxias distantes com formação estelar explosiva termina em vastos reservatórios turbulentos de gás frio que se estendem até 30 000 anos-luz além das regiões centrais. O ALMA foi usado para detectar estes reservatórios turbulentos de gás frio que rodeiam galáxias distantes semelhantes. Ao detectar CH+ pela primeira vez, este trabalho abre uma nova janela na exploração de uma época crítica de formação estelar no Universo. Crédito: ESO/L. Benassi

O ALMA detectou reservatórios turbulentos de gás frio em torno de galáxias distantes com formação estelar explosiva. Ao detectar CH+ pela primeira vez, este trabalho abre uma nova janela na exploração de uma época crítica de formação estelar no Universo. A presença deste íon lança uma nova luz sobre como é que as galáxias conseguem estender o seu período de formação estelar rápida. Os resultados foram publicados hoje na revista Nature.

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ago 28

CLASS B1152+199: VLA revela campo magnético de galáxia distante através de lente gravitacional

http://www.mpifr-bonn.mpg.de/3879318/standard_sans_both-1503667956.jpg

À esquerda: imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble do sistema de lente gravitacional CLASS B1152+199. O quasar de fundo sofre o efeito de lente graças a uma galáxia em frente, que produz duas imagens A e B. Direita: rotação de Faraday das imagens da lente. A imagem A deriva de uma linha de visão através dos arredores menos densos da galáxia que atua como lente com um campo magnético mais fraco, enquanto a imagem B deriva de uma linha de visão mais próxima do centro da galáxia, com mais densidade gasosa e um campo magnético mais forte. Créditos: Sui Ann Mao©; Arquivo Legado do Hubble (Rusin et al. 2002, MNRAS, 330, 205-211).

Com a ajuda de uma gigantesca lente gravitacional cósmica, os astrônomos mediram o campo magnético de uma galáxia a quase cinco bilhões de anos-luz de distância. Este marco astronômico está fornecendo pistas importantes sobre um problema nas fronteiras da cosmologia, a natureza e origem dos campos magnéticos que desempenham um papel importante na forma como as galáxias se desenvolvem ao longo do tempo.

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ago 25

O sistema estelar Trappist-1 é mais velho que nosso Sistema Solar

https://www.nasa.gov/sites/default/files/thumbnails/image/pia21751.jpg

Esta ilustração mostra o possível aspecto do sistema TRAPPIST-1 a partir de um ponto de vista próximo do exoplaneta TRAPPIST-1f (direita). Créditos: NASA/JPL-Caltech

Se queremos saber mais sobre se a vida poderá sobreviver em um planeta além do nosso Sistema Solar, é fundamental estimar a idade da sua estrela principal. As estrelas jovens liberam frequentemente radiação altamente energética sob a forma de erupções que podem atingir as superfícies dos seus exoplanetas. Se os exoplanetas são recém-formados, as suas órbitas também podem ser instáveis. Por outro lado, os exoplanetas que orbitam estrelas mais velhas sobreviveram a estes episódios flamejantes e juvenis, mas também foram expostos aos estragos da radiação estelar durante um período de tempo mais longo.

Agora, os astrônomos obtiveram uma boa estimativa da idade de um dos sistemas exoplanetários mais interessantes descobertos até à hoje, TRAPPIST-1, um sistema com sete mundos do tamanho da Terra em órbita de uma anã ultra fria situada a cerca de 40 anos-luz de distância. Os pesquisadores alegam em novo estudo, que a estrela TRAPPIST-1 é muito antiga: tem sua idade estimada entre 5,4 e 9,8 bilhões de anos. Poderá ser até duas vezes mais velha que o nosso próprio Sistema Solar, que se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos.

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ago 23

Antares: ESO divulga a melhor imagem já obtida da superfície e atmosfera de uma estrela

Primeiro mapa do movimento de matéria em uma estrela diferente do Sol

https://cdn.eso.org/images/screen/eso1726a.jpg

Com o auxílio do Interferômetro do Very Large Telescope do ESO, astrônomos construíram esta imagem notável da superfície da estrela supergigante vermelha Antares. Trata-se da imagem mais detalhada até hoje deste objeto, ou de qualquer outra estrela que não o Sol. Créditos: ESO/K. Ohnaka

Com o auxílio do Interferômetro do Very Large Telescope do ESO, astrônomos construíram a imagem mais detalhada até hoje de uma estrela — a supergigante vermelha Antares. Os astrônomos criaram também o primeiro mapa de velocidades do material na atmosfera da estrela — pela primeira vez para uma estrela diferente do Sol — revelando turbulência inesperada na enorme atmosfera extensa de Antares. Os resultados foram publicados na revista Nature.

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ago 20

Astrônomos confirmam através do ALMA que a lua Titã tem uma química que permite formar membranas celulares

http://www.almaobservatory.org/wp-content/uploads/2017/07/nrao17cb29a-2.jpg

Dados de arquivo do ALMA confirmaram que as moléculas de acrilonitrila residem na atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno. Titã é aqui vista em uma composição ótica (sua atmosfera) e no infravermelho (sua superfície) pela sonda robótica Cassini da NASA. Em um ambiente de metano líquido, a acrilonitrila pode eventualmente formar membranas celulares. Créditos: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF) & NASA

Titã, a lua criogênica de Saturno, tem uma atmosfera bastante curiosa. Além de uma mistura nublada de nitrogênio e de hidrocarbonetos como o metano e o etano, a atmosfera de Titã também contém uma série de moléculas orgânicas mais complexas, incluindo a acrilonitrila (cianeto de vinila). Essa molécula foi descoberta pelos astrônomos recentemente em dados dos arquivos levantados pelo complexo de radiotelescópios ALMA do ESO. Sob as condições ideais, como aquelas encontradas à superfície de Titã, a acrilonitrila pode eventualmente coalescer de forma natural formando esferas microscópicas que se assemelham a membranas celulares.

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