jan 19

GW170817/GRB170817A: Fusão de Estrelas de Nêutrons fornece um novo enigma astronômico

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A imagem mostra a fonte de ondas gravitacionais GW170817 capturada em raios-X, supostamente produzida pela fusão de duas estrelas de nêutrons. A imagem da esquerda é a soma das observações com o Observatório de raios-X Chandra da NASA, obtidas no final de agosto e início de setembro de 2017. A a imagem da direita é a soma das observações do Chandra obtidas no início de dezembro de 2017. Nota-se que a fonte se tornou cerca de 4 vezes mais brilhante ao longo de três meses. O evento teve lugar na galáxia NGC 4993, cujo centro também pode ser visto nas imagens. GW170817 foi observada pela primeira vez no dia 17 de agosto de 2017. Créditos: NASA / CXC / Universidade McGill l/ J. Ruan et al.

A radiação resultante de uma distante fusão de estrelas de nêutrons, detectada em agosto de 2017 (evento GW170817), continuou a aumentar, para a surpresa dos astrofísicos que estudam as consequências da gigantesca colisão que ocorreu a aproximadamente 138 milhões de anos-luz de distância e atirou ondas gravitacionais através do Universo.

Novas observações a partir do Observatório de raios-X Chandra da NASA, divulgadas no Astrophysical Journal Letters, indicam que a explosão de raios-gama (GRB170817A) desencadeada pela colisão é mais complexa do que os cientistas imaginaram originalmente.

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jan 17

ESO MUSE: Comportamento estranho de estrela revela buraco negro solitário no aglomerado estelar gigante NGC 3201

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Com o auxílio do instrumento MUSE do ESO, montado no Very Large Telescope no Chile, os astrônomos descobriram uma estrela no aglomerado NGC 3201 comportando-se de forma muito estranha. A estrela parece orbitar um buraco negro invisível com cerca de quatro vezes a massa do Sol — o primeiro buraco negro inativo de massa estelar a ser encontrado em um aglomerado globular. Esta importante descoberta tem um forte impacto na nossa compreensão da formação destes aglomerados estelares, buracos negros e origem de eventos de ondas gravitacionais. Esta imagem artística mostra como é que poderiam ser a estrela e o seu companheiro invisível, situados no coração rico do aglomerado estelar globular. Crédito: ESO / L. Calçada / spaceengine.org

Com o auxílio do instrumento MUSE do ESO, montado no Very Large Telescope no Chile, astrônomos descobriram uma estrela no aglomerado NGC 3201 comportando-se de forma muito estranha. A estrela parece orbitar um buraco negro invisível com cerca de quatro vezes a massa do Sol — o primeiro buraco negro inativo de massa estelar a ser encontrado num aglomerado globular e o primeiro descoberto diretamente através da detecção do seu efeito gravitacional. Essa importante descoberta tem um forte impacto em nossa compreensão da formação destes aglomerados estelares, buracos negros e origem de eventos de ondas gravitacionais.

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jan 15

Qual a massa máxima que as estrelas de nêutrons podem alcançar?

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Emissão de uma onda gravitacional a partir de uma estrela em colapso. Crédito: Universidade Goethe de Frankfurt

Desde sua descoberta nos anos de 1960, que os cientistas procuram responder a uma questão importante: qual massa máxima que as estrelas de nêutrons podem atingir? Contrastando com os buracos negros, estas estrelas não podem ganhar massa arbitrariamente, uma vez que após um certo limite, não há força física na natureza que possa contrariar a sua enorme força gravitacional. Pela primeira vez, astrofísicos da Universidade Goethe de Frankfurt conseguiram calcular um limite superior rigoroso para a massa máxima das estrelas de nêutrons.

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jan 05

CfA: Ondas Gravitacionais fornecem medidas da idade do Universo

https://www.cfa.harvard.edu/sites/www.cfa.harvard.edu/files/images/news//su201801.jpg

A imagem mostra a galáxia NGC4993 que hospeda o evento de onda gravitacional GW170817 que foi usado para medir a idade do Universo. A fonte deste evento é o ponto avermelhado para cima e para a esquerda do centro da galáxia. A fonte não aparecia em imagens anteriores. Créditos: NASA / ESA

A detecção direta de ondas gravitacionais em pelo menos cinco fontes nos últimos dois anos fornece uma confirmação notável do modelo de gravidade e espaço-tempo concebido por Einstein. A modelagem destes eventos também forneceu dados sobre a formação de estrelas massivas, explosões de raios-gama, características das estrelas de nêutrons e pela primeira vez a verificação de ideias teóricas sobre como os elementos muito pesados, como o ouro, são produzidos no Cosmos.

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dez 20

ESO revela bolhas gigantes na superfície de estrela gigante vermelha π1 Gruis

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Com o auxílio do Very Large Telescope do ESO, astrônomos observaram diretamente padrões de granulação na superfície de uma estrela fora do Sistema Solar — a gigante vermelha π1 Gruis. Esta nova imagem obtida com o instrumento PIONIER revela as células convectivas que constituem a superfície desta enorme estrela. Cada célula cobre mais de um quarto do diâmetro da estrela e tem cerca de 120 milhões de km de comprimento. Crédito: ESO

Com o auxílio do Very Large Telescope do ESO, astrônomos observaram diretamente pela primeira vez padrões de granulação na superfície de uma estrela moribunda — a gigante vermelha π1 Gruis. Esta nova imagem obtida com o instrumento PIONIER revela as células convectivas que constituem a superfície desta enorme estrela, com um diâmetro 350 vezes maior que o do Sol. Cada célula cobre mais de um quarto do diâmetro da estrela e tem cerca de 120 milhões de km de comprimento.

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dez 13

Sharpless 29: a maternidade estelar que salta à vista

https://www.eso.org/public/images/eso1740a/

A câmara OmegaCAM, montada no Telescópio de Rastreamento do VLT do ESO, capturou esta imagem resplandescente da maternidade estelar Sharpless 29. Podemos ver muitos fenômenos astronômicos na imagem, incluindo poeira cósmica e nuvens de gás que refletem, absorvem e re-emitem a luz de estrelas quentes jovens situadas no seio da nebulosa. Crédito: ESO

A câmera OmegaCAM montada no Telescópio de Rastreamento do VLT do ESO capturou esta imagem resplandecente da maternidade estelar Sharpless 29. Podemos ver muitos fenômenos astronômicos na imagem, incluindo poeira cósmica e nuvens de gás que refletem, absorvem e reemitem a luz de estrelas quentes jovens situadas na nebulosa.

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dez 05

Duas Super Terras orbitam a estrela anã vermelha K2-18

 

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Cientistas do Centro de Ciências Planetárias descobriram que o exoplaneta K2-18b poderia muito bem ser uma versão ampliada da Terra. Também descobriram que tem um vizinho. Crédito: Alex Boersma

Uma nova pesquisa, usando dados recolhidos pelo dispositivo HARPS do ESO, revelou que um exoplaneta pouco conhecido denominado K2-18b poderá muito bem ser uma versão ampliada da Terra. De forma igualmente emocionante, os mesmos pesquisadores descobriram que o tal exoplaneta provavelmente tem uma super-terra vizinha.

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nov 30

ESO: O instrumento MUSE completa o mais profundo rastreamento espectroscópico executado até hoje

Dez artigos científicos exploram as profundezas por mapear do Campo Ultra Profundo

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Esta imagem a cores mostra a região do Campo Ultra Profundo do Hubble, uma região minúscula mas muito bem estudada na constelação da Fornalha, observada pelo instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO. No entanto, esta imagem dá apenas uma visão muito parcial da riqueza dos dados do MUSE, os quais fornecem também um espectro para cada pixel da imagem. Este conjunto de dados permitiu aos astrônomos não apenas medir distâncias para muito mais destas galáxias do que antes — um total de 1600 — mas também descobrir muito mais sobre cada uma delas. Surpreendentemente, foram descobertas 72 novas galáxias que não tinham sido anteriormente descobertas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Créditos: ESO/MUSE HUDF collaboration

Com o auxílio do instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO no Chile, astrônomos efetuaram o rastreamento espectroscópico mais profundo realizado até à hoje. Os pesquisadores focaram-se no Campo Ultra Profundo do Hubble, medindo distâncias e propriedades de 1600 galáxias muito fracas, incluindo 72 galáxias que nunca tinham sido detectadas antes, nem mesmo com o próprio Hubble. Este conjunto de dados inovador deu já origem a dez artigos científicos, que estão sendo publicados em um número especial da revista Astronomy & Astrophysics. Esta enorme quantidade de novos dados fornece aos astrônomos informações sobre a formação estelar no Universo primordial, permitindo o estudo dos movimentos e outras propriedades das galáxias primitivas — possível graças às capacidades espectroscópicas únicas do MUSE.

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nov 27

Como medir o tamanho das estrelas de nêutrons?

 

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Impressão artística de uma estrela de nêutrons. Crédito: Rodion Kutsaev

As estrelas de nêutrons são feitas de matéria ultra densa. O modo como esta matéria se comporta é um dos maiores mistérios da física nuclear moderna. Investigadores desenvolveram um novo método para medir o raio das estrelas de nêutrons, o que os ajuda a entender o que acontece com a matéria dentro da estrela sob pressão extrema.

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nov 20

‘Oumuamua: Observações do ESO mostram que asteroide interestelar é diferente de todos os observados até hoje

VLT revela objeto escuro, vermelho e extremamente alongado

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Esta concepção artística mostra o primeiro asteroide interestelar descoberto: ‘Oumuamua. Este objeto único foi descoberto em 19 de outubro de 2017 pelo telescópio Pan-STARRS 1 no Havaí. Observações subsequentes obtidas pelo Very Large Telescope do ESO no Chile e por outros observatórios, mostram que este objeto viajava no espaço há milhões de anos antes do seu encontro casual com o nosso Sistema Solar. ‘Oumuamua parece ser vermelho escuro, metálico ou rochoso e extremamente alongado, com cerca de 400 metros de comprimento, nada parecido ao que encontramos normalmente no Sistema Solar. Créditos: ESO & /M. Kornmesser

Astrônomos estudaram pela primeira vez um asteroide que entrou no Sistema Solar vindo do espaço interestelar. Observações feitas com o Very Large Telescope do ESO no Chile e em outros observatórios do mundo mostram que este objeto único viajava no espaço há milhões de anos antes do seu encontro casual com o nosso Sistema Solar. O objeto parece ser vermelho escuro e extremamente alongado, metálico ou rochoso, nada parecido com o que encontramos normalmente no Sistema Solar. Estes novos resultados foram publicados na revista Nature em 20 de novembro de 2017.

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