fev 23

TRAPPIST-1: a Anã Superfria e seus Sete Exoplanetas

Mundos temperados do tamanho da Terra foram descobertos em um sistema planetário extraordinariamente rico

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Concepção artística do sistema TRAPPIST-1: esta concepção artística mostra a estrela TRAPPIST-1 e os seus exoplanetas refletidos em uma superfície esquemática. O potencial de existência de água em cada mundo está representado pelo gelo, poças de água e vapor de água. Esta é a imagem da capa da revista Nature de 22 de fevereiro de 2017. Créditos: NASA/R. Hurt/T. Pyle

Astrônomos descobriram um sistema com sete exoplanetas do tamanho da Terra a cerca de apenas 40 anos-luz de distância. Com o auxílio de telescópios no espaço e também no solo, incluindo o Very Large Telescope do ESO, os exoplanetas foram todos detectados quando passavam em frente da sua estrela progenitora, a estrela anã superfria chamada TRAPPIST-1. De acordo com o artigo científico publicado hoje na revista Nature, três dos exoplanetas situam-se na zona habitável da estrela e poderão ter oceanos de água à superfície, aumentando a possibilidade deste sistema planetário poder conter vida. O sistema tem ao mesmo tempo o maior número de exoplanetas do tamanho da Terra descoberto até agora e o maior número de mundos que poderão ter água líquida em sua superfície.

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Concepção artística da vista de um exoplaneta intermediário no sistema planetário TRAPPIST-1: esta concepção artística mostra a vista logo por cima da superfície de um dos exoplanetas intermediários do sistema TRAPPIST-1, com o brilho da estrela hospedeira iluminando a superfície rochosa. Há pelo menos sete exoplanetas que orbitam esta estrela anã superfria situada a 40 anos-luz da Terra e todos eles têm aproximadamente o mesmo tamanho da Terra. Vários destes exoplanetas encontram-se à distância certa da sua estrela para poderem ter água líquida em sua superfície.
Créditos: ESO/N. Bartmann/spaceengine.org

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fev 22

Mapeando a árvore genealógica das estrelas

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Esse diagrama mostra famílias genealógicas de estrelas na nossa Galáxia, incluindo o nosso Sol. Crédito: Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge / Jofré et al.

Os astrônomos pegaram emprestados alguns princípios aplicados na biologia e na arqueologia para construir uma ‘árvore genealógica’ das estrelas na Galáxia. Estudando as assinaturas químicas encontradas nas estrelas, os cientistas reuniram essas árvores evolutivas observando como as estrelas se formaram e como estão ligadas entre si. As assinaturas atuam como um análogo das sequências de ADN. O processo aborda a marcação química de estrelas e constitui a base da disciplina que os astrônomos chamam de ‘arqueologia galáctica’.

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fev 21

NGC 5907 X-1: XMM-Newton da ESA estuda o pulsar mais luminoso e distante conhecido

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O infográfico mostra a localização do pulsar identificado como NGC 5907 X-1, residente na galáxia espiral NGC 5907. A imagem tem dados de emissão de raios-X (azul/branco) obtidos pelo XMM-Newton da ESA e pelo Observatório de raios-X Chandra da NASA. Os dados óticos foram fornecidos pelo recenseamento SDSS (Sloan Digital Sky Survey – mostrado a galáxia e estrelas de fundo). A inserção mostra a pulsação de raios-X da estrela de nêutrons giratória, com um período de 1,13 segundos. Créditos: ESA/XMM-Newton; NASA/Chandra e SDSS

O XMM-Newton da ESA revelou dados de um pulsar mil vezes mais luminoso do que se pensava ser possível. O pulsar NGC 5907 X-1 é também o mais distante do seu tipo já detectado, pois sua radiação viajou 50 milhões de anos-luz até ser detectada pelo XMM-Newton.

Os pulsares são estrelas de nêutrons magnetizadas que giram e emitem pulsos regulares de radiação em dois feixes simétricos através do Cosmos. Quando estão devidamente alinhados com a Terra, estes feixes são como um farol que parece ligar e desligar-se à medida que o pulsar gira. Os pulsares são as “cinzas” remanescentes de estrelas massivas que explodiram como poderosas supernovas no final da sua vida natural, antes de se tornarem pequenos “cadáveres” estelares extraordinariamente densos.

Esta fonte de raios-X é a mais luminosa do seu tipo já detectada até hoje pois é 10 vezes mais brilhante do que a fonte anterior detentora do recorde. Em apenas um segundo, a fonte NGC 5907 X-1 emite o equivalente a quantidade de energia liberada pelo nosso Sol em 3,5 anos.

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fev 20

Revelando a origem e a natureza da periferia das megalópoles estelares

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Mosaico com imagens no infravermelho das seis galáxias elípticas massivas a meio da idade atual do Universo que se encontram no Campo Ultra Profundo do Hubble (HUDF). As imagens revelam envelopes estelares, assim como potenciais galáxias satélite. Créditos: Ignacio Trujillo, com imagens do programa de 2012 do HUDF.

O mais detalhado estudo [1] da periferia de galáxias elípticas massivas a meio da idade atual do Universo foi feito por uma equipe internacional liderada por Fernando Buitrago, do IA (Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço [2] e da FCUL (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa). O estudo foi publicado na revista MNRAS (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society) e contribui para a compreensão de como as maiores galáxias do Universo evoluíram no tempo.

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fev 19

WD 1425+540: Hubble revela evidências inéditas sobre um cometa que foi destroçado por uma anã branca

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Esta impressão artística mostra um objeto parecido a um cometa gigante caindo na direção de uma anã branca. Novas observações com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostram evidências de um cinturão de corpos parecidos com cometas em órbita de uma anã branca, similar ao Cinturão de Kuiper do nosso próprio Sistema Solar. As descobertas também sugerem a presença de um ou mais exoplanetas sobreviventes, ainda por descobrir em redor da anã branca, que podem ter perturbado o cinturão o suficiente para enviar estes objetos gelados na direção da estrela colapsada. Créditos: NASA, ESA e Z. Levy (STScI)

Cientistas que usam o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA observaram, pela primeira vez, um objeto gigantesco, similar a um cometa, que foi rasgado e espalhado na atmosfera de uma anã branca. O objeto destruído tinha uma composição química parecida com a do nosso Cometa Halley, mas esse objeto era 100.000 vezes mais massivo do que o seu famoso homólogo do Sistema Solar.

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fev 18

A Tulipa e o microquasar Cygnus X-1 por Ivan Eder

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Nebulosa da Tulipa e a onda de choque do microquasar Cygnus X1 nos filtros de H-alpha e OIII por Ivan Eder

Capturando uma brilhante região de emissão, essa visão telescópica retrata uma área ao longo do plano da nossa galáxia Via Láctea na direção da constelação rica em nebulosas conhecida por Cygnus, o Cisne.

Popularmente conhecida como a nebulosa da Tulipa, essa luminosa nuvem de gás interestelar e poeira cósmica consta do catálogo de 1959 produzido pelo astrônomo Stewart Sharpless com a designação de Sh2-101.

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fev 17

ESO: ALMA revela a estrutura do Sistema Protoestelar de baixa massa L1527

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Impressão artística da do sistema protoestelar L1527. Créditos: N. Sakai, ALMA, ESO

Um time de astrônomos usou a rede de radiotelescópios ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) do ESO para observar o sistema perfilado da protoestrela de baixa massa L1527 (IRAS 04368+2557). Esta protoestrela encontra-se em uma região de formação estelar na nuvem molecular de Touro, a cerca de 450 anos-luz de distância. L1527 tem um disco protoplanetário giratório o qual é visto quase de lado da perspectiva da Terra, embebido num grande invólucro de moléculas e poeira. O ALMA permitiu com que os investigadores resolvessem de forma inédita a estrutura deste jovem sistema estelar.

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fev 16

Estrelas faltantes na vizinhança do sistema solar revelam a velocidade e a distância do Sol ao centro da Via Láctea

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Impressão artística do observatório espacial GAIA mapeando as estrelas da Via Láctea. Créditos: Imagem do GAIA: ESA/ATG medialab; imagem de fundo: ESO/S. Brunier

Através de um novo procedimento que usou os dados do telescópio espacial GAIA, os astrônomos da Universidade de Toronto estimaram que a velocidade do Sol em sua órbita em torno do centro da Via Láctea é de aproximadamente 240 km/s.

Em seguida, os astrônomos usaram esse resultado para calcular que o Sol está a aproximadamente 7,9 kiloparsecs do Centro da Galáxia, quase vinte e seis mil anos-luz.

Através do uso dos dados do telescópio espacial GAIA e conjuntamente com o levantamento RAVE (RAdial Velocity Experiment) [1], Jason Hunt e colegas determinaram as velocidades de mais de 200.000 estrelas em relação ao Sol. Jason Hunt é membro do Instituto Dunlap para Astronomia e Astrofísica da Universidade de Toronto, Canadá.

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fev 15

OH 231.8+04.2: a Nebulosa do ‘Ovo Podre’ revelada pelo Hubble e processada por Judy Schmidt

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OH 231.8+04.2: a Nebulosa do ‘Ovo Podre’ revelada pelo Hubble e processada por Judy Schmidt

Nuvens em expansão revelam espetacularmente o fim da vida útil da estrela central na Nebulosa Calabash.

Uma estrela antes ordinária, similar ao nosso Sol, esgotou o seu combustível nuclear, causando que suas áreas centrais se contraíssem e criassem uma anã branca.

Durante o processo de contração, parte da energia liberada fez com que suas camadas externas se expandam. Nesse caso, o resultado é uma fotogênica nebulosa planetária.

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fev 14

NGC 2237: a ‘Nebulosa Roseta’ por Evangelos Souglakos

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NGC 2237: a ‘Nebulosa Roseta’ por Evangelos Souglakos

Se a Nebulosa Roseta (Rosette Nebula) tivesse outro nome pareceria tão delicada? A insípida designação dada pelo New General Catalog (sigla NGC) da nuvem cósmica NGC 2237 não parece influenciar e diminuir a beleza da aparência dessa nebulosa de emissão em formato de flor.

Dentro da nebulosa reside um aglomerado estelar aberto com brilhantes estrelas, designado como NGC 2244. As estrelas por lá se formaram há ‘apenas’ cerca de 4 milhões de anos dos escombros da nebulosa. Seus poderosos ventos estelares estão agora limpando e gerando uma cavidade no centro da nebulosa, isolada por uma camada de poeira cósmica e gás aquecido.

A radiação ultravioleta das energéticas estrelas quentes do aglomerado fazem com que a nebulosa circundante se ilumine. A Nebulosa Roseta (Rosette Nebula) tem um diâmetro estimado em 100 anos luz e reside a cerca de 5.000 anos luz de distância. A NGC 2237 pode ser observada com pequenos telescópios na direção da constelação do Unicórnio (Monoceros).

Fonte: APOD: The Rosette Nebula – crédito da imagem©: Evangelos Souglakos

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