dez 10

ESO: a matéria escura pode ser mais uniforme do que se esperava

Estudo detalhado de uma grande área do céu feito com base em dados do VST revela resultado intrigante

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Mapa da matéria escura da região G9 do levantamento KiDS. Este mapa de matéria escura no Universo foi obtido a partir de dados do levantamento KiDS, efetuado pelo Telescópio de Rastreamento do VLT, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. O mapa revela-nos uma rede extensa de regiões densas (iluminadas) e vazias (escuras). Esta imagem corresponde a uma das cinco regiões do céu observadas pelo KiDS. A matéria escura invisível está em cor de rosa e cobre uma área do céu de cerca de 280 vezes o tamanho da Lua Cheia. Esta imagem reconstruída foi criada a partir da análise da radiação coletada de mais de 2 milhões de galáxias distantes, situadas a mais de 6 bilhões de anos-luz de distância da Terra. As imagens das galáxias observadas estavam distorcidas pela atração gravitacional da matéria escura, que ocorre à medida que a radiação emitida pelas galáxias viaja através do Universo. Podemos ver na imagem algumas regiões escuras pequenas com fronteiras pronunciadas, que correspondem à localização de estrelas brilhantes e outros objetos próximos que se encontravam no trajeto da radiação emitida pelas galáxias mais distantes e que foram, por isso, retiradas destes mapas, já que nestas regiões não podemos medir nenhum sinal de lente gravitacional fraca. Créditos: Kilo-Degree Survey Collaboration/H. Hildebrandt & B. Giblin/ESO

A análise de um enorme levantamento de galáxias, obtido pelo Telescópio de Rastreamento do VLT do ESO (VST) no Chile, sugere que a matéria escura pode ser menos densa e estar distribuída de forma mais uniforme no espaço do que o que se pensava anteriormente. Uma equipe internacional de astrônomos utilizou dados do Rastreamento KiDS (Kilo Degree Survey) para estudar como é que a radiação emitida por cerca de 15 milhões de galáxias distantes é afetada pela influência gravitacional da matéria das estruturas com maiores escalas do Universo. Os resultados do estudo parecem estar em desacordo com resultados anteriores obtidos com o satélite Planck.

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dez 09

IC 4628: visões da Nebulosa do Camarão por Michael Sidonio e por Roberto Colombari

http://apod.nasa.gov/apod/image/1607/Prawn_Sidonio_2070.jpg

A Nebulosa do Camarão por Michael Sidonio

Ao sul da estrela Antares, na cauda da constelação de Escorpião (Scorpius), um lugar rico em nebulosas, encontra-se a nebulosa de emissão IC 4628. Vizinhas a essa nebulosa habitam estrelas jovens de grande massa, as quais energizam a nuvem cósmica com a invisível radiação ultravioleta, arrancando os elétrons de seus átomos. Os elétrons eventualmente se recombinam com outros átomos para produzir o brilho visível da nebulosa, dominado pela emissão vermelha de hidrogênio.

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dez 08

Cientistas elucidam os mistério das galáxias ultra difusas

http://www.nbi.ku.dk/Nyheder/nyheder_16/mysterium-om-ultra-diffuse-lyssvage-galakser-loest/2ultra-diffuse-galakser1280.jpg

Essa imagem fornece uma visualização da distribuição estelar em galáxias ultra difusas simuladas. As galáxias são tão tênues quanto as galáxias anãs, mas ocupam uma área tão grande quanto a nossa Via Láctea. Uma nova investigação mostra que se existirem um grande número de supernovas durante o processo de formação estelar, isto poderá empurrar as estrelas e a matéria escura para fora, fazendo com que a galáxia se expanda. O fato da galáxia ficar espalhada sobre uma área maior significa que se torna mais difusa e difícil de observar com telescópios. A imagem mostra duas galáxias ultra difusas simuladas, sobrepostas sobre uma imagem do Hubble com galáxias de fundo. Créditos: Arianna Di Cintio, Chris Brook, simulações NIHAO e Telescópio Espacial Hubble

Ao longo do último ano, pesquisadores observaram algumas galáxias muito tênues e difusas. As galáxias estudadas são tão tênues quanto as galáxias anãs, mas estão distribuídas em uma área tão grande quanto a Via Láctea. Tem sido um mistério, como galáxias tão tênues, com até 1.000 vezes menos estrelas do que a Via Láctea, conseguem ser tão grandes. Agora, uma nova investigação do Instituto Niels Bohr mostra que se um grande número de supernovas explodirem durante o processo de formação estelar, isto poderá empurrar as estrelas e a matéria escura para fora, fazendo com que a galáxia se expanda.

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dez 07

Juno captura Aurora no Polo Sul de Júpiter

Que oval brilhante é esse sobre o Polo Sul de Júpiter? Uma aurora!

https://apod.nasa.gov/apod/image/1612/Aurora2_Juno_1041.jpg

Aurora joviana capturada pela sonda robótica JUNO da NASA

Perto da passagem mais próxima perto de Júpiter em agosto de 2016 a espaçonave robótica Juno da NASA capturou essa notável imagem em infravermelho que exibe um brilhante anel de aurora joviana.

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dez 06

Aglomerado de galáxias embrionário encontrado imerso em nuvem gigante de gás frio

https://public.nrao.edu/images/pr/2016df/nrao16df05/nrao16df05a_nrao.jpg

Impressão artística retrata a “Teia de Aranha”. Nessa imagem, as protogaláxias podem ser vistas em branco e rosa e o azul indica a localização do gás CO (monóxido de carbono) no qual as galáxias estão imersas. Créditos: ESO/M. Kornmesser.

Astrônomos que estavam analisando um aglomerado de protogaláxias ainda em formação, vistos como eram há mais de 10 bilhões de anos, encontraram uma galáxia gigante no centro do mesmo, a qual está se formando a partir de uma sopa surpreendentemente densa de gás molecular.

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dez 05

NGC 7331 e o Quinteto de Stephan em Pegasus por Péter Feltóti

http://apod.nasa.gov/apod/image/1612/KESZ_18_vagas16-9_feliratos2048.jpg

Galáxias em Pegasus por Péter Feltóti

Essa precisa visão telescópica de campo largo revela galáxias espalhadas além das estrelas da nossa Galáxia Via Láctea na fronteira norte da constelação do Cavalo Alado Pegasus.

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dez 05

Impressões digitais do Universo primordial

https://cdn.eso.org/images/large/potw1649a.jpg

Impressões digitais do Universo primordial – créditos: ESO / V. D’Odorico (Osservatorio Astronomico di Trieste, Italy)

As galáxias mais massivas do Universo hospedam buracos negros supermassivos nos seus centros. Estes buracos negros verdadeiramente colossais “engolem” o material que os rodeia a taxas extremamente elevadas, liberando enormes quantidades de radiação no processo e resplandecendo, sendo os objetos mais brilhantes que se conhecem no Universo!

Apesar das enormes distâncias a que se encontram da Terra, as regiões que rodeiam estes buracos negros brilham tão intensamente que a sua aparência é semelhante às estrelas da nossa própria galáxia, a Via Láctea.

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dez 04

TED: Laura Bradis explica sobre Matéria Escura

Apenas uma pequena fração da matéria em nosso universo é visível, Todo o resto é invisível. A “matéria escura” é tão tímida que só sabemos que ela existe por causa de seus ostensivos puxões gravitacionais nos corpos celestes. A Física Laura Baudis da Universidade de Zurique explicou no TED a história da pesquisa sobre a “matéria escura” e como os cientistas esperam descobrir suas misteriosas propriedades, aprisionando, rastreando ou até mesmo criando-a usando as melhores ferramentas do mundo.

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dez 03

ESO: Primeiros sinais de estranha propriedade quântica do espaço vazio?

Observações VLT de estrela de nêutrons podem confirmar previsão com 80 anos sobre o vácuo

https://cdn.eso.org/images/large/eso1641a.jpg

Esta concepção artística mostra como é que a radiação emitida pela superfície de uma estrela de nêutrons fortemente magnetizada (à esquerda) se polariza linearmente à medida que viaja através do vácuo do espaço que envolve a estrela no seu percurso até chegar à Terra (à direita). A polarização da radiação observada no campo magnético extremamente forte sugere que o espaço vazio que rodeia a estrela de nêutrons está sujeito a um efeito quântico chamado birrefringência do vácuo, uma previsão da eletrodinâmica quântica. Este efeito foi previsto nos anos 1930 mas nunca foi observado até agora. As direções dos campos magnético e elétrico estão marcadas com linhas vermelhas e azuis. Simulações de modelos obtidas por Roberto Taverna (Universidade de Pádua, Itália) e Denis Gonzalez Caniulef (UCL/MSSL, RU) mostram como estas se alinham ao longo de uma direção preferencial quando a radiação passa pela região em torno da estrela de nêutrons. Créditos: ESO/L. Calçada

Ao estudar com o Very Large Telescope do ESO a radiação emitida por uma estrela de nêutrons muito densa e fortemente magnetizada, astrônomos descobriram os primeiras indícios observacionais de um estranho efeito quântico, previsto inicialmente nos anos 1930. A polarização da radiação observada sugere que o espaço vazio em torno da estrela de nêutrons está sujeito a um efeito quântico conhecido por birrefringência do vácuo.

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dez 02

AE Aurigae e a Nebulosa da Estrela Flamejante por Adam Block

https://apod.nasa.gov/apod/image/1612/ic405s_2block.jpg

IC 405 por Adam Block

Uma massiva estrela em fuga ilumina a “Nebulosa da Estrela Flamejante”, nessa paisagem cósmica.

Essa nebulosa está catalogada como IC 405. Suas nuvens interestelares de gás e poeira cósmica reside a cerca de 1.500 anos luz na direção constelação de Auriga.

AE Aurigae (o objeto muito brilhante na parte superior esquerda do quadro) é uma estrela quente e massiva tipo O que se move rapidamente pelo espaço. Provavelmente AE Aurigae foi expulsa devido a uma interação multi-estelar nas vizinhanças da Nebulosa de Órion há milhões de anos.

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